Coro Misto da Universidade de Coimbra

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[editar] Historial

Logotipo do CMUC
Logotipo do CMUC

O Coro Misto da Universidade de Coimbra (CMUC) (Página Oficial ) foi fundado a 12 de Dezembro de 1956 e é um dos sete organismos autónomos da AAC. Trata-se do coro misto, em actividade, mais antigo da Academia de Coimbra, tendo sido criado por iniciativa de alguns elementos do Conselho Feminino então existente na A.A.C.. Houve, à data, a necessidade de criar um coro que pudesse integrar as estudantes do sexo feminino, que começavam a ocupar o seu lugar na Academia.

O CMUC teve como primeiro director artístico o Prof. Raposo Marques, sendo também de destacar o Maestro Adelino Martins, director artístico durante 25 anos (1964 a 1978, e de 1985 a 1996).

Actualmente, o coro conta com cerca de 80 elementos, estudantes nas diversas Faculdades da Universidade de Coimbra que lhe dá o nome, assim bem como elementos oriundos de outras instituições de ensino da cidade. Não é requisito ser-se aluno ou ex-aluno da Universidade de Coimbra para se pertencer ao coro, contudo a maioria dos seus actuais e antigos elementos têm ligação à velha universidade.

Apresenta um repertório diversificado que abrange diversos períodos artísticos, desde o Renascimento até aos nossos dias, prestando também uma atenção especial a compositores portugueses e à tradição coral portuguesa. Para trabalhar este repertório, o coro conta desde 1996 com o profissionalismo e dedicação de César Nogueira.

Desde a sua fundação, o coro actuou já em todo o País e também um pouco por toda a Europa. Participou em vários festivais e encontros corais em Portugal e no estrangeiro, a maioria dos quais enquadrada no contexto universitário, e é frequentemente convidado pela Reitoria da Universidade para participar em cerimónias oficiais da universidade e da Câmara Municipal.

Desde 1986, o CMUC organiza o Encontro Internacional de Coros Universitários (EICU) e entre 1990 e 1993 promoveu o Concurso Nacional de Composição Coral.


Das actividades mais recentes do coro, destacam-se em 1998 a participação na comemoração do 700º aniversário da universidade de Lérida e no Doutoramento Honoris Causa de Perez de Cuellar por aquela universidade, onde interpretou, juntamente com vários coros europeus e a Orquestra de Heidelberg, Carmina Burana de Carl Orff.

Foi o representante português do encontro de coros organizado pelo centro EURO BISKAIA em Dezembro de 2001 para comemorar a entrada em vigor da moeda europeia, juntamente com os restantes países aderentes.

Em 2002, apresentou, numa série de concertos com a Orquestra de Câmara de Coimbra, as Cantatas BWV 4 (Christ Lag in Todes Banden) e BWV 147 (Herz und Mund und Tat und Leben) de Johann Sebastian Bach.

Sarau da Queima das Fitas
Sarau da Queima das Fitas

Já em 2003, participou no espectáculo musical encenado O Primeiro Dia, juntamente com a Tuna da Académica da Universidade de Coimbra, onde celebrou e homenageou a Revolução do 25 de Abril de 1974.


No ano de 2004 além de ter representado Portugal no I Encontro Europeu de Coros Universitários em Ancona, trouxe a palco a obra Miserere de Francisco Lopes Lima de Macedo, compositor de Coimbra do séc. XIX e que já não era apresentada ao público desde a sua estreia há mais de cem anos.


Mais recentemente, participou no Espectáculo Comemorativo da Abertura Solene das Aulas na Universidade de Coimbra, organizou o XI Encontro Internacional de Coros Universitários, editou o CD Miserere e participou na gravação dos CD’s Cantar Coimbra, da Orquestra de Câmara de Coimbra e Ano Carlos Seixas 2004, da Universidade de Coimbra e Câmara Municipal de Coimbra.

Neste momento, o CMUC comemora o seu 50º aniversário, o que motivará um sem número de actividades durante todo o ano de 2007.

[editar] Direcção Artística

[editar] Breve Biografia do Director Artístico

César Augusto Coutinho da Silva Nogueira nasceu em 1962 em Ansião. É diplomado com o Curso Superior de Piano pelo Conservatório de Música do Porto e com o Diploma de Estudos Superiores Especializados em Educação Musical, pela Universidade do Minho. Em 2004 concluiu o Mestrado em Ciências Musicais, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É professor assistente na Escola Superior de Educação de Coimbra. Dirigiu o Coro Misto da Administração Regional de Saúde de Coimbra de 1992 a 1996. Em 1999 fundou o Coro Misto da Lousã que dirigiu até 2001. É Director Artístico do Coro Misto da Universidade de Coimbra desde Outubro de 1996.

[editar] Encontro Internacional de Coros Universitários®

[editar] Historial do Encontro Internacional de Coros Universitários®

Aquando da comemoração seu 30º aniversário, (12 de Dezembro de 1986), o Coro Misto da Universidade de Coimbra sentiu a necessidade de levar a cabo uma iniciativa destinada a colmatar uma lacuna existente na área da música coral, assim como combater a indiferença do trabalho realizado por muitos coros universitários.


Logotipo do EICU®
Logotipo do EICU®

Surgiram assim, ideias e propostas no seio deste Organismo que, devidamente reunidas, estruturadas e ponderadas, culminaram na realização do 1º Encontro Internacional de Coros Universitários ®, o qual, atingindo os objectivos propostos pelos promotores, viria a saldar-se num manifesto sucesso, abrindo as portas para o futuro da iniciativa.

Desde então, vários coros universitários têm seguido o exemplo do CMUC e organizado encontros de coros, comprovando que a iniciativa do CMUC se revelou um estrondoso e frutuoso sucesso

[editar] Objectivos do EICU®

O E.I.C.U.® tem os seguintes objectivos e preocupações:


·Desenvolver a música coral em Portugal, fomentando o interesse das camadas estudantis e da população em geral, contribuindo, eventualmente, para a realização de iniciativas congéneres por outros organismos académicos do País.

·Desenvolver e promover o intercâmbio de grupos corais universitários, nacionais e estrangeiros, evidenciando e confrontando de um modo salutar, os níveis artísticos, as disciplinas de trabalho, os métodos utilizados, os tipos de organização directiva, permitindo assim uma aprendizagem benéfica e multifacetada entre os agrupamentos presentes.

·Promover a música coral junto de zonas culturalmente menos privilegiadas do País, alargando para isso a extensão física do E.I.C.U.® e também permitir a projecção a nível nacional do trabalho do Coro Misto da Universidade de Coimbra.

·Homenagear ou referenciar os compositores Portugueses e as suas obras junto dos coros participantes e da população Portuguesa, no sentido da sua divulgação.

·Desenvolver nas camadas estudantis mais jovens o interesse pela música coral, através de acções de sensibilização junto das Escolas Secundárias.

[editar] Discografia

[editar] Projecto Miserere

[editar] Caracterização

Desde sempre que o Coro Misto da Universidade de Coimbra (CMUC), Organismo Autónomo da Associação Académica de Coimbra, se empenha na divulgação do que de melhor se faz naquela cidade e Universidade. O CMUC tem sido, efectivamente, caracterizado por se dedicar a trabalhos ambiciosos e o ano de 2004 não é excepção. Assim, em 2004 e 2005 o CMUC levou a cabo um importante projecto da história do Coro, com um preponderante interesse para a Academia, para a Universidade, para a Cidade e para o País.

Partindo de uma investigação levada a cabo pelo Director Artístico do CMUC, Dr. César Nogueira, sobre um dos mais prolíficos compositores do Século XIX da Universidade de Coimbra, mais concretamente Francisco Lopes de Macedo, compositor da Universidade do século XIX.

Assim, o projecto consistiu na exibição e divulgação do “Miserere” de Lopes de Macedo, culminando com a gravação de um CD, hoje nos circuitos comerciais. A obra desperta o mais estimulante interesse fora do nosso país, especialmente no Brasil, tendo sido, até agora, um tanto ignorada aquém fronteiras. Os registos de Imprensa do século XIX dão conta do extraordinário êxito que teve, não tido sido mais cantada desde então. Foi apresentada no século XIX e coube ao CMUC homenagear o compositor da Universidade do século XIX no século XXI.

Além deste desígnio, foi também objectivo do CMUC levar esta obra a vários pontos do país, mostrando o que foi a Cultura da Universidade e da Cidade no século XIX: foi a Divulgação Nacional da Obra.

A primeira exibição no século XXI foi a 2 de Abril de 2004, na Capela da Universidade de Coimbra.

[editar] Lopes de Macedo

Lopes de Macedo foi um compositor da cidade de Coimbra do século XIX, tendo sido organista da Universidade por 20 anos, desde meados do século até 1875, data da sua morte. Contudo, a sua ligação à Universidade não se fica pela qualidade de organista, tendo sido também Professor de Música da Universidade. A sua obra não se encontra publicada. Todavia, existem na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra 86 maços de música manuscrita de Lopes de Macedo, tendo sido essa a fonte que nos possibilitou este projecto. A obra dos compositores de Coimbra do século XIX não tem, infelizmente, grande projecção no nosso país. Contudo, o interesse que esta desperta no estrangeiro, mais concretamente no Brasil, é preponderante, sendo esta projecção fora do nosso país cada vez maior, dada a riqueza musical que apresenta. Na Biblioteca Geral está armazenada talvez toda a obra de Lopes de Macedo, consistindo esta, quase na sua totalidade, em música sacra. Em 1875, com a sua morte, Lopes de Macedo é substituído como organista da Universidade pelo seu filho, com o mesmo nome, que também era compositor. Este foi celebrizado pelas récitas dos quintanistas da Queima das Fitas na viragem do século, dado que compôs diversas Operetas Cómicas encenadas pelos estudantes na Queima das Fitas.

Estas informações foram recolhidas por um trabalho de investigação do Director Artístico do CMUC, o Mestre César Augusto Nogueira, já que a música de Coimbra do século XIX peca por uma enorme lacuna em termos de investigação, apesar do interesse que por ela existe no estrangeiro.

[editar] O “Miserere”

A obra que o CMUC gravou, o “Miserere”, foi composta na parte final da vida de Lopes de Macedo, sendo, por isso, uma das que apresenta maior riqueza artística. Esta obra nunca havia sido cantada nos tempos modernos, apesar do interesse por ela existente, cabendo ao CMUC a responsabilidade mas também o orgulho de ser o primeiro coro a cantá-la depois do século XIX.

Lopes de Macedo compôs este “Miserere” em homenagem ao “Miserere” de José Maurício, também compositor de Coimbra do início do século XIX. Lopes de Macedo não chegou a conhecer José Maurício, mas era um compositor ainda muito famoso no círculo universitário coimbrão nos fins do século XIX. Este “Miserere” de José Maurício está publicado pela Biblioteca Geral da Universidade.

A Obra gravada foi composta para Coro a três vozes (dois naipes masculinos e um terceiro de voz mais aguda que pode ser interpretado por um naipe feminino), duas Trompas, um Figle (nome comum dado ao instrumento Oficleide), órgão e rabecão.

[editar] A Divulgação Nacional

Tem sido uma questão de atitude, levada a cabo desde a fundação do CMUC — há já 50 anos — levar a música coral aos pontos do nosso país que, de outra forma, dificilmente teriam contacto com ela.

É um gáudio muito grande para o CMUC poder divulgar e representar a Universidade naquilo que tem de mais único e mais admirável: uma cultura histórica sem paralelo. O Projecto de Divulgação Nacional da Obra iniciou-se em Coimbra a 2 de Abril na Capela da Universidade, devolvendo à cidade de Coimbra uma obra que é sua.

Seguiu depois para o sul do país, tendo sido apresentado em Abril de 2004 na Sé de Portalegre, na Igreja Matriz de Castelo de Vide e em Ponte de Sôr.

[editar] O CD

Para que a obra jamais se perca, o CMUC procedeu ao registo desta obra musical num CD, dada a importância do projecto e o interesse que tal seja gravado por um Coro da Universidade de Coimbra. Aliás, foi com esse propósito que Lopes de Macedo escreveu, devendo por isso a gravação ser feita por um coro universitário.

No mesmo CD, o CMUC gravou ainda o "Miserere" que serviu de inspiração a Lopes de Macedo, pelo que o CD conta ainda com o "Miserere" de José Maurício, também interpretado pelo Coro Misto da Universidade de Coimbra.

Nesta gravação o CMUC contou com a colaboração do organista Paulo Bernardino.

[editar] Corpos sociais

O CMUC, enquanto Organismo Autónomo, é uma pessoa colectiva dotada de órgãos próprios, os quais são democraticamente eleitos anualmente entre os sócios ordinários.

[editar] Assembleia Geral do CMUC

A Assembleia Geral é o órgão deliberativo máximo, composto por todos os sócios ordinários. Os trabalhos são presididos por uma Mesa de Assembleia, composta por um Presidente e dois secretários.

As deliberações da Assembleia Geral são apenas revogáveis pelo mesmo órgão e constituem obrigações para todos os coralistas e para os demais órgãos do Coro.

[editar] Direcção

A Direcção é o órgão executivo, ao qual compete assegurar o regular funcionamento do Coro, bem como organizar as actividades tendentes ao cumprimento dos objectivos estatutariamente fixados (promoção da música coral, divulgação dos compositores portugueses, etc.).

A direcção é composta por 7 elementos, a saber:

- 1 Presidente.

- 1 Vice-Presidente.

- 3 Secretários.

- 2 Tesoureiros.

[editar] Conselho Fiscal

Ao Conselho Fiscal compete zelar pela boa gestão dos recursos financeiros do CMUC, dispondo para isso de poderes de inspecção da documentação da Direcção.

Nesses termos, o relatório anual de contas é precedido de um parecer do Conselho Fiscal, apresentado na Assembleia Geral.

[editar] Conselho Artístico

O 'Conselho Artístico' determina a orientação musical do Coro Misto da Universidade de Coimbra. É presidido pelo Director Artístico (o Maestro do CMUC) e integrado pelos 4 delegados de naipe (sopranos, contraltos, tenores e baixos).

o Conselho Artístico reúne ainda um elemento da Direcção, fazendo-se assim a ligação entre a gestão administrativa e artística do Coro.

Ferramentas pessoais
Outras línguas