Comunicação interatrial
A comunicação interatrial é uma cardiopatia congênita caracterizada por uma abertura no septo interatrial, que permite a passagem do sangue do átrio esquerdo (alta pressão) para o átrio direito (baixa pressão).1
Pode ocorrer como uma abertura em:1
- Ostium secundum (forame oval), afeta a parte medial do septo interatril;
- Seio venoso, afeta a parte superior do septo interatrial;
- Ostium primum, afeta a parte inferior do septo interatrial.
O fluxo sanguíneo do átrio esquerdo para o átrio direito resulta em um aumento da saturação de oxigênio no átrio direito, ventrículo direito e tronco pulmonar. O fluxo pulmonar aumentado leva a um aumento da resistência arteriolar pulmonar e insuficiência cardíaca direita.
Pode ser diagnosticada por eletrocardiograma, raio X de tórax ou ecocardiograma, e seu tratamento é apenas cirúrgico.1
INTRODUÇÃO
Se refere a uma anomalia no coração, localizada no septo interatrial, sendo assim, há a mistura de sangue arterial e venoso que vão aos pulmões. Ocorre em três grupos basicamente: - Seio venoso, que a “abertura” se localiza na parte superior do septo interatrial. - Ostium secundum, se localiza na parte da fossa oval, ou seja, a parte medial do septo, sendo a forma mais comum. - Ostium primum, que fica localizado mais inferiormente no septo.
A imagem a seguir, mostra com detalhes a anomalia cardíaca:
-
Im12.jpg
normal X anormal
A ANOMALIA
A anomalia, Comunicação Interatrial, se refere basicamente há uma abertura no septo interatrial, fazendo com que os sangues dos átrios se comuniquem entre si. É mais comum, que o sangue circule do septo esquerdo para o septo direito, pois a pressão no lado esquerdo é superior à pressão do lado direito. Sendo assim, há um hiperfluxo de sangue para o pulmão, com isso ocorre um aumento da resistência arteriolar pulmonar seguido por uma insuficiência cardíaca no lado direito. Ocorre em uma a cada dez mil pessoas (1:10.000), predominando no sexo feminino, e é diagnosticado por meio de ausculta cardíaca, por meio de um sopro sistólico aumentado. Com o problema, há uma piora da qualidade de vida, pois há palpitações, cansaços, fadiga entre uma redução de atividades diárias.
DIFERENÇA NORMAL X ANORMAL No coração normal, a divisão dos átrios ocorre pelo septo interatrial integralmente, da parte superior até a parte inferior, como mostra a imagem a seguir:
Como mostrado anteriormente na imagem, com o septo de forma integral, não há como o sangue arterial se misturar ao venoso, o que é normal.
Com a CIA, há trocas sanguíneas, como é ilustrado a seguir
A grande diferença entre eles, é que no caso normal, não há o hiperfluxo, não ocorre mistura de sangue venoso com sangue arterial, e não há nenhuma anormalidade no ventrículo nem nas arteríolas. No caso anormal, além da “abertura” ou “buraquinho” no septo, existe uma pressão maior no sangue e os problemas que se sucedem como esperado por ser algo anormal.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é relativamente simples, identificado pela ausculta cardíaca, no som da bulha cardíaca. É presenciada pelo sopro sistólico mais forte que o normal, ausculta-se a bulha pela demora do fechamento da valva pulmonar. Se o médico suspeitar, é pedido um Ecocardiograma e Raios-X. Um exemplo de Raios-X é a imagem a seguir:
Com os Raios-X, pode-se observar uma cardiomegalia do lado direito e, além disso, o tronco da artéria pulmonar fica mais proeminente também.
TRATAMENTO
Ocorre por intervenção cirúrgica e com dispositivos conforme a localização da abertura no septo. Alguns dos dispositivos estão em reestudo. Normalmente feito pelos quatro anos de idade. A cirurgia é simples e sem grandes efeitos e perigos. A seguir uma cirurgia do fechamento do septo interatrial:
Referências
- ↑ a b c Hospital do Coração (Curitiba), Comunicação interatrial (CIA) - tratamento por cateter é uma opção efetiva e menos invasiva (05/11) [em linha]