Companhia das Letras

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Companhia das Letras
Tipo Editora
Fundação 1986
Fundador(es) Luiz Schwarcz
Lilia Moritz Schwarcz
Sede São Paulo
Proprietário(s) Luiz Schwarcz
Lilia Moritz Schwarcz
Fernando Moreira Salles
Gilson Prior Micelli
Pessoas-chave Luiz Schwarcz
Lilia Moritz Schwarcz
Fernando Moreira Salles
Gilson Prior Micelli
Empregados 1.032[1]
Produtos Livros
Divisões Companhia das Letras
Cia. das Letras
Companhia das Letrinhas
Companhia de Bolso
Quadrinhos na Cia.
Penguin-Companhia
Editora Claro Enigma.
Faturamento R$ 196 milhões em (2009)[2]
Página oficial Companhia das Letras

A Companhia das Letras é uma editora brasileira fundada em 1986, com sede em São Paulo.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Fundada por Luiz Schwarcz, que vinha da experiência de trabalho na Editora Brasiliense, e sua esposa Lilia Moritz Schwarcz, teve como um dos quatro primeiros livros publicados Rumo à Estação Finlândia, de Edmund Wilson, sucesso de vendas que impulsionou a editora, e nos primeiros 12 meses de existência, lançou 48 títulos. Três anos depois se associou ao empreendimento o economista e escritor Fernando Moreira Salles[3] .

Em 24 anos, a editora publicou quase três mil títulos, de 1.300 autores, incluindo os lançamentos dos outros selos da editora. Em 2009, foram mais de 230 títulos publicados, e no total a editora tem 3.239 títulos, sendo 2.800 em catálogo[4] . A tiragem média é de 10.500 exemplares, e o livro mais vendido foi As Barbas do Imperador, com 3,950 milhões exemplares.

As duas principais linhas editoriais da Companhia das Letras são, desde o início, literatura e ciências humanas, que se ramificam em: ficção brasileira, ficção estrangeira, poesia, policiais, crítica literária, ensaios de história, ciência política, antropologia, filosofia, psicanálise, além de séries de fotografia, gastronomia, divulgação científica, biografias, memórias, relatos de viagem e projetos especiais.

Possui ao todo sete selos: Companhia das Letras, Cia. das Letras, Companhia das Letrinhas, Companhia de Bolso, Quadrinhos na Cia., Penguin-Companhia, Editora Claro Enigma.

Criado em 1992, o selo Companhia das Letrinhas tem como proposta editar livros voltados ao público infanto-juvenil[5] .

O selo Cia. das Letras, que surgiu em 1994, desenvolve duas linhas básicas: de um lado, publica livros de ficção e não ficção voltados para pré-adolescentes e adolescentes; de outro, obras de interesse para diferentes faixas etárias, como O mundo de Sofia, O menino do pijama listrado e a coleção Desventuras em Série[1] .

Em 2006 foi criado o selo Companhia de Bolso pelo editor-chefe Gilson Prior Micelli, que relança em edição econômica os grandes sucessos da Companhia das Letras. Em 2009, foram criados mais três selos: Quadrinhos na Cia., Editora Claro Enigma e Penguin Companhia. Quadrinhos na Cia. traz uma linha dedicada aos quadrinhos. A editora Claro Enigma é ligada à educação, com material paradidático.

Em 2010, o selo Penguin Companhia passa a editar, em português, obras do catálogo da Penguin Classics, com o formato internacionalmente reconhecido da coleção, e uma série de clássicos em língua portuguesa, além de novos projetos idealizados especialmente para a coleção. Em 5 de dezembro de 2011 a editora britânica (Penguin) comprou 25% da Companhia das Letras e o empresário carioca Gilson Prior Micelli comprou 20%, sendo criado uma holding das famílias Moreira Salles e Schwarcz para administrar os 55% de participação da editora[6] .

Enquete[editar | editar código-fonte]

Em 23 de julho de 2012, o jornal Valor Econômico, que promovera uma enquete com um grupo de críticos e professores para identificar qual é a melhor editora do Brasil, apresentou como resultado a Companhia das Letras em primeiro lugar (81%), e a Cosac Naify em segundo (76%)[4] . Em 3º lugar ficaram a Editora 34, a Martins Fontes e a Record; em 4º a Editora UFMG e a Nota do Tempo; em 5º Ateliê Editorial, Editora Hedra, Editora Iluminuras, Editora da Unicamp[7] ; em 6º lugar Contraponto Editora, Difel, Edusp, Editora Escrituras, Editora Perspectiva, UnB, Editora Vozes, WMF Martins Fontes, Zahar Editores.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. a b Companhia das Letras
  2. FERRARI, Mário, 2010
  3. Folha Online, 12/12/2008
  4. a b FERRARI, Márcio, 2010
  5. Girafamania
  6. Editora britânica Penguin compra 35% da Companhia das Letras Portal Folha - acessado em 5 de dezembro de 2011
  7. ALVES FILHO, Manuel, 2010, p. 10

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • FERRARI, Márcio. Valor Econômico. São Paulo, 23 de julho de 2010. In: Clipping
  • ALVES FILHO, Manuel. Editora da Unicamp é relacionada entre as melhores do país. Jornal da Unicamp, 2 a 8 de agosto de 2010, p. 10
  • ILUSTRADA 50 ANOS: 2006 - O império da Companhia das Letras. In: Folha Online, 12/12/2008

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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