Anexo:Lista de reis de Portugal

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Pavilhão pessoal dos Reis de Portugal (séculos XVIII a XX).

Esta é uma lista de Reis de Portugal, desde a independência do condado portucalense em relação ao reino de Leão, em 1139, sob a chefia de Dom Afonso Henriques, então conde de Portucale, e primeiro Rei de Portugal como Dom Afonso I, até à implantação da república portuguesa, em 5 de outubro de 1910, que depôs o último Rei português, Dom Manuel II.

Reino de Portugal (1139-1910)[editar | editar código-fonte]

1.ª Dinastia – Dinastia de Borgonha / Dinastia Afonsina[editar | editar código-fonte]

Estandarte dos reis da I Dinastia
# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
1 Afonso I
O Conquistador
O Fundador
AfonsoI-P.jpg 1109
Guimarães, Coimbra ou Viseu
Filho de Henrique de Borgonha e Teresa de Leão
27 de julho de 1139 6 de dezembro de 1185 6 de dezembro de 1185
Coimbra
76 anos
Mafalda de Saboia
1146
sete filhos
D. Mafalda de Saboia - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png

Também chamado Afonso Henriques (Afonso, filho de D. Henrique; aqui radica a designação que os muçulmanos lhe atribuíram, Ibn-Arrik - «filho de Henrique»).

2 Sancho I
O Povoador
SanchoI-P.jpg 11 de novembro de 1154
Coimbra
5ºFilho de Afonso I e Mafalda de Saboia
6 de dezembro de 1185 27 de março de 1211 27 de março de 1185
Coimbra
56 anos
Dulce de Barcelona
1174
onze filhos
D. Dulce de Barcelona, Rainha de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
3 Afonso II
O Gordo
O Gafo
AfonsoII-P.jpg 23 de abril de 1186
Coimbra
4ºFilho de Sancho I e Dulce de Barcelona
27 de março de 1211 25 de março de 1223 25 de março de 1223
Santarém
37 anos
Urraca de Castela
1208
cinco filhos
D. Urraca de Castela, Rainha de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
4 Sancho II
O Capelo
SanchoII-P.jpg 8 de setembro de 1209
Coimbra
1ºFilho de Afonso II e Urraca de Castela
25 de março de 1223 11 de junho de 1247 4 de junho de 1248
Toledo
38 anos
Mécia Lopes de Haro
1245
sem filhos
Mencia López de Haro.jpg Deposto pelo Papa Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em Julho de 1245, sob a acusação de «rex inutilis», viria a abdicar em 1247, exilando-se em Toledo, e vindo a falecer pouco tempo depois, em inícios de 1248.
5 Afonso III
O Bolonhês
Portugal-afonso3.jpg 5 de maio de 1210
Coimbra
2ºFilho de Afonso II e Urraca de Castela
4 de janeiro de 1248 16 de fevereiro de 1279 16 de fevereiro de 1279
Lisboa
68 anos
Matilde II de Bolonha
1239
(anulado em 1253)
sem filhos
Mahaut1.jpg Deposto pelo Papa Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em Julho de 1245, sob a acusação de «rex inutilis», viria a abdicar em 1247, exilando-se em Toledo, e vindo a falecer pouco tempo depois, em inícios de 1248.
Beatriz de Castela
1253
oito filhos
D. Beatriz, Rainha Consorte de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
6 Dinis I
O Lavrador
O Rei-Trovador
Dinis-P.jpg 9 de outubro de 1261
Lisboa
2ºFilho de Afonso III e Beatriz de Castela
16 de fevereiro de 1279 7 de janeiro de 1325 7 de janeiro de 1325
Santarém
63 anos
Isabel de Aragão
11 de fevereiro de 1282
Barcelona
(por procuração)
dois filhos
Elisabeth of Aragon.jpg
7 Afonso IV
O Bravo
AfonsoIV-P.jpg 8 de fevereiro de 1291
Coimbra
2ºFilho de Dinis I e Isabel de Aragão
7 de janeiro de 1325 28 de maio de 1357 28 de maio de 1357
Lisboa
66 anos
Beatriz de Castela
12 de setembro de 1309
sete filhos
D. Beatriz de Castela, Rainha de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
8 Pedro I
O Justiceiro
O Cruel
D. Pedro I de Portugal.png 8 de abril de 1320
Coimbra
4ºFilho de Afonso IV e Beatriz de Castela
28 de maio de 1357 18 de janeiro de 1367 18 de janeiro de 1367
Estremoz
46 anos
Branca de Castela
setembro de 1325
(anulado em 1325)
sem filhos
Constança Manuel de Castela
24 de agosto de 1339
Lisboa
três filhos
Inês de Castro
1354[1]
quatro filhos
8- Rainha D. Inês - A Morta.jpg
9 Fernando I
O Formoso
O Inconstante
Portrait of King Fernando I, Belem Collection.JPG 31 de outubro de 1345
Coimbra
3ºFilho de Pedro I e Constança Manuel de Castela
18 de janeiro de 1367 23 de outubro de 1383 23 de outubro de 1383
Lisboa
37 anos
Leonor Teles de Meneses
5 de maio de 1372
Porto
três filhos
Leonore Teles de Menezes.jpg

Interregno (1383 - 1385)[editar | editar código-fonte]

Designação dada por toda a historiografia ao período que medeia a morte de D. Fernando e a ascensão ao trono do seu meio-irmão bastardo, o mestre de Avis D. João, e que compreende as regências de D. Leonor Teles de Menezes e do próprio mestre de Avis.

# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
- Leonor Teles de Meneses
A Aleivosa
Leonore Teles de Menezes.jpg 1350
Trás-os-Montes
4ªFilha de Martim Afonso Telo de Meneses e Aldonça Anes de Vasconcelos
22 de outubro de 1383 16 de dezembro de 1383 27 de abril de 1386
Tordesilhas
36 anos
Fernando I
5 de maio de 1372
Porto
três filhos
Portrait of King Fernando I, Belem Collection.JPG Exerce a regência em nome de sua filha Beatriz, rainha de jure de Portugal, nos termos do Tratado de Salvaterra de Magos.

Após abdicar da regência a pedido de João I de Castela, Leonor Teles refugiou-se em Castela. Desta forma, João, Mestre de Avis, apoiado pelo povo, tomou a regência do Reino. A 6 de abril de 1385, João é eleito pelas Cortes de Coimbra como o novo Rei de Portugal.

2.ª Dinastia – Dinastia de Avis / Dinastia Joanina[editar | editar código-fonte]

Estandarte dos reis da II Dinastia
# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
10 João I
O de Boa Memória
10- Rei D. João I - O de Boa Memória.jpg 11 de abril de 1357
Lisboa
Filho bastardo de Pedro I e Teresa Lourenço
6 de abril de 1385 14 de agosto de 1433 14 de agosto de 1433
Lisboa
75 anos
Filipa de Lencastre
2 de fevereiro de 1387
Lisboa
oito filhos
Filipa lencastre.jpg

Assinou o Tratado de Windsor, que estabeleceu a Aliança Luso-Britânica, uma das mais antigas do mundo. Deu também início à época que viria a ser conhecida como Descobrimentos. Edificou o Mosteiro da Batalha.

11 Duarte I
O Eloquente
O Rei-Filósofo
Duarte-P.jpg 31 de outubro de 1391
Viseu
3ºFilho de João I e Filipa de Lencastre
14 de agosto de 1433 9 de setembro de 1438 9 de setembro de 1438
Tomar
46 anos
Leonor de Aragão
22 de setembro de 1428
Coimbra
nove filhos
D. Leonor.PNG
- Leonor de Aragão D. Leonor.PNG 2 de maio de 1402
5ªFilha de Fernando I de Aragão e Leonor Urraca de Castela
9 de setembro de 1438 dezembro de 1439 19 de fevereiro de 1445
Toledo
42 anos
Duarte I
22 de setembro de 1428
Coimbra
nove filhos
Duarte-P.jpg Regente durante a menoridade do seu filho, em 1439 foi deposta do cargo pelas Cortes de Lisboa, a favor de Pedro, duque de Coimbra, tio do rei menor. Leonor refugiou-se em Castela, onde morreu envenenada.
- Pedro de Coimbra
O Infante das Sete Partidas
Peter of Coimbra (St. Vincent Panels).jpg 9 de dezembro de 1392
4ºFilho de João I e Filipa de Lencastre
dezembro de 1439 9 de junho de 1448 20 de maio de 1449
Alfarrobeira, Vialonga
57 anos
Isabel de Urgel
13 de setembro de 1428
Alcolea de Cinca
seis filhos
Regente até Afonso V ser declarado maior de idade em 1448. O jovem rei, influenciado por cortesãos, anulou todos os documentos assinados pelo regente, declarando-o rebelde. Pedro morreu no decorrer na Batalha de Alfarrobeira, em 1449, ganha por Afonso.
12 Afonso V
O Africano
Afonso V.jpg 15 de janeiro de 1432
Sintra
3ºFilho de Duarte I e Leonor de Aragão
9 de junho de 1438 28 de agosto de 1481 28 de agosto de 1481
Sintra
49 anos
Isabel de Portugal
6 de maio de 1447
três filhos
Isabel de Coimbra.PNG O seu reinado centrou-se na expansão do domínio português no Norte de África. Participou na Guerra de Sucessão de Castela, em que tomou o partido da sobrinha, Joana, com quem casou. Durante a sua ausência em França, entre 11 e 15 de Novembro de 1477, o seu filho João foi proclamado rei nas Cortes de Santarém.
Joana de Castela
25 de maio de 1475
Cáceres
três filhos
Juana la Beltraneja.jpg
13 João II
O Príncipe Perfeito
Dom Joao II de Portugal.jpg 3 de março de 1455
Lisboa
3ºFilho de Afonso V e Isabel de Portugal
28 de agosto de 1481 25 de outubro de 1495 25 de outubro de 1495
Alvor
40 anos
Leonor de Portugal
22 de janeiro de 1470
Setúbal
seis filhos
Rainha D. Leonor de Aviz, no seu breviário.jpg Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Defendeu a política de exploração atlântica, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia. Em 1494, negociou o Tratado de Tordesilhas com os reis católicos. Vendo-se sem herdeiros legítimos[2] , nomeou o cunhado para o suceder.
14 Manuel I
O Venturoso
Manuel I.jpg 31 de maio de 1469
Alcochete
10ºFilho de Fernando de Portugal, Duque de Viseu e Beatriz de Portugal
25 de outubro de 1495 13 de dezembro de 1521 25 de outubro de 1495
Alvor
40 anos
Isabel de Aragão e Castela
30 de setembro de 1497
Valência de Alcântara
um filho
Isabel das Asturias.jpg Irmão de Leonor de Viseu. Sucede ao cunhado, João II[3] . No seu reinado dá-se o auge do Império Português, prosseguindo as explorações portuguesas iniciadas pelos seus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para a Índia, do Brasil e das ambicionadas "ilhas das especiarias", as Molucas.
Maria de Aragão e Castela
30 de outubro de 1500
Alcácer do Sal
dez filhos
14- Rainha D. Maria de Aragão.jpg
Leonor da Áustria
16 de julho de 1518
Saragoça
dois filhos
Joos van Cleve 003.jpg
15 João III
O Piedoso
D. João III, Anthonis Mor, 1552.jpg 6 de junho de 1502
Lisboa
1ºFilho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
13 de dezembro de 1521 11 de junho de 1557 11 de junho de 1557
Lisboa
55 anos
Catarina de Áustria
10 de fevereiro de 1525
Tordesilhas
nove filhos
Infanta Caterina of Spain.jpg Continuou a política centralizadora do seu pai. Foi forçado a negociar as Molucas com Espanha, mas adquiriu novas colónias na Ásia (Chalé, Diu, Bombaim, Baçaim e Macau). Em 1543, os portugueses chegaram pela primeira vez ao Japão, estendendo a presença portuguesa de Lisboa até Nagasaki. Iniciou a colonização efectiva do Brasil, dividindo-o em capitanias hereditárias.
- Catarina de Áustria Infanta Caterina of Spain.jpg 14 de janeiro de 1507
Torquemada
6ªFilha de Filipe I de Castela e Joana I de Castela
11 de junho de 1557 23 de dezembro de 1562 12 de fevereiro de 1578
Lisboa
71 anos
João III
10 de fevereiro de 1525
Tordesilhas
nove filhos
D. João III, Anthonis Mor, 1552.jpg Viúva de D. João III. Regente em nome do neto, Sebastião. Em 1562, devido a um desentendimento entre ambos, abdica da regência.
- Cardeal-Infante D. Henrique de Portugal 17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 31 de janeiro de 1512
Lisboa
8ºFilho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
23 de dezembro de 1562 20 de janeiro de 1568 31 de janeiro de 1580
Almeirim
68 anos
não casou Irmão de D. João III. Regente em nome do sobrinho-neto, D. Sebastião.
16 Sebastião I
O Desejado
RetratoD.Sebastiao.jpeg 20 de janeiro de 1554
Lisboa
Único filho de João Manuel, Príncipe de Portugal e Joana de Áustria
20 de janeiro de 1568 4 de agosto de 1568 4 de agosto de 1578
Alcácer-Quibir
24 anos
não casou Assume funções aos 14 anos. Falece na Batalha de Alcácer-Quibir (1578)
17 Henrique I
O Casto
O Cardeal-Rei
17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 31 de janeiro de 1512
Lisboa
8ºFilho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
4 de agosto de 1578 31 de janeiro de 1580 31 de janeiro de 1580
Almeirim
68 anos
não casou Morre sem descendentes.

Abre-se um período de interregno, chefiado por um Conselho de Governadores (entre 31 de janeiro e 17 de julho de 1580[4] ). Após esse período inicia-se a Guerra da Sucessão Portuguesa entre D. António, Prior do Crato, aclamado rei de Portugal a 9 de junhode 1580, em Santarém[5] e Filipe II de Espanha, ganhando este último.

Casa de Habsburgo[editar | editar código-fonte]

Estandarte Real de Felipe II.svg

Os soberanos desta dinastia foram também reis de Castela, Países Baixos, Nápoles, Sicília, Leão, Aragão, Valência, Galiza, Navarra, Granada, duques da Borgonha, etc., títulos genericamente reunidos sob a designação de Reis de Espanha.

Nome Retrato Nascimento Casamento(s) Morte Ref.
Filipe I O Prudente
17 de abril de 1581[6] -
13 de setembro de 1598
Portrait of Philip II of Spain by Sofonisba Anguissola - 002b.jpg 21 de maio de 1527
filho de Carlos I e Isabel de Portugal
Maria Manuela
15 de novembro de 1543
1 filho
13 de setembro de 1598 [7]
Maria I da Inglaterra
25 de julho de 1554
sem filhos
Isabel de Valois
22 de junho de 1559
2 filhas
Ana da Áustria
12 de novembro de 1570
6 filhos
Filipe II O Pio
13 de setembro de 1598 -
31 de março de 1621
Andres López 001.jpg 14 de abril de 1578
filho de Filipe II e Ana da Áustria
Margarida de Áustria
18 de abril de 1599
8 filhos
31 de março de 1621 [8]
Filipe III O Grande
31 de março de 1621 -
1 de dezembro de 1640
Philip IV of Spain - Velázquez 1644.jpg 8 de abril de 1605
filho de Filipe III e Margarida de Áustria
Isabel Bourbon
18 de outubro de 1615
8 filhos
17 de Setembro de 1665 [9]
Maria Ana de Áustria
7 de outubro de 1649
5 filhos

Durante este período de sessenta anos, os reis fizeram-se representar em Portugal por um vice-rei ou um corpo de governadores - veja a lista de vice-reis durante a dinastia filipina.

À revolta de 1 de Dezembro de 1640 seguiu-se a Guerra da Aclamação, depois chamada, pela historiografia romântica do século XIX, como Guerra da Restauração.

4.ª Dinastia – Dinastia de Bragança / Dinastia Brigantina[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
Bandeira de D. João IV
Casa reinante: Bragança
21 D. João IV JoaoIVPortugal.jpg 15 de Dezembro de 1640 6 de Dezembro de 1656 O Restaurador
- D. Luísa de Gusmão José de Avelar Rebelo - Retrato da Rainha D.Luisa de Gusmão.jpg 6 de Dezembro de 1656 26 de Junho de 1662 Regente durante a menoridade do filho, D. Afonso VI.
22 D. Afonso VI Alfons VI..jpg 26 de Junho de 1662 23 de Novembro de 1667 O Vitorioso Regências de D. Luísa de Gusmão (6 de Dezembro de 165626 de Junho de 1662) e do Infante D. Pedro (23 de Novembro de 166712 de Setembro de 1683). Deposto por decisão do Conselho de Estado.
- Infante D. Pedro de Portugal Peter II of Portugal.jpg 23 de Novembro de 1667 12 de Setembro de 1683 Regente em nome do irmão.
23 D. Pedro II Peter II of Portugal.jpg 12 de Setembro de 1683 9 de Dezembro de 1706 O Pacífico
24 D. João V Joao V - Necessidades.png 1 de Janeiro de 1707 31 de Julho de 1750 O Magnânimo
25 D. José I D. José I de Portugal.jpg 31 de Julho de 1750 24 de Fevereiro de 1777 O Reformador
26 D. Maria I Jcarvalho-dmariaI-mhn.jpg 24 de Fevereiro de 1777 15 de Julho de 1799 A Piedosa
A Louca
A família real foge para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 deixando Portugal à mercê do invasor.
27 D. Pedro III Anônimo - Retrato do rei Dom Pedro III de Portugal - século XVIII.jpg 5 de Março de 1786 O Capacidónio
O Edificador
Rei-consorte de D. Maria I
- Infante D. João de Portugal Joao VI Portugal.jpg 15 de Julho de 1799 20 de Março de 1816 Regente em nome da mãe, devido a insanidade mental da mesma.
28 D. João VI Joao VI Portugal.jpg 20 de Março de 1816 10 de Março de 1826 O Clemente Regente de Portugal 1792-1816; Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1816-1825); Rei de Portugal e do Algarve e Imperador Titular do Brasil (1825-1826)
29 D. Pedro IV DpedroI-brasil-full.jpg 26 de Abril de 1826 2 de Maio de 1826 O Rei-Soldado
O Libertador
Também Imperador do Brasil (1 de Dezembro de 18227 de Abril de 1831); regente de Portugal (18311834)
- Infanta D. Isabel Maria de Portugal Isabel Maria de Bragança, regente de Portugal.jpg 2 de Maio de 1826 26 de Fevereiro de 1828 Irmã de D. Pedro IV e regente em nome da sobrinha, D. Maria II.
- Infante D. Miguel 30- Rei D. Miguel - O Absoluto.jpg 26 de Fevereiro de 1828 11 de Julho de 1828 Irmão de D. Pedro IV e D. Isabel Maria. Regente em nome da sobrinha, D. Maria II.
30 D. Miguel I 30- Rei D. Miguel - O Absoluto.jpg 11 de Julho de 1828 26 de Maio de 1834 O Rei Absoluto
O Usurpador
Apodera-se do trono destinado à sobrinha em 1828, desencadeando, contra o irmão, a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), que opôs liberais a absolutistas, sendo os primeiros os vencedores.
31 D. Maria II Maria II Portugal 1829.jpg 20 de Setembro de 1834 15 de Novembro de 1853 A Educadora
Foi assim cognominada em virtude da aprimorada educação que dispensou ao seus muitos filhos.
32 D. Fernando II 31- Rei D. Fernando II - O Artista.jpg 16 de Setembro de 1837 O Rei-Artista Rei-consorte de D. Maria II; oriundo da família de Saxe-Coburgo-Gotha [10]
- D. Fernando II 31- Rei D. Fernando II - O Artista.jpg 15 de Novembro de 1853 16 de Setembro de 1855 O Rei-Artista Regente durante a menoridade do filho, Pedro V.
33 D. Pedro V Don Pedro V.jpg 16 de Setembro de 1855 11 de Novembro de 1861 O Esperançoso
O Bem-Amado
34 D. Luís I D Luis.jpg 11 de Novembro de 1861 19 de Outubro de 1889 O Popular
O Bom
35 D. Carlos I Carlos I of Portugal by José Malhoa.jpg 19 de Outubro de 1889 1 de Fevereiro de 1908 [11] O Diplomata
O Martirizado
Assassinado na Praça do Comércio, em Lisboa (Regicídio de 1908).
36 D. Manuel II 35- Rei D. Manuel II - O Patriota.jpg 1 de Fevereiro de 1908 5 de Outubro de 1910 O Patriota
O Rei-Saudade "O Desventurado"
I Implantação da República

Notas e Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Em junho de 1360 fez a declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se tinha casado secretamente com D. Inês, em 1354, em Bragança «em dia que não se lembrava».
  2. Após a morte do herdeiro, Afonso, em 1491, após uma misteriosa queda de cavalo, tentou legitimar um filho bastardo, Jorge de Lencastre, mas não conseguiu.
  3. Por morte de D. João II sem filhos legítimos (o príncipe D. Afonso falecera em condições trágicas nunca completamente esclarecidas em 1491), nem irmãos sobrevivos (a infanta Santa Joana, sua irmã, falecera em 1490), não obstante haver tentado legitimar um seu filho natural, o infante D. Jorge de Lancastre, futuro Duque de Coimbra, a Coroa Portuguesa acabou por passar para o seu primo e cunhado D. Manuel, Duque de Beja, o qual era filho de D. Fernando, Duque de Viseu (irmão do rei D. Afonso V), e de D. Beatriz (filha do infante D. João, o penúltimo dos membros da Ínclita Geração). Assim, embora pelo lado do pai fosse neto do rei D. Duarte, e pelo lado da mãe, bisneto de D. João I, o facto de não ser herdeiro directo, mas sim colateral, leva a que surjam, por vezes, referências a uma pretensa quebra na casa reinante da dinastia de Avis, o que não faz qualquer sentido.
  4. Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
  5. segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
  6. Filipe II começou logo a exercer o seu poder ainda em 1580, embora apenas parcialmente, pois ainda não dominava todo o território; só em 1581, com as Cortes de Tomar, se tornou Rei de Portugal de jure, e apenas em 1583 conseguiu abafar todos os pontos que ainda eram afectos ao Prior do Crato.
  7. Filipe II Monarcas Espanhóis. Visitado em 29 de junho de 2014.
  8. Filipe III Monarcas Espanhóis. Visitado em 29 de junho de 2014.
  9. Filipe IV Monarcas Espanhóis. Visitado em 29 de junho de 2014.
  10. Esta alegada mudança de nome na Dinastia de Bragança, reinante em Portugal, por morte de D. Maria II, para Bragança-Saxe-Coburgo-Gotha (ou mais correctamente, Bragança-Wettin), não é de todo reconhecida pela historiografia portuguesa, sendo antes uma criação das historiografias estrangeiras (sobretudo a francesa, que não reconhece a sucessão por via feminina, fazendo assim aplicar à dinastia reinante em Portugal o nome dinástico do rei consorte). Assim, embora a linha de sucessão prossiga em linha recta, pelo casamento da Rainha D. Maria II com um príncipe estrangeiro (D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha), teria cessado na Casa Real portuguesa a varonia de D. Afonso Henriques, mantida ao longo de sete séculos (note-se que a outra rainha portuguesa, D. Maria I, casara com o tio D. Pedro III, pelo que se manteve o sangue do primeiro rei de Portugal), tendo então passado a correr o sangue da casa de Wettin nas veias dos Bragança. Contudo, em Portugal sempre as mulheres puderam transmitir o nome, bem como o património, na falta de herdeiro varão na família. Isto leva a encontrar-se por vezes escrito, entre historiadores estrangeiros, a existência de uma quinta dinastia em Portugal - uma divisão aparentemente artificial dentro da última dinastia real portuguesa, governada pela suposta casa de Bragança-Wettin, a qual compreenderia os reis entre D. Pedro V e D. Manuel II. Para todos os efeitos, considera-se mais válida a divisão tradicional em quatro dinastias, face à legalidade da designação de dinastia de Bragança, única utilizada, e determinada pela Casa Real e pela generalidade das pessoas, até 1910 e depois dessa data.
  11. O herdeiro do trono, D. Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal, ainda que tenha sobrevivido escassos minutos ao seu pai, não foi nunca considerado como rei de Portugal (embora tenha sido chamado, por alguns estrangeiros, de D. Luís II); nem o poderia ser, pois em Portugal só eram considerados reis "de jure" os príncipes depois de jurarem os foros, liberdades e garantias no acto da sua aclamação ao trono (até 1834), ou de jurarem a Constituição (depois daquela data), em sessão solene e plenária das Cortes. Desta forma, o trono recaiu de imediato no seu irmão mais novo, D. Manuel II, depois de juramentado.
(*) Todos estes reis foram também soberanos do reino do Algarve, a partir de D. Afonso III; antes dele, D. Sancho I usou esse título (ou o alternativo rei de Silves) entre 1189 e 1191.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FERNANDES, Isabel Alexandra. Reis e Rainhas de Portugal (5a. ed.). Lisboa: Texto Editores, 2006. ISBN 972-47-1792-5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Reinos cristãos da Península Ibérica
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