Consumo responsável

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Consumo responsável significa adquirir produtos eticamente corretos, ou seja, cuja elaboração não envolva a exploração de seres humanos, animais e não provoque danos ao meio ambiente.

Isto pode ser feito através das maneiras:

  • compras corretas — favorecendo produtos eticamente corretos e realizar negociações baseadas em princípios no bem comum, e não só na satisfação de interesses individuais, permitindo a negociação para o interesse próprio apenas para perpetuar algum bem comum além deste interesse.
  • boicotes morais — a compras e negociações que vão de encontro à proposta anterior.

Hipótese[editar | editar código-fonte]

Termos alternativos são hábitos de consumo eticamente corretos, compras éticas ou aquisições morais. Usuários destes termos definem três tipos de hipóteses:

  1. Compreender o efeito de uma compra, isto é, seus efeitos em todos os seres vivos desde o seu ponto de extração até seu eventual ponto de distribuição (ver intendência do produto), é do interesse do consumidor, não apenas o efeito culminante. (terminologia de Paul Hawken)
  2. Compras individuais ou o critério para compras de uma instituição para qualquer tipo de consumo pode ser definido como uma combinação de padrões fixos, informações especificas de produtos e serviços, tornando fácil a cooperação entre compradores e vendedores para uma escolha ética. Isto é, algo como um comércio justo, que pode atualmente ter um objetivo significativo ao menos se pessoas e suas instituições tem definido metas integras em sua área de atuação.
  3. A escolha coletiva não deve privar os consumidores de escolhas particulares ou dispor custos menores para pessoas menos éticas, mas na realidade alterar a composição do mercado para que as ofertas se tornem melhores (do ponto de vista ético) com o passar do tempo.

Todas estas três hipóteses estão sujeitas a discussão. Por exemplo, defensores do custo contábil presumem que ao compreender este efeito podem ser calculados e medidos o custo dos prejuízos e danos feitos no processo de criação, logística e disposição do produto ou serviço, mas isto fica problemático na prática, e sujeito a diversas suposições políticas sobre a responsabilidade do processo ou seu gerenciamento. Mesmo quando a informação objetiva está disponível e há padrões bem definidos do esforço global como "ecolabels", eles são frequentemente criticados por aplicar os mesmos padrões ambientais para nações desenvolvidas e nações pobres que fazem exatamente o que as nações desenvolvidas fizeram no seu processo de desenvolvimento. E finalmente, a evidência que corporações procuraram reconquistar os consumidores perdidos é equivocada. Algumas corporações parecem simplesmente abandonar o mercado para consumidores mais críticos e deixar suas práticas torna-se mais repugnantes enquanto eles perseguem investidores, consumidores e empregados que simplesmente não se importam sobre os consequências que uma perda de consumidores pode acarretar.

Base[editar | editar código-fonte]

A moralidade é global?[editar | editar código-fonte]

"The Global Markets As An Ethical System" (o mercado globalizado como um sistema ético) de John McMurtry argumenta que não há decisões sobre compras que não implique em uma decisão moral, e que não há de fato nenhuma comercialização que não tenha, em última instância, uma natureza moral. Isto se espelha no velho argumento, dos Anabatistas, exempli gratia Menonitas, Amish, que todos devam se responsabilizar moral e espiritualmente por qualquer dano, em qualquer distância no espaço ou no tempo, a outro por sua própria escolha.

Escrituras Hebraicas/Cristãs favorecem expressamente a boa intendência da Terra que Deus criou para ser responsabilidade do homem. À medida que a sustentabilidade é necessária, comprar por vaidade, ou por status, é execrável e deve ser evitado. Esta teoria tem ecos em algumas das modernas ecovilas, que adotaram similares estâncias, efetivamente bloqueando todas as mercadorias que não satisfaçam seus critérios morais nos portões de entrada da vila, e confiando na produção interna de alimentos e ferramentas, dentro do possível.

Gastar idem a moralidade[editar | editar código-fonte]

Certos critérios de confiança, tais como certificado de mérito ou sugestão de garantia, são considerados parte de qualquer aquisição ou decisão de fornecimento. Entretanto, estes termos se referem a largo sistema que deveria, utopicamente, fazer parte de qualquer decisão sobre aquisições a ponto de desqualificar produtos ou serviços oferecidos baseado em critérios de baixo preço que não afetam a funcionalidade, mas preferencialmente a moral, estando sujeito ao processo inteiro de produção. Paul Hawken, um especialista do Capitalismo Natural, refere-se a "compreensão dos efeitos" dos serviços de produção como antagônico ao "efeito acumulativo" de usar os produto de tal serviço. Frequentemente, critérios morais são parte de muitos ideias de mudança do mercado de comodites em direção a uma economia oficial onde todas as atividades, desde cultivo até colheita incluindo o processamento e a entrega, são considerado como parte do cadeia de negócios e pelo quais os consumidores são "responsáveis".

Alguns argumentam que "Comprar é mais importante do que votar", e que a disposição do dinheiro é um regra muito mais básica em qualquer sistema econômico. Alguns teóricos defendem que isto é um modo claro de expressarmos nossa preferências morais, i.e., se nós nos importamos sobre algo mais continuamos a comprar das partes que tem uma alta probabilidade de risco de ferir ou destruir algo, nós realmente não nos importamos sobre aquilo, e estamos apenas praticando um tipo de hipocrisia.

Exemplos de Consumo Responsável[editar | editar código-fonte]

Dê carona[editar | editar código-fonte]

A ideia é reduzir o consumo de combustível, através da pratica de dar carona. Muito utilizada na Alemanha. Em um estudo do Ministério de transportes da Alemanha se estima que por volta de 2 milhões de motoristas poderiam dar carona aos seus colegas de trabalho diminuindo o consumo petróleo e a emissão de poluentes.

Energia Solar[editar | editar código-fonte]

Segundo a Abrava (Departamento Nacional de Aquecimento e Associação brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento) cada metro quadrado de coletor solar evita a inundação de 56 metros de áreas férteis.

Troca de eletro-domésticos[editar | editar código-fonte]

Optar sempre pelos eletro-domésticos mais econômicos, porém não trocar todos os anos. A obsolescência dos produtos disponíveis no mercado é programada, isto é, ele é distribuído no mercado tendo outra tecnologia bem mais avançada já pronta. Com isso, o consumidor é pressionado de várias maneiras a adquirir o produto novo, mesmo tendo o seu em perfeitas condições de uso.

Portanto, cumpre observar sempre o produto mais econômico em relação ao gasto de energia e impacto ambiental, porém não trocar com frequência e desnecessariamente.

Crítica[editar | editar código-fonte]

Os críticos frequentemente argumentam que esta mudança estrutural é limitada ao consumismo responsável. Eles citam a preponderância de nicho de mercado como o efeito atual do consumo responsável. Também alegam que o consumismo ético é fundamentalmente anti-democrático. Em seu ponto de vista, o ato de comprar é considerado como um voto, e o número de votos não equivale a um indivíduo, pois pelo poder financeiros das corporações, do governo, das universidades, etc. seriam mais votos que as compras feitas por indivíduos. A distribuição de riqueza leva portanto a uma injusta distribuição de votos. Os críticos também argumentam que a contínua confiança nos métodos inerentemente anti-democráticos levará a sociedade a não mais entender ou desejar o engajamento civil. Este ponto de vista sugere, entretanto, que para um sistema democrático ser justo, esta distribuição de votos deve ser igual para todos os pontos de vista, ou que um pequeno grupo com poucos votos seja irrelevante, querendo dizer nada ou não tenham influência.

Compras Corretas[editar | editar código-fonte]

Compras corretas, também chamadas de buycott (em oposoção ao termo boycott), significa favorecer produtos éticos, sendo eles comercialização justa, sem crueldade, orgânicos, recicláveis, reutilizáveis, ou produzidos localmente. Esta opção é questão mais importante desde que ela suporta diretamente a empresas progressivas.

Normas e padrões[editar | editar código-fonte]

O símbolo internacional para a reciclagem.

Numerosos padrões e normas induzem ao consumo positivo, tais como:

Junto com a revelação de ingredientes, algumas informações obrigatórias sobre a origem de roupas e alimentos são exigências de todas as nações desenvolvidas. Esta pratica tem se expandido em algumas nações desenvolvidas, tais como, na China onde todo item de vestuário leva o nome, o número de telefone e número de fax da fabrica onde ele foi feito assim um comprador pode inspecionar as condições de fabricação do mesmo. E, mais importante, provar que os item não foram feitos por "trabalhadores presos", usados para produzir mercadorias para exportação foi banidos na maioria das nações desenvolvidas. Tais normas também são usadas em boicotes, como a marca da mercadoria Feito na Alemanha foi introduzido em 1887.

Estas normas servem como provas de algum confiança no processo de validação, algum capital institucional, muitos fazem uma marca registrada ou um bandeira de uma nação. Eles também sinalizam algum capital social, ou crédito, em alguma comunidade de auditores que devem seguir estas instruções para validar estas etiquetas. Teoricamente, qualquer uma destas etiquetas pode ser falsificadas, e qualquer auditor ou inspetor pode ser subornado ou corrompido. Um grande inibidor para o uso das etiquetas padronizadas é a baixa confiança e falta de habilidade para se validar reais padrões global para o que tais etiquetas possam ter algum significado.

Há algum tempo, alguns teóricos sugeriram, a quantidade de capital social ou empregar credito em nações estados (ou flags) continuará a diminuir, e que o investimento em corporações (ou brands) aumentará. Isto pode apenas ser o equivalente a diminuir os gastos com a soberania nacional para reforçar as normas legais em taxas, comércio e tarifas, e por a confiança na sociedade civil em tais "selo morais". Estes argumentos tem sido o maior foco do movimento anti-globalização, quem mantém muitos fortes argumentos contra a natureza amoral de tais mercados. Entretanto, a escola econômica da Teoria da escolha publica do pioneiro James M. Buchanan ofereceu contra-argumentos baseados na demonstração econômica da teoria de 'mercados amoral ' versus 'governo morais'.

Boicote[editar | editar código-fonte]

Boicote Moral é a prática de evitar ou boicotar produtos que um consumidor achar que esta associado com procedimentos amorais.

Um indivíduo pode escolher para boicotar um produto. Alternativamente, as decisões podem ser a aplicação de um critério reflexivo baseado na moralidade (ou, na terminologia de éticos, uma teoria de valor) para um indivíduo, família, união, ou outro grupo (corporações, universidade, governo) tomar as decisões sobre o consumo.

Produtos[editar | editar código-fonte]

Razões para boicotar produtos incluem

Corporações[editar | editar código-fonte]

Exemplos incluem corporações que

Tais boicotes podem causar grande dano na reputação, sem mencionar a perda dos seus lucros, e podem, em parte, levar ao desenvolvimento do conceito da responsabilidade social corporativa.

Países[editar | editar código-fonte]

Exemplo:

Escolhas coletivas morais no governo[editar | editar código-fonte]

Muitas pessoas discordam do ponto de vista que compras devam ser motivadas por critérios morais pessoais mais do que motivos utilitário. Estes argumentam que o direito de um cidadão expressar suas escolhas morais por via do voto em partidos e candidatos no governo. Concordando com isso, países democráticos, a maioria das pessoas consideram-se ter algum grau de responsabilidade pelas decisões que o governo fazem sobre o que comprar no interesse do povo, e.g., nações pacifistas tais como a Costa Rica recusam-se a comprar armas militares ou equipar um exércitos adequados para a auto-defesa, outras nações como o Japão mantém pequenas forças (notoriamente, no caso do Japão, por causa das restrições constitucionais somente é permitido uma 'Força para a Auto-Defesa' do que um exercito completo), e outros, e.g., Nova Zelândia, se recusam a permitir navios nuclear ou armas em sues portos.

Muitos outros, governos controlam vários tipos de drogas de diferentes modos, e.g. comprando a coca ou abastecendo-se de papoula apenas para uso medico em canais aprovados, proibindo a comercialização de marijuana (maconha) e interditado o seu transporte, que tem um certo envolvimento com a compra de armas ou uso da violência. Procurando restringir o uso de drogas, eles buscam ambos evitar o uso destas drogas e para manter o dinheiro fora das mãos dos criminosos, e.g., grupos armados de "terroristas" vendem drogas para levantar dinheiro para comprar armas.

O argumento que o governo compra coisas que o público não quer, mas na realidade o querem, não passa de um ato de hipocrisia. Críticos desta visão argumentam que o processo político, ou os partidos dentro dele, usam da hipocrisia em seu próprio beneficio, e ignoram a vontade popular e a moralidade.

Orçamento[editar | editar código-fonte]

As decisões orçamentarias governamentais impactam na economia domestica em outras formas, e.g., gastar mais em educação, ou menos em armas. Um ponto particularmente relevante é como o governo gasta em exércitos e policiamento.

Normalmente, isto é restrito as compras governamentais a serviço de seus próprios cidadãos, que compartilham algum código moral, e que acreditam ideologicamente no que estão fazendo. Tornando-se impreciso nas políticas ou critérios do governo, o critério popular, e a atual execução das lei ou os critérios da intereçao dos oficiais militares. Estas questões são um dos focos da política econômica que estabelece que é se julga ser valido como um bom comércio, como seus movimentos são incentivados, desmotivados, padronizados ou seja qual for a forma que são tratados. A aplicação de sanções internacionais dos Estados Unidos da América contra nações é uma maneira cada vez mais comum para que as nações padronizem a maneira que incentivam ou desmotivam um tipo ou outro de comércio, por exemplo, impedindo que as nações comprem armas de destruição maciça, como no exemplo de Iraque. Ver também: UN Global Compact.

Conceitos Relacionados[editar | editar código-fonte]

Consumo Consciente[editar | editar código-fonte]

Consumo consciente é um movimento social que se baseia no aumento da consciência sobre as decisões das compras no meio ambiente e a saúde e vida em geral dos consumidores. Ele também está preocupado com os efeitos da mídia e das propagandas sobre os consumidores.

Consumarquismo[editar | editar código-fonte]

O sistema que tende a regulamentar o comportamento corporativo como parte subordinada às funções da demanda de consumidor que obedecem a ambos o individualismo lógico e a solidariedade é definido como "Consumarquismo'. Usando às análises econômicas, políticas e filosóficas. A versão política de consumarquismo é conhecida como o consumerismo político.

Presentes alternativos[editar | editar código-fonte]

Em resposta ao aumento de demanda do consumismo ético nas ocasiões que se presenteia, a Caridade Britânica desenvolveu um mercado alternativo de presentes, que se tornou muito popular desde 2004. Estes presentes são trocados entre amigos e famílias, e são representados na forma de cartão explicando o tipo de presente. O presente mais comum é uma cabra que será enviada a uma família de uma comunidade carente para prover leite e esterco e mais cabritinhos.[1] [2] Oxfam Unwrapped é um exemplo de presentes engraçados e incomuns de sucesso que estabeleceram uma grande comercialização alternativa. Tendo vendido cerca de 700.000 presentes como redes de pesca, toaletes, água safe, treinamento para ensino, preservativos, cabras e burros Oxfam foi capaz de levantar milhões de libras para ajudar a terminar com a pobreza e o sofrimento em volta do mundo. Tais compras vão diretamente para os que mais necessitam delas, e são uma modo palpável e responsável de doar para caridade. Outros catálogos de presentes alternativos são o Christian Aid (Auxilio Cristão) e World Vision (Visão do mundo).

A popularidade de presentes alternativos tem levados as lojas a se associar com a caridade para vender presente mais éticos tais como 'adote um animal'.

Responsabilidade social na cadeia de suprimentos[editar | editar código-fonte]

Incidentes como o desabamento de um prédio em Savar, Bangladesh, em 2013 com mais de 1.000 vítimas têm intensificado discussões sobre a responsabilidade social corporativa nas cadeias de suprimentos globais. Wieland e Handfield (2013) sugerem que as empresas devam auditar seus produtos e fornecedores, indo além dos relacionamentos diretos com seus fornecedores de primeiro nível. Eles consideram também que a visibilidade precisa ser melhorada caso o processo de suprimento não possa ser controlado diretamente, assim como o papel essencial que as novas tecnologias inteligentes desempenham na melhoria da visibilidade. Por fim, destacam que a colaboração com parceiros locais, da indústria e de universidades, é crucial para o sucesso na gestão da responsabilidade social na cadeia de suprimentos.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Giving well is hard to do: so here's my seasonal guide
  2. Catálogo de presentes de Oxfam
  3. Andreas Wieland & Robert B. Handfield (2013): The Socially Responsible Supply Chain: An Imperative for Global Corporations. Supply Chain Management Review, Vol. 17, No. 5.
  • Revista Época n. 450, jan. 2007, pg 481 - Salve o planeta.
  • Dumas, M. (2007). "Consumarchy and Corporate Social Responsibility", International Journal of Corporate Social Responsibility, Volume 2 N. 3/4.
  • Kysar, D. A. (2004). "Preferences for Processes: the Process/Product Distinction and the Regulation of Consumer Choice." Cornell Law School Legal Studies Research Series.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]