Copa do Mundo FIFA de 1990
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| Copa do Mundo FIFA de 1990 Italia '90 |
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| Dados | ||
| Participantes | 24 | |
| Anfitrião | ||
| Período | 8 de Junho - 8 de Julho | |
| Gol(o)s | 115 (média de 2,2 por partida) | |
| Campeão | ||
| Vice-campeão | ||
| Melhor marcador | ||
| Público | 2.516.348 (média de 48.391 por partida) | |
| Outras divisões | ||
|---|---|---|
| {{{segunda_divisão}}} | {{{campeão_segunda}}} | |
| {{{terceira_divisão}}} | {{{campeão_terceira}}} | |
| Premiações | ||
| Melhor jogador ({{{entidade1}}})
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| Melhor treinador ({{{entidade2}}})
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| Melhor árbitro ({{{entidade3}}})
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A Copa do Mundo de 1990 foi a 14ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 24 países. Num total de 112 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Itália. Foram marcados 115 gols, 52 foram de bola parada.
A Itália, dona da casa, era grande favorita ao título. O Brasil, campeão sul americano, comandado pelo técnico Sebastião Lazaroni, adotou o sistema com líbero, com dois laterais, chamado 5-3-2, tornando irreconhecível o time canarinho. A Copa de 1990 passou para a história como uma copa de equipes defensivas, que jogavam apenas para alcançar o resultado. Brasil e Argentina eram os maiores expoentes desta síndrome.
A seleção brasileira, dividida por brigas internas, foi precocemente eliminada. Após passar com dificuldades pela primeira fase, apesar de 3 vitórias (2 a 1 na Suécia com dois gols de Careca, 1 a 0 na Costa Rica e 1 a 0 na Escócia)com um gol de Müller a 10 minutos do fim do jogo). o Brasil caiu nas Oitavas de Final, frente à Argentina por 1 a 0 (o gol foi de Claudio Caniggia, em uma única jogada genial de Maradona). O Brasil lutou, mas perdeu várias chances de gol. Foi a pior campanha brasileira desde 1966.
Se o Brasil não esteve entre os destaques da Copa, a seleção de Camarões foi a grande surpresa do mundial. Liderada pelo experientíssimo Roger Milla, a equipe africana surpreendeu a Argentina, campeã mundial, e venceu por 1 a 0 no jogo de abertura da copa, (gol de François Omam-Biyik de cabeça, com a colaboração de Nery Pumpido). Avançou até as Quartas de Final, com vitórias sobre a Romênia 2 a 0, (dois gols de Milla) e Colômbia 2 a 1 (com mais dois gols de Milla, que ao marcar seu segundo gol, tirou a bola do goleiro René Higuita), mas perdeu por 3 a 2 da Inglaterra, em um jogo sensacional com viradas dos dois lados e dois pênaltis, ambos convertidos por Gary Lineker, artilheiro da Copa do México.
A Itália, dona da casa, estreou com um gol salvador do reserva Salvatore Schillaci, contra a Áustria 1 a 0. Os italianos ainda venceram por 1 a 0 os EUA mas desperdiçaram um pênalti, defendido por Tony Meola, 2 a 0 frente à Tchecoslováquia, de Tomáš Skuhravý, com um golaço de Roberto Baggio, 2 a 0 o Uruguai (gols de Schillaci e Aldo Serena) e 1 a 0 a Irlanda chegando às semifinais. Na Semifinal se defrontou com a Argentina que obteve uma campanha fraca, dependendo quase que unicamente de Diego Armando Maradona, com futebol apenas razoável, defensivo, que contou com muita sorte na vitória contra o Brasil (3 bolas contra sua trave) e com o milagreiro Sergio Goycochea no jogo contra a Iugoslávia, nos pênaltis.
A Alemanha Ocidental, treinada por Franz Beckenbauer, percorre seu caminho em direção ao título com a seguinte campanha: 4 a 1 na Iugoslávia, 5 a 0 nos Emirados Árabes, 1 a 1 com a Colômbia com dois gols nos minutos finais de jogo, (Pierre Littbarski aos 44 e Freddy Rincón aos 47) 2 a 1 na Holanda e 1 a 0 na Tchecolováquia até as semifinais.
Nas semifinais, ocorrem dois clássicos: Alemanha X Inglaterra e Argentina X Itália. No primeiro jogo, uma das maiores rivalidades da Europa, muito equilíbrio, e um empate em 1 a 1 com gols de Andreas Brehme para o time alemão e Lineker marcou para os ingleses. A Inglaterra não chegava nas semifinais desde a Copa de 1966, quando foi campeã e, mesmo tendo um de seus melhores times em Copas com jogadores talentosos como Lineker, Paul Gascoigne, David Platt, Ian Wright, e o veterano goleiro Peter Shilton, não conseguiu furar o bloqueio alemão e a decisão foi para os pênaltis, onde pesou a tradição da Alemanha, que venceu por 4 a 3 e chegou à sua terceira final consecutiva, um recorde inédito até então.
"Desculpe Dieguito, nós te amamos, mas a Itália é a nossa pátria". Essas palavras expressavam o sentimento da torcida italiana no Estádio San Paolo, em Nápoles, onde Argentina e Itália se enfrentariam. Foi lá que Maradona viveu seus melhores dias na carreira. Começa o jogo, os italianos dominam e Schilacci faz 1 a 0. A Argentina se recupera em campo, mostra um futebol e uma auto-confiança que não mostrara e Caniggia empata. O empate persiste na prorrogação e a decisão da vaga também vai para os temidos penais. A torcida napolitana torce para que, só desta vez, Maradona erre o pênalti, mas ele marca. Goycochea brilha, defende dois pênaltis e a Itália, anfitriã e talvez a maior favorita ao título no início da competição, dá adeus ao tetracampeonato.
No estádio San Nicola, em Bari, na decisão do terceiro lugar, Itália e Inglaterra fazem um jogo de anticlímax mas que acaba ganhando contornos mais emocionantes em seu desenvolvimento, se tornando um jogo bastante disputado. A Itália ganha o terceiro lugar por 2 a 1 com um gol de pênalti de Schillaci, que, desta forma, se torna o artilheiro da Copa. Apesar de não terem chegado às finais, tanto os jogadores italianos quanto os ingleses demonstraram estar orgulhosos pela campanha de suas seleções e a entrega das medalhas pelo 3º lugar se tornou um dos momentos mais marcantes da Copa de 90.
Chega o dia 8 de julho de 1990. No Estádio Olímpico de Roma, a Alemanha Ocidental de Lothar Matthäus e a Argentina de Maradona fariam a revanche da Copa do Mundo de 1986. El Pibe de oro, que já era "odiado" pelos torcedores romanos por sua atuação em Nápoles, se vingou, chamando palavrões para a torcida, que vaiou o hino argentino. Ele se tornou um dos mais hostilizados pela torcida devido à eliminação italiana na semifinal. Os argentinos buscavam o tricampeonato mundial mas, depois de dois vice-campeonatos consecutivos, a Alemanha não deixaria o título escapar e domina amplamente a partida. Maradona e Jorge Burruchaga, a dupla que desmantelara a zaga alemã no jogo final da Copa de 1986 com jogadas rápidas, desta vez havia sido bem neutralizada por uma forte marcação e a tática argentina de atuar nos contra-ataques não resulta em perigo. Resta aos hermanos segurar o empate em busca de um lance isolado, como acontecera contra Brasil e Itália dias antes ou levar a decisão nos pênaltis, onde Goycochea sempre se destacou. A Alemanha, de tanto pressionar, chega finalmente ao gol do título. Aos 84 minutos, Jürgen Klinsmann bate falta próximo da área e na seqüência da jogada, Pedro Monzón, que havia entrado no 2º tempo, comete pênalti duvidoso em Rudi Völler. Maradona reclama e recebe cartão amarelo. Brehme bate rasteiro no canto e Goycochea, desta vez, não pega. Faltava muito pouco para o fim da partida e a Argentina não teria condições de reagir. A Alemanha conquista o tricampeonato. Franz Beckenbauer se torna o primeiro europeu (e o segundo campeão de Copa do Mundo) a ser campeão do torneio como treinador e jogador. Apesar do gol do título ter vindo de um lance duvidoso, o título germânico foi incontestável. A Alemanha Ocidental tinha a equipe mais sólida do futebol mundial, contando com jogadores como Klinsmann, Völler, Pierre Littbarski, Matthäus, Brehme, Jürgen Kohler, Bodo Illgner e Thomas Häßler vivendo o melhor momento das carreiras. Lothar Matthäus recebeu, ainda em 1990, a Bola de Ouro e o prêmio de Melhor Jogador do Mundo. A Copa de 1990 serviu também como uma homenagem simbólica a um país que seria reunificado poucos meses depois.
Índice |
[editar] Sedes
| Cidade | Estádio | Capacidade |
| Bari | Stadio San Nicola | 56,000 |
| Bologna | Stadio Renato Dall'Ara | 39,000 |
| Cagliari | Stadio Sant'Elia | 40,000 |
| Florença | Stadio Comunale | 41,000 |
| Genova | Stadio Luigi Ferraris | 35,000 |
| Milão | Stadio Giuseppe Meazza | 85,700 |
| Nápoles | Stadio San Paolo | 74,000 |
| Palermo | Stadio La Favorita | 36,000 |
| Roma | Stadio Olimpico | 81,000 |
| Turim | Stadio Delle Alpi | 68,000 |
| Udine | Stadio Friuli | 38,000 |
| Verona | Stadio Marcantonio Bentegodi | 42,000 |
[editar] Brasil na Copa de 1990
- Colocação: 9º lugar
- Campanha: 4 jogos, 3 vitórias, 1 derrota, 4 gols a favor e 2 gols contra.
- Jogos: Brasil 2 X 1
Suécia, Brasil 1 X 0
Costa Rica, Brasil 1 X 0
Escócia e Brasil 0 X 1
Argentina.
[editar] Curiosidades
[editar] Estreantes
Está foi a primeira Copa do Mundo de três nações: Costa Rica, Irlanda e Emirados Árabes (o técnico era Carlos Alberto Parreira).
[editar] Água estranha
Depois do jogo com a Argentina, o lateral Branco saiu dizendo que havia pedido água ao massagista da equipe adversária e, depois de beber, tinha ficado zonzo. Estranhou que a água dada a ele não fosse do mesmo frasco entregue a Maradona. Ficou preocupado e comunicou ao bandeirinha. Depois, na volta para a concentração, dormiu no ônibus e continuou sonolento no dia seguinte. A história, que parecia uma desculpa pelo fracasso da Seleção em campo, acabou sendo comprovada no início de 1993 pelo massagista argentino Miguel di Lorenzo. Ele confessou ao jornal El Clarín que, em sua maleta, havia dois tipos de água: uma para os argentinos e outra para os brasileiros. As garrafas foram entregues pelo técnico Carlos Bilardo.
[editar] Muralha italiana
Walter Zenga foi o goleiro que ficou mais tempo invicto em Copas: 517 minutos. Sua invencibilidade foi quebrada aos 22 minutos do segundo tempo com um gol do argentino Caniggia, na semifinal entre Itália x Argentina, em Nápoles.
[editar] Gol contra
No jogo Brasil X Costa Rica, houve um lance que gerou uma grande repercussão, o gol teria sido feito pelo zagueiro Montero ou por Müller. O juiz deu o gol para o costa-riquenho. Mais tarde a delegação brasileira protestou e o gol veio para Muller. Depois, a FIFA mudou de idéia outra vez e o gol voltou a ser novamente de Montero. O senador Romeu Tuma, que, na época era superintedente da Polícia Federal, disse que a seleção deveria treinar a sua pontaria com a policia brasileira.
[editar] Juiz pede jogo
No último jogo do Grupo F, Irlanda e Holanda fizeram um papelão. Acomodadas com o empate em 1 a 1, ficaram tocando a bola em seus campos de defesa, sem partir para o jogo, pois o resultado classificaria ambas as seleções, ficando rigorosamente empatadas em todos os critérios. Na metade do segundo tempo, o árbitro francês Michel Vautrot parou o jogo, chamou os capitães e pediu para que as equipes buscassem o gol. Esse apelo não foi atendido. Acabou sobrando para a Holanda, que com o resultado pegou a Alemanha Ocidental nas oitavas e foi eliminada. A Irlanda só viria ser eliminada na próxima fase, pela Itália, realizando a façanha de chegar às quartas de final sem vencer nenhum jogo e marcando apenas 2 gols.
[editar] A caça a Dieguito
Maradona foi o jogador mais caçado na Copa de 90. Ele sofreu 53 faltas e o segundo mais caçado foi o inglês Paul Gascoigne. El pibe do oro mostrou ao mundo que é ambidestro ao afastar com a mão direita uma bola colocada na area da sua equipe no jogo contra a União Soviética, que perdeu por 2x0.
[editar] Dançando lambada
O ritmo musical que tomou conta do Brasil na época da Copa foi a lambada, dança criada no norte brasileiro (mais especificamente no Pará) nos anos 70. O Brasil chegou aos anos 90 dançando o ritmo em bailes, festas de aniversário, casamento, festas juninas, entre outras. Durante a Copa do Mundo, a moda dançante brasileira se espalhou pelo mundo graças aos comandados de Lazaroni. Depois de abrir o placar para o Brasil na estréia contra a Suécia, o atacante Careca correu em direção à bandeira de escanteio e ensaiou passos de lambada. O gesto intrigou os jogadores de outras equipes e a partir daí, os torcedores passaram a aguardar a lambada dos brasileiros. O ponto máximo do gesto porém veio na primeira partida das oitavas-de-final entre Camarões e Colômbia no Estádio San Paolo, em Nápoles. Quando marcou os dois gols da vitória de 2x1 dos Leões Indomáveis sobre os colombianos, o atacante Roger Milla imitou Careca nas bandeirinhas de córner e o ritmo passou a sacudir o Mundial e o resto do planeta, que ficou bastante interessado na lambada.
[editar] Adeus Copa do Mundo
Essa foi a última Copa que teve a participação de três nações extintas: Tchecoslováquia, União Soviética e Alemanha Ocidental, sendo que a última terminou como campeã.
[editar] Baixinho guerreiro
Autor do gol do título da Copa América de 1989, o atacante Romário quase não teve presença confirmada por causa de uma grave contusão no tornozelo. O "baixinho" se recuperou em tempo recorde, embora só tenha jogado um partida contra a Escócia e foi substituído por Müller.
[editar] Lágrimas em campo
Ao fazer falta no alemão Thomas Berthold, o craque inglês Gascoigne recebeu o segundo cartão amarelo e teve uma crise de choro em campo, pois ficaria de fora da final caso a Inglaterra ganhasse. Mas os alemães levaram a melhor e venceram por 4x3 nos pênaltis. O arbitro dessa partida foi o brasileiro José Roberto Wright.
[editar] Clássico de Milão
O quarto jogo das oitavas Copa de 1990 teve fatos curiosos antes da bola rolar. A começar pelo local do jogo, o estádio San Siro, em Milão. Em seguida, três jogadores das duas equipes jogavam nos dois principais clubes da cidade: Os alemães Andreas Brehme, Jürgen Klinsmann e Lothar Matthäus atuavam pela Internazionale e os holandeses Frank Rijkaard, Marco Van Basten e Ruud Gullit jogavam pelo Milan.
[editar] Estrangeiros
Das 24 equipes que participaram da Copa, 12 - além da Itália - tinha pelo menos um jogador que atuasse nos clubes do país-sede.
[editar] Desleais
A Argentina foi a equipe mais indisciplinada do torneio. Teve 23 cartões amarelos e três vermelhos em 177 faltas cometidas.
[editar] Prazer, eu sou o Papa
Nas vésperas da Copa, o técnico Sebastião Lazaroni revelou seus dotes de ator, gravando um comercial para a FIAT. O texto acabou virando motivo de piada depois da desclassificação brasileira. O texto do comercial era esse:
- Policial: Documentos, senhor Lazaroni, italiano?
- Lazaroni: Não, eu sou brasileiro.
- Policial: E o que faz aqui?
- Lazaroni: Eu sou técnico da Seleção Brasileira.
- Policial: Ah, não. Agora vai dizer que este Uno é também brasileiro...
- Lazaroni: Sim, é feito no Brasil e é exportado para a Itália.
- Policial: Lazaroni, brasileiro, técnico da Seleção Brasileira, guia um Uno brasileiro. Prazer senhor Lazaroni, eu sou o Papa!
- Essa foi a primeira vez desde a Copa do Mundo de 1966 que a Inglaterra conseguiu chegar as semifinais, mas perdeu para a Alemanha e para a Itália.
[editar] Primeira Fase
[editar] Grupo A
| Time | Pts | J | V | E | D | GF | GC | SG |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 6 | 3 | 3 | 0 | 0 | 4 | 0 | 4 | |
| 4 | 3 | 2 | 0 | 1 | 6 | 3 | 3 | |
| 2 | 3 | 1 | 0 | 2 | 2 | 3 | -1 | |
| 0 | 3 | 0 | 0 | 3 | 2 | 8 | -6 |
| 9 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília |
1–0 | Stadio Olimpico, Roma
Árbitro: Wright (Brasil) |
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| Schillaci 78' |
| 10 de junho, 1990 17:00(horário local)/12:00(horário de Brasília |
1–5 | Stadio Comunale, Florença
Árbitro: Röthlisberger (Suíça) |
||
| Caligiuri 61' | Skuhravý 25', 78' Bílek 39' pen Hašek 50' Luhový 90' |
| 14 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
1–0 | Stadio Olimpico, Roma
Árbitro: Codesal (México) |
||
| Giannini 11' |
| 15 de junho, 1990 17:00(horário local)/12:00(horário de Brasília) |
0–1 | Stadio Comunale, Florença
Árbitro: Smith (Escócia) |
||
| Bílek 30' pen |
| 19 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
2–1 | Stadio Comunale, Florença
Árbitro: Al-Sharif (Síria) |
||
| Ogris 52' Rodax 65' |
Murray 85' |
| 19 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
2–0 | Stadio Olimpico, Roma
Árbitro: Quiniou (França) |
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| Schillaci 9' Baggio 78' |
[editar] Grupo B
| Time | Pts | J | V | E | D | GF | GC | SG |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 4 | 3 | 2 | 0 | 1 | 3 | 5 | -2 | |
| 3 | 3 | 1 | 1 | 1 | 4 | 3 | 1 | |
| 3 | 3 | 1 | 1 | 1 | 3 | 2 | 1 | |
| 2 | 3 | 1 | 0 | 2 | 4 | 4 | 0 |
| 8 de junho, 1990 18:00(horário local)/13:00(horário de Brasília) |
0–1 | Stadio Giuseppe Meazza, Milão
Árbitro: Vautrot (França) |
||
| Omam-Biyik 67' |
| 9 de junho, 1990 17:00(horário local)/12:00(horário de Brasília) |
0–2 | Stadio San Nicola, Bari
Árbitro: Cardellino (Uruguai) |
||
| Lăcătuş 42', 57' pen |
| 13 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
2–0 | Stadio San Paolo, Nápoles
Árbitro: Fredriksson (Suécia) |
||
| Troglio 27' Burruchaga 79' |
| 14 de junho, 1990 17:00(horário local)/12:00(horário de Brasília) |
2–1 | Stadio San Nicola, Bari
Árbitro: Silva (Chile) |
||
| Milla 76', 86' | Balint 88' |
| 18 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
1–1 | Stadio San Paolo, Nápoles
Árbitro: Silva Valente (Portugal) |
||
| Monzón 63' | Balint 68' |
| 18 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
0–4 | Stadio San Nicola, Bari
Árbitro: Wright (Brasil) |
||
| Protasov 20', Zyhmantovich 29' Zavarov 55' Dobrovols'kyi 63' |
[editar] Grupo C
| Time | Pts | J | V | E | D | GF | GC | SG |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 6 | 3 | 3 | 0 | 0 | 4 | 1 | 3 | |
| 4 | 3 | 2 | 0 | 1 | 3 | 2 | 1 | |
| 2 | 3 | 1 | 0 | 2 | 2 | 3 | -1 | |
| 0 | 3 | 0 | 0 | 3 | 3 | 6 | -3 |
| 10 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
2–1 | Stadio Delle Alpi, Turim
Árbitro: Lanese (Itália) |
||
| Careca 40', 63' | Brolin 79' |
| 11 de junho, 1990 17:00(horário local)/12:00(horário de Brasília) |
1–0 | Stadio Luigi Ferraris, Gênova
Árbitro: Loustau (Argentina) |
||
| Cayasso 49' |
| 16 de junho, 1990 17:00(horário local)/12:00(horário de Brasília) |
1–0 | Stadio Delle Alpi, Turim
Árbitro: Jouini (Tunísia) |
||
| Müller 33' |
| 16 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
2–1 | Stadio Luigi Ferraris, Gênova
Árbitro: Maciel (Paraguai) |
||
| McCall 10' Johnston 80' pen |
Strömberg 86' |
| 20 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
1–0 | Stadio Delle Alpi, Turim
Árbitro: Kohl (Áustria) |
||
| Müller 82' |
| 20 de junho, 1990 21:00(horário local)/16:00(horário de Brasília) |
1–2 | Stadio Luigi Ferraris, Gênova
Árbitro: Petrović (Iugoslávia) |
||
| Ekström 32' | Flores 75' Medford 88' |
[editar] Grupo D
| Time | Pts | J | V | E | D | GF | GC | SG |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 5 | 3 | 2 | 1 | 0 | 10 | 3 | 7 | |
| 4 | 3 | 2 | 0 | 1 | 6 | 5 | 1 | |
| 3 | 3 | 1 | 1 | 1 | 3 | 2 | 1 | |
| 0 | 3 | 0 | 0 | 3 | 2 | 11 | -9 |
| 9 de junho, 1990 17:00 |
0–2 | Stadio Renato Dall'Ara, Bolonha
Árbitro: Courtney (Inglaterra) |
||
| Bernardo Redín 50' Valderrama 85' |
| 10 de junho, 1990 21:00 |
4–1 | Stadio Giuseppe Meazza, Milão
Árbitro: Mikkelsen (Dinamarca) |
||
| Matthäus 28', 65' Klinsmann 39' Völler 71' |
Jozić 55' |
| 14 de junho, 1990 17:00 |
1–0 | Stadio Renato Dall'Ara, Bolonha
Árbitro: Agnolin (Itália) |
||
| Jozić 75' |
| 15 de junho, 1990 21:00 |
5–1 | Stadio Giuseppe Meazza, Milão
Árbitro: Spirin (União Soviética) |
||
| Völler 35', 75' Klinsmann 36' Matthäus 47' Bein 59' |
Ismaïl 46' |
| 19 de junho, 1990 17:00 |
1–1 | Stadio Giuseppe Meazza, Milão
Árbitro: Snoddy (Irlanda do Norte) |
||
| Littbarski 89' | Rincón 90' |
| 19 de junho, 1990 17:00 |
4–1 | Stadio Renato Dall'Ara, Bolonha
Árbitro: Takada (Japão) |
||
| Sušić 5' Pančev 9', 46' Prosinečki 90' |
Thani 22' |
[editar] Grupo E
| Time | Pts | J | V | E | D | GF | GC | SG |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 5 | 3 | 2 | 1 | 0 | 5 | 2 | 3 | |
| 4 | 3 | 2 | 0 | 1 | 6 | 3 | 3 | |
| 3 | 3 | 1 | 1 | 1 | 2 | 3 | -1 | |
| 0 | 3 | 0 | 0 | 3 | 1 | 6 | -5 |
| 12 de junho, 1990 17:00 |
2–0 | Stadio Marcantonio Bentegodi, Verona
Árbitro: Mauro (Estados Unidos) |
||
| Degryse 53' de Wolf 64' |
| 13 de junho, 1990 17:00 |
0–0 | Stadio Friuli, Udine
Árbitro: Kohl (Áustria) |
||
| 17 de junho, 1990 21:00 |
3–1 | Stadio Marcantonio Bentegodi, Verona
Árbitro: Kirschen (Alemanha Oriental) |
||
| Clijsters 16' Scifo 22' Ceulemans 48' |
Bengoechea 74' |
| 17 de junho, 1990 21:00 |
3–1 | Stadio Friuli, Udine
Árbitro: Jácome (Equador) |
||
| Míchel 22', 61', 81' | Hwangbo Kwan 42' |
| 21 de junho, 1990 17:00 |
1–2 | Stadio Marcantonio Bentegodi, Verona
Árbitro: Loustau (Argentina) |
||
| Vervoort 28' | Míchel 20' pen Górriz 38' |
| 21 de junho, 1990 17:00 |
0–1 | Stadio Friuli, Udine
Árbitro: Lanese (Itália) |
||
| Fonseca 90' |
[editar] Grupo F
| Time | Pts | J | V | E | D | GF | GC | SG |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 4 | 3 | 1 | 2 | 0 | 2 | 1 | 1 | |
| 3 | 3 | 0 | 3 | 0 | 2 | 2 | 0 | |
| 3 | 3 | 0 | 3 | 0 | 2 | 2 | 0 | |
| 2 | 3 | 0 | 2 | 1 | 1 | 2 | -1 |
Nota: A Irlanda ficou na segunda colocação por sorteio
| 11 de junho, 1990 21:00 |
1–1 | Stadio Sant'Elia, Cagliari
Árbitro: Schmidhuber (Alemanha Ocidental) |
||
| Lineker 8' | Sheedy 73' |
| 12 de junho, 1990 21:00 |
1–1 | Stadio La Favorita, Palermo
Árbitro: Aladrén (Espanha) |
||
| Kieft 58' | Abdelghani 83' pen |
| 16 de junho, 1990 21:00 |
0–0 | Stadio Sant'Elia, Cagliari
Árbitro: Petrović (Iugoslávia) |
||
| 17 de junho, 1990 17:00 |
0–0 | Stadio La Favorita, Palermo
Árbitro: van Langenhove (Bélgica) |
||
| 21 de junho, 1990 21:00 |
1–0 | Stadio Sant'Elia, Cagliari
Árbitro: Röthlisberger (Suíça) |
||
| Wright 64' |
| 21 de junho, 1990 21:00 |
1–1 | Stadio La Favorita, Palermo
Ref: Vautrot (França) |
||
| Gullit 10' | Quinn 71' |
[editar] Oitavas-de-Final
| 23 de junho, 1990 17:00 |
2–1 (Prorrogação) | Stadio San Paolo, Nápoles
Árbitro: Lanese (Itália) |
||
| Milla 106', 109' | Redín 115' |
| 23 de junho, 1990 21:00 |
4–1 | Stadio San Nicola, Bari
Árbitro: Kirschen (Alemanha Oriental) |
||
| Skuhravý 12', 63', 82' Kubík 75' |
González 54' |
| 24 de junho, 1990 17:00 |
1–0 | Stadio Delle Alpi, Turim
Árbitro: Quiniou (França) |
||
| Caniggia 80' |
| 24 de junho, 1990 21:00 |
2–1 | Stadio Giuseppe Meazza, Milão
Árbitro: Loustau (Argentina) |
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| Klinsmann 51' Brehme 82' |
R. Koeman 89' (pen) |
| 25 de junho, 1990 17:00 |
0–0 (Prorrogação) (5–4 Disputa por pênaltis) |
Stadio Luigi Ferraris, Gênova
Árbitro: Wright (Brasil) |
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| Penalidades | |||
| Sheedy: marcou Houghton: marcou Townsend: marcou Cascarino: marcou O'Leary: marcou |
5–4 | Hagi: marcou Lupu: marcou Rotariu: marcou Lupescu: marcou Timofte: Bonner defendeu |
| 25 de junho, 1990 21:00 |
2–0 | Stadio Olimpico, Roma
Árbitro: Courtney (Inglaterra) |
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| Schillaci 65' Serena 85' |
| 26 de junho, 1990 17:00 |
1–2 (Prorrogação) | Stadio Marcantonio Bentegodi, Verona
Árbitro: Schmidhuber (Alemanha Ocidental) |
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| Salinas 83' | Stojković 78', 92' |
| 26 de junho, 1990 21:00 |
1–0 (Prorrogação) | Stadio Renato Dall'Ara, Bolonha
Árbitro: Mikkelsen (Dinamarca) |
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| Platt 119' |
[editar] Quartas-de-Final
| 30 de junho, 1990 17:00 |
0–0 (Prorrogação) (3–2 Disputa por pênaltis) |
Stadio Artemio Franchi, Florença
Árbitro: Röthlisberger (Suíça) |
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| Penalidades | |||
| Serrizuela: marcou Burruchaga: marcou Maradona: Ivković defendeu Troglio: chutou na trave Dezotti:marcou |
3–2 | Stojković: chutou no travessão Prosinečki: marcou Savićević: marcou Brnović: Goycochea defendeu Hadžibegić: Goycochea defendeu |
| 30 de junho, 1990 21:00 |
1–0 | Stadio Olimpico, Roma
Árbitro: Silva Valente (Portugal) |
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| Schillaci 38' |
| 1 de julho, 1990 17:00 |
1–0 | Stadio Giuseppe Meazza, Milão
Árbitro: Kohl (Áustria) |
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| Matthäus 25' pen |
| 1 de julho, 1990 21:00 |
3–2 (Prorrogação) | Stadio San Paolo, Nápoles
Árbitro: Codesal (México) |
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| Platt 25' Lineker 83' pen, 105' pen |
Kundé 61' pen Ekéké 65' |
[editar] Semifinais
| 3 de julho, 1990 20:00 |
1–1 (Prorrogação) (4–3 Disputa por pênaltis) |
Stadio San Paolo, Nápoles
Árbitro: Vautrot (França) |
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| Caniggia 67' | Schillaci 17' |
| Penalidades | |||
| Serrizuela: marcou Burruchaga: marcou Olarticoechea: marcou Maradona: marcou |
4–3 | Baresi: marcou Baggio: marcou de Agostini: marcou Donadoni: Goycochea defendeu Serena: Goycochea defendeu |
| 4 de julho, 1990 20:00 |
1–1 (Prorrogação) (4–3 Disputa por pênaltis) |
Stadio Delle Alpi, Turim
Árbitro: Wright (Brasil) |
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| Brehme 60' | Lineker 80' |
| Penalidades | |||
| Brehme: marcou Matthäus: marcou Riedle: marcou Thon: marcou |
4–3 | Lineker: marcou Beardsley: marcou Platt: marcou Pearce: Illgner defendeu Waddle: chutou para fora |
[editar] Disputa de 3º Lugar
| 7 de julho, 1990 20:00 |
2–1 | Stadio San Nicola, Bari
Árbitro: Quiniou (França) |
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| Baggio 70' Schillaci 86' (pen) |
Platt 81' |
[editar] Final
| 8 de julho, 1990 20:00 |
0–1 | Stadio Olimpico, Roma Árbitro: Codesal (México) Público: 73,603 |
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| Brehme 85' (pen) |
[editar] Premiações
| Campeão da Copa do Mundo FIFA de 1990 |
|---|
Alemanha Ocidental Terceiro Título |
[editar] Artilharia
6 gols

