Batistas do Sétimo Dia
Os Batistas do Sétimo Dia são batistas tradicionais, porque praticam os princípios batistas, porém com uma pequena diferença, pois guardam o sábado, o sétimo dia da semana, como dia santo ao Senhor. São pessoas do convênio, baseadas no conceito da sociedade regenerada, do batismo do crente, do governo congregacional e da base escriturística de opinião e prática.
Os batistas do sétimo dia apresentam o sábado como um sinal de obediência em um relacionamento de aliança com Deus e não como uma condição de salvação.
A Conferência Geral dos Batistas do Sétimo Dia foi organizada em 1801 e reúne membros de 20 países
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[editar] Declaração de Fé
Liberdade de Consciência
Os Batistas do Sétimo Dia consideram a liberdade de consciência debaixo da direção do Espírito Santo como essencial à convicção e prática cristãs. Então nós encorajamos o estudo e a discussão aberta das Escrituras. Defendemos a liberdade individual de consciência em procurar entender e obedecer a vontade de Deus. Por isso, não temos um credo obrigatório. Não é nossa pretensão que a declaração seguinte seja exaustiva, mas é uma convicção comum que é derivada de nossa compreensão das Escrituras. II Cor. 3:17, 18; II Tim. 2:15; 3:16, 17; Rom. 12:2; 10:17; Efés. 4:3-6,15, Mateus 18:15-29; Lucas 22:23-27; Atos 6: 1-6; 2:44, 45; Colossenses 3:15-17; I Pedro 5:1-5.
Deus, o Pai
Nós cremos em um Deus, infinito e perfeito, o criador e sustentador do universo, que existe eternamente em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e deseja compartilhar o seu amor de uma maneira pessoal com cada um. Cremos em Deus, o Pai, que é soberano acima de tudo, manifestando seu imenso amor e justiça, tanto perdoando o arrependido como condenando o que não se arrepende. Gen 1:1. 2; Isa 25:1-9; Sal 90:1, 2; 91:2; João 4:24; 5:24; 3:16-18; I Tim 1:17; Deut. 6:4-9; I Reis 8:27; I João 1:5; Atos 17:24, 25,28; II Pedro 3:9; I Cor. 8:6; Efés 4:6; Ezeq 33:11; II Tess 1:6-8.
Deus, o Filho
Nós cremos em um Deus, infinito e perfeito, o criador e sustentador do universo, que existe eternamente em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e deseja compartilhar o seu amor de uma maneira pessoal com cada um. Cremos em Deus, o Filho, encarnado na pessoa de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Ele se deu na cruz como sacrifício completo e final pelo pecado. Como nosso Senhor ressurreto, ele é o mediador entre Deus, o Pai e o ser humano. João 1:14-18,34; 3:16; 12:32; 14:6; Heb 1:3; Rom 1:3-5; I João 3:16; 2:1, 2; Gal 4:4-6; I Pedro 2:24; Heb 10:10-14; I Cor. 15:20-23; I Tim 2:5; Ef 1:18-23.
Deus, o Espírito Santo
Nós cremos em um Deus, infinito e perfeito, o criador e sustentador do universo, que existe eternamente em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e deseja compartilhar o seu amor de uma maneira pessoal com cada um. Cremos em Deus, o Espírito Santo, o Consolador que dá o nascimento espiritual, vive nos crentes, e capacita-os para o testemunho e serviço. Nós cremos que o Espírito Santo inspirou as Escrituras, convence o ser humano do pecado e instrui o crente na verdade e retidão. João 14:16, 17,26; 16:7-14; Atos 1:8; Rom 5:5; II Pedro 1:20, 21; I Cor 12:4-11.
A Bíblia
Nós cremos que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus e é nossa autoridade final em assuntos de fé e prática. Cremos que Jesus Cristo, em sua vida e ensinos como registrado na Bíblia, é o intérprete supremo da vontade de Deus para o ser humano. II Tim 3:14-17; II Pedro 1:20, 21; 3:1, 2, 15,16; Heb 4:12; 1:1, 2; João 20:30, 31; Rom 3:2; Mateus 5:17-19; Salmos 119:105.
O Ser Humano
Nós cremos que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus e é a obra mais nobre de toda criação. Cremos que os seres humanos têm responsabilidades morais, e foram criados para desfrutar de uma comunhão com Deus e com os demais seres humanos, como filhos de Deus. Gen 1:26, 27: Sal 8:3-8; Miq 6:8; Mateus 5:44-48.
Pecado e Salvação
Nós cremos que pecado é a desobediência a Deus e o fracasso em viver de acordo com a sua vontade. Por causa do pecado todas as pessoas se separaram de Deus. Acreditamos em virtude de sermos pecadores, neces-sitamos de um Salvador. Cremos que a salvação do pecado e da morte é o dom de Deus manifestando seu amor na redenção através da morte e ressurreição de Cristo, e só é recebido por arrependimento e fé nele. Cremos que todos que se arrependem do pecado e recebem a Cristo como Salvador não serão castigados no julga-mento final, mas desfrutarão da vida eterna. I João 1:3, 8-10; 3:4, 5; João 1:12; 3:16-18,38; 14:6; Rom 3:21-25; 5:6-8,10; 6:23; Efés 2:8, 9; II Tess 1:5-9; Apoc 20:11-15; Isa 59:2; Heb 9:10-14; I Pedro 1:3; Mateus 25:41, 46.
A Vida Eterna
Nós cremos que Jesus ressuscitou da morte e vive eternamente com o Pai, e que ele virá novamente com poder e grande glória. Cremos que a vida eterna começa no conhecimento de Deus através de um compromisso com Jesus Cristo. Cremos que porque ele morreu e ressuscitou, a ressurreição com corpos espirituais e imperecíveis é o dom de Deus aos crentes. João 3:14-16; 6:40; 10:27, 28; 17:1-3; Rom 6:23; 5:14; 17:6-11; Lucas 24:1-6; Mateus 28:1-8; 23:12, 13,30; 25:31-34,46; I Cor 15:20-22, 42-44, 53-54; I João 5:11-13; Col. 3:1-4; I Tess 4:13-18; Tito 2:13.
A Igreja
Nós cremos que a igreja de Deus é constituída de todos os crentes reunidos pelo Espírito Santo e unidos em um corpo do qual Cristo é a Cabeça. Cremos que a igreja local é uma comunidade de crentes organizada numa relação de aliança, ou pacto, para adoração, companheirismo e serviço, praticando e proclamando convicções comuns, enquanto cresce na graça e no conheci-mento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Cremos no sacerdócio de todos os crentes e procuramos trabalhar juntos para testemunho mais efetivo. Atos 20:28; 2:42; I Cor 12:13, 14,27; Col 1:18; Rom 12:4, 5; I Pedro 2:4-10; Mateus 18:20; Efés 2:19-22; 4:11-16; II Pedro 3:18; Heb 10:25, 25.
O Batismo
Cremos que o batismo de crentes em obediência à ordem de Cristo é um testemunho à aceitação de Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Nós cremos no batismo por imersão como um símbolo da morte para o pecado, um penhor para uma vida nova nele. Mateus 28: 19,20; Rom 6:3, 4,11; Atos 2:38-41; Col 2:12; I Pedro 3:21; Gal 3:26, 27.
A Ceia do Senhor
Nós cremos que a Ceia do Senhor rememora a Paixão e a morte do Redentor da humanidade até que ele volte, e é um símbolo da fraternidade cristã e um penhor da renovada lealdade ao nosso Senhor ressurreto. Cremos também que o lava-pés foi praticado e ordenado por Jesus, e que como um ato de fé, humildade e amor, deve anteceder à comunhão da Ceia do Senhor. Marcos 14:22-25; I Cor 10:16, 17; 11:23-30; Mateus 26:26-29.
O Sábado Sagrado
Nós cremos que o sábado sagrado da Bíblia, o sétimo dia da semana, é tempo sagrado, um dom de Deus para todas as pessoas, instituído na criação, afirmado nos dez mandamentos e reafirmado no ensino e exemplo de Jesus e dos apóstolos. Cremos que o dom do repouso do sábado sagrado é uma experiência da presença eterna de Deus com seu povo. Acreditamos que em obediência a Deus e em resposta amorosa à sua graça em Cristo, o sábado sagrado deveria ser observado fielmente como um dia de descanso, adoração e celebração. Gen 2:2, 3; Ex. 16:23-30; 20:8-11; Mar 2:27, 28; Luc 4:16; Atos 13:14, 42-44; 16:11-13; 17:2, 3; 18:4-11; João 14:15; Mat 5:17-19; Isa 58:13,14; Ezeq 29:19, 20; Heb 4:9, 10.
Evangelismo
Nós cremos que Jesus Cristo nos comissiona a proclamar o evangelho, fazer discípulos, batizar e ensinar a observância de tudo aquilo que ele ordenou. Nós somos chamados para ser testemunhas de Cristo para todo o mundo e em todas as relações humanas. Mateus 28:18-20; 24:14; Atos 1:8; II Cor 4:1, 2, 5,6; 5:17-20; Sal 96:2, 3; I Pedro 3:15, 16; Efésios 6:14-20; Marcos 16:15.
[editar] Origens na Inglaterra
Os batistas do sétimo dia datam sua origem com o movimento separatista do século XVII, na Inglaterra. Com a ênfase renovada nas Escrituras para a doutrina e a prática livres da igreja, homens tais como James Ockford, William Saller, Peter Chamberlain, Francis Bampfield, Edward e Joseph Stennett concluíram que se observar o Sábado do sétimo dia era uma exigência imprescindível do cristianismo bíblico. Permaneceram unidos dentro da irmandade batista tendo convicções compartilhadas, praticando, porém, a observância confidencial Sábado do sétimo dia. A partir do momento em que o poder do Estado foi usado para impor a conformação a um dia comum da adoração, a separação tornou-se necessária.
Têm-se registros deles desde 1617, na Inglaterra, quando a primeira Igreja Batista a guardar o sábado foi organizada, a Mill Yard Seventh Day Baptist Church, estabelecida em Londres, liderada por Peter Chamberlain. O primeiro livro de registro da Mill Yard foi destruído num incêndio, mas o segundo começa em 1673. Esta igreja batista do sétimo dia continua suas atividades até o presente (2010).
[editar] Batistas do Sétimo Dia nos EUA
Os Batistas do Sétimo Dia não cresceram muito na Inglaterra, mas atraíram adeptos na América do Norte e entre os Alemães. O estudo das Escrituras na América do Norte trouxe Samuel e Tacy Hubbard ao princípio batista do batismo do crente, em 1647, e a participação como membros da primeira igreja batista de Newport, Rhode Island. Começando em 1665, sua família e diversas outras se tornaram convencidas acerca do sábado do sétimo dia, unindo-se em aliança com Stephen Mumford e sua esposa, que haviam apreendido convicções acerca do Sábado, quando membros de uma igreja bapista em Tewksbury, Inglaterra. Quando assumiram publicamente suas convicções sobre o Sábado do sétimo dia, os demais entenderam ser difícil compartilhar da comunhão com eles dentro da primeira igreja batista de Newport. Assim, cinco membros juntaram-se com os Mumfords em um relacionamento de convênio, estabelecendo a Primeira Igreja Batista do Sétimo Dia na América do Norte, em 23 de dezembro de 1671. A igreja de Newport já não existe mais e muitos de seus membros também o eram da Igreja Batista do Sétimo Dia Ocidental. Esta igreja observou o sábado regularmente na casa de John Crandall, durante trinta anos. Em 1708 as duas igrejas se tornaram congregações separadas, mas mantiveram um companheirismo íntimo por muitos anos. A igreja Ocidental é chamada a Primeira Igreja Batista do Sétimo Dia de Hopkinton, cuja qual também está em plena atividade.
Uma separação similar ocorreu em 1705, em Piscataway, New Jersey, quando um diácono da igreja batista, Edmund Dunham, se tornou convencido da base bíblica para a observância do Sábado. Dunham e dezesseis outros retiraram-se para dar forma a sua própria igreja. Um terceiro grupo de igrejas saiu do Quakerismo, na área de Filadélfia, aproximadamente em 1700.
Outra Igreja Batista do Sétimo Dia antiga, também ainda em atividade, está em Nova Jersey. A Igreja Batista do Sétimo Dia de Shiloh, Nova Jersey, foi fundada em 22 de novembro de 1737, quando cerca de 40 homens se reuniram na casa de um membro da igreja de Shiloh.
[editar] Batistas do Sétimo Dia entre Germânicos
Um movimento pietista Dunker entre imigrantes alemães foi influenciado por aquele grupo oriundo do Quakerismo, aceitando a doutrina batista do sétimo dia, em Ephrata, Pensilvânia, aproximadamente entre 1728 e 1735. Isto conduziu à formação de uma conferência de irmãos denominada Sociedade Religiosa Alemã dos Batistas do Sétimo Dia, em 1814. Desde o começo, os batistas do sétimo dia seguiram a migração na direção ocidental, chegando na costa do Pacífico dos Estados Unidos por volta de 1900.
[editar] Batistas do Sétimo Dia na Austrália
É impossível falar da história dos batistas do sétimo dia na Austrália sem referência prévia aos batistas do sétimo dia da Nova Zelândia. A Igreja Batista do Sétimo Dia de Auckland se formou nos idos de 1930, com um grupo de ex-adventistas, sob a liderança do Rev. Francis Johnson. Admitiu-se como membro da Conferência Geral (EUA) em 1940. Por esta mesma época, um outro grupo de observadores do Sábado, foi trazido da Christchurch, sob a liderança do Rev. Edward Barrar M.A. B.D. que havia estudado no Melbourne College of Divinity and the Australian Missionary School, em Auckland, em 1941. Em 1942 Edward Barrar publicou um periódico chamado The Gospel Messenger. Nesse mesmo ano, viajou para a Austrália e pôde fazer contato com diversos Sabatistas australianos. Em 1944 a igreja Christchurch foi admitida na Conferência.
Fontes:Historia dos Batistas do Sétimo Dia - Don A. Sanford
[editar] Batistas do Sétimo Dia no Brasil
A Igreja Batista do Sétimo Dia no Brasil remonta de 1913, quando alguns alemães, membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Curitiba, rejeitaram as profecias da Sra. Ellen G. White. E, 1916 eles organizaram a Igreja Evangélica Adventista. Em 1950 o grupo uniu-se com a Igreja Batista do Sétimo Dia dos Estados Unidos, adotando o presente nome e a identidade batista.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- (em português)Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira
- (em português)Portal IBSD de João Pessoa - PB
- (em português)Portal Batista do Sétimo Dia
- (em inglês)Associação dos Batistas do Sétimo Dia da Austrália
- (em inglês)Conferência Australiana dos Batistas do Sétimo Dia (Austrália e Nova Zelândia)
- (em inglês)Conferência Geral Batista do Sétimo Dia dos Estados Unidos e Canadá
- (em alemão)Batistas do Sétimo Dia da Holanda
- (em francês)Batistas do Sétimo Dia em França