Consoles de videogame de terceira geração

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Na história dos jogos eletrônicos, a terceira geração (também conhecida com a era dos 8-bits) teve início em 15 de julho de 1983, no Japão com o lançamento simultâneo do Family Computer (chamado de forma abreviada "Famicom" pelos japoneses e mais tarde como NES no resto do mundo, usando a primeira letra de cada palavra de Nintendo Entertainment System) e do SG-1000 da SEGA.[1] [2] Esta geração marcou o fim do "crash" norte-americano dos video games, uma mudança no lar dominante dos video games (dos Estados Unidos para o Japão)[3] e a transição dos gráficos baseados em blocos para uma rolagem contínua de hardware (smooth scrolling) de pontos quadriculados e gráficos baseados em sprites, que foi um salto crucial na história do design dos jogos eletrônicos.[1]

O console mais bem vendido desta geração foi o NES/Famicom, seguido pelo Master System e Atari 7800. Embora a geração anterior de consoles também usasse processadores de 8-bits, foi no final desta geração que os consoles domésticos começaram a ser rotulados por seus "bits". Isso se tornou uma moda em sistemas de 16-bits como o Mega Drive/Genesis que foram "sinalizados" desta forma para diferenciar-se entre as gerações de consoles. No Japão e Estados Unidos, esta geração de video games foi dominada pelo Famicom/NES, enquanto o Master System dominava os mercados da Europa e América do Sul. O fim da terceira da geração de consoles de 8-bits se deu com os gráficos e o poder de processamento obsoletos em comparação com os consoles de 16-bits.

Algumas características desta terceira geração de consoles que se distinguem da segunda geração incluem:


História[editar | editar código-fonte]

A Nintendo começa a fazer testes em Nova York para vender o NES no mercado americano. Os varejistas estavam tão céticos em relação aos videogames que a Nintendo teve de concordar em recomprar tudo que não fosse vendido pelas lojas. E mais: deveria reformular o design para se adaptar ao gosto dos americanos, para quem videogame era acessório de TV, não um brinquedo. Para vender o console em lojas avessas aos videogames, a empresa também inventou um robô, o R.O.B. Nessas lojas, ao invés de ser vendido como videogame, o NES vira um pacote para jogos de robô. Apenas dois jogos saíram para R.O.B..

Uma pistola para jogos como Wild Gunman, Duck Hunt e Hogan's Alley, sucessos do arcade e do Famicom, no Japão, é lançada. Munido de ótimos jogos da própria Nintendo, e de conversões de sucessos do arcade como Kung Fu Master, da Irem, e o lendário Super Mario Bros, o NES não demora a virar sucesso nos EUA, apesar do lançamento patrulhado.

Consoles[editar | editar código-fonte]

Nome Nintendo Entertainment System Master System Atari 7800
Fabricante Nintendo Sega Atari
Console NES-Console-Set.jpg Sega-Master-System-Set.jpg Atari-7800-Console-Set.jpg
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  1. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IGN-Sega
  2. Mark J. P. Wolf, The video game explosion: a history from PONG to Playstation and beyond, ABC-CLIO, p. 115, ISBN 0-313-33868-X, http://books.google.co.uk/books?id=XiM0ntMybNwC&pg=PA115, visitado em 2011-04-19 
  3. Daglow, Don L.. "Over the River and Through the Woods: The Changing Role of Computer Game Designers", Computer Gaming World, August 1988, p. 18. “I'm sure you've noticed that I've made no reference to the Nintendo craze that has repeated the Atari and Mattel Phenomenon of 8 years ago. That's because for American game designers the Nintendo is a non-event: virtually all the work to date has been done in Japan. Only the future will tell if the design process ever crosses the Pacific as efficiently as the container ships and the letters of credit now do.”