Companhias livres

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As Companhias Livres, as Grandes Compagnies ou as Grandes Companhias eram as unidades de soldados mercenários que foram utilizadas pelos franceses durante a Guerra dos Cem Anos.

A contractação de soldados mercenários para lutar nas guerras europeias estava já bem estabelecida, quando os reis de França os agruparam em grandes unidades, que chegaram a ter milhares de integrantes (na sua maioria homens, mas também muitas mulheres cujo o estatuto e funções variava; desde mulheres que acompanhavam os seus maridos a prostitutas).

Dada a natureza como a Guerra dos Cem Anos foi travada, com longos períodos de inactividade e paz, muitos elementos, senão mesmo a totalidade das unidades, dedicavam-se à pilhagem dos campos, camponeses, aldeias e pequenas vilas, como forma de subsistência enquanto não eram novamente contratados por uma das partes para lutar.

Algumas destas Grandes Compagnies foram comandadas por nobres, e serviram para defender os interesses do Rei de França, como no caso da Grande Compagnie comandada pelo condestável de França Bertrand du Guesclin enviada para apoiar Henrique de Trastâmara na guerra contra o seu meio-irmão Pedro, o Cruel, que disputavam a coroa do Reino de Castela.


Algumas "Grandes Compagnies"[editar | editar código-fonte]

Tard-Venus (literalmente os chegados tarde)

Os Tard-Venus foram os mercenários desmobilizados após o Tratado de Brétigny (8 de maio de 1360). Sob as ordens de Petit Meschin e Seguin de Badefol lutaram da Bourgogne ao Languedoc. Em 1362 derrotam em Brignais Jacques II de Bourbon, conde de La Marche.

Compagnie blanche (Companhia Branca)

A Compagnie Blanche formou-se após o Tratado de Brétigny, sob as ordens de John Hawkwood.