Contos maravilhosos

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Os contos maravilhosos têm origem oriental, e diferentemente dos contos de fadas, lidam com uma temática social: o herói (ou anti-herói), que é uma pessoa de origem humilde ou que passa por grandes privações, triunfa ao conquistar riqueza e poder. Por exemplo: "Ali Babá e os 40 Ladrões", "Aladim e a Lâmpada Mágica" e "Simbad, o Marujo".

Fontes orientais do conto maravilhoso[editar | editar código-fonte]

  • "Calila e Dimna": texto em sânscrito escrito entre os séculos VI e XIII, apresenta como exemplo do maravilhoso a antropomorfização dos animais; todavia, são raros os casos de metamorfose na narrativa.
  • "Sendebar" ou "O livro dos enganos das mulheres": texto atribuído ao filósofo hindu Sendabad, foi escrito em sânscrito entre os séculos IX e XIII. Embora não apresente fadas como personagens, é considerado um dos precursores dos contos de fadas, pois seu conflito básico é de natureza existencial. Dentre seus episódios mais famosos, estão as "Aventuras de Simbad, o marujo", que só se tornariam mundialmente conhecidas após sua inclusão nas "Mil e uma noites".
  • "As Mil e Uma Noites": coletânea de contos maravilhosos reunindo textos originários de todo o Oriente (apólogos indianos, lendas chinesas e egípcias, contos persas, compilações budistas, fábulas judaicas etc). Embora tenha atingido a forma pela qual o conhecemos em fins do século XV, só foi divulgado no Ocidente em 1704, quando Antoine Galland faz uma tradução para o francês contendo apenas 350 das "noites" em que transcorre o drama da princesa Sherazade e do vingativo rei Schariar.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • COELHO, Nelly Novaes. O Conto de Fadas. São Paulo: Ática, 1987. ISBN 8508015240