Convenção Baptista de Angola

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A Convenção Baptista de Angola engloba igrejas batistas de Angola, com sede em Luanda. Embora seja menor que a Igreja Evangélica Baptista de Angola, é mais influente.

Origens[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1942 por obra de Missionários Portugueses, a denominação batista espalhou-se rapidamente por todo opaís com o apoio de evangelistas angolanos e o impulso recebido de Missionários norte-americanos chegados a região central de Angola desde essa mesma década. À diferença da Igreja Evangélica Baptista em Angola (IEBA), cuja associação é historicamente identificada com as Províncias do Norte de Angola, particularmente o Zaire, a Convenção Baptista de Angola (CBA) tem como característica distintiva a sua inserção multi-étnica, existindo em mais de 10 das 18 províncias de Angola desde a época da colonização Portuguesa.

Depois da guerra a independência em 1975, conheceu um período natural de estagnação no contexto da guerra civil que assolou o país nas três décadas seguintes. Em parte essa estagnação deveu-se ao abandono do País pela força missionária constituída por cristãos Americanos, Portugueses, Dinamarqueses e Brasileiros, que a época lideravam os esforços da evangelização no seio das igrejas baptistas. A falta de líderes nacionais treinados (nenhum pastor baptista angolano possuía formação teológica ou missiológica superior) para a condução de estratégias de evangelização em contextos de conflito, a denomização não superou a casa de 27 igrejas a nível nacional entre meados dos anos 1970 e fins de 1980. Esta situação começaria a mudar a partir de meados de 1980 com o retorno a Angola de Missionários Americanos e Brasileiros e de Pastores nacionais formados no esterior ,uma grande missionaria que fez grande diferença e fez com que o trabalho de criar a CBA fosse agilizado foi a Missionaria Analzira Nascimento, com a consequente implantação de um Instituto Bíblico Móvel (dirigido pelo pastor missionário Curtis Dixon)que a longo de mais de 15 anos cumpriu papel importante no despertaento de vocações entre os angolanos e a capacitação de líderes que ascenderiam a evangelistas e pastores a patir dos anos 1990.

Situação atual[editar | editar código-fonte]

Os primeiros três pastores batistas angolanos formados bacharéis em Teologia (Pr. Mário Vontade, Pr. João César e Pr. David Nkosi) juntaram-se à CBA em 1988, depois de 4 anos de estudos na República do Zimbabwe. Desse período em diante vários outros bacharéis e mestres em Teologia formaram-se no Brasil e em Portugal, ajudando a minimizar a carência de lideranças com o retorno dos mesmos a Angola.

Além de a CBA contar hoje com 315 congregações e cerca de 40.000 membros espalhados por todo o País, mantém igualmente dois Seminários Teológicos nas províncias de Luanda e Huambo. Com a abertura do País, depois do advento da paz militar em 2002, a CBA vem agora trabalhando com força para ampliar sua presença em Angola e dinamizar seus esforços de Evangelização. Para isso, lançou em 2005 o Projeto "Movimento de Implantação de Igrejas" que prevê a implantação de 1340 novas igrejas até 2017 - um ambicioso projeto cuja concretização dependerá do dinamismo da liderança actual, do fortalecimento da identidade batista nacional e do despertar de novas vocações combinadas com um sucesso necessário no campo da formação teológica e missionária.

Infra-estruturas[editar | editar código-fonte]

Uma das maiores pobrezas das igrejas associadas na CBA é a a falta de infra-estruturas. À diferença do que aconteceu em muitas partes do terceiro mundo, onde missionários americanos e ingleses ergueram e deixaram respeitáveis obras de infraestruturas (templos, escolas, hospitais, orfanatos, etc.), em Angola apenas a PIB de Luanda possui uma edificação histórica de reconhecido valor arquitectónico. Outras igrejas importantes, pastoreadas por lideranças históricas, funcionam em pequenas edificações que nem sequer têm espaço para ampliação. Este problema é apenas menor nas aldeias e pequenas Vilas, onde os membros ainda se reúnem à sombra de árvores ou plataformas de lataria que não se submetem aos constrangimentos típicos dos centros urbanos - em que equenos terrenos para construção de templos passaram a custar moeda de ouro.

O atual presidente é o Pastor Mateus Chaves, vice-presidente Pastor Oliveira Panzo Catangui e o secretário geral é o Pastor Alexandre Melo Chilanda.

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