Corinto

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Mapa parcial da Beócia, Ática e o Peloponeso, mostrando a posição de Corinto

Corinto (em grego: Κόρινθος, transl. Kórinthos, AFI: Loudspeaker.svg? /ˈkorinθos/) é uma cidade e antigo município da Grécia, situado na Coríntia, na periferias do Peloponeso. Desde a reforma no governo local feita em 2011 passou a fazer parte do município de Corinto, do qual é tanto a sede quanto a unidade municipal.[1]

Foi fundada como Nea, ou "Nova" Corinto, em 1858, após um terremoto destruir o povoado já existente de Corinto, que havia se desenvolvido sobre e em torno do sítio arqueológico da Antiga Corinto, cidade-estado da Antiguidade.

Índice

[editar] Pré-História

A cidade surgiu na Era Neolítica, aproximadamente em 6.000 a.C.

[editar] Mitologia

Existem várias versões sobre a fundação da cidade. Os coríntios da época de Pausânias (geógrafo) diziam que a cidade havia sido fundada por Corintos, filho de Zeus, e que Éfira (filha de Oceano) fora a primeira moradora da região (que se chamava efireia)[2].


[editar] História

Corinto foi uma das mais florescentes cidades gregas da antiguidade clássica, tendo sido autônoma e soberana durante o período arcaico da história da Grécia. Desde aqueles tempos, Corinto experimentou um notável desenvolvimento comercial devido à sua localização, o que trouxe benefícios sobre as artes (os seus famosos vasos de cerâmica) e a cultura de um modo geral, bem como a acumulação de riquezas pela aristocracia local. Contudo, no final dessa fase áurea, a pólis foi governada por um tirano denominado Cípselo, provavelmente entre 657 a.C. e 625 a.C., quando iniciou-se um curto período de expansionismo em que foram fundadas colônias no noroeste da Grécia.

Após anos de guerras de resistência ao domínio persa e de lutas entre os gregos pela hegemonia na península, quando chegou a ser rival de Atenas e de Esparta, Corinto, tal como as demais cidades independentes da Grécia, veio a fazer parte do Império Macedônio de Alexandre, o Grande, perdendo assim parte da autonomia plena antes existente.

Corinto.

Vencendo Filipe V da Macedônia, em 197 a.C., na Batalha de Cinoscéfalos o cônsul romano Tito Quíncio Flaminino, a princípio, declarou o respeito de Roma pela autonomia das cidades gregas, o que ocorreu nos Jogos Ístmicos, realizados no istmo de Corinto em 196 a.C.. Todavia, as guarnições romanas ainda se mantiveram presentes na cidade.

A batalha de Corinto foi lutada pelos romanos contra Corinto e seus aliados (Liga Aqueia) em 146 a.C. A cidade que era conhecida por sua imensa riqueza foi destruída pelos romanos liderados por Lúcio Múmio depois de estabelecerem um cerco a ela. Quando ele entrou na cidade, matou todos homens e vendeu as mulheres e crianças como escravos; depois disso, ele incendiou a cidade. Essa batalha marcou o fim da resistência grega contra Roma, e iniciou a era conhecida Grécia romana. Cem anos mais tarde, em 46 a.C., Júlio César decidiu reconstruí-la, tornando-se assim a capital da província romana da Acaia.

A cidade foi destruída por um terremoto em 375, e foi saqueada pelos bárbaros do norte em 395, tendo muitos de cidadãos vendidos como escravos na ocasião. Esse ataque e o saque de Roma pelos Visigodos em 409 possivelmente motivaram a construção de um muro de pedra enorme, levantado do Golfo Sarônico ao Golfo de Corinto, protegendo a cidade e a península do Peloponeso de mais invasões bárbaras vindas do norte. O muro de pedra tinha cerca de 10 km de comprimento e foi chamado de Hexamilion (hexi = seis em grego), durante o reinado do imperador bizantino Justiniano I. Em 551, a cidade foi de novo destruída por um terremoto. Em 856, outro terremoto na cidade matou 45 mil pessoas estimadamente.

Nos século XII e XIII, a riqueza da cidade, gerada pelo comércio da seda aos estados latinos da Europa Ocidental, atraiu a atenção dos Normandos da Sicília, que saquearam a cidade em 1147. Em 1204, Geoffrey I de Villehardouin, sobrinho homônimo do famoso historiador da Quarta Cruzada passou a ter Corinto como sua possessão depois que saqueou Constantinopla, ganhando também o título de Príncipe de Acaia. De 1205 a 1208, os coríntios resistiram a dominação do Império Franco de um forte em Acrocorinto, sob o comando do general Leo Sgouros. O cavaleiro francês William de Champlitte liderou as forças cruzadas. Em 1208, Leo Sgouros se matou se jogando do topo de Acrocorinto; mesmo assim, de 1208 a 1210, os coríntios continuaram a resistir às forças inimigas. Derrotada, Corinto se tornou parte do Principado de Acaia, governada pelos Villehardouins de sua capital em Andravida de Elis. Corinto era a última cidade significante ao norte de Acaia, fazendo fronteira com outro Estado nascido das cruzadas, o Ducado de Atenas.

O Império Bizantino reconquistou a cidade e ela se tornou parte do Despotado da Moreia em 1388. O Império Otomano a capturou em 1395, mas os bizantinos a retomaram em 1403. Em 1458, cinco anos depois da queda de Constantinopla, os turco-otomanos conquistaram definitivamente a cidade e seu castelo. Os otomanos a renomeram Gördes. Só mais tarde, em 1687, os Venezianos a tomaram, mas os otomanos a reconsquistaram em 1715.

[editar] O cristianismo em Corinto

Corinto é citada no Novo Testamento da Bíblia como uma das cidades visitadas pelo apóstolo Paulo em suas viagens missionárias.

De acordo com o livro de Atos, Paulo quando esteve nessa cidade, em sua segunda viagem missionária (At. 18:1-18), estabeleceu nela uma igreja e mais tarde escreveu provavelmente quatro das quais apenas duas estão no cânon a segunda (Icorintios) e a quarta (IIcorintios) epístolas aos cristãos dessa congregação cristã, dando-lhes vários conselhos pastorais (ver I Coríntios e II Coríntios).

Referências

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