Construção (álbum de Chico Buarque)

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Construção
Álbum de estúdio por Chico Buarque
Lançamento 1971
Gênero(s) MPB
Idioma português
Formato LP (1971)
CD (1988)
Gravadora(s) Phonogram/Philips
Produção Roberto Menescal
Opiniões da crítica
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Quando o Carnaval Chegar
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Construção é um álbum do músico brasileiro Chico Buarque. Foi lançado no ano de 1971.

Índice

[editar] Álbum

"Construção" foi o quinto disco do cantor carioca. Lançado em um dos períodos mais críticos do Regime Militar, o álbum representa uma mudança no trabalho do artista e uma etapa importante na carreira de Chico.

O disco marca o aguçamento da vertente crítica da poética do autor.[1] Se antes ele harmonizava Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como indica os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP ("Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir"). Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada. A faixa-título é uma crítica sobre um homem que trabalhou arduamente até sua morte. Não faltaram também o lirismo característico do artista, como demostrado em "Olha Maria" e "Valsinha". O álbum conta com arranjos do maestro Rogério Duprat.[2]

[editar] Faixas

# Título Compositor(es) Duração
1. "Deus Lhe Pague"   Chico Buarque 3:19
2. "Cotidiano"   Chico Buarque 2:49
3. "Desalento"   C. Buarque, Vinícius de Moraes 2:48
4. "Construção e Deus Lhe Pague (reprise)"   Chico Buarque 6:24
5. "Cordão"   Chico Buarque 2:31
6. "Olha Maria (Amparo)"   C. Buarque, V. de Moraes, Tom Jobim 3:56
7. "Samba de Orly"   C. Buarque, Toquinho, V. de Moraes 2:40
8. "Valsinha"   C. Buarque, V. de Moraes 2:00
9. "Minha História"   Lucio Dalla; versão de C. Buarque 3:01
10. "Acalanto"   Chico Buarque 1:38

[editar] Ficha Técnica

  • Participações especiais:
    • MPB-4 - vozes nas faixas 1, 3, 4, 7 e 9.
    • Tom Jobim - piano em "Olha Maria (Amparo)"

[editar] Recepção e crítica

Construção teve grande sucesso comercial. Nas primeiras semanas após seu lançamento, o LP chegou a ter uma demanda de 10.000 discos por dia, o que levou a Philips a contratar duas gravadoras concorrentes para prensá-los, além de obrigar o trabalho em turnos de 24 horas por dia durante quase dois meses.[3] Até então, a gravadora nunca havia vendido tantos discos em tão pouco tempo - 140 mil cópias nas primeiras quatro semanas.[3]

"Construção" foi considerado um marco na música brasileira e na carreira do cantor. Em 1972, uma reportagem da revista revista Realidade elogiava o álbum, considerado "o melhor disco feito nos últimos vinte anos no Brasil" , que "devolvia a Chico o sucesso de 'A Banda'" e o colocava como "nosso artista mais importante, na luta que se travava contra o 'som importado'".[3]

Na década de 2000, o LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o terceiro melhor disco brasileiro de todos os tempos. [4] O álbum também se encontra no livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", feito por jornalistas e críticos de música internacionalmente reconhecidos.

Referências

  1. MENESES, Adélia Bezerra de. Desenho mágico: poesia e política em Chico Buarque. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. pp 144 a 154
  2. Entrevista: Rogério Duprat - Cliquemusic, 30 de abril de 2000
  3. a b c Chico põe nossa música na linha - Revista Realidade, número 71, fevereiro de 1972
  4. Os 100 maiores discos da Música Brasileira - Revista Rolling Stone, Outubro de 2007, edição nº 13, página 111
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