Confederação Granadina

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Confederación Granadina
Confederação Granadina

Confederação de Estados Soberanos

Flag of New Granada.svg
1858 – 1863 Flag of United States of New Granada.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Lema nacional
Libertad y Orden
Localização de Confederação Granadina
Confederação Granadina
Continente América do Sul
Capital Bogotá
Língua oficial Espanhol
Religião Liberdade de Culto
Governo Confederação
Presidente
 • 1858 - 1861 Mariano Ospina Rodríguez
 • 1861 Bartolomé Calvo
 • 1861 - 1863 Tomás Cipriano de Mosquera
História
 • 1858 Constituição Federal
 • 1860 - 1862 Guerra Civil
 • 1863 Constituição de Rionegro
Moeda Peso

A Confederação Granadina foi uma república integrada pelos atuais países da Colômbia e do Panamá. Sucedeu a República de Nova Granada, em 1858, vindo a ser sucedida pelos Estados Unidos da Colômbia, em 1863.

História[editar | editar código-fonte]

A estrutura centralista que se vinha sendo implatada na República de Nova Granada depois da dissolução da Grã Colômbia e que foi ratificada na constituição de 1843, foi rapidamente afetada pelos sentimentos separatistas das diferentes regiões do país, particularmente daquelas mais distantes da capital como foram as que se encontravam na região do Panamá, que desejavam autonomia interna.[1]

É com a reforma de 1853 que se abre a vía para o federalismo em Nova Granada. E assim como em 27 de Fevereiro de 1855 que se cria o primeiro estado federal de Nova Granada: Panamá. Prontamente o exemplo foi seguido por Antioquia, que se criou em 11 de Junho de 1856, e Santander, que se formou em 13 de Maio de 1857.

Para evitar o rompimento de Nova Granada, o congresso da república dita a lei de 15 de Junho de 1857 que cria os estados de Bolívar, Boyacá, Cauca, Cundinamarca e Magdalena. O Estado de Tolima é criado em 12 de Julho de 1861 a partir das províncias ocidentais do estado de Cundinamarca.

Em 1858 se cria uma constituinte de maioria conservadora, na qual nomeia o país como Confederação Granadina, e confirma a Tunja como capital dos estados confederados. Tunja, bastião do patriotismo, voltou a ser por alguns dias uma das cidades mais envolvidas com esse pensamento. Os violentos ataques entre liberais e conservadores desestabilizou a confederação ocasionando que os federalistas perdessem em seguidas ocasiões o poder.

O tiro de misericórdia na Confederação Granadina foi marcada pela oposição dos liberais radicais e o estouro da Guerra Civil de 1860 - 1862 onde Santa Fé de Bogotá novamente assume o papel de capital.

A confederação granadina culmina em setembro de 1863 durante a convenção de Rionegro (Antioquia). Estabelecendo uma república soberana que unifica todos os antigos estados confederados, o chamado Estados Unidos da Colômbia.

Politica[editar | editar código-fonte]

A Constituição de 1858[editar | editar código-fonte]

Feita durante o mandato do conservador Mariano Ospina Rodríguez, nesta constituição o país passa a ser conhecido como Confederação Granadina. A confederação estava formada pelos oito estados soberanos. Foi designado mais poder e representatividade para as províncias: cada estados podia ter atributos legislativos independentes e a possibilidade de eleger seu próprio presidente.[2]

Se aboliu a vice-presidencial e se restabeleceu como um designado nomeado pelo congresso. O presidente e os senadores seriam eleitos por um período de quatro anos e a câmara por dois.

Em 1859 é feito uma lei eleitoral que confere ao presidente da confederação o poder de restabelecer presidentes estatais e intervir em questões de ordem publica, e confere ao congresso o poder de julgar as eleições dos estados.

Convenção de Rionegro[editar | editar código-fonte]

A confederação Granadina chegou ao seu fim em 8 de Maio de 1863, com o outorgamento da constituição de 1863 pela convenção de Rionegro, que chamava oficialmente o pais de Estados Unidos da Colombia e que ditava novas normas, modificando os poderes dos estados e do presidente. Estas medidas que tomaram foi o que os liberais fizeram por temer o grande poder que Mosquera tinha, e por isso a redação de uma nova constituição para limitar suas funções e evitar que se convertesse contra eles, como havia feito com os conservadores. Os radicais liberais defendiam um governo federal em que a autonomia regional e local estivesse protegida, onde não existisse um exercito nacional, a sociedade tivesse direitos e liberdades fundamentais sobre a base da educaçao e do livre mercado, e que não tivesse nenhuma intervençao da Igreja.

Presidentes da Confederação Granadina entre 1858 e 1863[editar | editar código-fonte]

3 foram presidentes da Confederação:

Foto Presidente Período Partido Comentarios
Mariano Ospina Rodríguez.jpg Mariano Ospina Rodríguez 22 de maio de 1858 - 1 de abril de 1861 Conservador Fundador do Partido Conservador Colombiano
Bartolomé Calvo.jpg Bartolomé Calvo 1 de abril de 1861 - 10 de junho de 1861 Conservador Procurador general, designado na ausência do Vice-presidente
Julio Arboleda Pombo.jpg Julio Arboleda Pombo 10 de junho de 1861 - 18 de junho de 1863 Conservador Procurador general

Organização do Território[editar | editar código-fonte]

A Constituição de 1858 definiu a organização política dessa república, estabelecendo que ela seria integrada por oito estados soberanos:


Referências[editar | editar código-fonte]

  1. La acción de los liberales panameños en la determinación de las políticas del Estado de la Nueva Granada, (1848-1855)
  2. Biblioteca Luis Angel Arango: Federalismo en los 9 estados soberanos
  • Biblioteca Luis Ângel Arango [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]