Comportamento

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O comportamento é definido como o conjunto de reações de um sistema dinâmico, em fase às interações e renovação propiciadas pelo meio onde está envolvido. Exemplos de comportamentos são: comportamento social, comportamento humano, comportamento animal, comportamento atmosférico, etc.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Latim cum me porto = como me porto[1] .

Individualidades e teoria de sistemas[editar | editar código-fonte]

Quando tratamos de individualidades, podemos definir como o conjunto de reações e atitudes de um indivíduo ou grupo de indivíduos em face do meio social.

Em teoria de sistemas, comportamento é a resposta observável de um estímulo. Nos animais, por exemplo, envolve essencialmente instintos e hábitos aprendidos. O ser humano está sempre recebendo estímulos do ambiente em que vive e interage, seu comportamento, ou seja, suas respostas a esses estímulos, variam muito de acordo com cada pessoa.

Instinto e cultura[editar | editar código-fonte]

Dois exemplos clássicos de comportamento são instintivo e cultural, desenvolvidos ao extremo, são o dos insetos, por um lado, e dos mamíferos, por outro. Enquanto que os primeiros praticamente não têm aprendizado e nascem com quase toda a informação que precisam para sobreviver, os segundos são seres com comportamento social e que precisam da convivência em grupo (pelo menos na infância) para adquirir o acúmulo de sucessos das gerações anteriores, transmitido culturalmente e não no equipamento genético.

Respondente e operante[editar | editar código-fonte]

Os comportamentos são divididos em duas classes: Respondente e Operante.

  • Respondente ou Reflexo: involuntário; ação de componentes físicos do corpo (ex: glândulas, sudorese, etc…); (Sistema Nervoso Autônomo [S.N.A.])
  • Operante: voluntário; ação de músculos que estão sob controle espontâneo (ex: comer, falar…); é controlado pelas suas conseqüências.

Psicologia[editar | editar código-fonte]

Em psicologia, o comportamento é a conduta, procedimento, ou o conjunto das reações observáveis em indivíduos em determinadas circunstâncias inseridos em ambientes controlados. Podendo ser descrito como uma contingência tríplice composta de antecedentes-respostas-conseqüências, ou respostas de um membro da contingência.

O comportamento é objeto de estudo do Behaviorismo, uma das mais importantes abordagens da psicologia, que se iniciou no começo do século XX, e foi proposto por John Broadus Watson.

Freud[editar | editar código-fonte]

Freud salientou a importante relação existente entre o comportamento de um ser humano adulto e certos episódios de sua infância, mas resolveu preencher o considerável hiato entre causa e efeito com atividades ou estados do aparelho mental. Desejos conscientes ou inconscientes ou emoções no adulto representam esses episódios passados e são considerados como os responsáveis diretos de seu efeito sobre o comportamento. Em relação aos costumes e comportamentos sociais esse autor trouxe uma série de contribuições para antropologia tomando essa ciência como referência para a psicanálise, o método clínico que desenvolveu.

Antropologia[editar | editar código-fonte]

Em antropologia cultural, os componentes considerados inatos no comportamento humano (como o sexo, instintos de agressividade e de competição) poderiam ser modificados. A cultura seria capaz de reprimir ou alterar esses comportamentos.

Com a intenção de fazer uma psicologia científica, que se distanciasse o máximo possível das probabilidades de erro das inferências realizadas pelos métodos subjetivos, John B. Watson iniciou, em 1912, um movimento em psicologia denominado behaviorismo, que é um palavra advinda de behavior, em inglês, que corresponde a comportamento. Muitos psicólogos têm definido a psicologia como ciência do comportamento, tendo como finalidade compreendê-lo para modificá-lo e prevê-lo, quando necessário.

Nesta concepção, toda vida mental manifesta-se através de atos, gestos, palavras, expressões, realizações, atitudes ou qualquer reação do homem a estímulos do meio ambiente. Desta forma, o psicólogo deve observar apenas estas manifestações, deixando de lado o método introspectivo, onde as falhas eram freqüentes, para se utilizar da extrospecção que consiste na observação exterior. O behaviorismo evoluiu muito depois da concepção comportamental de Watson e, atualmente, vai além das limitações da época, em que a psicologia não passava do estudo das relações entre o estímulo observável que o homem ou animal sofriam e a resposta que emitiam a partir deles.

O behavioristas atuais consideram o organismo e as diferenças comportamentais que acontecem a depender da situação, da privação e da história de vida de cada um. O estado do organismo interfere na resposta que ele emitirá frente a determinado estímulo. As reações podem ser psíquicas ou puramente fisiológicas. As reações fisiológicas de um organismo, para alguns teóricos, não são chamadas de comportamento. Atualmente, os psicólogos definem comportamento como as reações globais do organismo que possuem uma significação. Outra concepção de comportamento trabalha com definições de comportamento inato que todos os seres da mesma espécie apresentam na presença de um determinado estímulo, como é o caso da contração e dilatação das pupilas na presença de luz ou na ausência dela e outras reações que não precisam ser aprendidas.

Este tipo de comportamento também é definido como respondente. Nesta concepção, o outro tipo de comportamento é o adquirido, que é mutável e que se caracteriza por ser uma reação que pode ser diferente, mesmo se tratando da mesma estimulação a indivíduos da mesma espécie, ou até ao mesmo indivíduo em diferentes situações. Este tipo de comportamento vai se instalando no decorrer da vida de cada sujeito e, normalmente, adquire significados que dizem respeito à história de vida de cada um. Estes comportamentos, em geral, são denominados operantes porque operam sobre o ambiente. Muitas vezes o comportamento verbal é de fundamental importância para o entendimento do significado da resposta emitida pelo sujeito. Em muitos casos, a expressão através da linguagem é extremamente reduzida e, nestes casos, a reação pode ser considerada superficial. A reação superficial, no conceito do Dr. Spitz, diz respeito a respostas emitidas por crianças ainda muito pequenas e que não perceberam ainda, totalmente, as significações da pessoa humana.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Psicologia[editar | editar código-fonte]

Sociologia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências