Conflito fronteiriço sino-soviético

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Conflito fronteiriço sino-soviético
Parte da(o) Guerra Fria
China USSR E 88.jpg
Algumas das áreas disputadas no Argun e rios Amur. Damansky / Zhenbao está a sudeste, ao norte do lago
Data 2 de Março – 11 de Setembro de 1969
Local Fronteira entre a China e a União Soviética
Desfecho Status quo
Combatentes
 China  União Soviética
Principais líderes
República Popular da China Mao Zedong União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Leonid Brezhnev
Forças
814,000 658,000
Vítimas
100-600 mortos[1]
58 mortos
94 feridos

O conflito fronteiriço sino-soviético de 1969 foi uma série de confrontos armados entre a União Soviética e a República Popular da China (RPC) que ocorreu no zênite da ruptura sino-soviética dos anos 1960, causada pela competição entre os dois modelos de comunismo. Uma ilha no rio Ussuri, chamada Zhenbao (珍宝岛) pelos chineses e Damansky pelos soviéticos, quase levou os dois países à guerra em 1969.

O afastamento entre China e União Soviética, agravado pela Revolução Cultural chinesa, causou o acúmulo de tensão entre as duas partes no final dos anos 1960, ao longo dos 4380 km de fronteira comum, onde se encontravam 658 000 soldados soviéticos e 814 000 soldados chineses. Em 2 de março de 1969, uma patrulha soviética e forças chinesas enfrentaram-se em combate; ambos os lados alegaram que o outro havia sido o primeiro a atacar. Por estar próximo às linhas de suprimento soviéticas e longe das chinesas, presumia-se que teriam sido os soviéticos os agressores, mas estudos recentes indicam que a agressão partiu da China, numa estratégia de efetuar um forte ataque como modo de obter a paralisação dos inúmeros incidentes que estavam ocorrendo. Com 31 mortos e 14 feridos, os soviéticos não recuaram e retaliaram com o bombardeio de concentrações de tropas chinesas na Manchúria e com a tomada de Damansky/Zhenbao.

Após uma série de confrontos armados na área, ambos os lados prepararam-se para uma guerra nuclear. A situação acalmou-se somente depois da visita do premier soviético Aleksey Kosygin a Pequim. A controvérsia fronteiriça foi então suspensa mas não resolvida, já que os dois países continuaram a escalada militar na região. Uma solução definitiva surgiria apenas em 1991, nas vésperas da queda da União Soviética, com a assinatura de um acordo sino-soviético de fronteiras. Outros dois tratados, celebrados em 1995 e 2004 entre China e Rússia, puseram fim à questão.

Negociações sobre fronteiras na década de 1990 e mais além[editar | editar código-fonte]

As negociações de demarcação de fronteiras não ocorreu até pouco antes do fim da União Soviética em 1991, em particular, ambos os lados concordaram que a ilha Zhenbao pertencia a China. (Ambos os lados reivindicaram a ilha que estava sob seu controle no momento do acordo.) Em 17 de outubro de 1995, um acordo nos últimos 54 km de trecho da fronteira foi alcançado, mas a questão do controle sobre três ilhas nos rios Amur e Argun foi deixado para ser resolvido mais tarde.

Em um acordo de fronteira entre a Rússia e a China assinado em 14 de outubro de 2004, a disputa foi finalmente resolvida. Foi concedido a China o controle sobre a Ilha Tarabarov (Ilha Yinlon), Ilha Zhenbao, e cerca de 50% da Ilha Bolshoy Ussuriysky (Ilha Heixiazi), perto de Khabarovsk. A Comissão Permanente da China do congresso Nacional do Povo ratificou este acordo em 27 de abril de 2005, com a Duma russa seguindo o terno em 20 de maio. Em 2 de junho, o ministro chinês do Exterior, Li Zhaoxing, e o ministro russo das Relações Exteriores Sergei Lavrov trocaram os documentos de ratificação de seu respectivos governos.[2]

Em 21 de julho de 2008, o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, e seu colega russo, Sergei Lavrov, assinaram um Acordo sino-russo adicional marcando a aceitação da demarcação da porção oriental da fronteira sino-russa, em Pequim, China. Um protocolo adicional com um mapa filiados na parte oriental das fronteiras que ambos os países compartilham foi assinado. O acordo também inclui o retorno da Ilha Yinlong/Tarabarov e metade da Ilha Heixiazi/Bolshoi Ussuriysky.[3]

Mapas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. China, Russia solve all border disputes (em inglês). Visitado em 06 de setembro de 2014.
  3. China, Russia complete border survey, determination (em inglês). Visitado em 06 de setembro de 2014.