Cooperativa de crédito

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Cooperativa de Crédito é uma associação de pessoas, que buscam através da ajuda mútua, sem fins lucrativos, uma melhor administração de seus recursos financeiros.[1]

O objetivo da cooperativa de crédito é prestar assistência creditícia e a prestação de serviços de natureza bancária a seus associados com condições mais favoráveis.[1]

Em uma cooperativa de crédito todas as operações feitas pelos associados (como empréstimos, aplicações e depósitos) são revertidas em seu benefício através de preços justos. Os recursos aplicados na cooperativa ficam na própria comunidade, o que contribui para o desenvolvimento das localidades onde está inserida. As vantagens da constituição de uma cooperativa de crédito são: - Ela pode ser dirigida e controlada pelos próprios associados; - A assembleia de associados é quem decide sobre o planejamento operacional da cooperativa; - A aplicação dos recursos de poupança é direcionada aos cooperados, contribuindo para o desenvolvimento do grupo e, também, para o desenvolvimento social do ambiente onde vivem; - O atendimento é personalizado; - O crédito pode ser concedido em prazos e condições mais adequados às características dos associados; - Os associados podem se beneficiar com o retorno de eventuais sobras ou excedentes.[2]

Cooperativismo de Crédito no Mundo: As Cooperativas de Crédito são em muitos países do mundo uma das principais instituições financeiras a serviço das comunidades.

França[editar | editar código-fonte]

É na França que vemos a maior expressão do cooperativismo crédito do mundo. Neste país 60% dos recursos financeiros são movimentados pelos 4 sistemas de crédito existentes. O francês Credit Agricole, maior banco cooperativo do mundo atualmente figura como 5º colocado na lista dos 50 maiores bancos mundiais quando levado em conta o volume de Ativos administrados. Os bancos cooperativos franceses administravam em 2006 US$ 3,47 trilhões em Ativos e possuiam juntos 19,2 milhões de associados.

Alemanha[editar | editar código-fonte]

Já na Alemanha o cooperativismo de crédito administrava em 2006 US$ 1,38 trilhão em Ativos representado principalmente pelo DZ Bank (Deutsche Zentral -Genossenschaftsbank) que possui 16 milhões de associados. Na Alemanha aproximadamente 20% dos ativos bancários são administrados pelos bancos cooperativos.

Brasil[editar | editar código-fonte]

A primeira cooperativa de crédito do Brasil foi fundada em 1902, no Rio Grande do Sul, sob a inspiração do Padre Jesuíta Theodor Amstadt que, conhecedor da experiência alemã do modelo de Friedrich Wilhelm Raiffeisen (1818-1888), para aqui a transplantou. Foi criada em Linha Imperial, distrito de Nova Petrópolis/RS, a 1ª Cooperativa de Crédito da América Latina, a SICREDI Pioneira RS, atualmente uma das maiores do país e na época denominada "Caixa de Economia e Empréstimos Amstad". [3]

No Brasil as cooperativas de crédito são equiparadas às instituições financeiras (Lei nº 4.595) e seu funcionamento deve ser autorizado e regulado pelo Banco Central do Brasil. O Cooperativismo possui também legislação própria, a Lei 5.764/71 e a Lei Complementar 130/2009.

O Brasil figura atualmente como o 16º colocado neste ranking de volume de ativos administrados pelas cooperativas de crédito. As mais de 1.400 cooperativas existentes no Brasil administram ativos em torno de US$ 16 bilhões, oriundos de seus quase 4 milhões de associados. A fatia de mercado das cooperativas de crédito é em torno de 3% do total do país. O cooperativismo de crédito é representado no Brasil pelos sistemas SICREDI,[4] SICOOB,[4] UNICRED,[4] ANCOSOL e também por Cooperativas Independentes (solteiras) não ligadas a uma Confederação.

Em 2003 a Resolução 3.106/03 do Conselho Monetário Nacional permitiu a criação de Cooperativas de Crédito de Livre Admissão de Associados, ampliando as possibilidades de crescimento da participação de mercado das cooperativas, visto que até então existiam basicamente cooperativas de crédito rural e cooperativas de crédito mútuo (que exigem um vínculo entre os associados). Assim, hoje qualquer pessoa pode se associar a uma cooperativa de crédito.[5]

Em 2009, o Banco Central, por meio das circulares 3438 e 3457, permitiu às Cooperativas de Crédito tornarem-se titulares de Contas de Liquidação. Desta forma as Cooperativas passaram a compensar seus próprios cheques, bloquetos de cobrança bancária, bem como processar TEDs e DOCs, sem a necessidade de recorrer a bancos liquidantes. Hoje, cerca de cinquenta Cooperativas de Crédito já efetuam suas liquidações, diretamente ou através de suas centrais.[6]

Portugal[editar | editar código-fonte]

O regime jurídico português, no que respeita a cooperativas de crédito, apenas contempla as cooperativas de crédito agrícola[7] instituído num grupo com a mesma designação Crédito Agrícola, tendo como estruturas centrais a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo.

Referências

  1. a b O que é uma Cooperativa de Crédito ?. Portal do Cooperativismo de Crédito. Página visitada em 26 de Junho de 2012.
  2. Banco Central do Brasil. FAQ - Cooperativas de Crédito. Página visitada em 27/07/2014.
  3. Portal do Cooperativismo de Crédito. História do cooperativismo de crédito no Brasil. Página visitada em 27/07/2014.
  4. a b c Araújo, Elisson Alberto Tavares; Silva, Wendel Alex Castro. (janeiro/junho 2011). "Cooperativas de Crédito:a Evolução dos Principais Sistemas Brasileiros com um Enfoque em Indicadores Econômico-Financeiros" (em português). Contextus - Revista Contemporânea de Economia e Gestão 9 (1): 117-126. Benfica, Fortaleza-CE: FEAAC/UFC. ISSN 2178-9258. OCLC 750897389.
  5. [1].
  6. BC do Brasil
  7. O Desempenho Social das Cooperativas de Crédito Portuguesas, Paula Cabo

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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