Conquista de Túnis (1535)

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Conquista de Túnis
Parte das Guerras Otomanos-Habsburgos
Data 1535
Local Túnis
Desfecho Os otomanos perdem Túnis.
Combatentes
Banner of the Holy Roman Emperor (after 1400).svg Império de Carlos V
Flag of Genoa.svg República de Gênova
Flag Portugal (1521).svg Portugal
Estados Pontifícios
Flag of the Sovereign Military Order of Malta.svg Ordem de Malta
Flag of the Ottoman Empire (1453-1517).svg Império Otomano
Comandantes
Banner of the Holy Roman Emperor (after 1400).svg Carlos V
Flag of Cross of Burgundy.svg Álvaro de Bazán
Flag of the Kingdom of Sicily.svg Luis de Requesens
Flag of the Kingdom of Naples.svg García de Toledo
Flag of Genoa.svg Andrea Doria
Flag Portugal (1521).svg Infante Luís de Portugal
Virginio Ursino
Flag of the Ottoman Empire (1453-1517).svg Khayr ad-Din Barbarossa
Forças
Total de homens: 60.000
Navios:
Flag of Cross of Burgundy.svg 207 navios espanhóis[1]
Flag of Flanders.svg 60 hulks flamengos
Flag of the Kingdom of Sicily.svg 10 galés sicilianas
Flag of the Kingdom of Naples.svg 6 galés napolitanas
Flag of Genoa.svg 19 galés
Flag Portugal (1521).svg 1 galeão, 20 caravelas e 8 galés
Flag of the Sovereign Military Order of Malta.svg 4 galés
Desconhecido
Baixas
Muitas perdas por disenteria Pelo menos 30.000 civis mortos

A Conquista de Túnis foi um ataque a Túnis, na ocasião sob o controle do Império Otomano, pelo Sacro Império Romano-Germânico em 1535.

A batalha[editar | editar código-fonte]

Em 1535, os otomanos sob o comando de Khair ad-Din iniciaram um ataque aos navios cristãos no mar Mediterrâneo a partir de uma base em Argel. Nesse ano a Tunísia foi capturada para servir de suprimento básico para novas campanhas navais na região. Carlos V, um dos homens mais poderosos da Europa naquele tempo montou um enorme exército de cerca de 60.000 soldados para expulsar os otomanos da região. Protegido por uma frota genovesa, Carlos V destruiu a frota de Barbarossa e depois de um oneroso cerco bem sucedido em La Goleta, capturou Túnis. O massacre da cidade deixou um número estimado de 30.000 mortos.

O cerco demonstrou a força que possuía na ocasião as dinastias dos Habsburgos; Carlos V tinha sob o seu controle grande parte do sul da Itália, Sicília, Espanha, as Américas, Áustria e terras da Alemanha. Além disso, ele era o soberano do Sacro Império Romano-Germânico, e tinha também de jure o controle sobre grande parte da Alemanha.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Os otomanos responderam recapturando a cidade em 1574. Porém, o controle otomano sobre Túnis foi prejudicado pelos ataques regulares dos Beyliks, operando como piratas independentes. Conseqüentemente, os conflitos no Mediterrâneo continuaram até que três séculos mais tarde a França fez da região o seu protetorado.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. 15 galés da Esquadra Mediterrânea, 42 navios da frota cantabriana, 150 navios da Esquadra de Málaga

Bibliografia[editar | editar código-fonte]