Concentração de mídia

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Concentração de mídia ocorre quando poucos indivíduos ou organizações controlam grandes fatias dos meios de comunicação social.[1] Pesquisas atuais revelam que tem ocorrido aumento dessa concentração e muitas indústrias do setor tem sido dominadas por um número reduzido de firmas, problema conhecido nas ciências econômicas como oligopólio.[2] [3]

Alguns exemplos de grandes conglomerados nos meios de comunicação são: Viacom, CBS Corporation, Time Warner, News Corp, Bertelsmann AG, Sony, Comcast, Vivendi, Televisa, The Walt Disney Company, Hearst Corporation, Organizações Globo e Lagardère Group.[4] [5] [6]

Em certos países, denunciados pela falta de transparência e autoritarismo por ONGs como a Human Rights Watch, tais como China, Cuba e Rússia, o controle da mídia passa a ser um caso de monopólio estatal sobre o acesso à informação.

Oligopólio[editar | editar código-fonte]

Um oligopólio ocorre quando poucas firmas dominam o fornecimento de um serviço em um mercado específico.[7] Quando empresas maiores compram as menores, elas aumentam a concentração de mercado, o que eleva o poder que as mesmas têm sobre o setor. Com isso, a absorção ou expulsão de outras empresas (empresas pequenas possuem a desvantagem de ter menor economia de escala) pode se tornar inevitável se não houver um esquema regulatório no setor. Durante esse processo de eliminação da concorrência, as empresas restantes passam a ter um controle desigual da mídia, por terem poder de oligopólio.[8]

Concentração de mídia por país[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Uma pesquisa de 2012 revela que a The Walt Disney Company é o maior conglomerado midiático dos Estados Unidos. News Corporation, Time Warner e Viacom são, respectivamente, o segundo, o terceiro e o quarto maior conglomerado.[9]

México[editar | editar código-fonte]

No México, há apenas duas emissoras de televisão nacionais, a Televisa e a TV Azteca. Essas duas emissoras juntas administram 434 de um total de 461 comerciais de televisão no país (94.14%).[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Steven, 2009: p. 19
  2. In: Downing, John. The SAGE Handbook of Media Studies. [S.l.]: SAGE, 2004. p. 296. ISBN 978-0-7619-2169-1
  3. Mass communications: a comparative introduction. [S.l.]: Manchester University Press, 1994. 86–87 pp. ISBN 978-0-7190-3946-1
  4. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas New_Internationalist
  5. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas newint.org
  6. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Katharine_Ainger
  7. Straubhaar, Joseph, Robert LaRose, and Lucinda Davenport. Media Now: Understanding Media, Culture, and Technology. Wadsworth Pub Co, 2008. Print.
  8. Shah, Anup. “Media Conglomerates, Mergers, Concentration of Ownership.” Global Issues, Updated: 02 Jan. 2009. Accessed: 21 Mar. 2011.
  9. - Fortune 500
  10. Permisos y concesiones de televisión en México