Cooperação

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Cooperação é uma relação baseada na colaboração entre indivíduos ou organizações, no sentido de alcançar objetivos comuns, utilizando métodos mais ou menos consensuais. A cooperação opõe-se, de certa forma, à colaboração1 e mesmo a competição. Contudo, o desejo de competir com outros do mesmo grupo no sentido de obter um estatuto mais elevado é, por vezes, considerado como catalisador da acção cooperativa. Da mesma forma, os indivíduos podem organizar-se em grupos que cooperam internamente e, ao mesmo tempo, competem com outros grupos.

A cooperação é ainda vista por muitos indivíduos como a forma ideal de gestão das interacções humanas, pondo a tónica na obtenção e distribuição de bens e serviços em detrimento da sua confiscação ou usurpação. Para esse fim, coopera-se através da troca ou pela partilha altruística.

Certas formas de cooperação são ilegais em algumas jurisdições porque prejudicam o acesso das populações a alguns recursos, como acontece com a fixação de preços por cartéis.

A cooperação humana[editar | editar código-fonte]

Ainda que a totalidade dos membros de um grupo beneficiem da cooperação de todos, o interesse próprio de cada indivíduo pode agir em sentido contrário. Nós seres humanos somos verdadeiramente egoístas e não existe nenhuma forma de cooperação pura. Neste contexto cada ser humano retira da cooperação o que mais lhe convém dando assim à sua característica intrínseca do egoísmo e egocentrismo. Os indivíduos agem de forma a maximizar os seus ganhos em todos os aspectos da sua vivência. Cooperação pressupõe também que os indivíduos se preocupem com os outros que pense no coletivo também. Por vezes o indivíduo tem que se sacrificar pelo todo (o louva-a-deus macho deixa que a fêmea lhe coma a cabeça para que possa retirar daí nutrientes que lhe permitiram dar continuidade à espécie) proporcionando assim um maior desenvolvimento e progressão do coletivo e por consequência do individual também. A colaboração pode ser usada como ferramenta pedagógica.

Dilema do prisioneiro[editar | editar código-fonte]

O dilema do prisioneiro personifica bem o que foi referido anteriormente. O individuo procura o seu bem-estar na maximização dos seus ganhos, não deixando porém de pensar e agir no colectivo. Estudos de economia experimental mostram que os seres humanos agem mais vezes de forma cooperativa apesar das suas motivações pessoais egoístas. De facto, repetindo-se a situação do dilema do prisioneiro, a não cooperação acaba por ser punida e a cooperação premiada. Sugere-se, pois, que situações semelhantes motivem a evolução sócio-emocional dos animais mais desenvolvidos.

Existem quatro condições que tendem a ser necessárias para que se desenvolva o comportamento cooperativo entre dois indivíduos:

  • Motivações ou desejos coincidentes;
  • A possibilidade de futuros encontros com esse indivíduo;
  • A memória de encontros passados com esse indivíduo;
  • Um valor associado a consequências futuras do comportamento analisado.

Conceitos similares e relacionados[editar | editar código-fonte]

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]