Conceito Rosacruz do Cosmos

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Templo da Rosacruz
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O Conceito Rosacruz do Cosmos, ou O Cristianismo Místico é um texto Rosacruz escrito por Max Heindel. Esta obra teve a sua primeira edição em Novembro de 1909 em língua inglesa, nos Estados Unidos, com o título «The Rosicrucian Cosmo-Conception» (ISBN 0-911274-34-0), tendo tido diversas edições em língua portuguesa (Brasil e Portugal) ao longo do século XX.

Ensinamentos da Sabedoria Ocidental[editar | editar código-fonte]

Desde a sua primeira edição muito pouco foi alterado em termos de contéudo, sendo tido como a obra prima de Max Heindel e uma obra de referência na prática do Cristianismo místico e na literatura de estudo do ocultismo, contendo os fundamentos do Cristianismo esotérico numa perspectiva Rosacruz. É um livro escrito numa linguagem concisa e com encadeamento lógico, mas com um conteúdo complexo que apresenta um esboço do processo evolutivo do homem e do universo, correlacionando ciência com religião. Continua a ser a obra básica dos cursos de Filosofia da escola, Fraternidade Rosacruz, fundada pelo autor em 1909/11.

Visão geral do conteúdo[editar | editar código-fonte]

O autor faz uma exposição acerca do verdadeiro homem e sua jornada através da involução, evolução e epigênese, apresentando métodos práticos para auxiliar ao desenvolvimento de potenciais latentes em cada um de nós e como transmutar essa nossa latência em poderes dinâmicos com a finalidade de alcançar, de acordo com o autor, conhecimento directo e trabalho consciente e consciencioso nos mundos suprafísicos.

O livro contém a exposição e desenvolvimento de diversos temas esotéricos, bem como, entre outros, de metafísica, fisiologia e cosmologia (os mundos visíveis e invisíveis, evolução humana, morte e renascimento, nutricionismo, treino esotérico, ...). Contém uma história da evolução do espírito e seus respectivos corpos (desde antes da consciência de vigília, através de várias encarnações do nosso planeta em vários planos, até ao nosso futuro desenvolvimento) e das ondas de vida animal, vegetal e mineral (as miríades de formas de vida e tipos de consciência neste plano físico correspondendo a etapas específicas na escala evolutiva). Também apresenta uma interpretação esotérica acerca da missão de Cristo e uma análise oculta dos textos Bíblicos que inclui a queda do homem, a Lei de Causa e Consequência, Renascimento; e muitos outros temas posteriormente desenvolvidos pelo autor em conferências, lições e livros durante a década de 1910.

Temas principais[editar | editar código-fonte]

O Conceito Rosacruz do Cosmos está dividido em três partes:
Parte I: um tratado sobre os Mundos Visível e Invisíveis, o Homem e o Método de Evolução, o Renascimento e a Lei da Causa e Efeito;
Parte II: o esquema de Evolução em geral e a Evolução do Sistema Solar e da Terra em particular;
Parte III: Cristo e Sua Missão, o Futuro Desenvolvimento do Homem e a Iniciação, o Treinamento Esotérico e um Método Seguro para Adquirir Conhecimento Directo.

Perspectiva do autor do Conceito[editar | editar código-fonte]

Por Max Heindel in Prefácio "Uma Palavra ao Sábio":

  • Se, ao ponderar este livro, alguém o considerasse de pouco fundamento, o autor não se lamentaria. O autor teme unicamente o juízo prematuro, baseado na falta de conhecimento do sistema que advoga, ou que se diga que a obra não tem fundamento, sem, previamente, dedicar-lhe atenção imparcial. E deve acrescentar ainda: a única opinião, digna de ser levada em conta, é a que tem, como base, o conhecimento.
  • O Conceito Rosacruz do Cosmos não é dogmático nem apela a qualquer autoridade que não seja a própria razão do estudante.
  • Dizer que esta exposição é infalível, seria o mesmo que pretender que o autor fosse omnisciente.
  • O autor pretende, unicamente, apresentar os ensinamentos mais elementares dos Rosacruzes.
  • A Fraternidade Rosacruz tem a concepção mais lógica e ampla sobre o mistério do mundo.
  • Todavia, tem a convicção de que o Conceito Rosacruz do Cosmos, está longe de ser a última palavra sobre este assunto (...) Ante o exposto, compreender-se-à claramente que o autor não considera esta obra como o Alfa e Ómega, o último conhecimento oculto. Embora tenha por título "O Conceito Rosacruz do Cosmos", deseja deixar consignado que não deve ser tida como uma "crença entregue de uma vez para sempre" pelos Rosacruzes. Deve-se notar que esta obra encerra apenas a compreensão do autor sobre os ensinamentos rosacruzes acerca do mistério do mundo (...)
  • O que nesta obra se afirma deve ser aceito ou repelido pelo leitor, segundo o seu próprio critério.

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  • Talvez agora todos entendam a minha atitude no que se refere ao "Conceito Rosacruz do Cosmos". Mais do que ninguém, permaneço extasiado diante de seus maravilhosos ensinamentos, e posso fazê-lo sem falsa modéstia porque o livro não é meu - ele pertence à humanidade. [1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]