Conservação e restauro de pintura

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Restauração de um fresco de Masaccio.

O restauro de pintura é, tradicionalmente, considerado uma disciplina afim da arte, razão pela qual a figura do restaurador tem sido comparada à do artista. Historicamente, o restaurador intervinha sobre a obra, acrescentando-lhe parte da sua arte, o que em muitas ocasiões levava à modificação de certas qualidades estéticas ou físicas e assim à perda ou modificação do seu significado.

Actualmente, o conceito geral de restauro alterou-se de forma significativa. A área do restauro abarca também a conservação e, assim, o trabalho do restaurador já não se limita, unicamente à intervenção directa sobre a obra de arte, mas também ao dever de conhecer, avaliar e actuar sobre todos os parâmetros que contribuem para a preservação da obra. O restaurador pode actuar de diferentes maneiras na prevenção das obras dos bens culturais e obras de arte, seja pela conservação preventiva, conservação curativa e o restauro.

Conservação curativa[editar | editar código-fonte]

Consiste numa acção directa efectuada sobre o objecto em tratamento, com a intenção de atrasar ou resolver definitivamente qualquer tipo de deterioração sofrida. A intervenção dá-se somente a nível do suporte e não da capa pictórica.

Restauro[editar | editar código-fonte]

Consiste na acção directa sobre a capa pictórica, com a intenção de facilitar e devolver a sua compreensão e significado histórico, com o maior respeito possível pela sua estética, história e integridade física. A intervenção sobre uma lacuna (perda de policromia da capa pictórica) é considerada restauro.

Restauração de Capela Sistina[editar | editar código-fonte]

No último quartel do século XX, obras empreendidas no teto da Capela Sistina no intuito de recuperar o brilho original do tempo de Michelangelo, foram motivo de inúmeras controvérsias[1] .

Restaurações vinham sendo feitas ao longos dos anos. O projeto mais audacioso audacioso, entretanto, foi o empreendido sob supervisão do restaurador Gianluigi Colalucci, iniciado em 1979 com a limpeza da parede do altar: o Juízo Final, de Michelangelo.

Durante este período a capela esteve fechada ao público que visita o Museu do Vaticano - cerca de 3.000.000 de pessoas por ano - só voltando a ser reaberta em 8 de Abril de 1994.[2]

Referências

  1. BBC News: Sistine Chapel Restored (1999) - A polêmica da Restauração (em inglês)
  2. Homilia de João Paulo II durante Celebração Eucarística por ocasião da inauguração do restauro dos afrescos de Miguel Ângelo na Capela Sistina]