Conta-me como Foi
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| Conta-me como foi | |
|---|---|
| Gênero | Dramédia Histórica |
| Formato | Série de televisão |
| Classificação etária | |
| Duração | 90 minutos |
| Criada por | Miguel Ángel Bernardeau |
| Desenvolvida por | SP Televisão |
| Escrita por | Helena Amaral, Isabel Frausto e Fernando Heitor |
| Dirigida por | Fernando Ávila (1ª Prod.); Jorge Queiroga (2ª Prod.); Sérgio Graciano (3ª Prod.) |
| Elenco | Miguel Guilherme, Rita Blanco, Luis Ganito, Catarina Avelar, Rita Brütt e Fernando Pires |
| Tema de abertura | Vinte Anos |
| Compositor(es) | José Cid |
| País de origem | Portugal |
| Idioma original | Português |
| Nº de temporadas | 5 |
| Nº de episódios | 104 |
| Produção | |
| Empresas de Produção | SP Televisão e RTP1 |
| Transmissão | |
| Canal original | RTP1 |
| Estreia | 22 de Abril de 2007 |
| Transmissão original | 22 de Abril de 2007 – 25 de Abril de 2011 |
| Status | Terminada |
| Links externos | |
| Site Oficial | |
| Site da produção | |
| IMDb | |
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Conta-me como foi é uma dramédia histórica produzida pela RTP e SP Televisão. Foi adaptada da série de ficção espanhola Cuéntame cómo pasó, criada a partir da ideia original de Grupo Ganga Producciones. Tal como a primeira, também a versão portuguesa tem como objectivo retratar de forma bem humorada o ambiente socioeconómico desde os finais da década de 60 do Século XX. A série estreou a 22 de Abril de 2007 às 22h20m na RTP1 e terminou a 25 de Abril de 2011, pelas 21h25m.
Índice |
[editar] Enredo
[editar] A Família
- A acção inicia-se em Março de 1968 e relata a vida de uma família lisboeta, de apelido Lopes, de classe média baixa, oriunda da província (a "TERRA"), que se debate todos os meses com dificuldades financeiras que, ainda assim, permitem a aventura da compra de uma televisão, mas que não deixam senão sonhar com a compra de um pequeno automóvel.
- A família Lopes é então composta pelo pai, António (Miguel Guilherme), que trabalha como escriturário no Ministério das Finanças mas, por este emprego não lhe proporcionar condições económicas para sustentar toda a sua família, tem também uma actividade paralela numa tipografia. A mãe, Margarida (Rita Blanco), uma dona de casa que cose calças para fora, a avó, Hermínia (Catarina Avelar), a filha mais velha, Isabel (Rita Brütt), que trabalha no salão de cabeleireiro, o filho do meio, Toni (Fernando Pires), que estuda para entrar na Universidade e ser advogado, e finalmente, o filho mais novo, o Carlitos (Luis Ganito), que tem uma imaginação muito fértil.[1]
- Além do acompanhar das peripécias em que se vê envolvida esta família, a história é também contada pela voz de um narrador que, no presente já adulto (Luís Lucas), se recorda da infância vivida a partir de 1968, então com 8 anos. A história é contada pela voz adulta, mas pelas recordações e olhos de uma criança.[2]
[editar] A Época
- Ao ser contada a história da família, acompanha-se também a evolução social, económica e política de Portugal e do mundo, recorrendo a referências no guião, a arquivos e a reconstituições de conteúdos de rádio e televisão.
- Acontecimentos marcantes na vida política, social e desportiva em Portugal e no mundo podem ser aqui descobertos, enquadrados com a trama de cada de episódio. Curiosidades, publicidades, programas de rádio e televisão, locutores e apresentadores e as imagens de Portugal de 1968 a 1976 marcam também presença para serem conhecidos pelos mais jovens e recordados pelos menos novos.
- Problemas como o contraste entre classes sociais, o marialvismo, o racismo, a prostituição, o aborto e, até a homossexualidade, são retratados na série.
- Apresentam-se na história a evolução da moda, da roupa aos cabelos, as inovações tecnológicas, novos produtos, publicações periódicas, carros e motas… as coisas de um tempo em que telemóveis com máquina fotográfica não seriam mais do que simples alucinação futurista e em que os jovens pensavam no Festival da Canção em vez de em coloridas séries juvenis.
- Conta-me como foi retrata, acima de tudo, o modo de viver e pensar de uma sociedade ainda fechada sobre si, os papéis e as ambições sociais de homem e mulher, de jovens e idosos, os tabus de uma época e a gradual e desconfiada abertura a novas mentalidades.
- Assim sendo, Conta-me como foi tem o objectivo de retratar, em forma de ficção, a vida e o país desde 1968, mas sem espírito saudosista, sem abordagens moralistas, sem juízos de valor, sem tomar partido por nenhum lado da história, sem aspirações documentalistas. Possui a intenção de entreter, com a vontade de mostrar e dar a conhecer o passado, com a certeza de ser uma oportunidade descontraída de recordar, rever e reviver um tempo que faz parte da história pessoal de milhões de portugueses, incluindo até, a maioria dos actores que representam a série.[3]
[editar] Elenco e Personagens
-
Ver página anexa: Lista de personagens de Conta-me como Foi
A Família Lopes:[4]
- Miguel Guilherme – António Lopes (1926-)
- Rita Blanco – Maria Margarida Marques Lopes (1928-)
- Catarina Avelar – Hermínia Marques (1902-)
- Rita Brütt – Maria Isabel Marques Lopes (1948-)
- Fernando Pires – António José "Tóni" Marques Lopes (1950-)
- Luis Ganito – Carlos Manuel Marques Lopes (1960-)
[editar] Gravações e Cenários
- As gravações iniciaram-se em Dezembro de 2006 e, terminaram em Julho de 2009. Houve uma pausa nas gravações, em meados de 2008. A série conta com três produções gravadas, divididas em cinco temporadas, na qual a ultima (a 5º) terminou dia 25 de Abril de 2011.
- O bairro da família Lopes, não existe na realidade. Todos os cenários, incluindo as ruas do bairro, foram instalados nos estúdios da Edipim, na Zona Industrial da Abrunheira, a cerca de 18 km de Lisboa, no concelho de Sintra. Os edifícios habitacionais e comerciais do "bairro" são caixas desmontáveis de PVC que foram instaladas num dos estúdios. Os restantes cenários interiores foram instalados em estúdios polivalentes, como acontece com todas as produções televisivas.
- As cenas do descampado, onde as crianças brincam, foram feitas próximo ao Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.
- Para a gravação do episódio "Morte Natural", tanto como o final do anteiror e, o início do seguinte, na segunda produção, a equipa deslocou-se ao concelho de Melgaço, onde se reproduziu a aldeia dos Lopes-Castro Laboreiro. Também o episódio "Tempos Difíceis", da quarta temporada teve algumas cenas gravadas na aldeia, mas desta vez, só por Rita Blanco e Catarina Avelar.
- Foram usadas imagens do arquivo da RTP, da época retratada, de diversos locais tais como Lisboa, Porto, Coimbra, entre outros em Portugal e, também do estrangeiro, como Paris e Londres.
[editar] Ficha Técnica
| Cargo | 1ª Produção[5] | 2ª Produção[6] | 3ª Produção |
|---|---|---|---|
| Direcção do Projecto | Fernando Ávila | Jorge Queiroga | Patrícia Ferraz de Sequeira e Sérgio Graciano |
| Realização | Fernando Ávila e Pedro Miguel | Jorge Queiroga | Sérgio Graciano |
| Direcção de Produção | Cristina Soares | ||
| Pesquisa e Consultoria | Helena Matos | ||
| Adaptação, Guião e Diálogos | Fernando Heitor, Helena Amaral e Isabel Fraústo | ||
| Figurinos | Rute Correia | ||
| Projecto Cenográfico | António Casimiro | ||
| Cenografia e Decoração | Clara Vinhais | ||
| Som | Ricardo Correia | Jorge Reis | |
| Director de Fotografia | Rui Prates | Amílcar Carrajola | Miguel Trabucho |
| Edição | Mário Simões e Manuel Matias | ||
[editar] Guia de Episódios
-
Ver página anexa: Lista de episódios de Conta-me como Foi
| Temp. | Episódios | Ano de Transmissão | Dia da Semana | Audiências (média dos episódios) |
Elenco Principal | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 09 |
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Luis Ganito, Catarina Avelar, Rita Brütt e Fernando Pires |
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| 2 | 31 |
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| 3 | 17 |
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| 4 | 23 |
|
e Domingo (restantes) |
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| 5 | 24 |
|
e Segunda-Feira (ep.24) |
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