Conjuração dos Pintos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A chamada Conjuração dos Pintos foi uma tentativa de derrubar o regime português em Goa, no Estado Português da Índia, em 1787.

Vários clérigos e militares, naturais da região, sentiam-se discriminados nas promoções de suas carreiras, por motivos raciais. O grupo dos conspiradores era liderado pelo padre José António Gonçalves de Divar, e incluía o nome de José Custódio Faria (depois conhecido como "Abade Faria").

Denunciada, a conspiração foi exemplarmente reprimida pelas autoridades portuguesas. O padre Divar conseguiu escapar e viria a morrer em Bengala. O Abade Faria escapou para a França, onde alcançaria a fama. Dos demais implicados, a maioria dos religiosos foi mantida em detenção nos calabouços da Fortaleza de São Julião da Barra, em Portugal, durante muitos anos, sem qualquer julgamento oficial e aberto. Os leigos, após um inquérito sumário, foram julgados por "alta traição" e condenados à morte na forca, sendo os seus corpos esquartejados.

Em termos de historiografia o episódio foi estudado no século XIX pelo erudito Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre História de Portugal é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.