Manuel Marques de Sousa
| Manuel Marques de Sousa | |
|---|---|
| Conde de Porto Alegre | |
| Nascimento | 13 de Junho de 1804 Rio Grande |
| Morte | 18 de julho de 1875 Rio de Janeiro |
| Ocupação | Marechal |
Manuel Marques de Sousa1 , primeiro e único barão, visconde com grandeza e conde de Porto Alegre, (Rio Grande, 13 de junho de 1804 — Rio de Janeiro, 18 de julho de 1875) foi um nobre e militar brasileiro.
Oriundo de uma família de fidalgos e generais. Era filho de Manuel Marques de Sousa (2°) e neto de Manuel Marques de Sousa (1°) e, portanto, descendente das primeiras famílias povoadoras da vila de Rio Grande. Desde a sua infância demonstrava pendor para a carreira das armas, tendo assentado praça no 1° regimento de cavalaria, em 1818. 2
Combateu na batalha do Passo do Rosário em 20 de fevereiro de 1827, ao final da Guerra Cisplatina 2
No início da Revolução Farroupilha, foi preso pelos farroupilhas em Pelotas, levado à Porto Alegre e confinado na presiganga, de onde foi libertado somente na retomada de Porto Alegre, em 15 de julho de 1836.3 Porém ali contraiu um reumatismo crônico que o afetou.4
Na Guerra contra Oribe e Rosas, comandou a 1º Divisão Brasileira que integrou o exército Aliado que derrotou forças ao ditador argentino Rosas.2 Devido ao seu sucesso foi promovido a marechal e agraciado com o título de barão de Porto Alegre.2
Ao iniciar a Guerra do Paraguai, já estava aposentado há vários anos, entretanto apresentou-se como voluntário.2 Foi o comandante brasileiro das forças que obrigaram os paraguaios, que invadiram o Rio Grande do Sul por São Borja, a se renderem em Uruguaiana, em presença do Imperador D. Pedro II e dos presidentes Bartolomeu Mitre e Venâncio Flores da Argentina e do Uruguai. Participou de esforço na Guerra do Paraguai a frente de seu 2º Corpo de Exército, a base de Cavalaria da Guarda Nacional gaúcha. Seu grande momento como líder de combate foi comandar pessoalmente a vitória do exército aliado na 2ª Batalha de Tuiuti, com extrema bravura.
Foi eleito deputado à Assembleia Provincial por diversas vezes; foi Ministro e Secretário dos Negócios de Guerra da Província2 ; foi barão em 1852; visconde em 1866 e conde em 1868.
Dos títulos que recebeu, constam a grã-cruz da Imperial Ordem de Cristo, dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, cavaleiro da Imperial Ordem de São Bento de Avis e todas as medalhas das campanhas do Uruguai, Argentina e Paraguai.
Ficou conhecido como "Centauro de Luvas", alcunha que lhe foi concedida por alguns historiadores. É o patrono da tradicional unidade do exército em Uruguaiana, o 8º Regimento de Cavalaria Mecanizado Conde de Porto Alegre. Foi também homenageado pela Universidade Federal de Santa Maria que teve a Biblioteca Central batizada com o seu nome. Foi homenageado em Porto Alegre com um monumento, e emprestou seu nome para uma praça e uma rua da cidade.
Sua mais célebre e notória frase, que consta dos arautos da história, foi dita a um general Uruguaio durante a Guerra da Cisplatina: "Já fui muito em tão pouco, já fui pouco por muito. Se assim sou, nego-me. Se me nego, talvez assim seja. E não tente compreender: se coragem tiver, apenas sinta o nobre sangue que pulsa em minhas veias".
Notas
- ↑ Pela grafia original, Manoel Marques de Souza.
- ↑ a b c d e f PORTO-ALEGRE, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917.
- ↑ Só História - Revolução Farroupilha.
- ↑ SILVA, Carmen Lucia Ferreira da. Elogio ao meu patrono de cadeira, o Conde de Porto Alegre, na Academia de História Militar Terrestre do Brasil.
Bibliografia [editar]
- DA SILVA, Carmen Lúca Ferreira. Conde de Porto Alegre página visitada em 21/09/2009.
| Precedido por Luís Alves de Lima e Silva |
Ministro da Guerra do Brasil 1862 |
Sucedido por Polidoro Jordão |
- Nascidos em 1804
- Mortos em 1875
- Baronatos do Brasil
- Viscondados do Brasil
- Condados do Brasil
- Ministros do Império do Brasil
- Ministros do Exército do Brasil (Império)
- Grã-cruzes da Imperial Ordem de Cristo
- Dignitários da Imperial Ordem do Cruzeiro
- Cavaleiros da Imperial Ordem de São Bento de Avis
- Militares do Rio Grande do Sul
- Pessoas da Revolução Farroupilha
- Pessoas da Guerra da Cisplatina
- Naturais de Rio Grande