Controle de acesso
Em segurança, especialmente segurança física, o termo controle de acesso PB ou controlo de acessoPE é uma referência à prática de permitir o acesso a uma propriedade, prédio, ou sala, apenas para pessoas autorizadas. O controle físico de acesso pode ser obtido através de pessoas (um guarda, segurança ou recepcionista); através de meios mecânicos como fechaduras e chaves; ou através de outros meios tecnológicos, como sistemas baseados em cartões de acesso.
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[editar] Na segurança da informação
O controle de acesso, na segurança da informação, é composto dos processos de autenticação, autorização e auditoria (accounting). Neste contexto o controle de acesso pode ser entendido como a habilidade de permitir ou negar a utilização de um objeto (uma entidade passiva, como um sistema ou arquivo) por um sujeito (uma entidade ativa, como um indivíduo ou um processo). A autenticação identifica quem acessa o sistema, a autorização determina o que um usuário autenticado pode fazer, e a auditoria diz o que o usuário fez.
[editar] Identificação e autenticação
A identificação e autenticação fazem parte de um processo de dois passos que determina quem pode acessar determinado sistema. Durante a identificação o usuário diz ao sistema quem ele é (normalmente através de um nome de usuário). Durante a autenticação a identidade é verificada através de uma credencial (uma senha, por exemplo) fornecida pelo usuário. Atualmente, com a popularização tecnológica, reconhecimento por impressão digital, smartcard, MiFare ou RFID estão substituindo, por exemplo, o método de credencial (nome e senha). Dispositivos com sensores que fazem a leitura, a verificação e a identificação de características físicas únicas de um indivíduo aplicam a biometria e fazem agora a maior parte dos reconhecimentos. A identificação biométrica por impressão digital é a mais conhecida e utilizada atualmente por sua fiabilidade alta e baixo custo. [1]
[editar] Autorização
A autorização define quais direitos e permissões tem o usuário do sistema. Após o usuário ser autenticado o processo de autorização determina o que ele pode fazer no sistema.
[editar] Auditoria
A auditoria (accounting) é uma referência à coleta da informação relacionada à utilização, pelos usuários, dos recursos de um sistema. Esta informação pode ser utilizada para gerenciamento, planejamento, cobrança e etc. A auditoria em tempo real ocorre quando as informações relativas aos usuários são trafegadas no momento do consumo dos recursos. Na auditoria em batch as informações são gravadas e enviadas posteriormente. As informações que são tipicamente relacionadas com este processo são a identidade do usuário, a natureza do serviço entregue, o momento em que o serviço se inicia e o momento do seu término.
[editar] Técnicas de controle de acesso
As técnicas de controle de acesso são normalmente categorizadas em discricionárias e obrigatórias.
[editar] Controle de acesso discricionário
O controle de acesso discricionário (discretionary access control ou DAC) é uma política de controle de acesso determinada pelo proprietário (owner) do recurso (um arquivo, por exemplo). O proprietário do recurso decide quem tem permissão de acesso em determinado recurso e qual privilégio ele tem.
O DAC tem dois conceitos importantes:
- Todo objeto em um sistema deve ter um proprietário. A política de acesso é determinada pelo proprietário do recurso. Teoricamente um objeto sem um proprietário é considerado não protegido.
- Direitos de acesso são estabelecidos pelo proprietário do recurso, que pode inclusive transferir essa propriedade.
Um exemplo de DAC são as permissões tradicionais do sistema UNIX, implementadas também no Linux.
[editar] Controle de acesso obrigatório
No controle de acesso obrigatório (mandatory access control ou MAC) a política de acesso é determinada pelo sistema e não pelo proprietário do recurso. Este controle é utilizado em sistemas de cujos dados são altamente sensíveis, como governamentais e militares.
- Rótulos de sensibilidade. Em sistemas de controle de acesso obrigatório, todos os sujeitos e objetos devem ter rótulos associados. Um rótulo de sensibilidade de um sujeito define o seu nível de confiança. Um rótulo de sensibilidade de um objeto define o nível de confiança necessário para acessá-lo. Para acessar um determinado objeto, o sujeito deve ter um rótulo de sensibilidade igual ou superior ao requisitado pelo objeto.
- Importação e exportação de dados. O controle de importação e exportação de dados para outros sistemas (incluindo impressoras) é uma função crítica de um sistema baseado em MAC. O sistema precisa garantir que os rótulos de sensibilidade são mantidos e implementados de maneira apropriada, de forma que a informação sensível seja protegida a todo momento.
Dois métodos são comumente utilizados na aplicação de controle de acesso obrigatório:
- Controles baseados em regras. Todos os sistemas MAC implementam uma forma simples de controle de acesso baseado em regras que define que o acesso deve ser dado ou negado com base no:
- rótulo de sensibilidade do objeto
- rótulo de sensibilidade do sujeito
- Controles de acesso baseados no modelo lattice. Estes controles podem ser utilizados em decisões complexas envolvendo múltiplos objetos e/ou sujeitos. O modelo lattice corresponde basicamente a um grafo dirigido sem ciclos. Um lattice define uma ordenação parcial (ex.: filho->pai->avô) que pode ser usada para definir níveis de prioridade.
Sistemas usando MAC podem ser implementados por meio das seguintes técnicas:
- Listas de controle de acesso (ACLs) definem os direitos e permissões que são dados a um sujeito sobre determinado objeto. As listas de controle de acesso disponibilizam um método flexível de adoção de controles de acesso discricionários.
- Controles de acesso baseados em papéis (roles) definem os direitos e permissões baseados no papel que determinado usuário desempenha na organização. Esta estratégia simplifica o gerenciamento das permissões dadas aos usuários.
Permissões de acesso e direitos sobre objetos são dados para qualquer grupo ou, em adição, indivíduos. Os indivíduos podem pertencer a um ou mais grupos. Os indivíduos podem adquirir permissões cumulativas ou desqualificado para qualquer permissão que não faz parte de todo grupo a qual ele pertence.
Poucos sistemas implementam o MAC. O XTS-400 é um exemplo.
[editar] Controle de acesso baseado em papéis
Um controle baseado em papéis (RBAC) é uma abordagem para restringir o acesso a usuários autorizados. É uma abordagem nova e uma alternativa aos sistemas de controles de acesso do tipo MAC e DAC.
[editar] Telecomunicações
Em telecomunicações, o termo controle de acesso tem os seguintes significados:
- Uma funcionalidade ou técnica utilizada para permitir ou negar a utilização de componentes de um sistema de comunicações.
- Uma técnica utilizada para definir ou restringir os direitos de indivíduos ou aplicações de obter dados de, ou colocar dados em, um dispositivo de armazenagem.
- O processo de limitar o acesso a recursos de um sistema de auditoria para usuários autorizados, programas, processos e outros sistemas.
- A função realizada por um controlador de recursos que aloca recursos de sistema para satisfazer requisições de usuários de telecomunicações.
[editar] Controle de acesso em política pública
Em política pública, o acesso de controle é utilizado em sistemas confiáveis para restringir o acesso ("autorização") ou para gravar e monitorar o comportamento ("auditoria"). Os sistemas confiáveis são utilizados em segurança ou controle social.
[editar] Controle de acesso na segurança eletrônica
Na segurança eletrônica, o controle de acesso desempenha um papel importante para identificar as pessoas presentes em uma determinada área controlada. O controle de acesso de pessoas em áreas restritas, como condomínios, empresas, centro de processamento de dados (CPD), entre outros, é feito através de equipamentos como portas eletrônicas, catracas, torniquetes e cancelas. Todos os acessos são registrados em um software e banco de dados desenvolvidos para este fim. Com isto é possível rastrear todas as pessoas que estão, ou estiveram presentes na área controlada. Para autenticar e autorizar uma pessoa são utilizadas diversas tecnologias como: cartão de proximidade, biometria e senha.