Conjunção

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Conjunção é uma das classes de palavras definidas pela gramática geral. As conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. [1]

Exemplos:

Portanto, logo, pois, como, mas, e, embora, porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia, quer, contudo, seja, conforme.

Quando conectam duas orações que apresentem diferentes níveis sintáticos, ou seja, uma oração é um membro sintático da outra, são chamadas de conjunções subordinativas.

Saiba que:

As conjunções "e"," antes", "agora"," quando" são adversativas quando equivalem a "mas".

Carlos fala, e não faz.
O bom educador não proíbe, antes orienta.
Sou muito bom; agora, bobo não sou.
Foram mal na prova, quando poderiam ter ido muito bem.

"Senão" é conjunção adversativa quando equivale a "mas sim".

Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade.

Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada sempre no início da oração: as outras (porém, todavia, contudo, etc.) podem vir no início ou no meio.

Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta.
Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta.

A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem geralmente após um ou mais termos da oração a que pertence.

Você o provocou com essas palavras; não se queixe, pois, de seus ataques.

Quando é conjunção explicativa," pois" vem, geralmente, após um verbo no imperativo e sempre no início da oração a que pertence.

Não tenha receio, pois eu a protegerei...

Conjunções essenciais[editar | editar código-fonte]

As conjunções ditas "essenciais" são: e, nem, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, ou, pois, porque, portanto, se, ora, apesar e como.

Coordenativas[editar | editar código-fonte]

Aditivas/Copulativas[editar | editar código-fonte]

As aditivas estabelecem uma relação de ligação entre duas orações (ex.: e, nem, mas também, como também, além de (disso, disto, aquilo), tanto... quanto, bem como).

Fabio jogou bola e descansou.
Agrediu a outro e foi agredido.

Adversativas[editar | editar código-fonte]

As copulativas (português europeu) ou adversativas (português brasileiro) ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensação. Também pode gerar um sentido de consequência a algo dito anteriormente (ex.: mas, porém, todavia, entretanto, no entanto, senão, não obstante, contudo, etc.)

Obs.: antes das Conjunções adversativas a vírgula é obrigatória.

Ia a igreja, porém não seguia os mandamentos.

Conclusivas[editar | editar código-fonte]

As conclusivas ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência. Servem para dar conclusões às orações (ex.: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.).

Não estudou, logo não passou na prova.

Alternativas ou disjuntivas[editar | editar código-fonte]

As alternativas ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam separadamente (ex.: ou, ou...ou, ora, já...já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez).

Ora a criança chora, ora a criança ri.

Explicativas[editar | editar código-fonte]

As explicativas ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida. Expressam a relação de explicação, razão ou motivo (ex.: que, porque, porquanto, pois, por isso (anteposta ao verbo), ja que, visto que, como).

Ore, porque com a oração engrandeces a tua misericórdia, e também, a tua proteção.

Subordinativas[editar | editar código-fonte]

As conjunções subordinativas ligam uma oração de nível sintático inferior (oração subordinada) a uma de nível sintático superior (oração principal). Uma vez que uma oração é um membro sintático de outra, esta oração pode exercer funções diversas, correspondendo um tipo específico de conjunção para cada uma delas. Um período formado por conjunções subordinadas que não contém as tais conjunções é chamado de: oração principal.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito, objeto direto, predicativo, aposto, agente da passiva, objeto indireto, complemento nominal (nos três últimos casos pode haver uma preposição anteposta a conjunção) de outra oração. As conjunções subordinativas integrantes são que e se.

Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando não, usa-se "se".

Afirmo que estudei.
Não sei se fizeram ou se farão.
Espero que a ajuda não demore.

Uma forma de identificar o se e o que como conjunções integrantes é substituí-los por "isso", "isto" ou "aquilo".

Afirmo que estudei. (afirmo isto)
Não sei se fizeram ou se farão. (não sei isto)
Espero que a ajuda não demore. (espero isto)

As adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico que possuem.

Causal[editar | editar código-fonte]

Inicia uma oração subordinada denotadora de causa. Estabelece, na frase, uma relação de causa e conseqüência entre dois ou mais fatos mencionados (ex.: : porque, pois, porquanto, como, pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, na medida em que).

Foi para lá pois estava doente.
Não fomos à festa porque tínhamos de estudar.
Como o calor estava forte, pusemo-nos a andar pelo passeio público.
Como o frio era grande, aproximaram-se da lareira.

Comparativa[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração que contém o segundo membro de uma comparação (ex.: que, mais/menos/maior/menor/melhor/pior do que, (tal) qual, (tanto) quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem).

Indica comparação entre dois membros.

Era mais azul do que é agora.
Levantou-se como se estivesse indo à maratona.
O doce estava tão doce quanto o outro que acabou.

Concessiva[editar | editar código-fonte]

Inicia uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal, mas incapaz de impedi-la (ex.: embora, muito embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que,em que, que,e, a despeito de, não obstante, entretanto.).

Apesar de não terem pego ônibus, vi-os chegando ao destino.
Estava cansado, embora tenha chegado ao destino.

Condicional[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal (ex.: se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que). .

Seria mais poeta, a menos que fosse político.
Caso estivesse por perto, nada disso teria acontecido.
Não sairia sem que dormisse antes.
Ele poderia sair, contanto que terminasse a tarefa.
Ficou decidido que seria ao ar livre exceto se chovesse.

Conformativa[editar | editar código-fonte]

Inicia uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração principal (ex.: conforme, como, segundo, consoante).

Cristo nasceu para todos, cada qual como o merece.
Tal foi a conclusão de Aires, segundo se lê no Memorial. (Machado de Assis)

Consecutiva[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração na qual se indica a consequência (ex.: que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que).

Soube que tivera uma emoção tão grande que Deus quase a levou.
Falou tanto na reunião que ficou rouco.

Proporcional[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal (ex.: à medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais … (mais), quanto mais (tanto mais), quanto mais … (menos), quanto mais … (tanto menos), quanto menos … (menos), quanto menos … (tanto menos), quanto menos … (mais), quanto menos … (tanto mais)).

Ao passo que nos elevávamos, elevava-se igualmente o dia nos ares.
Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo.
O preço do leite aumenta à proporção que esse alimento falta no mercado.

Temporal[editar | editar código-fonte]

Iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo (ex.: quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, enquanto, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que )

Custas a vir e, quando vens, não demora.
Ela sorriu, quando me viu.
Implicou comigo assim que me viu.

Final[editar | editar código-fonte]

Introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se realiza a principal. São elas: para que, a fim de que, que, porque (= para que), que, etc.

Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.

Observações gerais[editar | editar código-fonte]

Uma conjunção é na maioria das vezes precedida ou sucedida por uma vírgula (",") e muito raramente é sucedida por um ponto ("."). Seguem alguns exemplos de frases com as conjunções marcadas em negrito:

Aquele é um bom aluno, portanto deverá ser aprovado.
Meu pai ora me trata bem, ora me trata mal.
Gosto de comer chocolate, mas sei que o excesso me faz mal.
Marcelo pediu que fossemos alegres para a festa.
João subiu e desceu a escada.
Quando a banda deu seu acorde final, os organizadores deram início aos jogos.

Em geral, cada categoria tem uma conjunção típica. Assim é que, para classificar uma conjunção ou locução conjuntiva, é preciso que ela seja substituível, sem mudar o sentido do período, pela conjunção típica. Por exemplo, o "que" somente será conjunção coordenativa aditiva, se for substituível pela conjunção típica "e".

Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.
Dize-me com quem andas, e eu te direi quem és.

As conjunções alternativas caracterizam-se pela repetição, exceto "ou", cujo primeiro elemento pode ficar subentendido.

As adversativas, exceto "mas", podem aparecer deslocadas. Neste caso, a substituição pelo tipo (conjunção típica) só é possível se forem devolvidas ao início da oração.

A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este estiver no imperativo, a conjunção será coordenativa explicativa: "Fecha a janela, porque faz frio."

O "que" e o "se" serão integrantes se a oração por eles iniciada responder à pergunta "O que…?", formulada com o verbo da oração anterior. Veja o exemplo:

Não sei se morre de amor (o que não sei? Se morre de amor.)

O uso da conjunção "pois" pode a ser classificada em:

  • explicativa, quando a conjunção estiver antes do verbo;
  • conclusiva, quando a conjunção estiver depois do verbo;
  • causal, quando a conjunção puder ser substituída por "uma vez que".

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikilivros
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