Contenção

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Designa-se por contenção uma política dos Estados Unidos usando estratégias militares, econômicas e diplomáticas para parar a propagação do comunismo, aumentar a segurança da América e a influência exterior, e evitar um "efeito dominó". Um componente da Guerra Fria, esta política foi uma resposta a uma série de jogadas da União Soviética para expandir a influência comunista na Europa Oriental, China, Coreia e Vietnã. Representou uma posição intermédia entre a política de apaziguamento e o rollback. A base da doutrina foi articulada em um cabo de 1946 pelo diplomata norte-americano George F. Kennan. Como uma descrição da política externa dos EUA, a palavra se originou em um relatório apresentado por Kennan ao secretário de Defesa, James Forrestal, em Janeiro de 1947, um relatório que depois foi publicado como um artigo de revista.[1] É uma tradução do francês "cordon sanitaire", usado para descrever a política ocidental em direção à União Soviética na década de 1920.

A palavra contenção é associada mais fortemente com as políticas do presidente dos Estados Unidos Harry Truman (1945-1953), incluindo a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte, ou, mais formalmente conhecido como OTAN, um pacto de defesa mútua. Apesar de o presidente Dwight Eisenhower (1953-1961) jogar com a doutrina rival de rollback, os defensores dessa doutrina se sentiram traídos quando não interveio na Revolução Húngara de 1956. A contenção teve influência especial sobre a política externa do presidente Lyndon Johnson (1963-1969), especialmente aquelas relativas ao Vietnã. O Presidente Richard Nixon (1969-1974) promoveu uma variação da contenção chamada Détente ou relaxamento de tensão. Em 1973-74, o Congresso dos EUA, questionando tanto a necessidade de moralidade e de contenção no Vietnã, cortou a ajuda ao governo sul-vietnamita. O presidente Jimmy Carter (1976-1981) enfatizou os direitos humanos ao invés do anti-comunismo, enquanto que o presidente Ronald Reagan (1981-1989) promoveu o rollback com relação a Nicarágua e Afeganistão. Apesar destas partidas, os aspetos centrais da contenção, incluindo a OTAN e da dissuasão nuclear, permaneceram em vigor mesmo depois do fim da Guerra Fria em 1989 e o colapso da União Soviética em 1991.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]