Conflito no Líbano (2011–presente)

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Conflito no Líbano
Parte da(o) Guerra Civil Síria
Lebanese army on Syria Street.jpg
Soldados do exército libanês na Rua Síria, guardando a fronteira entre Bab al-Tabbaneh e Jabal Mohsen em 2011
Data Maio de 2012 – presente
(combates esporádicos desde Junho de 2011)
Local Tripoli e Beirute, Líbano
Desfecho em andamento
Combatentes
Militantes anti-governo sírio:

Flag of the Al-Nusra Front.svg Frente al-Nusra
Flag of Islamic State of Iraq.svg Estado Islâmico do Iraque e do Levante
Flag of Jihad.svg Fatah al Islam
Flag of Jihad.svg Jund al-Sham
Flag of Jihad.svg Brigada Abdullah Azzam


Apoio:
Arábia Saudita
Síria Exército Livre Sírio

Militantes Pró-governo sírio:

ADP
Flag of Hejaz 1917.svg PNO
Flag of the Ba'ath Party.svg Partido Ba'ath
Flag of the Syrian Social Nationalist Party.svg SSNP[1]
Hezbollah[2]
al-Tahwid

Forças de segurança libanesas:

LAF
Flag of Lebanon.svg FSI

Principais líderes
Saad Hariri
Ahmed al-Asir
Khaled Daher
Islam al-Shahal
Rifaat Eid
Osama Saad
Fayez Shukr
Assaad Hardan
Hassan Nasrallah
Hassan al-Laqqis
Jean Kahwaji
Ashraf Rifi
~450 mortos e 2 300 feridos

O Conflito no Líbano foi renovado na sequência do conflito entre opositores e partidários do governo sírio. O conflito resultou no alastramento de distúrbios violentos e sequestros de cidadãos estrangeiros em todo o Líbano. Os islamistas no norte do Líbano organizaram sit-ins e bloquearam estradas para protestar contra a prisão de um islamita libanês vinculado à revolta síria. O conflito escalou de anteriores confrontos sectários entre alauítas pró-Síria e militantes sunitas anti-sírios em Trípoli em junho de 2011 e fevereiro de 2012. Os sit-ins também foram realizados no sul do Líbano por salafistas anti-Hezbollah, o que acentuou ainda mais as tensões. Em maio de 2012, o conflito se espalhou para Beirute, embora as Forças Armadas Libanesas fossem implantadas no norte do Líbano e Beirute. Desde de maio de 2012, dezenas de pessoas morreram e mais centenas foram feridas em confrontos. Em agosto de 2012 ocorre uma nova escalada do conflito, com um confronto sectário irrompendo em Trípoli, mas também entre os sunitas simpatizantes e opositores ao governo sírio. Os militantes sunitas e xiitas se enfrentam em Sídon em novembro.

Desde a eclosão da Guerra Civil Síria em março de 2011, um efeito de alastramento foi antecipado no Líbano. O governo é dominado pela Aliança 8 de Março, que é considerada como sendo solidária a Bashar al-Assad.[3]

No ano de 2013, com a intensificação no conflito na Síria, houve um considerável aumento na violência sectária no Líbano entre salafistas e sunitas, que apoiam os rebeldes sírios, e xiitas que apoiam o governo de Bashar al-Assad e o envolvimento do Hezbollah na guerra civil do país vizinho.[4] Em cidades como Trípoli, Saida, Akkar, Arsal e Beirute, foram registrados enfrentamentos entre manifestantes de variadas etnias, com o exército libanês tentando garantir a ordem. Estes confrontos já causaram a morte de dezenas de pessoas, segundo autoridades e ativistas locais.[5] Foi reportado também que rebeldes da oposição síria estariam usando o Líbano como refúgio e rota de contrabando de armas, além de vários voluntários libaneses sunitas também estarem ajudando os rebeldes. Com uma maior participação do Hezbollah no conflito, militantes sírios anti-Assad lançaram algumas incursões e também ataques contra alvos na fronteira libanesa sobre cidades onde a maioria da população fosse notavelmente formada de simpatizantes do governo sírio ou do próprio Hezbollah.[6] O regime Assad retaliou várias vezes e, a fim de enfraquecer os militantes da oposição de seu país na região, conduziu bombardeios contra a fronteira libanesa, utilizando aeronaves, artilharia e foguetes.[7] [8] No dia 19 de novembro de 2013, o grupo ligado a Al Qaeda denominado Brigadas Abdullah Azzam atacou a embaixada iraniana no Líbano, deixando 22 pessoas mortas até o momento.[9] Estima-se que cerca de 20% da população libanesa é de refugiados sírios.[10] Em 30 de dezembro, o exército libanês atirou pela primeira vez em helicópteros sírios.[11]


Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Portal Guerra

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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