Copa do Mundo FIFA

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Copa do Mundo
Dados gerais
Organização FIFA
Edições 20
Local de disputa País Sede
Sistema Torneio concentrado,
Grupos e eliminatória
Soccerball current event.svg Edição atual
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A Copa do Mundo FIFA, mais conhecida tradicionalmente pelo antigo nome "Copa do Mundo", e também conhecida como Campeonato do Mundo de Futebol ou ainda Campeonato Mundial de Futebol, ou mais recentemente como Campeonato Mundial FIFA é uma competição internacional de futebol que ocorre a cada quatro anos. Essa competição, criada em 1928 na França, sob a liderança do presidente Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado, em francês: Fédération International de Football Association). A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja seleção que abrigou o evento saiu vencedora. E o nome da taça faz referência a Jules Rimet.

Com exceção da Copa do Mundo de 1930, o torneio sempre foi realizado em duas fases. Organizada pelas confederações continentais, as eliminatórias da Copa permitem que as melhores seleções de cada continente participem da competição, que ocorre em um ou mais países-sede. O formato atual do Mundial é com trinta e duas equipes nacionais por um período de cerca de um mês.

Apenas 8 países foram campeões mundiais até hoje. O Brasil, a única seleção a ter jogado todas as competições, é o maior campeão com 5 títulos. É também o único proprietário permanente da Taça Jules Rimet, (posta em jogo em 1930) e ganha em definitivo pelo país que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se deu na competição em 1970 , com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história. A seleção brasileira é seguida pela Itália e Alemanha, atual campeã, com 4 troféus cada um. A equipe que venceu a primeira edição, o Uruguai, conquistou duas vezes, como a Argentina, outro país sul-americano. Finalmente, França, Inglaterra e a Espanha, ganharam uma Copa do Mundo cada um. O Uruguai (1930), a Itália (1934), a Inglaterra (1966), a Alemanha (1974), a Argentina (1978) e a França (1998) conseguiram vencer ao menos uma edição em casa. Enquanto, os únicos países a ganharem fora de seus continentes são o Brasil na Europa em 1958 e na Ásia em 2002 , a Espanha na África em 2010 e a Alemanha na América em 2014 .

Já as seleções com mais jogos em Copas do Mundo são: Alemanha com 106 partidas, Brasil 104 partidas, Itália 83 partidas, Argentina 77 partidas, Inglaterra 62 partidas.

A Copa do Mundo é o evento esportivo mais assistido em todo o mundo, ultrapassando até mesmo aos Jogos Olímpicos. Economicamente, a competição tem efeitos positivos sobre o crescimento de certos setores e para o desenvolvimento do país que sedia. Instalações desportivas, incluindo os estádios, são construídos ou reformados para a ocasião. Estradas, aeroportos, hotéis e infraestrutura de um modo geral, também são melhorados para receber a competição. Entretanto, um país menos desenvolvido, de "Terceiro Mundo", pode sofrer mais que o esperado para organizar um Mundial.

A Copa do Mundo tem aspectos políticos. Enquanto pode transmitir os valores da paz e universalismo, a competição pode, ser também, a ocasião de brigas generalizadas e violência em torno das partidas, ou até mesmo desencadear uma guerra entre países. Há várias adversidades para se organizar um Mundial.

O evento global também está presente na cultura popular, em vários filmes e documentários, e é uma oportunidade para criar canções ou hinos. Jogos eletrônicos e álbuns de figurinhas dos futebolistas, por exemplo, são colocados à venda antes da Copa do Mundo e geram uma excelente oportunidade econômica.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Origem da competição[editar | editar código-fonte]

Jules Rimet convenceu as federações nacionais para criar a Copa do Mundo.

O projeto de organizar uma Copa do Mundo começa na criação da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) em 21 de maio de 1904. A FIFA, entidade máxima do futebol, foi fundada em Paris, na França e tem sua sede em Zurique, Suíça. Em 1906, a primeira tentativa da edição, iniciada pelo líder neerlandês Carl Hirschmann estava prevista na Suíça, com quatro grupos de quatro seleções como uma primeira rodada haviam sido implementadas.[1] Mas no final das confirmações de inscrição para os dezesseis países convidados, em 31 de agosto de 1905, nenhuma federação confirmou sua participação e o projeto, naquele momento, foi abandonado. Com o estabelecimento de um torneio de futebol olímpico no ano de 1908, Hirschmann queria prosseguir com o reconhecimento desse torneio olímpico como o campeonato mundial de futebol amador. A ideia foi validada no Congresso da FIFA em 1914, mas a Primeira Guerra Mundial bloqueou a iniciativa.[2] Depois da Guerra, a FIFA mudou a sua atitude. Após a sua eleição como Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet colocou tudo em vigor com o dirigente esportivo compatriota Henri Delaunay, para não mais reconhecer o torneio olímpico como o campeonato mundial de futebol amador, lutando para a criação de uma nova competição. Os Jogos Olímpicos de 1924 e 1928 puderam estabelecer um diálogo construtivo entre as formações da América do Sul e da Europa.

A Copa do Mundo pela FIFA proposta foi aprovada em uma conferência em Amsterdã, no dia 26 de maio de 1928, por vinte e cinco votos a favor e cinco contra, com uma abstenção.[3] [Nota 1] A organização da primeira Copa do Mundo foi então atribuída ao Uruguai no Congresso da FIFA, em Barcelona, 18 maio de 1929, para celebrar o centenário de sua independência, mas também porque a seleção havia sido campeã olímpica duas vezes, em 1924 e 1928.[4]

O ritmo da Copa do Mundo é fixo, alternando com os Jogos Olímpicos. Na época da criação da Copa, quase todas as equipes tinham a mesma formação nos Jogos Olímpicos e na Copa do Mundo, porque eles tinham um estatuto de amador. No entanto, a competição foi rapidamente se tornando profissional. Se a Olimpíada era para amadores, a FIFA reconhecia a Copa e aceitava as equipes que optavam pelo profissionalismo. Até hoje em dia, aliás, os objetivos e os valores divergem, a Copa do Mundo é aberta para todos, profissionais e amadores.[5] Muitos jogadores de futebol no mundo também, possuem dois empregos. É comum vermos atletas assim participando de Copas do Mundo juvenis, como sub-20 e sub-17.

Primeira Copa do Mundo (1930)[editar | editar código-fonte]

Uruguai campeão em 1930.

A primeira edição da Copa do Mundo foi disputada no Uruguai, em Montevidéu, no ano de 1930. Apenas treze equipes nacionais reuniram-se nessa ocasião, sendo que somente quatro países europeus atravessaram o Oceano Atlântico de navio para competir o torneio. Bélgica, França e Romênia embarcaram num navio chamado "Conte Verde".[5] A Iugoslávia, por sua vez, embarcou no "MS Flórida." Outros países europeus recusaram de participar da Copa por razões financeiras e administrativas. Jules Rimet foi mesmo forçado a realizar uma turnê da França para convencer as autoridades, jogadores e empregadores para que a França não perdesse o lugar de primeira reunião global. Todos os outros países eram do continente americano. Havia duas equipes da América do Norte: Estados Unidos e México. Os demais eram sul-americanos. As equipes da Argentina e do Uruguai, ambas invictas, jogaram a final.[6] Os dois países vizinhos sempre foram rivais e muitos argentinos compareceram em grande número para assistir ao torneio.[7] No entanto, a Celeste Olímpica, como ficou conhecida a seleção uruguaia após as conquistas das olimpíadas de 1924 e 1928, era a dona de casa e tinha uma grande vantagem por isso. O jogo ocorreu em 30 julho, no Estádio Centenário, que foi construído às pressas para o mundial. O Uruguai abriu o placar, mas a Argentina reagiu consecutivamente e marcou duas vezes para liderar por 2 a 1 até o final do primeiro tempo.[6] No entanto, na volta do intervalo, a seleção da casa voltou muito bem para o segundo tempo e virou a partida para 4 a 2, conquistando a primeira Copa do Mundo da história.[6]

Domínio italiano (1934–1938)[editar | editar código-fonte]

Angelo Schiavio marcando o gol do título do Mundial de 1934 para a seleção italiana.

A Itália participou pela primeira vez da história da Copa em um clima de crise econômica e de ascensão do fascismo na Europa. O atual campeão, o Uruguai, não participou da competição que reuniu trinta e duas nações, dezenove a mais do que na primeira edição. A Itália foi também o país-sede do torneio. A fase preliminar, as eliminatórias, foram implementadas para reduzir o número de equipes participantes para dezesseis. Treinada pelo técnico Vittorio Pozzo,[8] a equipe italiana recebeu no Estádio Artemio Franchi, em Florença, a Espanha nas quartas-de-final. Depois de uma partida muito disputada, os dois times empataram por 1 a 1 e tiveram que repetir no dia seguinte o jogo para decidir a vaga na semi-final.[9] O jogador argentino naturalizado italiano, Luis Monti, que havia jogado a final da primeira Copa do Mundo pela Argentina,[10] lesionou um jogador espanhol no início da partida. No segundo jogo, a Itália classificou-se ao vencer por 1 a 0 com um gol de Giuseppe Meazza, e assim pegaria a Áustria na fase seguinte. Contra os austríacos, a seleção italiana novamente venceu por 1 a 0 e se classificou para a final. Na outra semifinal, a Tchecoslováquia eliminou a Alemanha por 3 a 1. Na final da Copa, a Tchecoslováquia abriu o placar com Antonín Puč frente a Benito Mussolini e os muitos soldados presentes no Estádio do Partido Nacional Fascista, em Roma.[11] [12] Porém, cinco minutos depois, a Itália empatou a partida com Raimundo Orsi e levou o jogo para a prorrogação. Com cinco minutos de jogo na prorrogação, Angelo Schiavio deu a vitória de 2 a 1 aos italianos frente aos tchecos, na primeira Copa do Mundo disputada no continente europeu.[12]

A organização da Copa do Mundo FIFA de 1938 foi confirmada para a França. Trinta e seis países participaram das eliminatórias, não envolvendo Inglaterra, Uruguai e Espanha. A última nação citada foi devastada pela guerra civil. A fase final foi jogada com quinze equipes, já que a Áustria desistiu de competir, porque estava ocupada pela Alemanha, por os Anschluss. Sendo assim, a Suécia, que seria adversária do país, avançou automaticamente para as quartas-de-final. Nas oitavas-de-final, Brasil e Polônia fizeram um jogo de onze gols em Estrasburgo, no qual a seleção brasileira precisou da prorrogação para ganhar dos poloneses por 6 a 5, já que o jogo nos 90 minutos tinha terminado 4 a 4. Leônidas marcou três vezes para o Brasil e Ernest Wilimowski quatro vezes para a Polônia.[13] A partida seguinte da seleção brasileira, nas quartas-de-final, também foi destaque, mas agora pela violência. Contra a Tchecoslováquia, a partida se transformou em uma batalha geral, que terminou com três expulsões e cinco feridos. Com o placar terminado em 1 a 1, não houve prorrogação, mas sim, uma segunda partida, em que o Brasil derrotou os tchecos por 2 a 1, para então, pegar a atual campeã nas semi-finais.[14] A Itália, que havia passado por Noruega e França era favorita. E seu favoritismo foi concretizado com uma vitória por 2 a 1 e a vaga para a final estava assegurada. Na outra semifinal, a Hungria qualificou-se ao bater a Suécia pela goleada de 5 a 1. A final foi novamente vencida pelo time italiano, que bateu os húngaros por 4 a 2, com grande atuação de Silvio Piola e Gino Colaussi, que marcaram dois gols cada.[15] [16] A equipe de Vittorio Pozzo foi a primeira a vencer a competição duas vezes consecutivas.

Interrupção e retorno da competição (1942–1950)[editar | editar código-fonte]

Em 1939, as federações da Alemanha, Brasil e Argentina se ofereceram para sediar a Copa do Mundo de 1942. O Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet, viajou para a América do Sul para avaliar os projetos de Brasil e Argentina. Enquanto ele estava no Rio de Janeiro, as tropas alemãs atacaram a Polônia em 1º de setembro de 1939 e a Segunda Guerra Mundial começou. Os preparativos para a Copa do Mundo foram interrompidos antes da escolha do país anfitrião. Devido à Segunda Guerra, não houve Mundial em 1942 e 1946.[17]

Uruguai campeão em 1950.

No Congresso na cidade de Luxemburgo, em 25 de julho de 1946, foi decidido que a quarta Copa do Mundo, em 1950, seria realizada no Brasil.[18] Pela primeira vez na história da competição, a Inglaterra participou das eliminatórias, onde trinta e três países competiram. Por outro lado, muitas equipes nacionais não participaram da edição inaugural pós-guerra da Copa, como Áustria, Bélgica, Argentina, Peru e Equador, que desistiram de disputar as eliminatórias. No Estádio do Maracanã, construído para o evento, 150.000 espectadores se reuniram para assistir ao jogo decisivo do grupo 1 entre Brasil e Iugoslávia. Com uma vitória por 2 a 0, a seleção brasileira se qualificou para a fase final.[19] Nos grupos 2, 3 e 4, classificaram-se Espanha, Suécia e Uruguai, respectivamente. O Uruguai aplicou uma goleada de 8 a 0 na Bolívia,[20] sendo a maior da Copa de 1950 e uma das maiores de todas as Copas. Essa Copa do Mundo foi a única que não teve uma final. Na última fase, disputaram o título Brasil, Espanha, Suécia e Uruguai, que venceram seus grupos na primeira fase. Os brasileiros começaram a fase final excelentemente bem, goleando a Suécia por 7 a 1[21] e a Espanha por 6 a 1.[22] Seu último adversário foi o Uruguai, que havia empatado com a Espanha e ganho da Suécia. As duas equipes se enfrentaram no Maracanã em 16 de julho de 1950, frente a quase 200.000 pessoas.[23] O Brasil precisava apenas de um empate, enquanto o Uruguai precisava vencer para ser declarado o vencedor da competição. A defesa uruguaia conteve a ofensiva brasileira que já havia marcado treze gols na fase final e o placar ficou 0 a 0 no primeiro tempo.[24] No início do segundo período, o Brasil marcou com Friaça. Aos 21 minutos, Juan Alberto Schiaffino empatou para o Uruguai e aos 34, Alcides Ghiggia virou o jogo para a Celeste Olímpica.[25] O Brasil perdeu a Copa do Mundo em casa, na maior decepção da história do futebol brasileiro.[26] A equipe uruguaia foi campeã do mundo pela segunda vez.[27]

O Milagre de Berna (1954)[editar | editar código-fonte]

Estátua dos cinco jogadores nascidos no distrito de Kaiserslautern campeões com a Alemanha Ocidental em 1954.

A edição de 1954 do Mundial foi realizada na Suíça. O time da Hungria era o favorito do torneio. Também chamado de O Time de Ouro, a seleção encantou o futebol mundial com seu talento e confirmou seu status de favorita durante os primeiros jogos da competição, vencendo a Coreia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha Ocidental por 8 a 3.[28] Apesar da derrota histórica, os alemães ocidentais passaram de fase. Também se classificaram para as quartas-de-final o Brasil, Uruguai, Inglaterra, Iugoslávia, Áustria e Suíça. O Uruguai, atual campeão, eliminou a Inglaterra por 4 a 2 e pegou a Hungria numa semifinal, já que os húngaros venceram o Brasil, também por 4 a 2, num jogo que terminou com três expulsões.[29] [30] Nas outras partidas, a Alemanha Ocidental derrotou a Iugoslávia por 2 a 0 e a Áustria eliminou a Suíça, dona de casa, por 7 a 5, depois de estar perdendo por 3 a 0. Nas semifinais, a Alemanha Ocidental derrotou a Áustria de goleada por 6 a 1 e a Hungria, favorita da competição, eliminou o Uruguai, atual campeão, por 4 a 2 na prorrogação, pois o jogo nos 90 minutos havia acabado 2 a 2.[31] A decisão aconteceu em 4 de julho de 1954, em Berna. Hungria e Alemanha Ocidental reeditaram o jogo que fizeram na primeira fase, com a Hungria amplamente favorita, já que estava há 4 anos sem perder uma partida. O Time de Ouro começou a final de forma sensacional, com Ferenc Puskás e Zoltán Czibor abrindo o placar aos 6 e aos 8 minutos do primeiro tempo, respectivamente. Era esperada mais uma goleada da seleção húngara, mas a Alemanha Ocidental reagiu imediatamente, com Max Morlock aos 10 e Helmut Rahn aos 18 minutos, empatando o jogo ainda na primeira etapa. Num segundo tempo muito disputado, Helmut Rahn marcou o gol decisivo para os alemães ocidentais, que venceram a final por 3 a 2, num jogo que ficou conhecido como O Milagre de Berna.[32] A competição foi um sucesso, com um total de 943.000 espectadores assistindo o torneio das arquibancadas. Em termos desportivos, o saldo também foi muito bom, uma Copa do Mundo muito ofensiva, com uma média de 5,4 gols por jogo.

Brasil vitorioso (1958–1962–1970)[editar | editar código-fonte]

Da esquerda para a direita: Djalma Santos, Pelé e Gilmar após o título do Brasil na Copa de 1958.

A sexta edição da Copa do Mundo, em 1958, foi na Suécia. A União Soviética fez a sua primeira aparição na competição. A edição foi marcada pelos fracassos de Itália e Uruguai, bicampeões mundiais que não conseguiram se classificar para o torneio. Inesperadamente, a equipe da França surpreendeu por seu jogo ofensivo.[33] O progresso dos jogadores franceses pararam nas semifinais, quando o Brasil os venceu por 5 a 2, graças a três gols do jovem Pelé, de apenas 17 anos.[33] Na outra semifinal, a Suécia, em casa, se classificou para a final ao derrotar a atual campeã, a Alemanha Ocidental. Na final da competição, o Brasil saiu perdendo dos donos da casa, mas ganhou por 5 a 2, com dois gols de Pelé, dois de Vavá e um de Zagallo.[34] Com treze gols, o francês Just Fontaine foi o artilheiro da Copa, com o dobro de tentos de Pelé e do alemão ocidental Helmut Rahn, que marcaram seis gols cada.[35]

Quatro anos depois, a Copa do Mundo retornou à América do Sul, agora no Chile.[36] Cinquenta e seis países participaram das eliminatórias. A França, semifinalista na edição anterior, não conseguiu se qualificar.[37] Notou-se uma evolução rápida do jogo para um estilo mais defensivo. O Brasil, atual campeão, chegou na última rodada da primeira fase precisando ao menos empatar com a Espanha para se classificar.[38] A seleção brasileira não contava com Pelé, machucado (após ele se lesionar no jogo contra a Tchecoslováquia, não atuaria mais nessa edição da Copa, mesmo o Brasil jogando mais três jogos),[39] e a espanhola com Alfredo Di Stéfano, também contundido (ele chegou ao Chile machucado e só teria condições de jogo a partir da segunda fase, mas a Espanha foi eliminada e o astro nunca jogou uma partida de Copa do Mundo).[40] A Espanha precisava vencer para se classificar e após fazer 1 a 0 com Adelardo,[41] o árbitro deixou de marcar um pênalti para La Furia[42] e anulou um gol legítimo de bicicleta marcado por Joaquín Peiró, prejudicando os espanhóis.[41] Na sequência da partida, o Brasil venceu a Espanha de virada por 2 a 1, com dois gols de Amarildo, substituto de Pelé.[38] A seleção chilena conseguiu a vaga para as semifinais depois de eliminar a União Soviética nas quartas-de-final. Mas na semifinal, o Chile não conseguiu segurar o Brasil, que fez 4 a 2 no país sede, com dois gols de Garrincha e Vavá. Na outra semifinal, a Tchecoslováquia de Josef Masopust derrotou a Iugoslávia por 3 a 1. Na decisão, os brasileiros voltaram a enfrentar os tchecos, onde na primeira fase o jogo havia terminado empatado por 0 a 0. Mas na final, apesar da Tchecoslováquia ter aberto o placar com Masopust, o Brasil venceu por 3 a 1 de virada, com gols de Amarildo, Zito e Vavá.[43]

Brasil campeão em 1970.

Após a vitória da Inglaterra em casa em 1966, a nona Copa do Mundo FIFA foi realizada no México, em 1970. Um número recorde de setenta e cinco países participaram das eliminatórias.[44] Seleções como Portugal, Hungria, França, Espanha e Argentina não se qualificaram para a edição. Por outro lado, Israel e Marrocos participaram pela primeira vez da Copa.[44] O confronto entre Alemanha Ocidental e Inglaterra nas quartas de final estava 2 a 0 para os ingleses faltando pouco mais de 20 minutos para acabar o jogo. Mas os alemães ocidentais deram a volta venceram por 3 a 2 na prorrogação, após empatarem o jogo nos 90 minutos. Nas semifinais, a equipe alemã ocidental enfrentou a Itália no Estádio Azteca, construído especialmente para o Mundial. A Itália venceu o jogo por 4 a 3 na prorrogação, após a partida terminar 1 a 1 no tempo normal. O alemão ocidental Franz Beckenbauer permaneceu jogando com o braço em uma tipoia, por conta de uma lesão na clavícula.[45] Na outra semifinal, o Brasil bateu o Uruguai por 3 a 1 de virada. Quando o Uruguai estava vencendo por 1 a 0, o brasileiro Pelé deu uma cotovelada no jogador Dagoberto Fontes (que havia pisado em sua mão no começo do jogo), mas o juiz inverteu a falta, marcando uma infração inexistente de Fontes.[46] Na grande final, os jogadores italianos não seguraram o ataque brasileiro e perderam de goleada, por 4 a 1.[47] Com 10 gols, o atacante alemão ocidental Gerd Müller foi o artilheiro da competição. Nessa Copa, Pelé mais uma vez mostrou seu talento com uma tentativa de fazer um gol 50 metros longe da goleira defendida pelo uruguaio Ladislao Mazurkiewicz.[48] Ele venceu sua terceira Copa do Mundo, tornando-se o único jogador a conquistar tal feito. O Brasil também conquistou seu terceiro título e assim, adquiriu o direito de manter a Taça Jules Rimet em definitivo.

Vitórias dos países-sede (1930-1934-1966–1974–1978-1998)[editar | editar código-fonte]

Estátua de quatro jogadores campeões com a Inglaterra no Mundial de 1966.

A Coreia do Norte foi a surpresa da Copa do Mundo de 1966, a ter lugar na Inglaterra. A equipe asiática bateu a Itália na fase de grupos para se qualificar para as quartas de final. Eles rapidamente dominaram Portugal nessa fase, fazendo 3 a 0. No entanto, a reação dos portugueses foi incrível e acabaram vencendo o jogo por 5 a 3, com quatro gols de Eusébio. Em casa, a seleção inglesa teve vantagem, primeiro porque ela jogou todos os jogos no Estádio de Wembley e também porque a arbitragem lhe foi favorável. Nas quartas, o capitão da Argentina, Antonio Rattín, foi excluído da partida aos 35 minutos de jogo contra os donos da casa, deixando sua equipe com dez contra onze,[30] o que acabou pesando, já que a seleção inglesa os venceu por 1 a 0. Na semi final, a Inglaterra venceu Portugal (que havia eliminado o Brasil, atual campeão, na primeira fase) por 2 a 1 graças a dois gols de Bobby Charlton. Na outra semifinal, a Alemanha Ocidental derrotou a União Soviética por 2 a 1. Na final do torneio, a Inglaterra opôs-se sobre à Alemanha Ocidental. Após empate por 2 a 2 no tempo normal, com os alemães ocidentais conseguindo um gol no último minuto de jogo, a partida foi para a prorrogação. Geoff Hurst, que já havia marcado um gol, fez mais dois (o primeiro irregular, já que a bola não passou a linha do gol)[49] e garantiu a vitória de 4 a 2 para os ingleses. A Inglaterra ganhou sua primeira e única Copa do Mundo.

Após a vitória do Brasil em 1970, a competição teve como sede, quatro anos depois, a Alemanha Ocidental. O Haiti surpreendeu nas eliminatórias ao se qualificar, deixando Estados Unidos e México (que havia sediado a Copa anterior) de fora da competição. A Copa de 1974 também teve a estreia da Austrália na competição. Na primeira fase, a Alemanha Oriental surpreendeu ao vencer a Alemanha Ocidental por 1 a 0, com gol de Jürgen Sparwasser.[50] Apesar da derrota, a Alemanha Ocidental se qualificou para a segunda fase, onde dois grupos de quatro equipes foram formados, com os dois primeiros de cada chave dos quatro grupos da primeira fase. Na segunda fase, a Holanda dominaram seu grupo e eliminaram o atual campeão, Brasil, enquanto a Alemanha Ocidental bateu a Polônia por 1 a 0 em um campo inundado para conquistar a vaga para enfrentar a Holanda na final. Os neerlandeses, liderados por Johan Cruijff, desenvolveram um lindo futebol, que encantou o mundo, conhecido até hoje como carrossel holandês. No entanto, na grande final do torneio, a dona da casa, a Alemanha Ocidental, ganhou por 2 a 1 de virada contra a poderosa seleção dos Países Baixos.[51] Apesar da derrota de sua equipe na final, Cruijff foi nomeado o melhor jogador da Copa do Mundo de 1974.

A Argentina foi a sede da Copa do Mundo FIFA de 1978. As eliminatórias foram muito difíceis, pois tinham somente 14 vagas para as 97 seleções que as disputavam. A Copa estava evoluindo cada vez mais. Alemanha Ocidental, atual campeã e a seleção argentina, anfitriã, já tinham lugar assegurado. Seleções fortes como Uruguai, Inglaterra, União Soviética e Iugoslávia ficaram de fora do torneio. Por outro lado, Irã e Tunísia faziam sua estreia na competição.[52] O Mundial em 1978 teve o mesmo formato da anterior, disputada na Alemanha Ocidental. Os Países Baixos encantaram o mundo novamente e se classificaram para a final ao serem os primeiros colocados do seu grupo na segunda fase. No outro grupo, a Argentina venceu o Peru num jogo suspeito, onde os argentinos precisavam vencer por quatro gols de diferença para se classificar à final, mas fizeram 6 a 0,[53] deixando o Brasil de fora da final no saldo de gols.[54] Na final, Mario Kempes abriu o placar pouco antes do intervalo. Os Países Baixos dominaram na segunda etapa e Dick Nanninga empatou faltando 8 minutos para acabar o jogo.[55] Por pouco a seleção neerlandesa não vira, acertando uma bola na trave no fim do jogo. A partida acabou 1 a 1 e o campeão teve que ser definido na prorrogação. No tempo extra, Kempes, mais uma vez e Daniel Bertoni, sagraram a conquista do time argentino,[56] que conquistou a Copa do Mundo pela primeira vez.[57] [58] Os Países Baixos perderam sua segunda final de Copa seguida e em ambas as ocasiões para as seleções anfitriãs.

Terceiro título da Itália (1982)[editar | editar código-fonte]

Italianos no avião com o Troféu da Copa após o título de 1982.

A décima segunda Copa do Mundo aconteceu na Espanha, em 1982 e pela primeira vez, 24 equipes participam da competição. A equipe dos Países Baixos, finalista da edição anterior, não passou pelas eliminatórias e ficou de fora do torneio. A primeira fase foi marcada pela vitória histórica da Hungria sobre El Salvador, por 10 a 1.[28] Na primeira fase, também destacou-se a classificação da seleção italiana, empatando todos seus compromissos. Na segunda fase, classificaram-se Polônia, Alemanha Ocidental, Itália e França para as semifinais, com a atual campeã, Argentina, eliminada. Na primeira semi final, a Polônia, sem Zbigniew Boniek, seu craque suspenso, perdeu para a Itália em dois gols de Paolo Rossi. A outra partida entre França e Alemanha Ocidental terminou empatada por 1 a 1, com destaque para um pênalti violento não marcado pelo árbitro,[59] do goleiro alemão ocidental Harald Schumacher no francês Patrick Battiston, que sofreu concussão cerebral e perdeu dois dentes.[60] Com o empate, a partida foi para a prorrogação, na qual também ficou em igualdade, com os franceses chegando a abrir 3 a 1, mas permitindo a reação dos alemães ocidentais, que conseguiram empatar. Depois do emocionante 3 a 3, o jogo teve que ser decidido na disputa por pênaltis, onde a Alemanha Ocidental venceu por 5 a 4.[61] [62] A final, disputada em Madrid, teve a Itália como campeã, com mais facilidade que o esperado. Abriram 3 a 0 contra os alemães ocidentais, que descontaram com Paul Breitner.[63] Paulo Rossi não só conquistou o título com sua seleção, mas também foi o goleador e eleito o melhor jogador do torneio.[64]

Título argentino com a estrela de Maradona e a revanche da Alemanha Ocidental (1986–1990)[editar | editar código-fonte]

Inicialmente prevista na Colômbia, a edição de 1986 da Copa do Mundo acontece novamente no México. Como há quatro anos, a França foi derrotada nas semifinais da competição pela Alemanha Ocidental. Os franceses terminaram o torneio em terceiro, depois de bater o Brasil nas quartas de final, em uma partida que foi decidida na disputa por pênaltis.[65] A competição foi marcada pelo encontro entre Argentina e Inglaterra nas quartas de final, onde o capitão argentino Diego Maradona fez um gol com a mão. Quatro minutos após o gol, mais tarde apelidado de la Mano de Dios,[66] Maradona driblou seis jogadores ingleses e o goleiro Peter Shilton para marcar um antológico gol, que futuramente seria eleito como o gol do século.[67] Na semifinal, o craque argentino marcou outros dois na vitória de sua seleção contra a Bélgica, por 2 a 0. Na final, a Argentina venceu a segunda edição da Copa no México, com Jorge Burruchaga marcando aos 43 do segundo tempo contra a Alemanha Ocidental, garantindo a vitória por 3 a 2.[68] Diego Maradona foi eleito o craque da competição, enquanto o inglês Gary Lineker foi o goleador.

A Copa de 1990 foi disputada na Itália, pela segunda vez. A atual campeã Argentina jogou a partida de abertura contra Camarões. A vitória dos camaroneses foi a primeira surpresa do torneio. Camarões, aliás, se tornou a primeira nação africana a se qualificar para as quartas de final da competição, ao bater a Colômbia nas oitavas de final, vencendo o jogo por 2 a 1 na prorrogação, com dois gols de Roger Milla, que tinha 38 anos na época. A seleção dos Camarões jogou de igual para igual também com a da Inglaterra, e após empatar por 2 a 2 no tempo normal foi eliminada da competição ao sofrer o terceiro gol dos ingleses na prorrogação/prolongamento. A então campeã Argentina enfrentou a seleção italiana jogando em Nápoles, cidade onde morava Maradona, pois defendia o clube local onde era ídolo, o Napoli.[69] Os italianos abriram o placar com Salvatore Schillaci. Claudio Caniggia empatou para os argentinos e o jogo foi para a prorrogação, onde persistiu o empate em 1 a 1 e a vaga para a final foi disputada nos pênaltis. O goleiro argentino Sergio Goycochea foi o grande nome da disputa, defendendo as cobranças de Roberto Donadoni e Aldo Serena. Os argentinos venceram por 4 a 3 a disputa por pênaltis. A segunda semifinal também foi decidida nos pênaltis. Alemanha Ocidental e Inglaterra empataram por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação ninguém balançou as redes. Stuart Pearce e Chris Waddle perderam suas cobranças e os alemães ocidentais avançaram à final. Na final, dois jogadores argentinos foram expulsos e a Alemanha Ocidental venceu por 1 a 0, com gol de pênalti de Andreas Brehme, faltando cinco minutos para o final do jogo.[70] Após os alemães ocidentais perderem duas finais seguidas, Lothar Matthäus ergueu o Troféu da Copa do Mundo e eles conquistaram seu terceiro título.[70]

Hegemonia Brasileira e Conquista da França (1994–1998–2002)[editar | editar código-fonte]

Após o bom desempenho de Camarões na edição de 1990, a FIFA decidiu oferecer uma terceira vaga para o continente da África. A Copa do Mundo de 1994 ocorreu nos Estados Unidos. 147 países participaram das eliminatórias. Uruguai, Inglaterra, Portugal, França e Dinamarca, atual campeã da Eurocopa, ficaram de fora da competição. O começo da Copa foi marcada pelo resultado positivo no antidoping de Diego Maradona, que acusou uso de drogas. A seleção estadunidense, anfitriã da Copa, foi eliminada nas oitavas de final pelo Brasil. Os brasileiros continuam na competição ao bater os Países Baixos e a Suécia, uma das surpresas do torneio. Também semifinalista no Mundial de 1994, a Bulgária foi outra grata surpresa.[71] A equipe búlgara, de Hristo Stoichkov, foi eliminada nas semifinais pela Itália, que na primeira fase, se classificou apenas como a terceira melhor última qualificada, após uma derrota contra a Irlanda no jogo de abertura. A final, então, foi disputada entre Brasil e Itália no Rose Bowl, em Los Angeles, Califórnia. Ao contrário do resto da competição, bastante ofensiva, com média de 2,7 gols por jogo,[71] a decisão foi fechada, bastante defensiva. No final do tempo regulamentar o resultado terminou 0 a 0, que também não mudou na prorrogação.[72] Foi a primeira final de Copa a ser decidida nos pênaltis.[72] Os dois primeiros cobradores erraram, mas foram as falhas dos italianos Daniele Massaro e Roberto Baggio decisivas para o Brasil conquistar seu tetracampeonato mundial.[72] Nessa edição, Romário foi o grande jogador da seleção brasileira e eleito o melhor do torneio.

A Copa do Mundo de 1998 foi a segunda a ser competida na França, depois da de 1938. O registro das eliminatórias bateu recorde, com uma participação de 174 países listados. Pela primeira vez, a Copa do Mundo FIFA incluiu 32 equipes. O atual campeão, Brasil, alcançou novamente a final da Copa, ao vencer os Países Baixos na disputa por pênaltis nas semifinais. Depois de três vitórias em três jogos no Grupo C, a França se impôs contra o Paraguai, em Lens, com um gol de ouro de Laurent Blanc.[73] Nas quartas de final, os Azuis eliminaram a atual vice-campeã Itália[74] e nas semifinais, a surpresa do torneio, a Croácia, do atacante Davor Šuker, goleador da Copa com seis gols.[75] Na final, os franceses não deram chances ao Brasil e com dois gols de Zinédine Zidane e um de Emmanuel Petit, golearam os brasileiros por 3 a 0 no Stade de France.[76] Essa foi a sexta vez que o evento foi ganho pelo país anfitrião. O atacante brasileiro Ronaldo, de 21 anos, foi eleito o jogador da competição.


Organizado no Japão e na Coreia do Sul, o Mundial de 2002 foi a primeira edição do torneio a ter lugar no continente asiático e possuir dois países anfitriões.[77] O mundo viu o Brasil ganhar pela quinta vez a competição, conquistando o pentacampeonato.[78] O adversário dos brasileiros na final foi a Alemanha, que derrotou a seleção sul-coreana nas semifinais.[79] Ronaldo, decisivo já na semifinal contra a Turquia,[80] marcou duas vezes na final, os dois únicos gols da partida.[81] [82] Ele terminou como artilheiro com oito gols,[83] mas o goleiro alemão Oliver Kahn foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo.[84] A Coreia do Sul, um dos países sede, liderada pelo treinador neerlandês Guus Hiddink, foi a surpresa da edição. Depois de bater Portugal na fase de grupos,[85] derrotou a Itália nas oitavas de final com um gol de ouro de Ahn Jung-Hwan[86] e, beneficiada pela arbitragem, que anulou dois gols regulares,[87] também eliminou a Espanha nas quartas, na disputa por pênaltis.[88] A França, atual campeã, foi eliminada na primeira fase do torneio sem fazer nenhum gol,[89] num grupo onde dois campeões mundiais foram eliminados, já que o Uruguai, que estava nesse grupo, também acabou deixando a Copa na primeira fase.[90] A Argentina, outra seleção campeã do mundo, também foi eliminada na fase de grupos,[91] juntando-se à França como as grandes decepções da primeira Copa do Mundo do século XXI.[92] [93]

Hegemonia europeia (2006–2010–2014)[editar | editar código-fonte]

A Copa do Mundo de 2006 foi disputada na Alemanha, pela segunda vez.[94] Em casa, a seleção alemã chegou às semifinais e teve o goleador da competição, Miroslav Klose, com cinco gols marcados.[95] Os alemães foram eliminados nas semifinais pela Itália, futura vencedora do torneio.[96] Na outra semifinal, a França enfrentou Portugal. Depois de uma primeira fase difícil, onde os franceses obtiveram a classificação no último jogo, eles passaram por Espanha[97] e Brasil[98] nas oitavas e quartas de final, respectivamente. Portugal, por sua vez, eliminou os Países Baixos[99] e depois a Inglaterra, na disputa por pênaltis.[100] Os portugueses, treinados pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, atual campeão da Copa do Mundo, que venceu a edição anterior no comando da seleção brasileira,[101] não conseguiram bater a França de Zinédine Zidane, que decretou a vitória de sua seleção por 1 a 0, com um gol de pênalti.[102] Na grande final, franceses e italianos começaram fazendo logo dois gols em menos de 20 minutos de jogo. Zidane fez de pênalti para a França aos 5 minutos e Marco Materazzi empatou com um gol de cabeça para a seleção italiana, aos 19. Após os dois gols, o jogo terminou 1 a 1 no tempo regulamentar. Na prorrogação, também o placar persistiu empatado, e o que mais chamou a atenção foi a cabeçada que Zidane, eleito o melhor jogador da Copa, deu em Materazzi.[103] O craque francês acabou sendo expulso.[104] Assim, o Mundial mais uma vez foi decidido nos pênaltis, pela segunda vez em sua história e pela segunda vez com a participação da Itália, assim como em 1994. Na disputa de pênaltis, os italianos fizeram todas as suas cobranças. A França desperdiçou sua única cobrança com David Trezeguet, atacante que entrou na prorrogação e bateu o pênalti no travessão do goleiro Gianluigi Buffon.[105] Ao contrário da Copa nos Estados Unidos, agora os italianos venceram a disputa de pênaltis e conquistaram sua quarta Copa do Mundo.[105]

Espanha e Holanda antes da final da Copa de 2010.

A Copa do Mundo FIFA de 2010 teve lugar pela primeira vez no continente africano, no país da África do Sul.[106] Todos os vencedores anteriores das Copas estiveram presentes.[107] A primeira fase foi marcada por várias surpresas, como a eliminação de Itália e França, que haviam feito a final da edição anterior.[108] A seleção sul-africana foi também a primeira equipe anfitriã da história da competição a não passar pela primeira fase.[109] O Uruguai chegou às semifinais da Copa do Mundo depois 40 anos, após bater Gana nos pênaltis.[110] O país africano foi o único do continente a estar nas oitavas-de-final e também foi o terceiro da história a disputar as quartas de final do torneio.[111] Por muito pouco, eles não conseguiram o acesso às semifinais, já que no último minuto da prorrogação, Luis Suárez fez pênalti ao impedir um gol de Gana com a mão e foi expulso. Na penalidade, Asamoah Gyan acertou o travessão.[112] Na semifinal contra os Países Baixos, a seleção uruguaia foi derrotada por 3 a 2 e os neerlandeses chegaram a uma final de Copa do Mundo depois de 32 anos.[113] Na outra semifinal, enfrentaram-se Espanha e Alemanha, que haviam perdido na primeira fase para Suíça[114] e Sérvia,[115] respectivamente. Os espanhóis venceram a Alemanha por 1 a 0 e se classificaram pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo.[116] Pela segunda vez seguida, a decisão do torneio foi disputada entre dois países da Europa, já garantindo a primeira conquista de uma Copa para uma seleção europeia fora do seu continente.[117] Após um jogo bastante truncado, com quatorze cartões amarelos (o neerlandês John Heitinga recebeu o segundo amarelo antes de ser expulso) e um vermelho, a Espanha venceu os Países Baixos aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação por 1 a 0, com um gol de Andrés Iniesta.[118] Essa foi a partida com o maior número de cartões da história dos Mundiais.[119] O uruguaio Diego Forlán foi eleito o melhor jogador da Copa[120] e também foi artilheiro do torneio com cinco gols, ao lado do espanhol David Villa, do alemão Thomas Müller e do neerlandês Wesley Sneijder.[121]

No Mundial de 2014 no Brasil a Alemanha venceu a decisão do título mundial contra a Argentina no Maracanã e se tornou a campeã da Copa do Mundo FIFA 2014. Um duelo de gigantes que já haviam decidido outras duas Copas. Em 1986, os argentinos triunfaram, e em 1990 foi a vez dos alemães comemorarem. A vitória veio aos sete minutos do fim da prorrogação, Mario Götze recebeu na área, matou no peito, e abriu o placar para a Alemanha[122] [123] . O gol valeu o tetracampeonato para os europeus. Mario Götze entrou no final do segundo tempo, no lugar do atacante Miroslav Klose. Em um duelo equilibrado, os europeus impuseram o seu estilo de jogo desde o início, diante da forte defesa montada pelo técnico Alejandro Sabella, e precisaram de 112 minutos para confirmar o favoritismo. Depois de um duelo aguerrido e sem gols durante 90 minutos, a Alemanha buscou o gol salvador aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação. A Seleção Brasileira de Futebol, acabou perdendo nas semifinais por 7x1 para a Alemanha, essa partida ficou conhecida como Mineiraço, nome que teve inspiração no Maracanaço. Na disputa pela terceira colocação contra a Seleção Neerlandesa de Futebol, novamente, acaba perdendo pelo placar de 3x0 e encerra a competição na quarta colocação.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Por edições[124] [editar | editar código-fonte]

# Ano Sede Final Semifinalistas
Campeão Placar Vice 3º lugar Placar 4º lugar
1 1930
Detalhes
Uruguai
Uruguai
Uruguai
Uruguai
4 – 2 Argentina
Argentina
US flag 48 stars.svg
Estados Unidos
[nota 1] Flag of the Kingdom of Yugoslavia.svg
Iugoslávia
2 1934
Detalhes
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg
Itália
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg
Itália
2 – 1
(pro)
Tchecoslováquia
Tchecoslováquia
Flag of the German Empire.svg
Alemanha
3 – 2 Áustria
Áustria
3 1938
Detalhes
França
França
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg
Itália
4 – 2 Flag of Hungary (1915-1918, 1919-1946; 3-2 aspect ratio).svg
Hungria
Flag of Brazil (1889-1960).svg
Brasil
4 – 2 Suécia
Suécia
4 1950
Detalhes
Flag of Brazil (1889-1960).svg
Brasil
Uruguai
Uruguai
2 – 1
[nota 2]
Flag of Brazil (1889-1960).svg
Brasil
Suécia
Suécia
3 – 1
[nota 2]
Flag of Spain (1945 - 1977).svg
Espanha
5 1954
Detalhes
Suíça
Suíça
Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
3 – 2 Flag of Hungary (1949-1956).svg
Hungria
Áustria
Áustria
3 – 1 Uruguai
Uruguai
6 1958
Detalhes
Suécia
Suécia
Flag of Brazil (1889-1960).svg
Brasil
5 – 2 Suécia
Suécia
França
França
6 – 3 Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
7 1962
Detalhes
Chile
Chile
Flag of Brazil (1960-1968).svg
Brasil
3 – 1 Tchecoslováquia
Tchecoslováquia
Chile
Chile
1 – 0 Jugoslávia
Iugoslávia
8 1966
Detalhes
Inglaterra
Inglaterra
Inglaterra
Inglaterra
4 – 2
(pro)
Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
Portugal
Portugal
2 – 1 União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
União Soviética
9 1970
Detalhes
México
México
Flag of Brazil (1968-1992).svg
Brasil
4 – 1 Itália
Itália
Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
1 – 0 Uruguai
Uruguai
10 1974
Detalhes
Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
2 – 1 Países Baixos
Países Baixos
Polónia
Polônia
1 – 0 Flag of Brazil (1968-1992).svg
Brasil
11 1978
Detalhes
Argentina
Argentina
Argentina
Argentina
3 – 1
(pro)
Países Baixos
Países Baixos
Flag of Brazil (1968-1992).svg
Brasil
2 – 1 Itália
Itália
12 1982
Detalhes
Espanha
Espanha
Itália
Itália
3 – 1 Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
Polónia
Polônia
3 – 2 França
França
13 1986
Detalhes
México
México
Argentina
Argentina
3 – 2 Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
França
França
4 – 2
(pro)
Bélgica
Bélgica
14 1990
Detalhes
Itália
Itália
Alemanha Ocidental
Alemanha Ocidental
1 – 0 Argentina
Argentina
Itália
Itália
2 – 1 Inglaterra
Inglaterra
15 1994
Detalhes
Estados Unidos
Estados Unidos
Brasil
Brasil
0 – 0 (pro)
3 – 2 (pen)
Itália
Itália
Suécia
Suécia
4 – 0 Bulgária
Bulgária
16 1998
Detalhes
França
França
França
França
3 – 0 Brasil
Brasil
Croácia
Croácia
2 – 1 Países Baixos
Países Baixos
17 2002
Detalhes
 Coreia do Sul
 Japão
Brasil
Brasil
2 – 0 Alemanha
Alemanha
Turquia
Turquia
3 – 2 Coreia do Sul
Coreia do Sul
18 2006
Detalhes
Alemanha
Alemanha
Itália
Itália
1 – 1 (pro)
5 – 3 (pen)
França
França
Alemanha
Alemanha
3 – 1 Portugal
Portugal
19 2010
Detalhes
África do Sul
Africa do Sul
Espanha
Espanha
1 – 0
(pro)
Países Baixos
Países Baixos
Alemanha
Alemanha
3 – 2 Uruguai
Uruguai
20 2014
Detalhes
Brasil
Brasil
Alemanha
Alemanha
1 – 0
(pro)
Argentina
Argentina
Países Baixos
Países Baixos
3 – 0 Brasil
Brasil
21 2018
Detalhes
Rússia
Rússia
22 2022
Detalhes
Catar
Qatar

Por seleções[124] [editar | editar código-fonte]

Seleção Títulos Vice Terceiro Quarto
Brasil Brasil 5 (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) 2 (1950 e 1998) 2 (1938 e 1978) 2 (1974 e 2014)
Bandeira da Alemanha Alemanha 4 (1954, 1974, 1990 e 2014) 4 (1966, 1982, 1986 e 2002) 4 (1934, 1970, 2006 e 2010) 1 (1958)
Flag of Italy.svg Itália 4 (1934, 1938, 1982 e 2006) 2 (1970 e 1994) 1 (1990) 1 (1978)
Flag of Argentina.svg Argentina 2 (1978 e 1986) 3 (1930, 1990 e 2014) - -
Flag of Uruguay.svg Uruguai 2 (1930 e 1950) - - 3 (1954, 1970 e 2010)
Bandeira da França França 1 (1998) 1 (2006) 2 (1958 e 1986) 1 (1982)
Flag of England.svg Inglaterra 1 (1966) - - 1 (1990)
Flag of Spain.svg Espanha 1 (2010) - - 1 (1950)
Países Baixos Países Baixos - 3 (1974, 1978 e 2010) 1 (2014) 1 (1998)
Flag of Hungary.svg Hungria - 2 (1938 e 1954) - -
Flag of Czechoslovakia.svg Tchecoslováquia - 2 (1934 e 1962) - -
Flag of Sweden.svg Suécia - 1 (1958) 2 (1950 e 1994) 1 (1938)
Flag of Poland.svg Polónia - - 2 (1974 e 1982) -
Flag of Austria.svg Áustria - - 1 (1954) 1 (1934)
Flag of Portugal.svg Portugal - - 1 (1966) 1 (2006)
Flag of the United States.svg Estados Unidos - - 1 (1930) -
Flag of Chile.svg Chile - - 1 (1962) -
Bandeira da Croácia Croácia - - 1 (1998) -
Flag of Turkey.svg Turquia - - 1 (2002) -
Flag of SFR Yugoslavia.svg Iugoslávia - - - 2 (1930 e 1962)
Flag of the Soviet Union.svg União Soviética - - - 1 (1966)
Flag of Belgium (civil).svg Bélgica - - - 1 (1986)
Flag of Bulgaria.svg Bulgária - - - 1 (1994)
Flag of South Korea.svg Coreia do Sul - - - 1 (2002)
Notas
  1. Não houve partida oficial pelo terceiro lugar em 1930; Estados Unidos e Iugoslávia perderam nas semifinais. A FIFA reconhece os Estados Unidos como terceiro e a Iugoslávia como quarta colocada, com base nas campanhas das equipes no torneio.[125]
  2. a b Não houve partida final oficial em 1950.[126] O vencedor do torneio foi decidido num grupo final de todos contra todos, disputado por quatro equipes (Uruguai, Brasil, Suécia e Espanha). Coincidentemente, uma das duas últimas partidas do torneio defrontava as duas primeiras equipes, com a vitória do Uruguai por 2 a 1 sobre o Brasil sendo, então, considerada como a final de facto da Copa do Mundo de 1950.[127] Da mesma forma, a partida entre as equipes piores colocadas, jogada ao mesmo tempo que Uruguai vs. Brasil, pode ser considerada equivalente a uma decisão de terceiro lugar, com a vitória da Suécia por 3 a 1 sobre a Espanha, assegurando-lhes a terceira colocação.

Por confederação[editar | editar código-fonte]

Confederação Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
UEFA 11 (1934, 1938, 1954, 1966, 1974, 1982, 1990, 1998, 2006, 2010 e 2014) 15 (1934, 1938, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1994, 2002, 2006 e 2010) 16 (1934, 1950, 1954, 1958, 1966, 1970, 1974, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014) 14 (1930, 1934, 1938, 1950, 1958, 1962, 1966, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998 e 2006)
CONMEBOL 9 (1930, 1950, 1958, 1962, 1970, 1978, 1986, 1994 e 2002) 5 (1930, 1950, 1990, 1998 e 2014) 3 (1938, 1962 e 1978) 5 (1954, 1970, 1974, 2010 e 2014)
CONCACAF - - 1 (1930) -
AFC - - - 1 (2002)
CAF - - - -
OFC - - - -

Estatísticas e recordes[editar | editar código-fonte]

Países[editar | editar código-fonte]

Dois continentes historicamente dominam a Copa do Mundo: América do Sul e Europa. Eles venceram todas as edições desde sua criação em 1930. Os oito vencedores diferentes que entraram no ranking da Copa do Mundo são sul-americanos ou europeus. Além disso, entre a conquista do Brasil em 1962 e a da Itália em 2006, as seleções europeias e da América do Sul alternaram o posto de campeão a cada quatro anos, ou seja, nesse período nunca tivemos um continente ganhando duas vezes seguidas o torneio. A organização do evento começou a ocorrer em outros continentes, principalmente na América do Norte (1970, 1986 e 1994), em seguida na Ásia (2002) e finalmente na África (2010). A Copa se globalizou e a competição agora é realmente um evento universal, já que foi sediada em todos os continentes do planeta, com exceção da Oceania.

Melhor desempenho das equipes nacionais:
  Campeão
  Vice-campeão
  Terceiro
  Quarto
  Quartas-de-final / Fase final
  Oitavas-de-final / Segunda fase
  Primeira fase
  Nunca obteve classificação
  País anfitrião
O mini-mapa no canto superior direito mostra os antigos países: União Soviética, Iugoslávia, Tchecoslováquia e Alemanha Oriental.

Os maiores recordes são realizados pelos países históricos da competição. A única seleção a ter participado em todas as Copas do Mundo é o Brasil, que também detém o recorde de conquistas na competição, sendo cinco vezes campeão. A equipe brasileira é a única a ter vencido duas Copas do Mundo em outro continente que não fosse o seu (em 1958 na Europa e em 2002 na Ásia). Entretanto, nas duas Copas que sediou, a seleção brasileira viu o Uruguai se sagrar campeão em 1950, e a Alemanha ser vencedora em 2014.

Brasil (em 1958 e 1962) e Itália (em 1934 e 1938) são os únicos países que já ganharam duas vezes seguidas a competição. Com apenas dois gols sofridos, França em 1998, Itália em 2006 e Espanha em 2010, foram os campeões que tiveram o melhor desempenho defensivo da história. Entretanto, a Suíça possui a melhor defesa em uma edição de Mundial, já que em 2006 foi eliminada nas oitavas de final da Copa sem sofrer nenhum gol, quando perdeu para a Ucrânia na disputa por pênaltis.[128]

País Títulos
Brasil Brasil 5
Flag of Italy.svg Itália Bandeira da Alemanha Alemanha 4
Flag of Argentina.svg Argentina Flag of Uruguay.svg Uruguai 2
Flag of England.svg Inglaterra Bandeira da França França Flag of Spain.svg Espanha 1

A Alemanha[Nota 2] é a equipe que mais jogou finais de Copa do Mundo, oito no total, sendo também a mais regular nas semifinais, com treze aparições. A Alemanha marcou vinte e cinco gols na conquista do Mundial de 1954, o que representa o melhor desempenho ofensivo de uma equipe campeã da Copa do Mundo. Nessa edição também se estabeleceu o recorde de gols de uma seleção em uma Copa: vinte e sete, pela seleção húngara.[129]

Cinco países organizaram duas vezes a Copa do Mundo FIFA: Itália, França, México, Alemanha e Brasil. O Brasil, organizou a Copa do Mundo de 1950 e de 2014. Com exceção do México e do Brasil, todos ganharam a Copa do Mundo em seus domínios uma vez.

Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha em 1974, Argentina em 1978 e França em 1998 tornaram-se campeões em casa (seis vezes das dezenove edições). Duas Copas do Mundo foram decididas nos pênaltis e em ambas as decisões a seleção italiana esteve presente. Em 1994, perdeu para o Brasil, mas em 2006 ganhou a Copa nos pênaltis contra os franceses.

Na qualificação para a Copa do Mundo, a Espanha é o único país a ter vencido dez jogos de dez disputados, ocorrendo nas eliminatórias para o Mundial de 2010. Na qualificação para o Mundial de 1970, o Brasil ganhou seis jogos de seis disputados. Respectivamente nas eliminatórias de 1982 e 2010 da Copa, a Alemanha Ocidental e os Países Baixos ganharam oito partidas de oito disputadas. Nas próprias eliminatórias, também ficou famosa a goleada de 31 a 0 da Austrália sobre a Samoa Americana, na qualificação à Copa do Mundo de 2002, no qual treze gols foram marcados por Archie Thompson, que detém o recorde de maior número de gols em uma partida internacional.[130] [131]

A maior goleada da Copa do Mundo foi da vitória da Hungria por 10 a 1 sobre El Salvador, pela Copa do Mundo de 1982. Nessa partida, László Kiss, que entrou no decorrer do jogo, realizou o mais rápido hat-trick da história da Copa, ao marcar nos minutos 25, 28 e 33 do segundo tempo, realizando também, o primeiro hat-trick por um jogador a entrar durante o jogo.[132] Outros jogos também terminaram em uma vitória com margem de nove gols de diferença, quando a Iugoslávia derrotou Zaire no Mundial de 1974 por 9 a 0 e quando a Hungria goleou a Coreia do Sul na Copa de 1954 pelo mesmo placar.[28]

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Pelé é o único futebolista que ganhou três Copas do Mundo.

O francês Lucien Laurent foi o primeiro jogador a marcar numa Copa do Mundo, no jogo de abertura contra o México,[133] em 1930, no Uruguai, com uma assistência de Ernest Libérati.[134] [135] O milésimo gol da competição foi feito pelo neerlandês Robert Rensenbrink durante a derrota de sua seleção para a Escócia, em 1978, na Argentina.[136]

O jogador Miroslav Klose (polonês naturalizado alemão) detém o recorde de gols marcados na Copa do Mundo, com 16 gols, seguido do Brasileiro Ronaldo Fenômeno com 15 gols e o alemão Gerd Müller, que possui quatorze.[137] O francês Just Fontaine continua a ser o maior artilheiro em uma edição única, com treze gols em 1958. Ele não marcou em mais nenhuma edição, já que disputou apenas aquele Mundial e se aposentou precocemente em 1961, com 27 anos, após sofrer uma grave lesão.[35] O brasileiro Pelé é o quinto melhor marcador da história da Copa do Mundo, com doze gols.[137] O russo Oleg Salenko é o maior marcador em uma única partida, com cinco gols no jogo entre Rússia e Camarões, quando sua seleção venceu os camaroneses por 6 a 1 em 1994.[138] Durante esse jogo, outros dois recordes foram quebrados pelo comaronês Roger Milla. Ele se tornou o jogador mais velho a fazer um gol em Copas, com 42 anos e 39 dias;[71] [139] e também, à época, o mais velho a participar do torneio[140] . O seu recorde só seria batido por Faryd Mondragón, guarda redes (goleiro) da seleção da Colômbia, ao jogar na partida frente ao Japão em 24 de junho de 2014, na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, aos 43 anos e 3 dias de idade. O mais jovem a jogar foi Norman Whiteside, da Irlanda do Norte, que tinha 17 anos e 41 dias durante o primeiro jogo de sua equipe contra a Iugoslávia, na Copa do Mundo de 1982.[139]

O jogador que mais vezes ganhou Copa do Mundo é Pelé, do Brasil, com três conquistas (1958, 1962 e 1970). Ele também é o mais jovem a marcar um gol e vencer o torneio, aos 17 anos.[141] Em contrapartida, o goleiro italiano Dino Zoff é o atleta mais velho a vencer a competição, em 1982, com 40 anos.[142]

Os jogadores Antonio Carbajal (mexicano) , Lothar Matthäus (alemão) e Gianluigi Buffon são os únicos que jogaram em cinco edições do torneio.[139] Lothar Matthäus foi o que disputou o maior número de jogos, vinte e cinco, entre 1982 e 1998.[139] O brasileiro Cafu é o único jogador a ter jogado em três finais de Copa do Mundo: vencedor em 1994, finalista em 1998 e novamente vencedor em 2002, essa última como capitão.[143] O argentino naturalizado italiano Luis Monti, jogou duas finais por dois países diferentes. Ele perdeu em 1930 com a Argentina e ganhou em 1934 com a Itália.[10]

Os irmãos alemães Fritz e Ottmar Walter[144] e os ingleses Bobby e Jack Charlton[145] ganharam a Copa do Mundo juntos por suas seleções em 1954 e 1966, respectivamente.

Jairzinho é o único futebolista a marcar pelo menos um gol em todos os jogos de uma edição da competição. Na Copa de 1970, no México, o brasileiro deixou sua marca em todos os jogos e o Brasil venceu pela terceira vez o torneio.[146]

O recorde de gol mais rápido marcado numa Copa do Mundo é de Hakan Şükür, da Turquia, com 10,8 segundos após o apito inicial. Esse gol foi marcado no jogo entre Turquia e Coreia do Sul, vencido pelos turcos por 3 a 2, na disputa pelo terceiro lugar do Mundial de 2002.[147] Na fase de qualificação para a Copa do Mundo, o gol mais rápido foi aos 8,3 segundos, feito por Davide Gualtieri de San Marino contra a Inglaterra, nas eliminatórias para a Copa de 1994.[148]

Na edição de 1986, no México, o uruguaio José Batista foi expulso aos 56 segundos de jogo pelo árbitro francês Joël Quiniou, no jogo Uruguai vs. Escócia. Ele detém o recorde da expulsão mais rápida da história da competição.[30] [149]

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Vittorio Pozzo é o único treinador a vencer dois Mundiais.

O treinador mais bem sucedido da Copa do Mundo é Vittorio Pozzo, da Itália, com duas conquistas, sendo o único técnico a conseguir tal feito, em 1934 e em 1938.[150] Por sua vez, o brasileiro Mário Zagallo detém o recorde de títulos da Copa em geral. Já vitorioso como jogador em 1958 e 1962, ganhou a competição como treinador em 1970 e depois como assistente técnico em 1994, totalizando quatro conquistas em três funções diferentes.[151] Zagallo foi ainda vice-campeão (como treinador) na Copa do Mundo de 1998 na final contra os anfitriões franceses. Foram 5 finais em 5 participações em Copas do Mundo. Beckenbauer foi o segundo a alcançar o feito, vencendo como jogador em 1974 e como treinador em 1990.[152]

O técnico alemão Helmut Schön é o que mais participou de jogos em Copas do mundo, vinte e cinco. É também o que mais venceu, dezesseis.[153] O brasileiro Luiz Felipe Scolari, também possui dois recordes. Ele ficou invicto doze jogos na Copa do Mundo, sete com o Brasil, com quem conquistou o título em 2002 e cinco com Portugal, em 2006.[154] Scolari ainda venceu onze jogos seguidos na competição, sendo a mais longa série de vitórias da Copa.[155]

O brasileiro Carlos Alberto Parreira também é um treinador histórico da Copa do Mundo. Ele é o técnico recordista em participações de Mundiais, presente em seis edições do torneio.[156] Parreira levou o Kuwait à Copa em 1982, dirigiu os Emirados Árabes Unidos no Mundial de 1990, tornou-se campeão mundial com Brasil quatro anos depois e treinou a Arábia Saudita em 1998. Ele voltou à frente da seleção brasileira em 2006, onde chegou às quartas de final, antes de se tornar treinador da África do Sul em 2010, o país anfitrião daquele Mundial.[157] O sérvio Bora Milutinović é, ao lado de Carlos Alberto Parreira, o único treinador a participar de cinco Copas do Mundo com cinco seleções diferentes. Ele treinou o México em 1986, Costa Rica em 1990, Estados Unidos em 1994, Nigéria em 1998 e a China em 2002.[157]

O treinador mais jovem a dirigir uma seleção no torneio é o argentino Juan José Tramutola, com 27 anos e 267 dias, quando treinou a Argentina ao lado de Francisco Olazar na Copa do Mundo de 1930. Já o mais velho é o alemão Otto Rehhagel, que aos 71 anos e 317 dias comandou a Grécia no Mundial de 2010.[153]

Distinções individuais[editar | editar código-fonte]

Iker Casillas foi premiado com a Luva de Ouro na Copa de 2010.

Ao final de cada Copa do Mundo, vários troféus são atribuídos aos futebolistas e equipes que se destacaram em relação aos outros. Entre 1982 e 2002, era dado um prêmio ao jogador que fazia o gol mais rápido, o recompensando com um cronômetro de ouro.

Atualmente cinco troféus oficiais são dados aos premiados:[158]

  • A Chuteira de Ouro é concedida ao maior artilheiro, desde o Mundial de 1982;
  • A Bola de Ouro é dada para o melhor jogador da Copa do Mundo, desde 1982;
  • A Luva de Ouro é entregue ao melhor goleiro, desde a Copa do Mundo de 1994;
  • O Prêmio de Melhor Jogador Jovem é concedido para o melhor jogador com menos de 21 anos de idade no início do ano, desde o Mundial de 2006;
  • O Troféu Fair Play da FIFA é dado à equipe que demonstra o melhor espírito esportivo e melhor comportamento dentro e fora de campo, desde a Copa de 1978.

Organização[editar | editar código-fonte]

Escolha dos países sede[editar | editar código-fonte]

Países anfitriões da Copa do Mundo:
  Uma vez
  Duas vezes
  Nunca sediou

A organização da primeira Copa do Mundo foi concedida ao Uruguai no Congresso da FIFA, em Barcelona, 18 maio de 1929, para celebrar o centenário de sua independência, mas também porque a seleção havia sido campeã olímpica duas vezes, em 1924 e 1928.[4]

Para a segunda edição, em 1934, a Itália se destacou como o país de acolhimento por ter as condições financeiras necessárias. A Suécia desistiu antes da oferta italiana. A nomeação, em primeiro lugar planejada para maio de 1932 no Congresso de Estocolmo, foi finalizada em dezembro para as nações responderem a pedidos de adiamentos da competição. Áustria e outros países europeus estavam esperando para adiar o torneio em 1936 por causa do contexto econômico marcado pela Grande Depressão.[159]

Em 1938, Jules Rimet, Presidente da FIFA, esperava que a competição fosse disputada em seu país, a França. Argentina e Alemanha também apareceram como candidatas para a organização. A FIFA chegou a questionar a capacidade da França a dispor de instalações suficientes para sediar a competição.[160] Mas em 15 de agosto de 1936, a França foi eleita a nação anfitriã da Copa e teve a responsabilidade da organização do evento.

Candidato para sediar a Copa do Mundo de 1942 que teve de ser cancelada por causa da Segunda Guerra Mundial, o Brasil foi nomeado para organizar a primeira edição depois da guerra, em 1950. No Congresso na cidade de Luxemburgo, em 25 de julho de 1946, foi decidido que o quarto Mundial seria realizado no Brasil.[18] No Congresso, também foi anunciado que a Suíça seria o país sede da Copa do Mundo de 1954. Mais uma vez sem votação, a organização da edição de 1958 foi confirmada para a Suécia, em 23 de junho de 1950, na cidade do Rio de Janeiro, cerca de oito anos antes do início da Copa.

Para o Mundial de 1962, três países foram candidatos para a organização: Argentina, Chile e Alemanha Ocidental. A Alemanha Ocidental se retirou e a FIFA fez uma votação no dia 10 junho de 1956, em Lisboa, para designar qual dos dois países sul-americanos sediaria a Copa do Mundo de 1962. O Chile venceu por 32 votos a 11.[36] Outra votação foi realizada em Roma, no dia 22 de agosto de 1960 para a próxima edição e a Inglaterra recebeu a responsabilidade de sediar a competição em 1966. Para a Copa de 1970, o Congresso da FIFA continuou alternando entre a Europa e a América. Em 8 de outubro de 1964, em Tóquio, foi decidido que o México seria o país sede em 1970.

Em 6 de julho de 1966, em Londres, o Congresso da FIFA escolheu os três países anfitriões das seguintes edições do torneio. A Alemanha Ocidental e a Espanha foram os únicos candidatos da Europa para as temporadas de 1974 e 1982 do Mundial, respectivamente. Portanto, ficou decidido que os alemães ocidentais sediariam a edição de 1974 e os espanhóis a de 1982. Após as tentativas frustradas para ser sede em 1962 e 1970, a Argentina finalmente ganhou o direito de organizar a Copa do Mundo de 1978.

Escolhida para sediar a Copa de 1986, em 9 de junho de 1974, em Estocolmo, a Colômbia enfrentou problemas financeiros e não sediou o evento. Em 20 de maio de 1983, em Zurique, a candidatura mexicana foi aprovada por unanimidade pelo comitê executivo da FIFA e o México sediou sua segunda Copa do Mundo. Novamente em Zurique, na data de 19 de maio de 1984, a Itália ganhou a votação sobre a União Soviética por 11 a 5 e sediou o Mundial de 1990. Para designar o organizador da Copa do Mundo de 1994, uma nova votação foi realizada em Zurique, em 1988. Os Estados Unidos derrotaram Marrocos e Brasil, fazendo a Copa ficar sem ser sediada na América do Sul desde 1978 e continuar sem nunca ter sido sediada na África. Marrocos foi mais uma vez derrotado quatro anos mais tarde com a escolha da França para a edição de 1998 do Mundial.

Em 31 de maio de 1996, uma candidatura conjunta do Japão e da Coreia do Sul foi proposta e aceita pelo comitê executivo da FIFA. Os dois países asiáticos sediaram a Copa do Mundo de 2002. Foi o primeiro Mundial sediado na Ásia e também a primeira vez em que o torneio teve dois países anfitriões.[77]

Depois de três rodadas de votação, a Alemanha foi designada para organizar a Copa do Mundo de 2006, ganhando da África do Sul por 12 votos a 11.[94] Mais tarde, o país africano seria nomeado para organizar a próxima edição do Mundial, em 2010, vencendo Marrocos, mais uma vez derrotado. A África do Sul se tornou o primeiro país do continente africano a sediar a competição.[106] Com a rotação de continentes, a Copa do Mundo de 2014 será disputada na América do Sul, o que não ocorre desde 1978, quando a Argentina sediou o torneio.[161] Em 3 de junho de 2003, a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) havia anunciado que Argentina, Brasil e Colômbia a se candidataram à sede do evento. Em 17 de março de 2006, as confederações da CONMEBOL votaram de forma unânime pela inscrição do Brasil como seu único candidato. Em 30 de outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. No dia 2 de dezembro de 2010, as edições de 2018 e 2022 foram, respectivamente, atribuídas a Rússia e Catar, que sediarão o Mundial pela primeira vez.[162]

Formato da competição[editar | editar código-fonte]

Enquanto a primeira edição do torneio teve apenas treze seleções, o estabelecimento das eliminatórias foi necessário em 1934 para reter dezesseis equipes entre as trinta nações listadas. O número de países classificados para a Copa do Mundo permaneceu inalterado até 1982, onde passou de 16 para 24 e na edição de 1998, passando de 24 para 32 seleções, como permanece até hoje. Na segunda edição da Copa, até mesmo a Itália, seleção anfitriã, teve que participar das eliminatórias da Copa do Mundo de 1934. No entanto, o Uruguai decidiu não defender seu título, abdicando de participar do torneio. De 1938 a 2002, o país campeão e o organizador da competição eram automaticamente qualificados. A partir da Copa de 2006, o atual campeão não entrou mais direto no torneio. Assim, o Brasil, campeão em 2002, teve que passar pelas eliminatórias para participar do Mundial de 2006.

Eliminatórias[editar | editar código-fonte]

Mapa com os membros afiliados à FIFA: CONCACAF, CONMEBOL, UEFA, AFC, CAF e OFC.

Desde a Copa do Mundo de 1934, as eliminatórias acontecem antes do torneio, a fim de reduzir o número de equipes que competem no Mundial. A ronda preliminar é dividida entre as seis zonas continentais da FIFA (África, Ásia, América do Norte, Central e Caribe, América do Sul, Europa e Oceania), cada uma representada por sua confederação. Para cada edição, a FIFA decide dar o número de vagas para cada uma das áreas continentais. As eliminatórias se iniciam após a realização de um sorteio e os formatos de qualificação variam entre as confederações.

O torneio[editar | editar código-fonte]

O torneio disputado em 1930 foi dividido por quatro grupos, onde os campeões de cada grupo realizavam as semifinais da Copa do Mundo. Em 1934 e 1938, a competição foi no mata-mata, onde todas as dezesseis seleções faziam as oitavas-de-final. O Mundial de 1950, assim como o de 1930, foi dividido por quatro chaves em que a primeira equipe de cada chave se classificava para a fase final. No entanto, a Copa de 1950 foi a única edição do torneio que não teve final. As quatro seleções classificadas jogaram um quadrangular final, ao invés de fazer um mata-mata, onde seriam feitas duas semifinais e uma final. De 1954 a 1970, eram divididos quatro grupos de quatro países, onde os dois primeiros de cada grupo se classificavam para disputar as quartas de final. Em 1974 e 1978, ainda com dezesseis equipes, eram novamente divididas quatro chaves com quatro seleções, em que os dois primeiros de cada chave se classificavam. Só que ao invés de disputarem as quartas de final, faziam mais duas chaves com quatro seleções. Os campeões de cada grupo faziam a final e os vice-campeões disputavam o terceiro lugar da Copa. Com o aumento do número de seleções de dezesseis para vinte e quatro, a Copa de 1982 foi dividida em seis grupos de quatro times, onde se classificaram os dois primeiros de cada grupo para formarem quatro novas chaves de três equipes, em que os campeões de cada chave fizeram as semifinais do torneio. De 1986 a 1994, a competição era dividida em dividida em seis grupos, sendo que os dois primeiros de cada grupo e os quatro melhores terceiros colocados se classificavam para disputar as oitavas de final. Desde a Copa do Mundo de 1998, trinta e duas seleções participam do certame, divididas em oito chaves de quatro, onde as duas melhores de cada chave passam para as oitavas de final.[158]

Evolução do regulamento[editar | editar código-fonte]

Desde 1930, as regras da competição evoluíram. Os jogadores passaram a usar números nas camisas desde a Copa do Mundo de 1938.[14] Antigamente, as substituições eram feitas somente se um jogador era lesionado. A primeira substituição ocorreu na década de 1950, durante uma fase de teste e era limitada nos primeiros 40 minutos de jogo. Desde a Copa de 1970, as substituições podem ser feitas por qualquer motivo. As equipes, então, tinham o direito de fazer duas mudanças. A primeira substituição foi entre os soviéticos Viktor Serebryanikov e Anatoliy Puzach. O segundo citado entrou no lugar de seu colega de seleção na partida entre México e União Soviética, disputada em 31 de maio de 1970, na qual acabou 0 a 0 e era válida pelo Mundial daquele ano.[163]

Na Copa do Mundo de 1994, a vitória passou a valer três pontos, sendo que anteriormente valia dois. Nessa edição do torneio, também o recuo de bola começou a poder ser feito só com o peito ou a cabeça para que o goleiro possa agarrar a bola. Se a bola fosse recuada com os pés, o goleiro só poderia trabalhar com os pés. A regra vale até hoje em dia e o objetivo da proibição foi para desenvolver um jogo mais ofensivo. A partir da Copa de 2002, o número de jogadores convocados para o Mundial passou de 22 para 23.

Em 2010, a FIFA exigiu que a bandeira da FIFA, a bandeira Fair Play da FIFA, a bandeira da confederação e as bandeiras de ambas as seleções adversárias sejam levadas ao estádio em cada jogo da competição.[158] O hino da FIFA deve ser tocado enquanto os dois times entram em campo.[158] Tal como acontece em outras competições internacionais, os hinos nacionais dos dois países são tocados após as equipes estarem alinhadas. Depois, os jogadores apertam as mãos de seus adversários e árbitros.

Cerimônias de abertura[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de abertura do Mundial de 2006.

Antes de 1970, as cerimônias eram simples com a apresentação dos representantes dos países qualificados para a Copa do Mundo. Desde 1970, elas são mais coloridas e animadas. A Copa de 1970 marcou um ponto de viragem da cerimônia de abertura, que passou a contar com um desfile de jovens jogadores vestidos com as cores das nações qualificadas. Quatro anos mais tarde, no Mundial de 1974, a Alemanha Ocidental organizou uma cerimônia de abertura simples, mas inédita. Os organizadores jogaram balões com flores que se abriram para dar espaço aos bailarinos locais em cada país.[164]

As cerimônias de abertura, em seguida, tornaram-se cada vez mais impressionantes. Em 1982, por exemplo, a cerimônia de abertura da Copa do Mundo foi presidida pela Família Real Espanhola.[165] A Pomba da Paz, de Pablo Picasso, foi o símbolo da cerimônia que transmitiu uma mensagem de paz para o torneio. Mais de 20.000 balões foram soltados ante os 2.200 atletas que estavam vestidos de branco no gramado do Camp Nou, formando uma pomba.[165] Após os discursos oficiais do Presidente da FIFA (João Havelange) e do Rei da Espanha (Juan Carlos da Espanha), a competição começou.[165]

A cerimônia de abertura da edição de 1990 do Mundial ocorreu no Estádio San Siro, que renovado tornou-se Estádio Giuseppe Meazza, mas também conhecido até hoje por San SIro. A presença de quatro chefes de Estado: o Presidente do país organizador, o italiano Francesco Cossiga, o Presidente brasileiro Fernando Collor de Mello, o Presidente Paul Biya, dos Camarões e o Presidente argentino Carlos Menem (os dois últimos, inclusive, assistiram ao jogo inaugural entre as suas respectivas seleções),[166] revelou o crescente interesse na cerimônia. Ginastas mostraram as bandeiras das nações e encaixaram os cinco continentes sobre o gramado.[166] O hino da Copa do Mundo, em seguida, foi ouvido antes de balões serem soltados.[166]

Em 1998, pouco antes do primeiro jogo da Copa do Mundo, um desfile de quatro gigantes foi organizado nas ruas de Paris e televisionado. Cada personagem, de cerca de vinte metros de altura, representou um continente: Ho para a Ásia, Moussa para a África, Pablo para a América e Roméo para a Europa.[167] [168] [169]

Para a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2006, o ex futebolista brasileiro Pelé e a supermodelo e atriz alemã Claudia Schiffer, exibiram o Troféu da Copa na Allianz Arena, em Munique.[170] Além de Pelé, estavam cerca de outros 150 atletas que já haviam ganho o torneio, presentes para assistir à cerimônia de abertura. Bailarinos coreografaram entrando em campo antes da apresentação das seleções classificadas com uma bandeira de cada país no gramado do estádio.

A Cerimônia de abertura da Copa do Mundo FIFA de 2010 foi realizada em 10 de junho na cidade sul-africana de Joanesburgo, especificamente na província de Soweto, tendo a assistência de mais de 91.000 presentes no Soccer City. O show contou também com a presença de grandes astros da música internacional, como a banda pop Black Eyed Peas, o cantor Somaliano K'naan, os cantores John Legend e Alicia Keys, o rapper R. Kelly, e o cantor Juanes. O show teve seu grande encerramento com a apresentação da cantora Shakira, que apresentou a música-tema da Copa do Mundo escolhida pela FIFA "Waka Waka' (Time For Africa).

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014 foi encenada na Arena de São Paulo, em São Paulo, com cerca de 25 minutos de duração. O espetáculo, que foi coordenado pela diretora artística belga Daphné Cornez, foi realizado pouco menos de duas horas antes da partida inicial do torneio e representou os recursos naturais brasileiros, além de ritmos nacionais, em especial do norte e do nordeste do país, como frevo, forró e capoeira. No total, cerca de 600 bailarinos participaram da apresentação, que foi dividida em quatro atos. A Cantora Claudia Leitte, Jennifer Lopez e o rapper Pitbull cantaram a canção oficial da copa We Are One.

Estádios[editar | editar código-fonte]

Em 1930, o Estádio Centenário foi palco da primeira final da Copa.

A primeira edição da Copa do Mundo aconteceu em 1930, em três estádios de Montevidéu, capital do Uruguai. Com uma capacidade de mais de 80.000 pessoas, o Estádio Centenário, que era o maior dos três, não estava pronto para o início da competição.[171] Os primeiros jogos, portanto, foram disputados nos estádios Pocitos e Gran Parque Central. O menor público da história dos Mundiais ocorreu na primeira edição do torneio, num encontro entre Romênia e Peru, no Estádio Pocitos, quando apenas 300 espectadores compareceram à partida.[172] A primeira final da história da Copa foi disputada no Estádio Centenario, que recebeu dez jogos daquela edição. Quatro anos mais tarde, a competição aconteceu na Itália, em 1934. As oitavas de final da Copa do Mundo foram jogadas em oito estádios diferentes. A final teve lugar em Roma, no antigo Estádio do Partido Nacional Fascista. O estádio em Turim, que pôde acomodar o maior número de espectadores, 70.000, tinha o nome de Estádio Mussolini, em homenagem a Benito Mussolini. No Mundial de 1938, na França, o Estádio Olímpico Yves-du-Manoir teve sua capacidade aumentada para 60.000 lugares, a fim de atender as expectativas da FIFA, que esperava um público tão alto quanto há Copa de quatro anos atrás. A organização francesa também reformou e ampliou os oito estádios restantes e 374.937 espectadores assistiram a competição.[173] Para a edição de 1950 da Copa, realizada no Brasil, o Estádio do Maracanã foi construído especialmente para sediar o torneio e bateu o recorde de público. Oficialmente com 199.854 espectadores (sendo 173.850 pagantes), o jogo decisivo entre seleção brasileira e seleção uruguaia não só foi o que mais público teve em uma partida de Copa do Mundo, mas também o que mais teve pessoas num estádio para acompanhar um jogo de futebol em toda a história.[23]

Pelé fazendo um gol na decisão de 1958, no Estádio Råsunda.

Em 1954, a Suíça teve seis estádios disponíveis para o bom funcionamento da competição. A final da Copa do Mundo de 1954 foi jogada no Estádio Wankdorf, em Berna. Na edição seguinte, em 1958, os suecos construíram novos estádios em Malmö e Gotemburgo. O Estádio Råsunda, em Estocolmo, foi reformado a fim de poder receber 50.000 espectadores. A Copa na Suécia teve um total de 821.363 pessoas presentes nas arquibancadas.[174] Em 1962, o Mundial sediado pelo Chile foi disputado em apenas quatro estádios: no Carlos Dittborn, em Arica, no Braden Cooper Co. (atual El Teniente), em Rancagua, no Sausalito, em Viña del Mar e no Nacional de Chile, em Santiago. A final foi jogada no último estádio, que, com uma capacidade de 75.000 espectadores, foi também o lugar onde a seleção chilena disputou quase todas as suas partidas.

A Copa do Mundo de 1966 foi disputada onde o futebol foi criado, na Inglaterra. O Estádio de Wembley, construído em 1923, foi o principal de todos e palco da decisão. A seleção inglesa teve o privilégio de jogar todas as suas partidas nele, desde a primeira fase até a final. Os outros estádios que tiveram grande destaque foram o Goodison Park, o Roker Park e o Hillsborough. Para a edição de 1970 do Mundial, os cinco estádios foram construídos ou modernizados pelo México. Os jogos da Copa foram disputados nos estádios Jalisco, Nou Camp, Cuauhtémoc, Luis Dosal (atual Nemesio Díez) e Azteca. O último citado tinha capacidade para mais de 105.000 espectadores e foi construído para o evento, além de receber a final do torneio. Localizado na Cidade do México, o Azteca abrigou dez jogos em 1970 e nove em 1986, onde a Copa também foi no México. Com um total de dezenove partidas, o Azteca detém o recorde de maior número de jogos disputados em um mesmo estádio na história dos Mundiais.[172]

O Parkstadion foi construído em virtude do Mundial de 1974.

Em 1974, a Alemanha Ocidental contou com nove estádios para organizar a competição. Parkstadion e Westfalenstadion foram construídos para o evento, já os outros sete foram reformulados. Um novo recorde de espectadores presentes nos estádios foi batido, com 1.774.022 pessoas nas arquibancadas.[175] Na edição seguinte, em 1978, na Argentina, não foi batido o recorde de público nos estádios, com 1.729.292 espectadores, mas foram vendidos 88% dos ingressos disponíveis, contra 72% quatro antes antes, na Alemanha Ocidental.[175]

A Copa do Mundo de 1982 teve lugar na Espanha. A organização espanhola bateu o recorde de número de estádios para o torneio. Foram dezessete, em quatorze cidades diferentes. A final da Copa foi no Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid. Para o Mundial de 1986, os estádios mais utilizados foram os mesmos que sediaram a Copa de 1970. O Azteca novamente recebeu a final da competição. Em 1990, os italianos ocuparam doze estádios para sediar o Mundial. A decisão foi no Olímpico de Roma, onde 73.606 espectadores viram a Alemanha Ocidental conquistar a Copa do Mundo.

Os Estados Unidos converteram os estádios de futebol americano em estádios de futebol para a Copa do Mundo de 1994. Isso lhes permitiu vencer o comparecimento recorde de uma edição do torneio, com 3.587.538 espectadores para ver cinquenta e dois jogos, uma média de 68.991 pessoas por jogo. A final foi disputada no Rose Bowl, com um público de 94.194 espectadores. Em 1998, a França construiu o Stade de France para sediar a final da competição. Os outros estádios foram reformados e modernizados. A capacidade do Stade Vélodrome, que acolheu uma semi final, foi aumentada para 60.000 lugares. A decisão do terceiro lugar foi jogada no Parc des Princes. O Mundial de 2002 foi disputado em 20 estádios diferentes, divididos igualmente entre os dois países anfitriões, Coreia do Sul e Japão. A maioria dos estádios foram construídos para a competição. O Estádio Internacional de Yokohama acolheu a final, onde 69.029 espectadores estiveram presentes. A Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, contou com doze estádios.[176] A Allianz Arena foi construída especialmente para o torneio. A final ocorreu no Estádio Olímpico de Berlim, que foi remodelado. Na edição de 2010 do Mundial, na África do Sul, quatro dos dez estádios foram construídos para receber o evento.[177] A decisão foi jogada no Soccer City, em Joanesburgo.

Na década de 2000, as construções dos estádios foram objetos de especificações rigorosas aprovadas pela FIFA para garantir que os estádios estivessem aprovados para hospedar a competição.[178] O Maracanã é o estádio que mais recebeu espectadores em uma partida de Copa do Mundo e o Mundial de 1950 bateu o recorde de público nas arquibancadas. Em 1966, na Inglaterra, o recorde da Copa de 1950 foi quebrado e durou até a Copa de 1994, nos Estados Unidos, que conseguiram reunir mais espectadores.

Às vezes, a pouca utilização dos estádios após o Mundial tem sido criticada, como na África do Sul, que depois da Copa de 2010 também vem sofrendo com outros problemas, tais como público baixo e alto custo das manutenções, o que acaba gerando um grande prejuízo.[179] [180] [181] [182] No entanto, muitos estádios, como os da Alemanha, que sediou o Mundial de 2006, têm tido benefício, já que são utilizados com muita frequência e geram bastante espectadores, como por exemplo a Allianz Arena, que foi construída para sediar a Copa do Mundo e é sempre utilizada por dois clubes locais, Bayern de Munique e Munique 1860.[183]

Público nos estádios[editar | editar código-fonte]

Média de público nos estádios por edições da Copa do Mundo[184]


Total de Público Pagante, Maiores e Menores Públicos, e Média de Público
Edição N.
Partidas
Público
Total
Menores Públicos (por Edição) Maiores Públicos (por Edição) Média de
Público
1930 18 434,500 Flag of Romania.svg Romênia x Flag of Peru.svg Peru 1ª Fase 300 Flag of Uruguay.svg Uruguai x  Argentina Final 68,346 24,139
1934 17 358,000 Flag of Czechoslovakia.svg Tchecoslováquia x Flag of Romania.svg Romênia 1ª Fase 8,000 Flag of Italy.svg Itália x Flag of Austria.svg Áustria Semi-Final 60,000 21,059
1938 18 483,000 Flag of Sweden.svg Suécia x Flag of Cuba.svg Cuba 4as-de-Finais 6,846 Bandeira da França França x  Itália 4as-de-Finais 58,455 26,833
1950 22 1,043,500 Flag of Switzerland.svg Suíça x Flag of Mexico.svg México 1ª Fase 4,000 Flag of Uruguay.svg Uruguai x Brasil Brasil Final 173,850 47,432
1954 26 889,500 Flag of Turkey.svg Turquia x Flag of South Korea.svg Coreia do Sul 1ª Fase 3,000  Hungria x Bandeira da Alemanha Ocidental Alemanha Ocidental 1ª Fase 65,000 34,212
1958 35 919,580 Bandeira da Irlanda do Norte Irlanda do Norte x Flag of Czechoslovakia.svg Tchecoslováquia 1ª Fase 6,196 Flag of Sweden.svg Suécia x Brasil Brasil Final 49,737 26,274
1962 32 899,074 Flag of England.svg Inglaterra x  Bulgária 1ª Fase 5,700 Brasil Brasil x Flag of Chile.svg Chile Semi-Final 76,500 28,096
1966 32 1,635,000 Flag of Chile.svg Chile x Flag of North Korea.svg Coreia do Norte 1ª Fase 16,000 Flag of England.svg Inglaterra x Bandeira da França França 1ª Fase 98,270 51,094
1970 32 1,603,975 Flag of Israel.svg Israel x Flag of Sweden.svg Suécia 1ª Fase 10,000 Brasil Brasil x Flag of Italy.svg Itália Final 107,412 50,127
1974 38 1,774,022 Bandeira da Alemanha Oriental Alemanha Oriental x Flag of Australia.svg Austrália 1ª Fase 10,000 Bandeira da Alemanha Ocidental Alemanha Ocidental x Flag of Chile.svg Chile 1ª Fase 83,168 46,685
1978 38 1,546,151 Flag of Poland.svg Polónia x Flag of Tunisia.svg Tunísia 1ª Fase 9,624  Argentina x Flag of Italy.svg Itália 1ª Fase 71,712 40,688
1982 52 2,109,723 Flag of Peru.svg Peru x Flag of Cameroon.svg Camarões 1a Fase 11,000 Flag of Argentina.svg Argentina x Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 1ª Fase 95,500 40,572
1986 52 2,393,031 Flag of Hungary.svg Hungria x Flag of Canada.svg Canadá 1ª Fase 13,800 Flag of Argentina.svg Argentina x Bandeira da Alemanha Ocidental Alemanha Ocidental Final 114,600 46,020
1990 52 2,516,348 Flag of SFR Yugoslavia.svg Iugoslávia x Flag of the United Arab Emirates.svg Emirados Árabes Unidos 1ª Fase 27,833 Bandeira da Alemanha Ocidental Alemanha Ocidental x Flag of SFR Yugoslavia.svg Iugoslávia 1ª Fase 74,765 48,391
1994 52 3,587,538 Países Baixos Países Baixos x Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita 1ª Fase 50,535 Brasil Brasil x Flag of Italy.svg Itália Final 94,194 68,991
1998 64 2,785,100 Flag of Paraguay.svg Paraguai x Flag of Bulgaria.svg Bulgária 1ª Fase 27,650 Brasil Brasil x Bandeira da França França Final 80,000 43,517
2002 64 2,705,197 Flag of Spain.svg Espanha x Flag of Paraguay.svg Paraguai 1ª Fase 24,000 Bandeira da Alemanha Alemanha x Brasil Brasil Final 69,029 42,269
2006 64 3,359,439 Flag of Iran.svg Irã x Flag of Angola.svg Angola 1ª Fase 38,000 Bandeira da Alemanha Alemanha x Flag of Argentina.svg Argentina 4as-de-Finais 72,000 52,491
2010 64 3,178,856 Flag of New Zealand.svg Nova Zelândia x Flag of Slovakia.svg Eslováquia 1ª Fase 23,871 Países Baixos Países Baixos x Flag of Spain.svg Espanha Final 84,490 49,670
2014 64 3,429,873 Flag of Russia.svg Rússia x Flag of South Korea.svg Coreia do Sul 1ª Fase 37,603  Alemanha x Flag of Argentina.svg Argentina Final 74,738 53,592
Público pagante na final de cada edição do Mundial[185]
Edição Ano Estádio Local Público pagante
I 1930 Estádio Centenário Montevidéu 68.346
II 1934 Estádio do Partido Nacional Fascista Roma 55.000
III 1938 Estádio Olímpico Yves-du-Manoir Colombes 45.000
IV 1950 Estádio do Maracanã Rio de Janeiro 173.850
V 1954 Estádio Wankdorf Berna 62.500
VI 1958 Estádio Råsunda Solna 49.737
VII 1962 Estádio Nacional de Chile Santiago 68.679
VIII 1966 Estádio de Wembley Londres 96.924
IX 1970 Estádio Azteca Cidade do México 107.412
X 1974 Estádio Olímpico de Munique Munique 78.200
XI 1978 Estádio Monumental de Núñez Buenos Aires 71.483
XII 1982 Estádio Santiago Bernabéu Madrid 90.000
XIII 1986 Estádio Azteca Cidade do México 114.600
XIV 1990 Estádio Olímpico de Roma Roma 73.603
XV 1994 Rose Bowl Pasadena 94.194
XVI 1998 Stade de France Saint-Denis 80.000
XVII 2002 Estádio Internacional de Yokohama Yokohama 69.029
XVIII 2006 Estádio Olímpico de Berlim Berlim 69.000
XIX 2010 Soccer City Joanesburgo 84.490
XX 2014 Maracanã Rio de Janeiro 74.738

Bola[editar | editar código-fonte]

Tiento (esquerda) e Modelo T, as duas bolas utilizadas na primeira final do torneio.

Na primeira decisão da Copa do Mundo, em 1930, cada seleção levou uma bola. No final, a única forma para resolver o impasse foi que os times concordassem em usar a bola argentina (Tiento) no primeiro tempo e a bola uruguaia (Modelo T) no segundo.[186] A partir da edição de 1934, o mesmo modelo de bola passou a ser usada para todas as partidas. Em 1962, a Adidas foi escolhida para fornecer a bola e lançou a edição Mr. Crack. Após a Copa de 1966, onde a fabricante inglesa Slazenger lançou a bola Challenge 4-Star,[187] a empresa alemã Adidas tornou-se a fornecedora exclusiva da bola da Copa do Mundo FIFA, lançando um novo modelo de bola com um nome para cada edição do Mundial. A Telstar e a Telstar Durlast foram as bolas das Copas de 1970 e 1974, respectivamente. Na edição de 1978 do Mundial, a Tango foi usada, sendo substituída em 1982 pela Tango España. A bola Azteca, da Copa de 1986, foi a primeira da competição completamente sintética. A bola da edição de 1990 foi nomeada Etrusco Unico. A Questra, de 1994, foi apreciada pelos jogadores de linha e criticada pelos goleiros. A Tricolore, da edição de 1998, apresentou as cores do país anfitrião, a França, com uma bola azul e branca. Ela foi feita no Marrocos e na Indonésia. A Fevernova, do Mundial de 2002, teve um design inteiramente baseado na cultura asiática, já que naquele ano Coreia do Sul e Japão sediaram a Copa. A bola Teamgeist, da Copa do Mundo de 2006, foi inovadora. Impermeável, ela permitiu manter o mesmo peso do início ao fim de uma partida do Mundial de 2006, independentemente das condições meteorológicas. Na edição de 2010, a Jabulani foi a bola do torneio. Jabulani significa «comemorar» na língua zulu.[188] A bola de onze cores foi muito criticada, principalmente por poder mudar várias vezes sua trajetória durante um chute.[189] Já a bola da Copa do Mundo FIFA de 2014 no Brasil, teve o nome de Brazuca. A FIFA, o Comitê Organizador Local e a Adidas revelaram no dia 2 de setembro de 2012 o nome oficial da bola, que foi escolhido após uma votação que contou com a participação de mais de um milhão de torcedores brasileiros, na qual "Brazuca" atingiu 77,8% dos votos do público. Essa foi a primeira vez em que os torcedores estiveram diretamente envolvidos na escolha do nome da bola da Copa do Mundo da FIFA. De acordo com a FIFA, "Brazuca é um termo informal, utilizado pelos brasileiros para descrever o orgulho nacional pelo estilo de vida do país. Simboliza emoção, orgulho e boa vontade com todos, de forma semelhante à abordagem local ao futebol".

Arbitragem[editar | editar código-fonte]

John Langenus foi o árbitro da primeira final da Copa do Mundo.

Apitar uma partida de Copa do Mundo é difícil. As diferenças de culturas estão presentes também para os árbitros. Desde a primeira edição, em 1930, houve brigas generalizadas. Antigamente não existiam cartões, os árbitros só podiam excluir os jogadores. O juíz belga John Langenus (que apitou a primeira final da Copa do Mundo), no ríspido jogo entre Argentina e Chile, pela primeira fase do Mundial de 1930, após uma grande confusão, afirmou: "Na Europa, eu teria excluído os vinte e dois jogadores. Na América, aquilo era quase natural. Finalmente, após a intervenção da polícia montada, o jogo pôde terminar normalmente."[190] A interpretação das regras difere de acordo com os árbitros e por causa de questões de equidade.[5]

Os cartões amarelos e vermelhos foram criados durante a Copa do Mundo de 1970, quatro anos após o caso com o capitão argentino Antonio Rattín, que se recusou a deixar o campo, conforme solicitado pelo alemão Rudolf Kreitlein. Contra a Inglaterra, o atleta argentino teve que ser escoltado por policiais para sair de campo.[30] Domingo, 31 de maio de 1970, o também árbitro alemão Kurt Tschenscher deu o primeiro cartão da história do Mundial, durante a partida entre México e União Soviética. O soviético Yevgeniy Lovchev, número 6 de sua seleção, recebeu cartão amarelo em jogo que terminou 0 a 0.[191] O primeiro cartão vermelho foi recebido pelo chileno Carlos Caszely, contra a Alemanha Ocidental, no dia 14 de junho de 1974. O juíz turco Doğan Babacan foi quem o expulsou e o placar final da partida foi 1 a 0 para a Alemanha Ocidental.[149]

A arbitragem é muitas vezes severamente criticada por erros e controvérsias, podendo alterar o andamento de jogos decisivos. No Mundial de 1962, a Espanha vencia o Brasil por 1 a 0, quando o árbitro Sergio Bustamante, do Chile, não marcou um pênalti de Nílton Santos no espanhol Enrique Collar, onde, após o lance, Nílton se colocou um pouco para frente e o juíz marcou falta fora da área.[42] Na sequência, após a cobrança da falta, onde a bola foi levantada para a área, Joaquín Peiró marcou de bicicleta para os espanhóis, mas o juíz novamente se equivocou, anulando erroneamente o gol.[41] Na edição de 1966 da Copa, a Inglaterra, nação anfitriã, fez o terceiro gol contra a Alemanha Ocidental quando o jogo estava na prorrogação e empatado por 2 a 2. Geoff Hurst chutou a bola, que bateu no travessão e depois na linha da goleira, mas o árbitro suíço Gottfried Dienst validou o gol que não houve após consultar o assistente azeri Tofiq Bahramov.[49] [192] Em 1982, quando Alemanha Ocidental e França empatavam por 1 a 1, o goleiro alemão ocidental Harald Schumacher cometeu um pênalti violento no francês Patrick Battiston, que teve concussão cerebral e perdeu dois dentes,[60] mas o juíz neerlandês Charles Corver não marcou nada.[59] No Mundial de 1986, disputado no México, o árbitro tunisiano Ali Bin Nasser não assinalou mão do argentino Diego Maradona nas quartas-de-final contra a Inglaterra. Maradona utilizou a mão para superar o goleiro Peter Shilton e depois fazer o gol, que mais tarde seria apelidado de la Mano de Dios.[66] Em 2002, mais uma seleção anfitriã foi favorecida. A Coreia do Sul, que sediou o Mundial ao lado do Japão, viu a Espanha fazer dois gols legítimos contra si, mal anulados pelo juíz Gamal Al-Ghandour, do Egito.[87] No Mundial de 2006, o jogador croata Josip Šimunić recebeu três cartões amarelos para ser expulso contra a Austrália. O árbitro inglês Graham Poll deu o primeiro cartão aos 17 minutos do segundo tempo e em seguida, aos 45 da etapa final, mas se esqueceu de expulsá-lo. Três minutos depois, nos acréscimos, Šimunić cometeu outra falta e recebeu seu terceiro cartão amarelo na partida, sendo só então expulso.[193] Na Copa da África do Sul, em 2010, mais uma vez a arbitragem errou. Após o inglês Frank Lampard fazer o gol de empate contra a Alemanha, o árbitro uruguaio Jorge Larrionda não validou o tento, mas a bola havia passado da linha.[194]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Troféu[editar | editar código-fonte]

De 1930 a 1970, a Taça Jules Rimet foi concedida aos vencedores do torneio. Nomeado em 1946 em homenagem ao então Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet, o troféu foi feito pelo escultor Abel Lafleur, compatriota de Rimet, antes da primeira edição da Copa do Mundo FIFA.[195] A taça representa Nice, uma deusa grega que personificava a vitória, segurando um cálice octogonal acima dela. A estatueta de ouro fica sobre uma base de pedra.[195] As condições especificadas foram de que quando uma equipe vencesse três vezes o Mundial, o troféu seria mantido em definitivo por ela. O Brasil de Pelé ganhou sua terceira Copa do Mundo em 1970, no México, e permaneceu em definitivo com a Taça Jules Rimet. A seleção brasileira derrotou o Uruguai nas semifinais e a Itália na final. Ambas as nações tinham dois títulos da Copa do Mundo e também buscavam ficar com a Jules Rimet em seus domínios para sempre.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o vice-presidente da FIFA, o italiano Ottorino Barassi, manteve o Troféu da Copa do Mundo escondido debaixo de sua cama em uma caixa de sapatos, de modo que os nazistas não se apoderassem dele.[196]

Em 1966, a organização da Copa foi de responsabilidade da Inglaterra, que foi, de fato, guardiã do troféu durante a competição. A taça foi roubada e a Scotland Yard entrou em ação para localizá-la antes do fim do Mundial. Finalmente, um pequeno cão chamado Pickles farejou um pacote enrolado em jornais, colocado em uma lixeira de um jardim público, localizando o troféu.[197]

A seleção brasileira ganhou as Copas de 1958, 1962 e 1970, ficando com o direito de ter a taça Jules Rimet em definitivo no Brasil. Em 1983, ela foi roubada das instalações da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).[198] Alguns dias depois, a imprensa noticiou que o troféu havia sido derretido para a venda do seu ouro. Mais tarde, uma réplica foi realizada.[199]

No Mundial de 1974, foi apresentado o Troféu da Copa do Mundo FIFA, criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga. Ele representa dois atletas segurando o Planeta Terra. A taça pesa 6,175 kg,[195] mede 36,5 cm de altura e é feita com 5 kg de ouro 18-quilates (75%), com um diâmetro 13 cm, contendo duas camadas de malaquita.[200] Os nomes dos países que ganharam o torneio estão gravados na base do troféu. Não se sabe ainda se a FIFA vai retirar a taça após todos os espaços da base serem ocupados; isso só ocorreria no Mundial de 2038.

Antes de cada edição da Copa, o troféu fica em exposição em muitos lugares ao redor do mundo antes de chegar no país anfitrião. Já roubada duas vezes, a taça da Copa do Mundo agora é mais protegida. Apenas campeões do mundo e chefes de Estado podem tocá-la; a exceção é na cerimônia de abertura, onde artistas eventualmente podem pegar o troféu. A taça é de propriedade da FIFA, embora esteja com o país que é o atual campeão.[158]

Estrelas na camisa[editar | editar código-fonte]

As cinco estrelas na camisa da seleção brasileira.

Todos os campeões da Copa do Mundo possuem uma estrela em sua camisa por cada troféu ganho.[201] Sendo assim, o Brasil, que venceu cinco vezes o torneio, possui cinco estrelas em seu escudo. Itália, Alemanha, Argentina, Inglaterra, França e Espanha também possuem uma estrela por cada edição ganha. A única nação que possui mais estrelas do que o número de conquistas do Mundial é o Uruguai. Além das duas estrelas que representam as Copas do Mundo ganhas pela seleção uruguaia, aparecem também duas estrelas em referência aos títulos das Olimpíadas de 1924 e 1928, quando a seleção ficou conhecida como Celeste Olímpica. O Uruguai possui quatro estrelas no seu escudo por se considerar tetracampeão mundial, pois afirma que como a Olimpíada antes da Copa do Mundo era vista como campeonato mundial de futebol, o país se considera quatro vezes campeão do mundo, mesmo sem o respaldo da FIFA.[201]

Mascotes[editar | editar código-fonte]

Goleo VI, mascote do Mundial de 2006, segurando Pille, sua inseparável bola falante.

A Copa do Mundo recebe uma mascote oficial desde o Mundial de 1966.[202] A primeira mascote da história da Copa foi World Cup Willie, um leão futebolista vestido com uma camisa da bandeira do Reino Unido.[203] Quatro anos mais tarde, em 1970, Juanito, a mascote do Mundial no México, era um menino com um sombrero típico do país-sede, escrito com as palavras "MEXICO 70" e vestido com as cores da seleção mexicana.[203] Em 1974, as mascotes alemãs ocidentais foram Tip e Tap, dois meninos segurando um o ombro do outro, com um deles usando uma camiseta escrita "WM" e outro usando uma escrita "74".[203] Na Copa de 1978, na Argentina, Gauchito foi escolhido como a mascote, um menino gaúcho com um chapéu contendo "ARGENTINA '78", lenço e um chicote, que usava também a camisa da seleção argentina e chuteiras.[203] Essa foi a última mascote humana.

A mascote do Mundial da Espanha, em 1982, foi o inovador Naranjito,[204] uma laranja com rosto, segurando uma bola e usando chuteiras.[203] Em 1986, a mascote foi Pique, uma espécie de pimentão, com um sombrero mariachi e uma bola em seu direito. Em 1990, a Itália escolheu um objeto de design, Ciao, que representou um futebolista com uma cabeça de bola de futebol e corpo com barras que continham as cores do país-sede. Os Estados Unidos voltaram com uma mascote animal para a Copa de 1994, algo que não ocorria desde 1966. Striker era um cão vestido com as cores da bandeira dos Estados Unidos com uma camiseta escrita "USA 94". Para a Copa do Mundo de 1998, os organizadores escolheram um galo azul chamado Footix, com as palavras "FRANCE 98" em seu peito. Seu nome foi escolhido pelos telespectadores franceses a partir de três propostas. Em 2002, Japão e Coreia do Sul escolheram as mascotes Ato, Kaz e Nik, inspirados em mangás.[205] Goleo VI, um leão de pelúcia, vestido com uma camisa branca com o número 06 desenhado na frente, nunca visto longe de sua companheira, Pille, uma bola falante, foi a mascote do Mundial de 2006, na Alemanha. A mascote da Copa do Mundo de 2010 foi Zakumi, um leopardo de cabelos verdes, vestido com uma camisa branca escrita "SOUTH AFRICA 2010" e calção verde. Seu nome vem de "ZA", abreviação internacional para África do Sul e "kumi", uma palavra que significa "dez" em várias línguas africanas, em referência ao ano do Mundial.[206] O Mascote da Copa do Mundo Brasil 2014 é o Fuleco (união das palavras futebol e ecologia), ele é um tatu-bola (especie animal de tatu de origem brasileira que fica em formato de bola como proteção).

Aspectos socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

Custo da competição[editar | editar código-fonte]

O custo da Copa do Mundo varia de uma edição para outra. O preço é normalmente cada vez mais alto. Por exemplo, o custo total de organizar a Copa do Mundo de 1998, na França, foi estimada em cerca de 10 bilhões de francos (1,56 bilhões de euros), dos quais cerca de 7 bilhões foram de investimentos (1,1 bilhão de euros) em instalações desportivas e áreas de serviço, e 3 bilhões (460 milhões) de despesas de organização.[207] O financiamento é fornecido através de finanças públicas (Estado, entidades subnacionais, empresas governamentais) e empresas privadas, patrocinadoras da operação. Esses custos irão também ser eficazes em várias outras áreas como a segurança ou o estabelecimento de uma rede de transporte adaptado. As conformidades com as normas estabelecidas pela FIFA sempre geram grandes despesas. Esse financiamento é também uma vitrine para as empresas que, graças ao evento midiático em todo o mundo, podem esperar um impacto econômico forte.

Efeito no crescimento[editar | editar código-fonte]

A organização do Mundial não é sem consequências econômicas para o país anfitrião. Os muitos investimentos para renovar ou construir estádios e as infraestruturas são consideráveis. Tais investimentos que dizem respeito principalmente as cidades de acolhimento, se espalham por todo o país-sede. No total, mais de um bilhão de euros são investidos na modernização de estádios, melhorias de estradas e diversos meios de transporte. Outras infraestruturas tais como hotéis também estão envolvidas.

A vitória na Copa do Mundo é um fator positivo para o crescimento econômico. Após o sucesso da seleção francesa em 1998, o produto interno bruto (PIB) da França manteve-se em um bom nível de progressão. Ele subiu apenas 2,3% em 1997, contra 3,5% em 1998 e 3,0% em 1999.[208] O impacto do evento é difícil de ser avaliado, por conta de muitos outros fatores em conta na queda do crescimento do PIB.

Há falhas relacionadas à competição. A empresa alemã NICI, que produziu a mascote Goleo VI, pediu falência poucas semanas antes do início da Copa de 2006.[209] Economistas alemães também não previam um aumento de 0,3% do PIB.

A organização do Mundial pode também ter pouco efeito sobre o volume de investimentos no país anfitrião. Em 2006 por exemplo, a Alemanha gastou cerca de 1% dos fluxos anuais de investimento do país.[210]

Alguns setores beneficiam-se ao crescer rapidamente graças ao evento. Lojas de esportes[211] [212] e de aparelhos de televisores[213] [214] [Nota 3] sempre contam com um forte crescimento de vendas durante a Copa do Mundo.

Para o país anfitrião, o ganho vem principalmente do fluxo de visitantes estrangeiros (a Alemanha faturou com isso 500.000 milhões de euros, segundo projeções da companhia de serviços financeiros Standard & Poor's, dos Estados Unidos). Para os países com realização de desempenho notável, o efeito do aumento da moral da população cria um estímulo na demanda interna[215] e uma melhoria da produtividade do trabalho. De acordo com o INSEE, o efeito da Copa do Mundo no consumo na Alemanha, no entanto, é apenas um apoio temporário para uma tendência com outras explicações.[210] Vitórias e derrotas também capturam variações nos mercados de ações.

Alguns estudos têm mostrado uma consistência relativa em países em desenvolvimento entre os períodos de expansão econômica e de um Mundial bem sucedido. A análise mais comum é que a vitória eleva a expansão. No entanto, algumas análises, com base no fato de que historicamente as reversões econômicas precedem bons ou maus resultados desportivos,[216] sugerem que é o crescimento econômico que favorece as chances de vitória de uma equipe.

Para o país-sede, a organização do evento é geralmente considerada positiva. Se o aumento do consumo interno é modesto, passando, por exemplo, na Alemanha em 2006, apenas 0,3% durante o trimestre da Copa do Mundo, ele pode ser reforçado por uma dinâmica nacional, como na França em 1998. Além disso, o consumo adicional torna-se parte das importações de produtos estrangeiros e não apenas no consumo dos produtos nacionais.[210] No entanto, um país menos desenvolvido, de "Terceiro Mundo", pode sofrer mais que o esperado para organizar uma Copa do Mundo. Atraso nas obras,[217] [218] [219] [220] greves de operários,[221] [222] [223] [224] [225] desorganização,[222] [223] [226] [227] [228] burocracia demasiada,[229] [230] [231] [232] entre outras coisas do tipo, são problemas geralmente enfrentados por tais países.

Efeitos sobre o desenvolvimento local[editar | editar código-fonte]

A organização de eventos é um fator de desenvolvimento local. Todas as cidades que hospedam as partidas da Copa do Mundo registraram um excedente de consumo no seu território: alguns pesquisadores falam de uma "economia presencial" ou de uma "economia residencial".[233] Para a ocasião do evento, os países precisam desenvolver infraestrutura.[234] Primeiro, o Mundial pode desenvolver as etapas do país organizador. Além disso, os países de acolhimento têm a oportunidade de desenvolver os meios de transporte. Na edição de 2010 da Copa, na África do Sul, vários meios de transporte foram implementados para mover os espectadores entre as cidades com ônibus e trens.[235]

A organização de uma Copa do Mundo impulsiona o turismo.[234] [236] Turistas ou "residentes não declarados" devem se hospedar, se alimentar, se entreter, e portanto, gastar dinheiro. Isso é excelente para a economia local, que tem vendas superiores do comum nesse período.[234]

Para a Copa de 2006, na Alemanha, cerca de 50.000 empregos foram anunciados, enquanto que na África do Sul, foram cerca de 159.000.[237] Os empregos criados durante a Copa do Mundo não são sempre definitivos. Estima-se que na Alemanha, apenas um terço dos postos de trabalho foram mantidos após o Mundial de 2006. Os principais setores que contrataram empregados, como os de restauração, segurança e merchandising, não continuaram o trabalho após a competição.

Fontes de renda[editar | editar código-fonte]

Ingressos[editar | editar código-fonte]

Uma vez que a fonte de renda quase única de ingressos agora é responsável por uma porção modesta de receitas geradas pela Copa do Mundo, a bilheteria é apoiada pela FIFA para a competição.[158] O mercado paralelo, legal em alguns países, pode multiplicar por vinte os preços dos ingressos inicialmente previstos.[238]

Como segurança adicional para a edição de 2006 do Mundial, os ingressos foram equipados com chips eletrônicos para desativar imediatamente blocos de bilhetes perdidos ou roubados.[239]

Preços dos ingressos da Copa do Mundo de 2010[240]
Tipo de jogo Categoria 1 Categoria 2 Categoria 3 Categoria 4[Nota 4]
Jogo de abertura 450 $ 300 $ 200 $ 490 R
Fase de grupos 160 $ 120 $ 80 $ 140 R
Oitavas-de-final 200 $ 150 $ 100 $ 350 R
Quartas-de-final 300 $ 200 $ 150 $ 525 R
Semifinais 600 $ 400 $ 250 $ 700 R
Decisão do 3º lugar 300 $ 200 $ 150 $ 525 R
Final 900 $ 600 $ 400 $ 1.050 R

Patrocinadores[editar | editar código-fonte]

Uma garrafa de Coca-Cola produzida por conta da Copa do Mundo de 1998.

O aumento da frequência nos estádios e da audiência da televisão permitiu à Copa do Mundo atrair patrocinadores para a FIFA para aumentar os lucros. Em 1982, as receitas relacionadas aos valores de patrocínio foram de 2 bilhões de dólares, aumentando de forma constante e hoje chega a mais de 16 bilhões. O título de patrocinador oficial é de 40 milhões de dólares, enquanto que um patrocinador de seleção nacional vai gastar 10 milhões de dólares. O Mundial também é uma oportunidade para marcas patrocinarem futebolistas famosos, usando suas imagens para obter maior notoriedade e lucro.[241]

A patrocinadora histórica da FIFA é a Coca-Cola,[242] que patrocinou oficialmente todas as edições da Copa do Mundo desde 1978 e tem contrato até 2022.[243]

Os principais fabricantes de produtos esportivos competem por ocasião do Mundial uma disputa econômica para beneficiar ao máximo os efeitos da economia da competição. As campanhas publicitárias começam cedo e as apostas são altas em alguns equipamentos esportivos. As receitas comerciais também são preparadas bem antes da Copa do Mundo. A concorrência entre Adidas (da Alemanha) e Nike (dos Estados Unidos) leva toda sua extensão com as equipes nacionais. Ambas as empresas fornecem material esportivo para campeões mundiais. A Nike é a fornecedora do Brasil, da França e da Inglaterra, enquanto que a Adidas é da Alemanha, da Argentina e da Espanha. As outras seleções campeãs da Copa do Mundo, Itália e Uruguai, recebem material esportivo da empresa alemã Puma.

Cobertura da mídia[editar | editar código-fonte]

As câmeras de vídeo presentes nos estádios permitem a transmissão televisiva do evento para mais de 200 países.

Os jornais foram os primeiros meios de comunicação a abordar o tema da Copa do Mundo. Depois, o rádio passou a transmitir o Mundial nas primeiras edições, bem antes da aparição da televisão, que revolucionou a cobertura da mídia sobre a concorrência, mesmo que a competição sempre seja transmitida no rádio.

As primeiras transmissões de jogos ao vivo do Mundial foram na edição de 1954, na Suíça, através da Eurovisão. A Copa do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental, foi a primeira a ser televisionada em cores. Desde o primeiro evento de transmissão, apenas a edição realizada em 1962, no Chile, não teve uma transmissão ao vivo.

O Mundial é o segundo evento mais televisionado no mundo, atrás das Olimpíadas e à frente do Tour de France.[244] A FIFA estimou que a audiência cumulativa da Copa de 2006, disputada na Alemanha, foi de 26.288.753.000 telespectadores em 73.072 horas de cobertura da competição em todo o mundo.[245]

No Brasil, a Rede Globo e a Rede Bandeirantes foram detentoras exclusivas dos direitos da Copa do Mundo de 2010 e serão da de 2014. Na televisão por assinatura, os seus subsidiários Sportv e BandSports, respectivamente, também tiveram a exclusividade do torneio em 2010 e terão em 2014, assim como a ESPN Brasil. Outras emissoras da televisão aberta que também tinham os direitos de transmissão do evento foram a Rede Record (19701978, 1986 e 1998), o SBT (1986–1998), a Rede Manchete (1986–1990 e 1998) e a TV Cultura (1974–1982). A cobertura do evento para o Brasil foi feita por meio da rádio nos Mundiais de 1954, 1958, 1962 e 1966, porém, já havia disponibilidade de filmes (1958) e videoteipe (1962) na televisão. A primeira Copa transmitida ao vivo pela televisão do Brasil foi a de 1970, em preto e branco. Somente em 1974, com o advento da tecnologia, houve a possibilidade da transmissão ao vivo em cores.

Na França, a máxima registrada foi de 30 milhões de telespectadores, durante a semifinal entre a seleção francesa e a Alemanha, no Mundial de 1982, 5 milhões a mais do que no primeiro jogo entre França e a seleção inglesa, na primeira fase da mesma edição.[246] Mais recentemente, a companhia de análises de audiência francesa Médiamétrie mediu que, desde sua criação, em 1985, a semifinal da Copa do Mundo de 2006, entre França e Portugal, teve a maior audiência desde que a sociedade anônima foi criada, com uma média de 22.2 milhões de telespectadores.[247] A partida citada superou, inclusive, a final do Mundial de 2006, entre as seleções francesa e italiana, que teve 22.1 milhões de telespectadores, com um pico em 25 milhões às 22 horas e 28 minutos do horário local.[247]

Para a imprensa, a realização do evento significa um grande aumento nas vendas. Em 1998, a conquista da França permitiu ao jornal esportvo L'Équipe atingir o seu recorde de vendas, com 1.6 milhões de cópias, contra 500.000 em média. O jornal esportvo La Gazzetta dello Sport também alcançou, após o título da seleção italiana em 2006, seu maior número de vendas de sempre, com 1.7 milhões de cópias, contra uma circulação média de 400.000.[248]

Valores dos direitos televisivos[249]
Edição Direitos televisivos Audiência mundial acumulada[Nota 5]
1990 95 milhões CHF (60 milhões ) 26.7 bilhões de telespectadores
1994 110 milhões CHF (70 milhões €) 32.1 bilhões de telespectadores
1998 135 milhões CHF (86 milhões €) 33.4 bilhões de telespectadores
2002 1.300 milhões CHF (830 milhões €) 28.8 bilhões de telespectadores
2006 1.500 milhões CHF (957 milhões €) 35.6 bilhões de telespectadores

Torcida[editar | editar código-fonte]

A Copa do Mundo é a competição mais importante de futebol e os torcedores ficam afetados durante o Mundial, que dura 1 mês. O público nos estádios aumentou bastante desde as primeiras edições do torneio. A partida com maior público da história dos Mundiais foi entre Brasil e Uruguai, na edição de 1950 do Mundial, no Estádio do Maracanã, onde oficialmente 199.854 (sendo 173.850 pagantes) espectadores acompanharam a vitória uruguaia por 2 a 1.[23] O fator torcida é muito importante para o país-sede, que conta com seus adeptos para tentar a conquista da Copa do Mundo. Em seis edições as seleções anfitriãs venceram a competição: Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha Ocidental em 1974, Argentina em 1978 e França em 1998.[124]

Muitos torcedores de todas as partes do mundo sempre acompanham o torneio e as questões de segurança e hospedagem são preocupações constantes da FIFA e dos países-sede. Alguns meses antes e mais ainda durante a competição, a economia cresce bastante com a realização do Mundial, principalmente na nação de acolhimento, que conta com um leque de opções, com muitas possibilidades de compra para os torcedores presentes de diversos lugares que vêm prestigiar a Copa.

Aspectos políticos[editar | editar código-fonte]

Pacificação[editar | editar código-fonte]

Em 1954, a conquista da seleção alemã ocidental teve um efeito além de um sucesso desportivo. Nove anos após a Segunda Guerra Mundial, a maior parte do alemães – especialmente na Alemanha Ocidental, mas também na Oriental – se consideraram aceitáveis pela primeira vez em muitos anos. Vários historiadores têm até chamado 4 de julho de 1954 como "o verdadeiro momento de nascimento da Alemanha Ocidental, especialmente para a auto-estima do povo alemão".[250]

Todas as partidas da Copa do Mundo de 1986, no México, tinham um emblema da FIFA e das Organização das Nações Unidas com o título "Football for Peace – Peace Year" (em português: "Futebol para a Paz – Ano da Paz"), pois as Nações Unidas declararam 1986 como o Ano Internacional da Paz.

Em 2006, a FIFA firmou parceria com a UNICEF para promover a paz e as ações da UNICEF em todo o mundo.[251] Na cerimônia de abertura da Copa de 2006, o Presidente da Alemanha, Horst Köhler, disse em seu discurso que o desejo da organização é ter "partidas emocionantes, muitos gols e fair-play", mas também "que o futebol possa unir as pessoas."[252]

O Mundial pode às vezes reduzir as tensões entre os países. Na edição de 1998, uma partida entre Estados Unidos e Irã foi o símbolo da retomada das relações diplomáticas entre as duas nações, interrompidas desde 1978.[253] As eliminatórias da Copa do Mundo também podem ser palco de tentativas de pacificações. Apesar de Turquia e Armênia serem rivais de longa data e viverem um clima nada amistoso, em 2008 o presidente turco Abdullah Gül viajou para Erevan a convite do presidente armênio Serj Sargsyan, para assistirem ao jogo entre suas respectivas seleções. No ano seguinte, Gül retribuiu o convite e chamou Sargsyan para Bursa, a fim de acompanharem novamente a partida entre as seleções turca e armênia pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.[254]

Propaganda[editar | editar código-fonte]

O Mundial de 1934, na Itália, foi uma grande propaganda fascista. Os jogadores da Alemanha fizeram a saudação fascista,[255] assim como a equipe italiana. A seleção alemã exibiu duas bandeiras, uma com as cores nacionais e outra com uma suástica.[5] A camisa, em seguida, tinha o escudo do Reich.[5] A Itália venceu a competição em frente a Benito Mussolini, que assistiu a final contra a Tchecoslováquia. O Presidente da Federação Italiana de Futebol, o general Giorgio Vaccaro, afirmou que "o objetivo final da manifestação é mostrar ao universo o ideal fascista do desporto."[256] Mais tarde, Mussolini usou a conquista italiana para promover suas ideias políticas.

Violências e oposições[editar | editar código-fonte]

Local de encontro, a Copa do Mundo também reflete oposições internacionais. O Mundial já teve alguns confrontos violentos e tem desenvolvido algumas rivalidades entre os países, como Inglaterra e Argentina depois de 1966 ou Alemanha e França após 1982. A violência é mais comum no campo do que nas arquibancadas. A partida entre Romênia e Peru em 1930, a Batalha de Santiago entre Chile e Itália em 1962[257] e, mais recentemente, o duelo entre Portugal e Holanda em 2006,[99] são demonstrações de jogos violentos. A dura entrada do goleiro alemão ocidental Schumacher no francês Battiston (que teve concussão cerebral e perdeu dois dentes), em 1982,[60] a cotovelada de Leonardo, do Brasil, em Tab Ramos, dos Estados Unidos,[258] e a cabeçada do francês Zidane no italiano Materazzi, em 2006,[104] são exemplos de lances violentos. A violência também está presente fora dos gramados, em cidades que sediam os jogos da Copa do Mundo. Em 1998, a briga entre tunisianos e ingleses foi realizada nas ruas de Marselha. As eliminatórias do Mundial também não estão livres de violência, como no encontro entre Egito e Argélia em 2009, no Cairo, válido pelas eliminatórias da Copa de 2010, onde houve fortes incidentes nos dois países após a partida.[259] [260]

Em 1969, o jogo de Honduras e El Salvador pelas qualificações para a Copa do Mundo de 1970, foi o catalisador do conflito latente entre os dois países. Após a derrota final de Honduras, começou a Guerra das 100 Horas, onde mais de 5.000 pessoas morreram.[261] Depois do Mundial de 1994, o jogador colombiano Andrés Escobar foi assassinado em frente a uma discoteca em Medellín, sua cidade natal, por ter feito um gol-contra diante do país anfitrião do torneio, os Estados Unidos.[262] A Colômbia foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo após ter sido apontada por muitos como uma das favoritas para ganhar o Mundial daquele ano.[71] A Copa do Mundo nem sempre é unânime. Algumas cidades e aldeias de países-sede já tentaram afastar turistas estrangeiros com potencial para criarem conflitos.[263]

Copa do Mundo na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Além de vários documentários e até mesmo um filme oficial da Copa do Mundo produzido pela FIFA por cada edição desde 1954,[264] [265] o Mundial também inspirou o documentário britânico The Game of Their Lives (2002), sobre os sete membros sobreviventes da seleção norte-coreana que disputou a Copa de 1966, onde eliminaram a Itália,[266] o filme alemão O Milagre de Berna (2003), que revive a conquista da Alemanha Ocidental em 1954,[267] e o filme estadunidense Duelo de Campeões (2005), que descreve a vitória da seleção dos Estados Unidos em 1950 contra a Inglaterra.[268] A Copa do Mundo também foi cenário para filmes como A Copa (1999),[269] A Van (1996),[270] A Bola da Vez (2006),[271] Les Collègues (1999),[272] entre outros. Por conta do Mundial de 2006, realizado na Alemanha, estudantes alemães fizeram um filme de animação, lançado poucas semanas antes do início da Copa e nomeado Helden 06.[273] O filme possui personagens de Lego jogando uma partida de futebol.[274]

O impacto do Mundial sobre a música também é importante. Cada país tem um hino, que é tocado inúmeras vezes em referência à seleção nacional. Vários álbuns musicais já foram lançados para a Copa do Mundo e desde a edição de 1962, o Mundial possui uma canção oficial, sendo que, a partir do Mundial de 1998, passou a contar também com um hino oficial.[275] Algumas canções já foram inspiradas na Copa do Mundo, como é o caso de "Pra frente Brasil", criada para incentivar a seleção brasileira na Copa de 1970,[276] e "Coup de Boule", criada após a cabeçada de Zidane em Materazzi na final do Mundial de 2006.[277]

Muitos produtos são criados, produzidos e vendidos para cada edição da Copa do Mundo.[278] [279] [280] Séries de selos do Mundial são emitidos em diferentes países[281] e álbuns de figurinhas dos futebolistas[282] [283] [284] e moedas comemorativas da Copa[285] [286] [287] são criados, por exemplo. A Cada Mundial também é uma oportunidade de sair uma publicação oficial de um jogo eletrônico. World Cup Carnival, World Cup Italia '90, World Cup USA '94, World Cup 98, 2002 FIFA World Cup, FIFA 06: Road to FIFA World Cup, 2006 FIFA World Cup e 2010 FIFA World Cup South Africa são os jogos eletrônicos da Copa do Mundo licenciados pela FIFA.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Os cinco votos contra foram de países escandinavos e a abstenção da Alemanha.
  2. Incluindo a Alemanha Ocidental.
  3. Estes são televisões, vídeo cassetes e reprodutores de DVD, por exemplo.
  4. Os ingressos da categoria 4 são reservados para a população local (residentes sul-africanos) e vendidos exclusivamente em rands.
  5. A China não está incluída. Com o país asiático, a Copa do Mundo de 1998 chegou a 40 bilhões de audiência acumulada, a de 2002 a 42.6 bilhões e foram 55 bilhões no Mundial de 2006 (com mais de 1.2 bilhões na final).

Referências

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