Conclave

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Política e Governo

Conclave (do latim cum clave, que significa com chave) é a reunião em clausura muito rigorosa dos cardeais aquanto da eleição do Papa. Os cardeais permanecem incomunicáveis com o exterior até haver um Papa escolhido.

História[editar | editar código-fonte]

O conclave é um ritual praticamente inalterado desde há oito séculos: foi o Papa Gregório X que usou pela primeira vez a palavra em 1274 e instituiu a base dos actuais conclaves, por meio da constituição apostólica Ubi periculum. Isto deveu-se à demorada sucessão do Papa Clemente IV, que demorou mais de um ano e meio. O Papa quis, então, prevenir que a escolha do Sumo Pontífice demorasse tanto tempo, obrigando que a reunião tivesse que ser conclusiva.

Um conclave deve começar entre 15 e 20 dias depois da renúncia ou morte do Papa. Este prazo foi fixado na época medieval, quando viajar até Roma a partir de qualquer parte do mundo cristão era tarefa para demorar semanas, e embora hoje em dia os Cardeais possam fazê-lo em questão de poucas horas, manteve-se este intervalo para que os Cardeais aproveitem esse tempo para fazer reuniões entre si nas quais se debate o estado da Igreja ou, embora esteja teoricamente proibido, sondar alianças e candidatos. O intervalo denomina-se novemdiales. Este período termina com a missa Pro Eligendo Romano Pontifice, com a presença de todos os Cardeais na Basílica de São Pedro na mesma manhã em que começa o conclave. Depois, os membros do Colégio Cardinalício dirigem-se à Capela Sistina, onde se fazem as votações.

Procedimento[editar | editar código-fonte]

O Cardeal Camerlengo certifica-se da morte do Papa.

Assim que ocorre o falecimento ou a renúncia de um Papa, a Sé Apostólica é considerada vacante (vaga) até à data da eleição do novo pontífice. Neste período, os assuntos da Igreja são entregues ao Cardeal Decano, ou Camerlengo, ao qual compete comprovar oficialmente a morte do Papa, fazendo-o na presença do Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, dos Prelados Clérigos e dos Secretário e Chanceler da Câmara Apostólica. O Camerlengo também redige a ata referente ao falecimento do Papa. Cumpre-lhe ainda a missão de convocar o Sagrado Colégio dos Cardeais, para que se reúnam em Conclave, o qual elegerá o novo Papa. O Camerlengo tem igualmente o encargo de recolher o selo e o anel pontifícios, encerrando os aposentos e dependências onde o pontífice defunto viveu e trabalhou, para que ninguém possa ter acesso aos mesmos. Se o Papa for sepultado na Basílica vaticana, cabe ao notário do capítulo da Basílica, ou ao cónego arquivista, a redação do documento oficial comprovativo.

Após a morte do Papa, e durante nove dias, os Cardeais celebram exéquias de sufrágio pela sua alma, de acordo com o que está estabelecido no documento Ordo Exsequiaram Romani Pontifici. O direito de eleger o Papa é exclusivo dos Cardeais, exceptuando-se aqueles que tenham cumprido os 80 anos antes do anúncio da Sé Apostólica vacante (o último Papa que não era Cardeal foi Urbano VI, em 1378; os últimos Papas que eram laicos à data da eleição datam do século X - João XII e Leão VIII). O número total de Cardeais eleitores não pode ser superior a 120. O Conclave realiza-se obrigatoriamente dentro do Estado do Vaticano (Capela Sistina), decorrendo as suas sessões no meio do maior secretismo e isolamento.

O Papa Paulo VI reformulou as regras de eleição do Papa, através do Motu Proprio Ingravescentem Aetatem, de 21 de novembro de 1970. A 1 de outubro de 1975, Paulo VI fez ainda publicar a Constituição Apostólica Romano Pontífice Eligendo, documento de 62 páginas, em que reafirma o disposto naquele Motu Proprio de 1970. Nesse documento, decretou três modalidades para a eleição do Papa: 'por aclamação' (um Cardeal propõe um nome e os outros Cardeais aceitam-no imediatamente); 'por compromisso', isto é, por aceitação do nome decidido por um grupo de Cardeais, e 'por votação'. Neste último caso, o nome do Cardeal mais votado tinha que somar dois terços dos votos. As normas de eleição do Pontífice Romano seriam revistas por João Paulo II, num documento de 34 páginas, a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, de 22 de fevereiro de 1996, a qual modifica certos pontos do disposto sobre a reunião plenária dos Cardeais para a eleição do Sumo Pontífice. No entanto, foi mantido o antigo princípio de que, durante o Conclave, o Espírito Santo guia as decisões de cada Cardeal. A Constituição Apostólica de João Paulo II introduziu uma grande novidade, ao restringir a eleição do Papa a uma só modalidade: 'por votação', ou seja, per scrutinium, post-scrutinium, que compreende três passos. O primeiro é a contagem dos votos, o segundo a sua verificação e o terceiro a sua destruição pelo fogo.

Todos os Cardeais eleitores estão obrigados a manter segredo absoluto sobre tudo quanto respeite às sessões do Conclave. É-lhes vedado comunicar com o exterior por correio, via telefónica ou qualquer outro meio. A regra do sigilo é extensiva a todas as pessoas chamadas a prestar apoio técnico ou logístico às sessões do Conclave: alguém apanhado a utilizar um receptor ou transmissor, será imediatamente expulso e punido com sanções morais que podem chegar à gravidade da excomunhão, a qual não se aplica aos Cardeais eleitores, uma vez que estão obrigados, em consciência, a respeitar a regra do sigilo (graviter onerata ipsorum conscientia).

É normal que os conclaves durem entre 2 a 5 dias (entre os do século XX o mais rápido foi o de 1939 que elegeu Pio XII em dois dias e três votações e o mais demorado o de 1922 que elegeu Pio XI em cinco dias e catorze votações. Os conclaves mais antigos tanto poderiam arrastar-se longamente (como o da eleição do Papa Celestino V entre 1292 e 1294 que demorou 27 meses) ou ficar decididos em poucas horas, como o de 1503 de onde saiu eleito o Papa Júlio II.

Preparação[editar | editar código-fonte]

Uma vez celebradas as exéquias do Pontífice falecido, prepara-se o Conclave, o qual poderá ter início no 15.º dia seguinte à morte do Papa, nunca ultrapassando o 20.º dia. Como já se disse, o Conclave tem lugar dentro do Vaticano. O local deve proporcionar um adequado isolamento dos Cardeais em relação ao exterior e também o seu alojamento em dependências próximas do Conclave. Há cerca de um século, passou a realizar-se na Capela Sistina, antes a capela primitiva dos Papas e 'coração' da Basílica de São Pedro e da própria Cidade de Vaticano.

O Conclave é antecedido de missa solene em que participam todos os Cardeais. Finda a liturgia, duas mesas são introduzidas na Capela Sistina, sendo colocadas na zona do altar-mor. A primeira é coberta com um pano de cor púrpura e sobre ela são colocados três grandes vasos de vidro transparente e uma bandeja de prata. A segunda é reservada aos três Cardeais escrutinadores.

Posto isto, os Cardeais eleitores dirigem-se entoando o hino Veni Creator Spiritus às suas cadeiras, marcadas com os seus nomes. Estando todos nos seus lugares, o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, encarregue de dirigir todo o cerimonial e protocolo do Conclave, profere a frase latina Extra omnes. É a ordem para que todos os estranhos abandonem rapidamente a Capela Sistina. Os elementos do coro que participaram na missa, jornalistas, equipas de televisão, etc., saem então da Capela, cujos acessos são fechados ao exterior.

Início do Conclave[editar | editar código-fonte]

Interior da Capela Sistina, mostrando o local onde se realiza o Conclave.

O Camerlengo lê o juramento solene que obriga todos os Cardeais eleitores a aceitar as condições do eligendo, a rejeitar todas as influências externas e a manter secretas as suas deliberações. Feita esta leitura, o Camerlengo procede à chamada dos eleitores. Ao ouvir o seu nome, cada Cardeal levanta-se e dirige-se para a mesa onde estão os três vasos de vidro e a bandeja de prata, perante a qual, em voz alta, declara o juramento com a mão direita sobre as Escrituras:

Et ego, N.,
Cardinális N.,
spóndeo, vóveo ac iuro.
Sic me Deus ádiuvet
et hæc Sancta Dei Evangélia,
quæ manu mea tango.

"Eu, (nome),
Cardeal (nome),
prometo, me obrigo e juro.
Que Deus me ajude,
e também estes Santos Evangelhos,
que toco com a minha mão."

Findo o juramento por parte de todos os eleitores, O Camerlengo chama a atenção dos Cardeais para a importância das suas decisões e a necessidade de guardarem bem vivo "o bem da Igreja". Conclui: "Que o Senhor vos abençoe a todos!"

Depois, por sorteio, efetua-se a eleição dos três Cardeais escrutinadores, os quais assumem a responsabilidade de verificar e contar os votos; passam a receber, por ordem de eleição, a designação de 1.º, 2.º e 3.º escrutinador. Pelo mesmo método são sorteados os três Cardeais infirmarii. Compete-lhes recolher os votos dos Cardeais que adoeceram, eventualmente, durante o Conclave. Ficam recolhidos em aposentos contíguos à Capela Sistina, na Casa de Santa Marta, dirigida por religiosas, onde também se alojam os restantes Cardeais eleitores. Por fim, sorteiam-se os três Cardeais revisores, encarregues de fiscalizar os trabalhos dos Cardeais escrutinadores. Para cada um dos três sorteios utilizam-se tiras de papel que são depositadas nos três vasos de vidro que, como referido, se encontram sobre a mesa situada junto do altar-mor da Capela Sistina.

Votação[editar | editar código-fonte]

As votações realizam-se em sessões de manhã e à tarde, duas em cada sessão, com exceção do primeiro dia onde se realiza apenas uma votação.

Chegada a hora da votação, cada Cardeal pega num boletim, de papel branco e forma retangular, que tem escrito na parte superior Eligo in summum pontificem (Elejo como Sumo Pontífice), com espaço para escrever o nome escolhido. Exige-se caligrafia clara e em letras maiúsculas, mas impessoais. O voto deve ser dobrado ao meio, e, com este apertado entre as mãos, recolhe-se em oração silenciosa: "Chamo como testemunho Jesus Cristo, o Senhor, que seja meu juiz, que o meu voto seja dado àquele que perante Deus considero dever ser eleito".

Votam primeiramente os Cardeais mais idosos. Um a um, os Cardeais dirigem-se para a mesa junto ao altar-mor, depositam o seu voto na bandeja de prata, e depois levantam-na até a altura da boca do primeiro vaso de vidro. Inclinam a bandeja e o voto cai dentro do vaso. Acabada a votação, o primeiro Cardeal escrutinador agarra no vaso de vidro e leva-o para a mesa de escrutínio. Uma vez aí, agita-o energicamente, para que os votos fiquem bem misturados. Logo a seguir, deita os votos no segundo vaso de vidro. Um a um, conta-os em voz alta, como mandam as normas canónicas, para que todos ouçam distintamente e sem qualquer dúvida (caso os votos contados não correspondam ao total de Cardeais eleitores, serão queimados e passar-se-á a segunda votação).

Assim, o primeiro escrutinador pega no vaso de vidro e tira um voto. Desdobra-o e anota numa folha de papel o nome do candidato a Papa que dele consta. Passa o voto ao segundo escrutinador, que procede de igual modo, entregando o voto ao terceiro escrutinador. Em voz alta e de maneira inteligível, como manda o eligendo, este lê cada nome votado. A operação repete-se até que todos os votos estejam escrutinados (contados e anunciados).

Após todos os votos estarem escrutinados, o terceiro escrutinador fura e cose cada boletim de voto com agulha e linha. Com diz o eligendo, a agulha tem que perfurar a palavra latina eligio (elejo) impressa no voto. Quando todos os votos estiverem cosidos, mete-os no terceiro vaso de vidro. Aqui chegados, cabe a cada um dos três escrutinadores somar os votos constantes do papel em que os foi anotando.

Chega a vez dos Cardeais revisores. Dirigem-se à mesa de escrutínio e, cada um por seu lado, contam os votos cosidos à linha e conferem o número total de votos com o registro feito por cada escrutinador. Devem cumprir a sua tarefa exata e fielmente, como diz o eligendo.

A votação, se tal for necessário, pode repetir-se até sete vezes por períodos de três dias. No caso de três dias sem resultados, suspendem-se os escrutínios durante o máximo de um dia, com o fim de criar uma pausa para oração e livre colóquio entre os Cardeais eleitores.

Anúncio dos resultados[editar | editar código-fonte]

Fumo negro saindo da chaminé do fogão da Capela Sistina.

As "fumatas", ou seja, o fumo que sai de uma chaminé instalada numa estufa do tipo salamandra na Capela Sistina, são, pela sua cor, o sinal dado ao exterior de um processo conclusivo ou não conclusivo. Se o escrutínio não for concludente, isto é, se o nome de um candidato não somar dois terços dos votos, volta tudo à primeira forma. O Camerlengo pede aos eleitores as notas pessoais que porventura tomaram durante a eleição. Tais notas, juntamente com a totalidade dos votos, são metidas numa caixa onde já se encontram as tiras de papel respeitantes ao sorteio dos Cardeais escrutinadores, infirmarii e revisores. A caixa é conduzida para o fogão contíguo à Capela Sistina, onde tudo é queimado.

Desde o conclave de 2005 que há um novo sistema para a fumata que permite distinguir bem a fumaça branca, que indica a eleição do pontífice, da fumaça preta, que indica que o processo ainda não convergiu num nome: utiliza-se um aparelho auxiliar com fumígenos além da estufa tradicional onde são queimados os boletins de voto. Este aparelho está instalado ao lado da estufa, e tem um compartimento onde são colocadas pastilhas que contém produtos químicos com diferentes composições. É acendido por meios eletrónicos e permite fazer fumo durante alguns minutos, em simultâneo com a queima de papéis na salamandra. Para conseguir a cor preta, a composição química dos fumígenos é perclorato de potássio, antraceno e enxofre, enquanto que para a fumaça branca são usados clorato de potássio, lactose e colofónia, esta última chamada também peixe de Castela, uma resina natural de cor âmbar extraída das coníferas. Antigamente, para produzir a cor negra usava-se o ‘nehorumo’ ou o breu, e para a branca, palha molhada. As chaminés da estufa e do aparelho auxiliar se unem num único conduto, feito de bronze, que do interior da Capela Sistina desemboca na cobertura do edifício. Para melhorar as chaminés são aquecidas com uma resistência elétrica, havendo ainda um ventilador de reserva.[1]

Pós-votação concludente[editar | editar código-fonte]

Uma vez realizada canonicamente a eleição do novo Papa, o último dos Cardeais Diáconos chama dois Cardeais: o Secretário do Colégio dos Cardeais e o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Então, o Cardeal Diácono, em nome de todo o Colégio de eleitores, pede o consentimento do Cardeal que foi eleito Papa com as seguintes palavras:

-Acceptasne electionem de te canonice factam in Suumum Pontificem? Aceitas a tua eleição canónica como Sumo Pontífice?
- Aceito em nome do Senhor (o Cardeal pode rejeitar e volta-se a fazer uma nova votação).

O Decano volta a inquirir:

- Quo nomine vis vocare? Com qual nome queres ser chamado?

O novo Papa diz o nome que deseja adotar. A seguir, recebe o 'ato de obediência' por parte de todos os Cardeais. Um a um, prostram-se diante dele e osculam-lhe o pé direito.

Fumo branco saindo da chaminé do fogão da Capela Sistina.

A caixa que contém os votos, os apontamentos dos Cardeais e as tiras do sorteio dos escrutinadores é levada a queimar dentro do fogão da Capela Sistina, sem palha molhada. Sai fumo branco, sinal de que foi eleito um novo Papa. Pouco depois, o Cardeal Protodiácono vai à varanda da Basílica de São Pedro anunciar a boa nova:

Annuntio vobis gaudium magnum:
Habemus Papam!
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum [primeiro nome],
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem [sobrenome],
qui sibi nomen imposuit [nome papal].

"Anuncio-vos com a maior alegria!:
Temos Papa!
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor,
Senhor [primeiro nome],
Cardeal da Igreja Católica Romana [sobrenome],
que escolheu para si o nome de [nome papal]."

Mais tarde, o Papa recém eleito surge à varanda central da Basílica de São Pedro e dirige algumas palavras à multidão. O seu primeiro gesto é a bênção Urbi et Orbi, dirigida à cidade de Roma e ao Mundo.

Todos os conclaves[editar | editar código-fonte]

Século XIII[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Eleição papal de 1268–1271* 29/11/1268 - 01/09/1271 2 anos, 9 meses e 3 dias Teobaldo Visconti Beato Gregório X, O.Cist. 01/09/1271 - 20/01/1276
Conclave de janeiro de 1276 20/01/1276 - 21/01/1276 2 dias Pedro de Tarantasia Santo Inocêncio V, O.P. 21/01/1276 - 22/06/1276
Conclave de julho de 1276 02/07/1276 - 11/07/1276 9 dias Ottobono Fieschi Adriano V 11/07/1276 - 18/08/1276
Eleição papal de agosto-setembro de 1276* 19/08/1276 - 20/09/1276 1 mês e 1 dia Pedro Julião João XXI 20/09/1276 - 20/05/1277
Eleição papal de 1277* 30/05/1277 - 25/11/1277 5 meses e 26 dias Giovanni Gaetano Orsini Nicolau III, O.S.B. 25/11/1277 - 22/08/1280
Eleição papal de 1280–1281* 22/09/1280 - 22/02/1281 5 meses Simão de Brion Martinho IV 22/02/1281 - 28/03/1285
Eleição papal de 1285* 29/03/1285 - 02/04/1285 5 dias Giacomo Savelli Honório IV 02/04/1285 - 03/04/1287
Eleição papal de 1287–1288* 04/04/1287 - 22/02/1288 9 meses e 18 dias Girolamo Masei de Ascoli Nicolau IV, O.F.M. 22/02/1288 - 04/04/1292
Eleição papal de 1292–1294* 05/04/1292 - 05/07/1294 2 anos e 3 meses Pietro Angelerio da Morrone São Celestino V, O.S.B. 05/07/1294 - 10/12/1294
Conclave de 1294 23/12/1294 - 24/12/1294 2 dias Bento Gaetani Bonifácio VIII 24/12/1294 - 11/10/1303
Nota (*) Várias eleições papais no século XIII não foram conclaves.

Século XIV[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de 1303 21/10/1303 - 22/10/1303 2 dias Nicolau Boccasini Beato Bento XI, O.P. 22/10/1303 - 07/07/1304
Conclave de 1304–1305 01/07/1304 - 05/06/1305 11 meses Bertrand de Got Clemente V 05/06/1305 - 20/04/1314
Conclave de 1314-1316 01/05/1314 - 07/09/1316 2 anos 4 meses e 6 dias Jacques Duèse João XXII 07/09/1316 - 04/12/1334
Conclave de 1334 13/12/1334 - 22/12/1334 9 dias Jacques Fournier Bento XII, O.Cist. 22/12/1334 - 25/04/1342
Conclave de 1342 05/05/1342 - 07/05/1342 3 dias Pierre Roger de Beaufort Clemente VI, O.S.B. 07/05/1342 - 06/12/1352
Conclave de 1352 16/12/1352 - 18/12/1352 3 dias Etienne Aubert Inocêncio VI 18/12/1352 - 12/12/1362
Conclave de 1362 22/12/1362 - 28/12/1362 6 dias Guillaume de Grimoard Santo Urbano V, O.S.B. 28/12/1362 - 19/09/1370
Conclave de 1370 29/09/1370 - 30/12/1370 3 meses e 1 dia Pedro Rogerii Gregório XI 30/12/1370 - 27/03/1378
Conclave de 1378 07/04/1378 - 08/04/1378 2 dias Bartolomeo Prignano Urbano VI 08/04/1378 - 15/10/1389
Conclave de 1389 25/10/1389 - 02/11/1389 8 dias Pietro Tomacelli Bonifácio IX 02/11/1389 - 01/10/1404

Século XV[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de 1404 12/10/1404 - 17/10/1404 5 dias Cosma de Migliorati Inocêncio VII 17/10/1404 - 06/11/1406
Conclave de 1406 18/11/1406 - 30/11/1406 12 dias Angelo Correr Gregório XII 30/11/1406 - 04/07/1415
Conclave de 1417 08/11/1417 - 11/11/1417 3 dias Odo Colonna Martinho V 11/11/1417 - 20/02/1431
Conclave de 1431 02/03/1431 - 03/03/1431 2 dias Gabriel Condulmer Eugênio IV, O.S.A. 03/03/1431 - 23/02/1447
Conclave de 1447 04/03/1447 - 06/03/1447 3 dias Tomaso Parentucelli Nicolau V, O.P. 06/03/1447 - 25/03/1455
Conclave de 1455 04/04/1455 - 08/04/1455 4 dias Alfonso de Bórgia Calixto III 08/04/1455 - 06/08/1458
Conclave de 1458 16/08/1458 - 19/08/1458 3 dias Enea Silvio de Piccolomini Pio II 19/08/1458 - 15/08/1464
Conclave de 1464 27/08/1464 - 30/08/1464 3 dias Pietro Barbo Paulo II 30/08/1464 - 26/07/1471
Conclave de 1471 06/08/1471 - 09/08/1471 3 dias Francesco della Rovere Sixto IV, O.F.M. 09/08/1471 - 12/08/1484
Conclave de 1484 26/08/1484 - 29/08/1484 3 dias Giovanni Battista Cybo Inocêncio VIII 29/08/1484 - 25/07/1492
Conclave de 1492 06/08/1492-10/08/1492 4 dias Rodrigo Borgia Alexandre VI 10/08/1492-18/08/1503

Século XVI[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de setembro de 1503 16/08/1503-16/09/1503 1 mês Francesco Todeschini Piccolomini Pio III 16/09/1503-18/10/1503
Conclave de outubro de 1503 31/10/1503-01/11/1503 2 dias Giuliano della Rovere Júlio II, O.F.M. 01/11/1503-20/02/1513
Conclave de 1513 04/03/1513-19/03/1513 15 dias Giovanni di Lorenzo de' Medici Leão X 19/03/1513-01/12/1521
Conclave de 1521-1522 27/12/1521-09/01/1522 13 dias Adriano Floriszoon Boeyens Adriano VI 09/01/1522-14/09/1523
Conclave de 1523 01/10/1523-19/11/1523 1 mês e 18 dias Giulio di Giuliano de' Medici Clemente VII 19/11/1523-25/09/1534
Conclave de 1534 11/10/1534-13/10/1534 3 dias Alessandro Farnese Paulo III 13/10/1534-10/11/1549
Conclave de 1549-1550 25/11/1549-07/02/1550 2 meses e 14 dias Giovanni Maria Ciocchi Del Monte Júlio III 07/02/1550-25/03/1555
Conclave de abril de 1555 05/04/1555-07/04/1555 3 dias Marcelo Cervini Marcelo II 07/04/1555-30/04/1555
Conclave de maio de 1555 15/05/1555-23/05/1555 8 dias Gian Petro Carafa Paulo IV, C.R. 23/05/1555-18/08/1559
Conclave de 1559 05/09/1559-26/12/1559 3 meses e 21 dias Giovanni Angelo Medici Pio IV 26/12/1559-09/12/1565
Conclave de 1565-1566 20/12/1565-07/01/1566 18 dias Michele Ghislieri São Pio V, O.P. 07/01/1566-01/05/1572
Conclave de 1572 12/05/1572-13/05/1572 2 dias Ugo Boncompagni Gregório XIII 13/05/1572-10/04/1585
Conclave de 1585 21/04/1585-24/04/1585 3 dias Felice Peretti Sixto V, O.F.M. Conv. 24/04/1585-27/08/1590
Conclave de setembro de 1590 07/09/1590-15/09/1590 8 dias Giovanni Battista Castagna Urbano VII 15/09/1590-27/09/1590
Conclave do outono de 1590 08/10/1590-05/12/1590 1 mês e 27 dias Niccolò Sfrondrati Gregório XIV 05/12/1590-16/10/1591
Conclave de 1591 27/10/1591-03/11/1591 6 dias Giovanni Antonio Facchinetti Inocêncio IX 03/11/1591-30/12/1591
Conclave de 1592 10/01/1592-30/01/1592 20 dias Ippolito Aldobrandini Clemente VIII 30/01/1592-05/03/1605

Século XVII[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de março de 1605 14/03/160501/04/1605 18 dias Alessandro Ottaviano de' Medici Leão XI 01/04/160527/04/1605
Conclave de maio de 1605 08/05/160516/05/1605 8 dias Camilo Borghese Paulo V 16/05/160528/01/1621
Conclave de 1621 08/02/162109/02/1621 2 dias Alessandro Ludovici Gregório XV 09/02/162108/07/1623
Conclave de 1623 19/07/162306/08/1623 18 dias Maffeo Barberini Urbano VIII 06/08/162329/07/1644
Conclave de 1644 09/08/164415/09/1644 1 mês e 6 dias Giovanni Battista Pamphilj Inocêncio X 15/09/164407/01/1655
Conclave de 1655 18/01/165507/04/1655 3 meses e 20 dias Fabio Chigi Alexandre VII 07/04/165522/05/1667
Conclave de 1667 02/06/166720/06/1667 18 dias Guilio Rospigliosi Clemente IX 20/06/166709/12/1669
Conclave de 1669-1670 20/12/166929/04/1670 4 meses e 9 dias Emilio Altieri Clemente X 29/04/167022/07/1676
Conclave de 1676 02/08/167621/09/1676 1 mês e 19 dias Benedetto Odescalchi Beato Inocêncio XI 21/09/167612/08/1689
Conclave de 1689 23/08/168906/10/1689 1 mês e 13 dias Pietro Voti Ottoboni Alexandre VIII 06/10/168901/02/1691
Conclave de 1691 12/02/169121/07/1691 5 meses e 9 dias Antonio Pignatelli Inocêncio XII 21/07/169127/09/1700
Conclave de 1700 09/10/170023/11/1700 1 mês e 14 dias Giovanni Francesco Albani Clemente XI 23/11/170019/03/1721

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de 1721 31/03/172108/05/1721 1 mês e 8 dias Michelangelo dei Conti Inocêncio XIII 08/05/172107/03/1724
Conclave de 1724 20/03/172429/05/1724 2 meses e 9 dias Pietro Francesco Orsini Bento XIII, O.P. 29/05/172421/02/1730
Conclave de 1730 05/03/173007/04/1730 1 mês e 2 dias Lorenzo Corsini Clemente XII 07/04/173006/02/1740
Conclave de 1740 18/02/174017/08/1740 5 meses e 31 dias Prospero Lorenzo Lambertini Bento XIV 17/08/174003/05/1758
Conclave de 1758 15/05/1758-06/07/1758 1 mês e 22 dias Carlo della Torre Rezzonico Clemente XIII 06/07/1758-02/02/1769
Conclave de 1769 15/02/176919/05/1769 3 meses e 4 dias Giovanni Vicenzo Antonio Ganganelli Clemente XIV, O.F.M. Conv. 19/05/176922/09/1774
Conclave de 1774-1775 05/10/177415/02/1775 4 meses e 10 dias Giovanni Angelo Brachi Pio VI 15/02/177529/08/1799
Conclave de 1799-1800 01/12/179914/03/1800 3 meses e 14 dias Luigi Barnaba Chiaramonti Pio VII, O.S.B. 14/03/180020/08/1823

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de 1823 02/09/182328/09/1823 26 dias Annibale Sermattei della Genga Leão XII 28/09/182310/02/1829
Conclave de 1829 24/02/182931/03/1829 1 mês e 7 dias Francesco Severino Castiglione Pio VIII 31/03/182930/11/1830
Conclave de 1830-1831 14/12/183002/02/1831 1 mês e 19 dias Bartolomeu Albert Cappellari Gregório XVI, O.S.B. Cam. 02/02/183101/06/1846
Conclave de 1846 14/06/184616/06/1846 3 dias Giovanni Maria Mastai-Ferretti Beato Pio IX, O.F.S. 16/06/184607/02/1878
Conclave de 1878 18/02/187820/02/1878 3 dias Gioacchino Vicenzo Raffaele Luigi Pecci Leão XIII, O.F.S. 20/02/187820/07/1903

Século XX[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de 1903 31/07/190304/08/1903 5 dias Giuseppe Melchiorre Sarto São Pio X, O.F.S. 04/08/190320/08/1914
Conclave de 1914 31/08/191403/09/1914 4 dias Giacomo della Chiesa Bento XV, O.F.S. 03/09/191422/01/1922
Conclave de 1922 02/02/192206/02/1922 4 dias Achille Ratti Pio XI, O.F.S. 06/02/192210/02/1939
Conclave de 1939 01/03/193902/03/1939 2 dias Eugenio Pacelli Pio XII, O.P. 02/03/193909/10/1958
Conclave de 1958 25/10/195828/10/1958 4 dias Angelo Giuseppe Roncalli São João XXIII, O.F.S. 28/10/195803/06/1963
Conclave de 1963 19/06/196321/06/1963 3 dias Giovanni Battista Montini Paulo VI, O.F.S. 21/06/196306/08/1978
Conclave de agosto de 1978 25/08/197826/08/1978 2 dias Albino Luciani João Paulo I 26/08/197828/09/1978
Conclave de outubro de 1978 14/10/197816/10/1978 3 dias Karol Józef Wojtyła São João Paulo II 16/10/197802/04/2005

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Conclave Datas Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
Conclave de 2005 18/04/200519/04/2005 2 dias Joseph Alois Ratzinger Bento XVI 19/04/200528/02/2013
Conclave de 2013 12/03/201313/03/2013 2 dias Jorge Mario Bergoglio Francisco, S.J. 13/03/2013

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete Conclave.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Edição especial do Correio da Manhã - "Os Papas - De São Pedro a João Paulo II" - Fascículo I, "Como se elege o Santo Padre", páginas 12 a 19, ano 2005.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]