Monarcas de Portugal

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Pavilhão pessoal dos Reis de Portugal (séculos XVIII a XX).

O Monarca de Portugal era quem detinha a chefia de estado enquanto imperava o regime monárquico em Portugal, desde a independência do condado portucalense em relação ao reino de Leão e Castela, em 1143 , com o Tratado de Zamora, até à Implantação da República Portuguesa, a 5 de outubro de 1910, que depôs o último Rei de Portugal, Dom Manuel II.

Após o início da Reconquista Cristã, formou-se o Condado Portucalense, na região entre Douro e Minho da Península Ibérica que, nos seus primórdios, foi governado pela Casa de Vímara Peres, dependente da coroa castelhana. Entretanto, esta região foi doada ao Conde D.Henrique, pelos bons serviços prestados na luta contra os Mouros. Foi herdado pelo seu filho, D.Afonso Henriques, que lutou incansavalmente para que a independência do condado fosse reconhecida. Tal acabou por suceder e D.Afonso tornou-se Afonso I, Rei de Portugal, O Conquistador.

Condado de Portugal (868-1139)[editar | editar código-fonte]

Casa de Vímara Peres[editar | editar código-fonte]

Os condes da casa de Vímara Peres nem sempre se sucederam em linha reta, recorrendo por vezes à sucessão cognática. Eram uma família com bastante influência, tendo o seu apogeu no século X.

# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
1 Vímara Peres Porto, Portugal (10552325653).jpg c.820
Corunha
1ºFilho de Pedro Theon
868 873 873
Guimarães
52-53 anos
Trudilda
Antes de 850
dois filhos

Foi um dos responsáveis pela repovoação da linha entre os rios Minho e Douro e, auxiliado por cavaleiros da região, pela ação de presúria do burgo de Portucale (Porto), que foi assim definitivamente conquistado aos muçulmanos no ano de 868.[1] Nesse mesmo ano, tornou-se o primeiro conde de Portucale.

2 Lucídio Vimaranes c.850
1ºFilho de Vímara Peres e Trudilda
873 873 922
Guimarães
52-53 anos
Gudilona Mendes
c.873
três filhos

Terá presumivelmenteabdicado após uns meses de governo, para o sogro de um dos seus filhos, Diogo Fernandes.

3 Diogo Fernandes Antes de 873 873 928 928
Onega
Antes de 928
quatro filhos

Sogro de Alvito Lucides, filho de Lucídio Vimaranes.

4 Mumadona Dias Estátua a Mumadona Dias no Largo da Mumadona 04.JPG c.900
4ªFilha de Diogo Fernandes e Onega
928 24 de julho de 950 968
Guimarães
67-68 anos
Mendo I Gonçalves
Entre 915 e 920
seis filhos

Era a governante mais poderosa e influente do Noroeste da Península Ibérica. Edificou o Castelo de Guimarães, a corte dos condes de Portucale que se sucederam. Em 950 os domínios são divididos pelos seus filhos, ficando o condado Portucalense para Gonçalo Mendes.

5 Mendo I Gonçalves c.900
Filho de Gonçalo Afonso Betote e Teresa Eris
antes de 950 Antes de 950
c.49-50 anos
Mumadona Dias
Entre 915 e 920
seis filhos
Estátua a Mumadona Dias no Largo da Mumadona 04.JPG

Governou com a esposa, Mumadona. Há fontes que o têm como morto em 928.[2] , e outras em que terá morrido entre 943 e 950. Visto que há fontes em como ela governou sozinha após a morte do esposo, este terá morrido certamente antes de 950.

6 Gonçalo I Mendes c.925
1ºFilho de Mendo I Gonçalves e Mumadona Dias
24 de julho de 950 999 999
c.73-74 anos
Ilduara Pais de Deza
Antes de 964
um filho
Em 997 intitula-se magnus dux portucalensium.
7 Mendo II Gonçalves c.945
Filho de Gonçalo I Mendes e Ilduara Pais de Deza
999 1 ou 6 de outubro de 1008 1 ou 6 de outubro de 1008
c.62-63 anos
Tutadona Moniz de Coimbra
Antes de 1008
nove filhos
Foi assassinado.
8 Tutadona Moniz de Coimbra c.960
1ªFilha de Munio Froilaz de Coimbra e Elvira Pais de Deza
1 ou 6 de outubro de 1008 1015 1025
c.64-65 anos
Mendo II Gonçalves
Antes de 1008
nove filhos
Viúva, governa com o sucessor do marido.[3]
9 Alvito Nunes c.985
Filho de Nuno Alvites
1015
c.29-30 anos
Gontina
Antes de 1015
quatro filhos
Neto de Alvito Lucides, filho de Lucídio Vimaranes.[4] . Governa com a viúva do seu antecessor [3] .
10 Ilduara Mendes Antes de 1008
Filha de Mendo II Gonçalves e Tutadona Moniz de Coimbra
1015 1058 1058
c.57-58 anos
Nuno I Alvites
Antes de 1028
um filho
Governa com o marido, depois com o filho e ainda com o neto.
11 Nuno I Alvites c.985
Filho de Alvito Nunes e Gontina
1028 1028
c.29-30 anos
Ilduara Mendes
Antes de 1028
um filho
Governa com a esposa, Ilduara.
12 Mendo III Nunes Antes de 1028
Filho de Nuno I Alvites e Ilduara Mendes
1028 1050 1050
c.21-22 anos
Desconhecida
Antes de 1050
um filho
Governa com a mãe, Ilduara. Falece em combate.
13 Nuno II Mendes Antes de 1050
Filho de Mendo III Nunes
1050 18 de fevereiro de 1071 18 de fevereiro de 1071
c.29-30 anos
Desconhecida
Antes de 1071
sem filhos
Governa com a avó até à morte desta em 1058. Último conde da família de Vímara Peres; derrotado pelo rei Garcia da Galiza na batalha de Pedroso.

Unificação do Condado Portucalense a Leão e Castela (1065-1096)[editar | editar código-fonte]

Em 1065, o Condado Portucalense e a Galiza fizeram parte do território atribuído por Fernando I para o seu filho mais novo Garcia II, que se tornou o primeiro monarca a usar o título de "Rei de Portugal". No entanto, ele lutava por controlar os seus nobres irascíveis. Com a sua vitória em 1071, na Batalha de Pedroso, onde derrota Nuno II Mendes, o Condado de Portucale é extinto.

Mais tarde, em 1071, os seus irmãos Afonso VI e Sancho II tomaram o reino da Galiza (incluindo Portugal), expulsando Garcia. Na primavera seguinte, Sancho, por sua vez, expulsou Afonso, juntando Galiza (incluindo Portugal) a Castela e Leão. Sancho apareceu como rei num documento português de 1072. Com o assassinato de Sancho, mais tarde, no mesmo ano, D. Afonso VI sucedeu à coroa, solidificando a posição de Portugal como parte integrante do maior reino unificado.

Em 1093, Afonso VI oferece o condado ao seu genro, Raimundo, que o cederá, em 1096, a Henrique, que restaura a independência do condado.

Casa de Borgonha[editar | editar código-fonte]

PortugueseFlag1095.svg
# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
1 Raimundo de Borgonha Raymond of Burgundy.jpg 1070
Besançon
Filho de Guilherme I, conde da Borgonha e Estefânia de Lorena
1093 1096 24 de maio de 1107
Grajal de Campos
36-37 anos
Urraca I de Leão e Castela
Antes de 1105
dois filhos
Urraca I de León (Ayuntamiento de León).jpg

Recebeu do sogro, Afonso VI de Leão e Castela, o Condado de Portugal (Portucalense) que cede, em 1096, ao primo e cunhado, Henrique.

2 Henrique de Borgonha Henrique de Borgonha.png 1066
Filho de Henrique de Borgonha e Sibila da Borgonha
1096 24 de abril de 1112 24 de abril de 1112
Astorga
45-46 anos
Teresa de Leão
c.1095
cinco filhos
Teresa de Leão.jpg

Recebeu do primo, o Condado de Portugal (Portucalense). Lança as bases para a independência das suas terras, feito que seria concretizado pelo filho.

- Teresa de Leão Teresa de Leão.jpg 1080
Filha bastarda de Afonso VI de Leão e Castela e Ximena Moniz
24 de abril de 1112 24 de junho de 1128 11 de novembro de 1130
Póvoa do Lanhoso ou Mosteiro de Santa Maria de Montederramo
49-50 anos
Henrique de Borgonha
c.1095
cinco filhos
Henrique de Borgonha.png

Regente na menoridade do filho (r. 1112 - 1128). Usou o título de Regina («Rainha»).

3 Afonso I
O Conquistador
O Fundador
AfonsoI-P.jpg 1109
Guimarães, Coimbra ou Viseu
Filho de Henrique de Borgonha e Teresa de Leão
24 de junho de 1128 27 de julho de 1139 6 de dezembro de 1185
Coimbra
76 anos
Mafalda de Saboia
1146
sete filhos
D. Mafalda de Saboia - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png

Opôs-se à mãe e derrotou-a na Batalha de São Mamede, a 24 de junho de 1128. Proclama-se Rei de Portugal em 1139, título reconhecido pelo primo, Afonso VII de Leão e Castela, no Tratado de Zamora, em 1143, e pelo Papa Alexandre III em 1179.

Reino de Portugal (1139-1910)[editar | editar código-fonte]

1.ª Dinastia – Dinastia de Borgonha / Dinastia Afonsina[editar | editar código-fonte]

Estandarte dos reis da I Dinastia
# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
1 Afonso I
O Conquistador
O Fundador
AfonsoI-P.jpg 1109
Guimarães, Coimbra ou Viseu
Filho de Henrique de Borgonha e Teresa de Leão
27 de julho de 1139 6 de dezembro de 1185 6 de dezembro de 1185
Coimbra
76 anos
Mafalda de Saboia
1146
sete filhos
D. Mafalda de Saboia - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png

Conquistou grande parte do atual território português, chegando até Lisboa. Também chamado Afonso Henriques (Afonso, filho de D. Henrique; aqui radica a designação que os muçulmanos lhe atribuíram, Ibn-Arrik - «filho de Henrique»).

2 Sancho I
O Povoador
SanchoI-P.jpg 11 de novembro de 1154
Coimbra
5ºFilho de Afonso I e Mafalda de Saboia
6 de dezembro de 1185 27 de março de 1211 27 de março de 1185
Coimbra
56 anos
Dulce de Barcelona
1174
onze filhos
D. Dulce de Barcelona, Rainha de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
3 Afonso II
O Gordo
O Gafo
AfonsoII-P.jpg 23 de abril de 1186
Coimbra
4ºFilho de Sancho I e Dulce de Barcelona
27 de março de 1211 25 de março de 1223 25 de março de 1223
Santarém
37 anos
Urraca de Castela
1208
cinco filhos
D. Urraca de Castela, Rainha de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
4 Sancho II
O Capelo
SanchoII-P.jpg 8 de setembro de 1209
Coimbra
1ºFilho de Afonso II e Urraca de Castela
25 de março de 1223 11 de junho de 1247 4 de junho de 1248
Toledo
38 anos
Mécia Lopes de Haro
1245
sem filhos
Mencia López de Haro.jpg Deposto pelo Papa Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em Julho de 1245, sob a acusação de «rex inutilis», viria a abdicar em 1247, exilando-se em Toledo, e vindo a falecer pouco tempo depois, em inícios de 1248.
5 Afonso III
O Bolonhês
Portugal-afonso3.jpg 5 de maio de 1210
Coimbra
2ºFilho de Afonso II e Urraca de Castela
4 de janeiro de 1248 16 de fevereiro de 1279 16 de fevereiro de 1279
Lisboa
68 anos
Matilde II de Bolonha
1239
(anulado em 1253)
sem filhos
Mahaut1.jpg
Beatriz de Castela
1253
oito filhos
D. Beatriz, Rainha Consorte de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
6 Dinis I
O Lavrador
O Rei-Trovador
Dinis-P.jpg 9 de outubro de 1261
Lisboa
2ºFilho de Afonso III e Beatriz de Castela
16 de fevereiro de 1279 7 de janeiro de 1325 7 de janeiro de 1325
Santarém
63 anos
Isabel de Aragão
11 de fevereiro de 1282
Barcelona
(por procuração)
dois filhos
Elisabeth of Aragon.jpg
7 Afonso IV
O Bravo
AfonsoIV-P.jpg 8 de fevereiro de 1291
Coimbra
2ºFilho de Dinis I e Isabel de Aragão
7 de janeiro de 1325 28 de maio de 1357 28 de maio de 1357
Lisboa
66 anos
Beatriz de Castela
12 de setembro de 1309
sete filhos
D. Beatriz de Castela, Rainha de Portugal - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
8 Pedro I
O Justiceiro
O Cruel
D. Pedro I de Portugal.png 8 de abril de 1320
Coimbra
4ºFilho de Afonso IV e Beatriz de Castela
28 de maio de 1357 18 de janeiro de 1367 18 de janeiro de 1367
Estremoz
46 anos
Branca de Castela
setembro de 1325
(anulado em 1325)
sem filhos
Constança Manuel de Castela
24 de agosto de 1339
Lisboa
três filhos
Inês de Castro
1354[5]
quatro filhos
8- Rainha D. Inês - A Morta.jpg
9 Fernando I
O Formoso
O Inconstante
Portrait of King Fernando I, Belem Collection.JPG 31 de outubro de 1345
Coimbra
3ºFilho de Pedro I e Constança Manuel de Castela
18 de janeiro de 1367 23 de outubro de 1383 23 de outubro de 1383
Lisboa
37 anos
Leonor Teles de Meneses
5 de maio de 1372
Porto
três filhos
Leonore Teles de Menezes.jpg

Interregno (1383 - 1385)[editar | editar código-fonte]

Designação dada por toda a historiografia ao período que medeia a morte de D. Fernando e a ascensão ao trono do seu meio-irmão bastardo, o mestre de Avis D. João, e que compreende as regências de D. Leonor Teles de Menezes e do próprio mestre de Avis.

# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
- Leonor Teles de Meneses
A Aleivosa
Leonore Teles de Menezes.jpg 1350
Trás-os-Montes
4ªFilha de Martim Afonso Telo de Meneses e Aldonça Anes de Vasconcelos
22 de outubro de 1383 16 de dezembro de 1383 27 de abril de 1386
Tordesilhas
36 anos
Fernando I
5 de maio de 1372
Porto
três filhos
Portrait of King Fernando I, Belem Collection.JPG Exerce a regência em nome de sua filha Beatriz, rainha de jure de Portugal, nos termos do Tratado de Salvaterra de Magos.

Após abdicar da regência a pedido de João I de Castela, Leonor Teles refugiou-se em Castela. Desta forma, João, Mestre de Avis, apoiado pelo povo, tomou a regência do Reino. A 6 de abril de 1385, João é eleito pelas Cortes de Coimbra como o novo Rei de Portugal.

2.ª Dinastia – Dinastia de Avis / Dinastia Joanina[editar | editar código-fonte]

Estandarte dos reis da II Dinastia
# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
10 João I
O de Boa Memória
10- Rei D. João I - O de Boa Memória.jpg 11 de abril de 1357
Lisboa
Filho bastardo de Pedro I e Teresa Lourenço
6 de abril de 1385 14 de agosto de 1433 14 de agosto de 1433
Lisboa
75 anos
Filipa de Lencastre
2 de fevereiro de 1387
Lisboa
oito filhos
Filipa lencastre.jpg

Assinou o Tratado de Windsor, que estabeleceu a Aliança Luso-Britânica, uma das mais antigas do mundo. Deu também início à época que viria a ser conhecida como Descobrimentos. Edificou o Mosteiro da Batalha.

11 Duarte I
O Eloquente
O Rei-Filósofo
Duarte-P.jpg 31 de outubro de 1391
Viseu
3ºFilho de João I e Filipa de Lencastre
14 de agosto de 1433 9 de setembro de 1438 9 de setembro de 1438
Tomar
46 anos
Leonor de Aragão
22 de setembro de 1428
Coimbra
nove filhos
D. Leonor.PNG Deu continuidade à política de incentivo à exploração marítima e de conquistas em África. O seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, a partir de onde dirigiu as navegações: assim, em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador, avançando-se paara Angra dos Ruivos em 1435, e Afonso Gonçalves Baldaia atingiu o Rio do Ouro e Pedra da Galé em 1436.
- Leonor de Aragão D. Leonor.PNG 2 de maio de 1402
5ªFilha de Fernando I de Aragão e Leonor Urraca de Castela
9 de setembro de 1438 dezembro de 1439 19 de fevereiro de 1445
Toledo
42 anos
Duarte I
22 de setembro de 1428
Coimbra
nove filhos
Duarte-P.jpg Regente durante a menoridade do seu filho, em 1439 foi deposta do cargo pelas Cortes de Lisboa, a favor de Pedro, duque de Coimbra, tio do rei menor. Leonor refugiou-se em Castela, onde morreu envenenada.
- Pedro de Coimbra
O Infante das Sete Partidas
Peter of Coimbra (St. Vincent Panels).jpg 9 de dezembro de 1392
4ºFilho de João I e Filipa de Lencastre
dezembro de 1439 9 de junho de 1448 20 de maio de 1449
Alfarrobeira, Vialonga
57 anos
Isabel de Urgel
13 de setembro de 1428
Alcolea de Cinca
seis filhos
Regente até Afonso V ser declarado maior de idade em 1448. O jovem rei, influenciado por cortesãos, anulou todos os documentos assinados pelo regente, declarando-o rebelde. Pedro morreu no decorrer na Batalha de Alfarrobeira, em 1449, ganha por Afonso.
12 Afonso V
O Africano
Afonso V.jpg 15 de janeiro de 1432
Sintra
3ºFilho de Duarte I e Leonor de Aragão
9 de junho de 1438 28 de agosto de 1481 28 de agosto de 1481
Sintra
49 anos
Isabel de Portugal
6 de maio de 1447
três filhos
Isabel de Coimbra.PNG O seu reinado centrou-se na expansão do domínio português no Norte de África. Participou na Guerra de Sucessão de Castela, em que tomou o partido da sobrinha, Joana, com quem casou. Durante a sua ausência em França, entre 11 e 15 de Novembro de 1477, o seu filho João foi proclamado rei nas Cortes de Santarém.
Joana de Castela
25 de maio de 1475
Cáceres
três filhos
Juana la Beltraneja.jpg
13 João II
O Príncipe Perfeito
Dom Joao II de Portugal.jpg 3 de março de 1455
Lisboa
3ºFilho de Afonso V e Isabel de Portugal
28 de agosto de 1481 25 de outubro de 1495 25 de outubro de 1495
Alvor
40 anos
Leonor de Portugal
22 de janeiro de 1470
Setúbal
seis filhos
Rainha D. Leonor de Aviz, no seu breviário.jpg Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Defendeu a política de exploração atlântica, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia. Em 1494, negociou o Tratado de Tordesilhas com os reis católicos. Vendo-se sem herdeiros legítimos[6] , nomeou o cunhado para o suceder.
14 Manuel I
O Venturoso
Manuel I.jpg 31 de maio de 1469
Alcochete
10ºFilho de Fernando de Portugal, Duque de Viseu e Beatriz de Portugal
25 de outubro de 1495 13 de dezembro de 1521 25 de outubro de 1495
Alvor
40 anos
Isabel de Aragão e Castela
30 de setembro de 1497
Valência de Alcântara
um filho
Isabel das Asturias.jpg Irmão de Leonor de Viseu. Sucede ao cunhado, João II[7] . No seu reinado dá-se o auge do Império Português, prosseguindo as explorações portuguesas iniciadas pelos seus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para a Índia, do Brasil e das ambicionadas "ilhas das especiarias", as Molucas.
Maria de Aragão e Castela
30 de outubro de 1500
Alcácer do Sal
dez filhos
14- Rainha D. Maria de Aragão.jpg
Leonor da Áustria
16 de julho de 1518
Saragoça
dois filhos
Joos van Cleve 003.jpg
15 João III
O Piedoso
D. João III, Anthonis Mor, 1552.jpg 6 de junho de 1502
Lisboa
1ºFilho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
13 de dezembro de 1521 11 de junho de 1557 11 de junho de 1557
Lisboa
55 anos
Catarina de Áustria
10 de fevereiro de 1525
Tordesilhas
nove filhos
Infanta Caterina of Spain.jpg Continuou a política centralizadora do seu pai. Foi forçado a negociar as Molucas com Espanha, mas adquiriu novas colónias na Ásia (Chalé, Diu, Bombaim, Baçaim e Macau). Em 1543, os portugueses chegaram pela primeira vez ao Japão, estendendo a presença portuguesa de Lisboa até Nagasaki. Iniciou a colonização efectiva do Brasil, dividindo-o em capitanias hereditárias.
- Catarina de Áustria Infanta Caterina of Spain.jpg 14 de janeiro de 1507
Torquemada
6ªFilha de Filipe I de Castela e Joana I de Castela
11 de junho de 1557 23 de dezembro de 1562 12 de fevereiro de 1578
Lisboa
71 anos
João III
10 de fevereiro de 1525
Tordesilhas
nove filhos
D. João III, Anthonis Mor, 1552.jpg Viúva de D. João III. Regente em nome do neto, Sebastião. Em 1562, devido a um desentendimento entre ambos, abdica da regência.
- Cardeal-Infante D. Henrique de Portugal 17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 31 de janeiro de 1512
Lisboa
8ºFilho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
23 de dezembro de 1562 20 de janeiro de 1568 31 de janeiro de 1580
Almeirim
68 anos
não casou Irmão de D. João III. Regente em nome do sobrinho-neto, D. Sebastião.
16 Sebastião I
O Desejado
RetratoD.Sebastiao.jpeg 20 de janeiro de 1554
Lisboa
Único filho de João Manuel, Príncipe de Portugal e Joana de Áustria
20 de janeiro de 1568 4 de agosto de 1578 4 de agosto de 1578
Alcácer-Quibir
24 anos
não casou Assume funções aos 14 anos. Falece na Batalha de Alcácer-Quibir (1578)
17 Henrique I
O Casto
O Cardeal-Rei
17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 31 de janeiro de 1512
Lisboa
8ºFilho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela
4 de agosto de 1578 31 de janeiro de 1580 31 de janeiro de 1580
Almeirim
68 anos
não casou Morre sem descendentes.

Abre-se um período de interregno, chefiado por um Conselho de Governadores (entre 31 de janeiro e 17 de julho de 1580[8] ). Após esse período inicia-se a Guerra da Sucessão Portuguesa entre D. António, Prior do Crato, aclamado rei de Portugal a 9 de junhode 1580, em Santarém[9] e Filipe II de Espanha, ganhando este último.

Casa de Habsburgo[editar | editar código-fonte]

Estandarte Real de Felipe II.svg

Os soberanos desta dinastia foram também reis de Castela, Países Baixos, Nápoles, Sicília, Leão, Aragão, Valência, Galiza, Navarra, Granada, duques da Borgonha, etc., títulos genericamente reunidos sob a designação de Reis de Espanha.

# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
18 Filipe I[10]
O Prudente
Portrait of Philip II of Spain by Sofonisba Anguissola - 002b.jpg 21 de maio de 1527
Valladolid
1ºFilho de Carlos V, Sacro Imperador Romano-Germânico (Carlos I de Espanha) e Isabel de Portugal
17 de abril de 1581[11] -
13 de setembro de 1598 13 de setembro de 1598
Madrid
71 anos
Maria Manuela de Portugal
15 de novembro de 1543
Salamanca
um filho
Maria Manuela de Portugal.jpg Já rei de Espanha desde 1556, Filipe foi eleito Rei por ser, por via materna, neto legítimo de Manuel I de Portugal. A sua coroação trouxe a oposição do povo, que via em António, prior do Crato o Rei legítimo de Portugal. Após uma curta guerra com estepretendente, acabou por vencer e tornar-se no rei de Portugal, dando início à União Ibérica, que se prolongou durante 60 anos.
Maria I de Inglaterra
25 de julho de 1554
Winchester
sem filhos
Anthonis Mor - Queen Mary Tudor of England - WGA16178.jpg
Isabel de França
22 de junho de 1559
Paris
(por procuração)
31 de janeiro de 1560
Guadalajara
cinco filhos
Isabel de Valois2..jpg
Ana de Áustria
14 de novembro de 1570
Segóvia
cinco filhos
Anne of Austria Spain.jpg
19 Filipe II[12]
O Pio
Felipe3-Spain.jpg 14 de abril de 1578
Madrid
4ºFilho de Filipe I e Ana de Áustria
13 de setembro de 1598 31 de março de 1621 31 de março de 1621
Madrid
42 anos
Margarida de Áustria
18 de abril de 1599
Valência
oito filhos
Juan Pantoja de la Cruz - Margaret of Austria, Queen of Spain - Google Art Project.jpg Visitou Portugal em 1619. No resto dos antigos domínios portugueses, os holandeses tentaram tomar as Molucas, Malaca e Moçambique, sendo vencidos por André Furtado de Mendonça e Estêvão de Ataíde. Publicaram-se em Portugal, em 1603, as Ordenações Filipinas.
20 Filipe III[13]
O Grande
Philip IV of Spain - Velázquez 1644.jpg 8 de abril de 1605
Valladolid
3ºFilho de Filipe II e Margarida de Áustria
31 de dezembro de 1621 1 de dezembro de 1640 17 de setembro de 1665
Madrid
60 anos
Isabel de França
18 de outubro de 1615
Burgos
(por procuração)
25 de novembro de 1615
Ilha dos Faisões
oito filhos
Diego Velázquez 069.jpg O descontentamento geral português gerado entre os anos 20 e 30 do século XVII alimentaram o desejo de nova independência. A 1 de dezembro de 1640, João, duque de Bragança, descendente de Catarina de Bragança, é aclamado como o novo Rei de Portugal. Inicia-se a Guerra da Restauração.
Mariana de Áustria
7 de outubro de 1649
Madrid
cinco filhos
Diego Velázquez 032b.jpg


Durante este período de sessenta anos, os reis fizeram-se representar em Portugal por um vice-rei ou um corpo de governadores - veja a lista de vice-reis durante a dinastia filipina.

À revolta de 1 de Dezembro de 1640 seguiu-se a Guerra da Aclamação, depois chamada, pela historiografia romântica do século XIX, como Guerra da Restauração.

4.ª Dinastia – Dinastia de Bragança / Dinastia Brigantina[editar | editar código-fonte]

Bandeira de D. João IV
# Nome e Cognomes Nascimento Início do reinado Fim do reinado Morte Consorte(s) Notas
21 João IV
O Restaurador
JoaoIVPortugal.jpg 19 de março de 1604
Vila Viçosa
1ºFilho de Teodósio II, Duque de Bragança e Ana de Velasco
1 de dezembro de 1640 6 de dezembro de 1656 6 de dezembro de 1656
Sintra
52 anos
Luísa de Gusmão
12 de janeiro de 1633
Elvas
sete filhos
José de Avelar Rebelo - Retrato da Rainha D.Luisa de Gusmão.jpg

Neto de Catarina de Bragança, pretendente ao trono de Portugal em 1580. Com a independência de Espanha após 60 anos de domínio, inicia-se a Guerra da Restauração, em que Portugal é auxiliado pela Inglaterra.

- Luísa de Gusmão José de Avelar Rebelo - Retrato da Rainha D.Luisa de Gusmão.jpg 13 de outubro de 1613
Huelva
3ªFilha de João Manuel Peres de Gusmão, Duque de Medina Sidónia e Joana Lourença Gómez de Sandoval y Lacerda
6 de dezembro de 1656 26 de junho de 1662 27 de fevereiro de 1666
Lisboa
52 anos
João IV
12 de janeiro de 1633
Elvas
sete filhos
JoaoIVPortugal.jpg Regente durante a menoridade do filho, D. Afonso VI. A sua regência foi marcada pela continuação da Guerra da Restauração, em que houve a grande vitória portuguesa das Linhas de Elvas, a 14 de janeiro de 1659.
22 Afonso VI
O Vitorioso
Afonso VI de Portugal.JPG 21 de agosto de 1643
Lisboa
6ºFilho de João IV e Luísa de Gusmão
26 de junho de 1662 23 de novembro de 1667 12 de setembro de 1683
Sintra
40 anos
Maria Francisca de Saboia-Nemours
27 de junho de 1669
La Rochelle
(por procuração, anulado a 24 de março de 1668)
sem filhos
Maria Francisca de Saboia.png Cognominado ironicamente O Vitorioso, pois terá sido na globalidade do seu governo (1656-1683) que se assinou a paz com Espanha, pondo fim à Guerra da Restauração. Física e mentalmente incapaz, o seu curto reinado foi dominado pelo Conde de Castelo Melhor. Acabou deposto por decisão do Conselho de Estado, sendo o governo entregue ao seu irmão Pedro, que governa como regente até à morte do irmão
23 Pedro II
O Pacífico
Pedro II PT.png 26 de abril de 1648
Lisboa
7ºFilho de João IV e Luísa de Gusmão
23 de novembro de 1667 12 de setembro de 1683 9 de dezembro de 1706
Alcântara
58 anos
Maria Francisca de Saboia-Nemours
2 de abril de 1668
uma filha
Maria Francisca de Saboia.png Assumiu a regência em nome do irmão até à morte deste, em 1683, quando se coroou rei. Consolidou a independência de Portugal diante da Espanha, assinou o Tratado de Methuen (1703), no qual os panos ingleses passaram a ser comercializados em Portugal e os vinhos portugueses em Inglaterra. Participou na Guerra da Sucessão Espanhola, apoiando o arquiduque Carlos da Áustria.
12 de setembro de 1683 9 de dezembro de 1706 Maria Sofia Isabel do Palatinado-Neuburgo
2 de julho de 1687
Heidelberg
(por procuração)
sete filhos
24- Rainha D. Maria Sofia.jpg
24 João V
O Magnânimo
Joao V - Necessidades.png 22 de outubro de 1689
Lisboa
2ºFilho de Pedro II e Maria Sofia Isabel do Palatinado-Neuburgo
9 de dezembro de 1706 10 de maio de 1742 31 de julho de 1750
Lisboa
60 anos
Maria Ana de Áustria
9 de julho de 1708
Viena
(por procuração)
seis filhos
Queen Maria Anna of Portugal Pompeo Batoni.jpg Herdou o País envolvido na Guerra de Sucessão Espanhola. Acudiu o Papa na guerra contra os Turcos, levou a cabo a defesa dos territórios ultramarinos, e promoveu o enriquecimento do País com ouro e diamantes do Brasil. Fundou o Convento de Mafra. Em 1742, por motivos de saúde, devido a uma doença que o paralisou e que o impediu de continuar a reinar, entregou a regência e o governo à esposa.
- Maria Ana de Áustria Queen Maria Anna of Portugal Pompeo Batoni.jpg 7 de setembro de 1683
Linz
5ªFilha de Leopoldo I, Sacro Imperador Romano Germânico e Leonor Madalena de Neuburgo
10 de maio de 1742 31 de julho de 1750 14 de agosto de 1754
Lisboa
70 anos
João V
9 de julho de 1708
Viena
(por procuração)
seis filhos
Joao V - Necessidades.png Regente durante o período de doença do marido, que acabou por morrer. Esta regência teve uma influência enorme no reinado seguinte, aos níveis políticos, económicos e religiosos. Aproximou Sebastião José de Carvalho e Melo das esferas do poder.
25 José I
O Reformador
D. José I de Portugal.jpg 6 de junho de 1714
Lisboa
3ºFilho de João V e Maria Ana de Áustria
31 de julho de 1750 29 de novembro de 1776 24 de fevereiro de 1777
Sintra
62 anos
Mariana Vitória de Espanha
19 de janeiro de 1729
Elvas
quatro filhos
Domenico Maria Sani - Maria Anna Vittoria di Spagna, regina del Portogallo.jpg Colocou nas secretarias de Estado elementos defensores do reforço do poder estatal. O Terramoto de 1755 fez sobressair Sebastião José de Carvalho e Melo, que concentrou em si todos os poderes do Estado e trouxe para Portugal os ideais iluministas. A partir de então, tudo o que acontece se deve a ele. Entregou a regência e o governo à esposa devido a problemas de saúde.
- Mariana Vitória de Espanha Domenico Maria Sani - Maria Anna Vittoria di Spagna, regina del Portogallo.jpg 31 de março de 1718
Madrid
3ªFilha de Filipe V de Espanha e Isabel Farnésio
29 de novembro de 1776 24 de fevereiro de 1777 15 de janeiro de 1781
Lisboa
62 anos
José I
19 de janeiro de 1729
Elvas
quatro filhos
D. José I de Portugal.jpg Regente durante o período de doença do marido, que acabou por morrer.
26 Maria I
A Piedosa
A Pia
A Louca
Dona Maria I of Portugal by an unknown artist.jpg 17 de dezembro de 1734
Lisboa
1ºFilha de José I e Mariana Vitória de Espanha
24 de fevereiro de 1777 15 de julho de 1799 20 de março de 1816
Rio de Janeiro
81 anos
Pedro III
9 de julho de 1760
Lisboa
sete filhos
Retrato de D. Pedro III.jpg Expulsou do governo Sebastião José de Carvalho e Melo. Culta e devota, a administração da justiça foi a sua prioridade após o despotismo pombalino. Houve intensa atividade legislativa, e registou-se um notável crescimento económico. A morte do marido (1786) e do filho (1788), e a Revolução Francesa (1789) abalaram-na muito, apresentando sinais de demência desde 1791.
27 Pedro III
O Capacidónio
O Sacristão
O Edificador
Retrato de D. Pedro III.jpg 5 de julho de 1717
Lisboa
5ºFilho de João V e Maria Ana de Áustria
5 de março de 1786 5 de março de 1786
Queluz
68 anos
Maria I
9 de julho de 1760
Lisboa
sete filhos
Dona Maria I of Portugal by an unknown artist.jpg Rei-consorte de Maria I, sua esposa e sobrinha. Teve atuação discreta junto dela. A ele se deve a edificação do Palácio de Queluz.
28 João VI
O Clemente
Joao VI Portugal.jpg 13 de maio de 1767
Lisboa
4ºFilho de Pedro III e Maria I
15 de julho de 1799 20 de março de 1816 10 de março de 1826
Lisboa
58 anos
Carlota Joaquina de Espanha
9 de junho de 1785
Vila Viçosa
nove filhos
Domingos Sequeira - D. Carlota Joaquina.jpg Assume a regência em nome da mãe. Auxiliou Espanha na Campanha do Rossilhão, tendo como resultado a ocupação espanhola de Olivença (1801). Não aderiu ao bloqueio continental napoleónico, o que custou a invasão do reino e a Transferência da corte portuguesa para o Brasil. Regressou com a Revolução liberal do Porto (1820), onde jurou a Constituição Liberal. Desterrou a esposa e exilou o filho Miguel, opositores da constituição.
20 de março de 1816 10 de março de 1826
29 Pedro IV
O Rei-Soldado
O Libertador
DpedroI-brasil-full.jpg 12 de outubro de 1798
Lisboa
4ºFilho de João VI e Carlota Joaquina de Espanha
10 de março de 1826 28 de maio de 1826 24 de setembro de 1834
Lisboa
35 anos
Maria Leopoldina de Áustria
13 de maio de 1817
Viena
(por procuração)
sete filhos
29- Imperatriz rainha D. Leopoldina.jpg Também Imperador do Brasil (1 de dezembro de 18227 de abril de 1831), proclamou a sua independência (1822) sendo o seu 1º Imperador. Após a morte do pai, a regência proclamou-o rei de Portugal, mas perante a impossibilidade de unir as coroas abdicou para a filha, que ficou sob tutela do irmão, Miguel, proclamado rei em 1828 pelos absolutistas. Voltou para restituir os direitos da filha. Estalou a guerra civil, que ganhou.
Amélia de Leuchtenberg
2 de agosto de 1829
Munique
(por procuração)
uma filha
Anônimo - D. Amélia, duquesa de Bragança.JPG
- Infanta Isabel Maria de Portugal Isabel Maria de Bragança, regente de Portugal.jpg 4 de julho de 1801
Lisboa
6ªFilha de João VI e Carlota Joaquina de Espanha
2 de maio de 1826 26 de fevereiro de 1828 22 de abril de 1876
Lisboa
74 anos
Não casou Irmã de D. Pedro IV e regente em nome da sobrinha, D. Maria II. Entregou os poderes ao Infante Miguel em nome de Maria II. Protegeu instituições assistenciais.
30 Miguel I
O Rei Absoluto
O Usurpador
30- Rei D. Miguel - O Absoluto.jpg 26 de outubro de 1802
Lisboa
7ºFilho de João VI e Carlota Joaquina de Espanha
26 de fevereiro de 1828 11 de julho de 1828 14 de novembro de 1866
Bronnbach
64 anos
Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg
24 de setembro de 1851
Kleinheubach
sete filhos
AdelheidPortugal.jpg Irmão de D. Pedro IV e D. Isabel Maria. Inicialmente regente em nome da sobrinha, D. Maria II, acaba por apoderar-se do seu trono em 1828, desencadeando, contra o irmão, a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), que opôs liberais a absolutistas, sendo os primeiros os vencedores. Miguel acabou definitivamente exilado do País.
11 de julho de 1828 26 de maio de 1834
31 Maria II
A Educadora
Maria II Portugal 1829.jpg 4 de abril de 1819
Rio de Janeiro
1ªFilha de Pedro IV e Maria Leopoldina de Áustria
26 de maio de 1834 15 de novembro de 1853 15 de novembro de 1853
Lisboa
34 anos
Augusto de Beauharnais
1 de dezembro de 1834
(por procuração)
26 de janeiro de 1835
Lisboa
sem filhos
G. Dury - D. Augusto, duque de Leuchtenberg.JPG Foi assim cognominada em virtude da aprimorada educação que dispensou ao seus muitos filhos. Assumiu plenos poderes em Portugal após a morte do pai, em 1834. Exerceu com firmeza a chefia do Estado. No seu conturbado governo, mostrou grande coragem e dignidade na defesa da coroa e da legalidade constitucional. Faleceu vítima do seu 11º parto.
Fernando II
1 de janeiro de 1836
Coburgo
(por procuração)
9 de abril de 1836
Lisboa
onze filhos
Fernando II de Portugal, Manuel Maria Bordalo Pinheiro.png
32 Fernando II
O Rei-Artista
Fernando II de Portugal, Manuel Maria Bordalo Pinheiro.png 29 de outubro de 1816
Viena
1ºFilho de Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha e Maria Antónia de Koháry
26 de maio de 1834 15 de dezembro de 1885
Lisboa
69 anos
Maria II
1 de janeiro de 1836
Coburgo
(por procuração)
9 de abril de 1836
Lisboa
onze filhos
Maria II Portugal 1829.jpg Rei-consorte de D. Maria II; oriundo da família de Saxe-Coburgo-Gotha [14] . Recusou as coroas de Espanha e da Grécia. Dedicou-se às artes. Rege em nome do filho a partir da morte de Maria II. È a ele que se deve a edificação do Palácio da Pena, em Sintra.
15 de novembro de 1853 16 de setembro de 1855 Elise Hensler
10 de junho de 1869
Lisboa
(morganático)
sem filhos
Condessa d'Edla.jpg
33 Pedro V
O Esperançoso
O Bem-Amado
PedroV.jpg 16 de setembro de 1837
Lisboa
1ºFilho de Fernando II e Maria II
16 de setembro de 1855 11 de novembro de 1861 11 de novembro de 1861
Lisboa
24 anos
Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen
29 de abril de 1858
Berlim
(por procuração)
18 de maio de 1858
Lisboa
sem filhos
EstefaniadePortugal.jpg Assistiu as vítimas de cólera, aboliu os castigos corporais e a escravatura e inaugurou notáveis avanços tecnológicos e científicos, como o caminho-de-ferro, o telégrafo, o sistema métrico, etc.. Faleceu prematuramente de febre tifóide.
34 Luís I
O Popular
O Bom
Luis I.JPG 31 de outubro de 1838
Lisboa
2ºFilho de Fernando II e Maria II
11 de novembro de 1861 19 de outubro de 1889 19 de outubro de 1889
Cascais
50 anos
Maria Pia de Itália
9 de agosto de 1862
Turim
(por procuração)
6 de outubro de 1862
Lisboa
dois filhos
Portrait of Maria Pia of Savoy.jpg Tinha grande sensibilidade artística e era poliglota, publicando traduções de Shakespeare. Conciliador, foi modelo de monarca constitucional. Durante o seu reinado deram-se novos avanços tecnológicos, e construíram-se várias pontes.
35 Carlos I
O Diplomático
O Martirizado
34- Rei D. Carlos - O Diplomata.jpg 28 de setembro de 1863
Lisboa
1ºFilho de Luís I e Maria Pia de Itália
19 de outubro de 1889 1 de fevereiro de 1908 [15] 1 de fevereiro de 1908
Lisboa
44 anos
Amélia de Orleães
22 de maio de 1886
Lisboa
três filhos
Hist-amelia.jpg Foi pintor, cientista e oceanógrafo. Pacificaram-se todos os territórios ultramarinos, e Portugal reobteve o seu prestígio na Europa. Favoreceu o governo autoritário de João Franco (1907-1908) como modo de combater a crescente influência dos republicanos. Foi alvo de um atentado mortal, em 1908, com o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.
36 Manuel II
O Patriota
O Rei-Saudade
O Desventurado
35- Rei D. Manuel II - O Patriota.jpg 15 de novembro de 1889
Lisboa
3ºFilho de Carlos I e Amélia de Orleães
1 de fevereiro de 1908 5 de outubro de 1910 2 de julho de 1932
Twickenham
42 anos
Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen
4 de setembro de 1913
Sigmaringen
sem filhos
Augusta Victoria of Hohenzollern-Sigmaringen, titular queen of Portugal.jpg Sobrevivente do Regicídio de 1908. A agitação social, as fações em luta e o descrédito das instituições fizeram com que a monarquia caísse. Dá-se a Implantação da República. Exila-se no Reino Unido. Organista e bibliógrafo, dedicou-se à recolha de livros impressos em Portugal nos sécs. XV e XVI.

Notas e Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Mattoso 1970, p. 11.
  2. [1], Casada com o conde Hermenegildo Gonçalves, governa o Condado sozinha após a morte do esposo (c. 928), deixando-a com a posse de domínios que, posteriormente, integrariam os condados de Portucale e Coimbra.
  3. a b Mattoso 1970a, p. 42.
  4. Mattoso 1970b, p. 16.
  5. Em junho de 1360 fez a declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se tinha casado secretamente com D. Inês, em 1354, em Bragança «em dia que não se lembrava».
  6. Após a morte do herdeiro, Afonso, em 1491, após uma misteriosa queda de cavalo, tentou legitimar um filho bastardo, Jorge de Lencastre, mas não conseguiu.
  7. Por morte de D. João II sem filhos legítimos (o príncipe D. Afonso falecera em condições trágicas nunca completamente esclarecidas em 1491), nem irmãos sobrevivos (a infanta Santa Joana, sua irmã, falecera em 1490), não obstante haver tentado legitimar um seu filho natural, o infante D. Jorge de Lancastre, futuro Duque de Coimbra, a Coroa Portuguesa acabou por passar para o seu primo e cunhado D. Manuel, Duque de Beja, o qual era filho de D. Fernando, Duque de Viseu (irmão do rei D. Afonso V), e de D. Beatriz (filha do infante D. João, o penúltimo dos membros da Ínclita Geração). Assim, embora pelo lado do pai fosse neto do rei D. Duarte, e pelo lado da mãe, bisneto de D. João I, o facto de não ser herdeiro directo, mas sim colateral, leva a que surjam, por vezes, referências a uma pretensa quebra na casa reinante da dinastia de Avis, o que não faz qualquer sentido.
  8. Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
  9. segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
  10. Filipe II Monarcas Espanhóis. Visitado em 29 de junho de 2014.
  11. Filipe II começou logo a exercer o seu poder ainda em 1580, embora apenas parcialmente, pois ainda não dominava todo o território; só em 1581, com as Cortes de Tomar, se tornou Rei de Portugal de jure, e apenas em 1583 conseguiu abafar todos os pontos que ainda eram afectos ao Prior do Crato.
  12. Filipe III Monarcas Espanhóis. Visitado em 29 de junho de 2014.
  13. Filipe IV Monarcas Espanhóis. Visitado em 29 de junho de 2014.
  14. Esta alegada mudança de nome na Dinastia de Bragança, reinante em Portugal, por morte de D. Maria II, para Bragança-Saxe-Coburgo-Gotha (ou mais correctamente, Bragança-Wettin), não é de todo reconhecida pela historiografia portuguesa, sendo antes uma criação das historiografias estrangeiras (sobretudo a francesa, que não reconhece a sucessão por via feminina, fazendo assim aplicar à dinastia reinante em Portugal o nome dinástico do rei consorte). Assim, embora a linha de sucessão prossiga em linha recta, pelo casamento da Rainha D. Maria II com um príncipe estrangeiro (D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha), teria cessado na Casa Real portuguesa a varonia de D. Afonso Henriques, mantida ao longo de sete séculos (note-se que a outra rainha portuguesa, D. Maria I, casara com o tio D. Pedro III, pelo que se manteve o sangue do primeiro rei de Portugal), tendo então passado a correr o sangue da casa de Wettin nas veias dos Bragança. Contudo, em Portugal sempre as mulheres puderam transmitir o nome, bem como o património, na falta de herdeiro varão na família. Isto leva a encontrar-se por vezes escrito, entre historiadores estrangeiros, a existência de uma quinta dinastia em Portugal - uma divisão aparentemente artificial dentro da última dinastia real portuguesa, governada pela suposta casa de Bragança-Wettin, a qual compreenderia os reis entre D. Pedro V e D. Manuel II. Para todos os efeitos, considera-se mais válida a divisão tradicional em quatro dinastias, face à legalidade da designação de dinastia de Bragança, única utilizada, e determinada pela Casa Real e pela generalidade das pessoas, até 1910 e depois dessa data.
  15. O herdeiro do trono, D. Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal, ainda que tenha sobrevivido escassos minutos ao seu pai, não foi nunca considerado como rei de Portugal (embora tenha sido chamado, por alguns estrangeiros, de D. Luís II); nem o poderia ser, pois em Portugal só eram considerados reis "de jure" os príncipes depois de jurarem os foros, liberdades e garantias no acto da sua aclamação ao trono (até 1834), ou de jurarem a Constituição (depois daquela data), em sessão solene e plenária das Cortes. Desta forma, o trono recaiu de imediato no seu irmão mais novo, D. Manuel II, depois de juramentado.
(*) Todos estes reis foram também soberanos do reino do Algarve, a partir de D. Afonso III; antes dele, D. Sancho I usou esse título (ou o alternativo rei de Silves) entre 1189 e 1191.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FERNANDES, Isabel Alexandra. Reis e Rainhas de Portugal (5a. ed.). Lisboa: Texto Editores, 2006. ISBN 972-47-1792-5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Reinos cristãos da Península Ibérica
Astúrias
Reis e Rainhas
Leão
Reis e Rainhas
Castela
Reis e Rainhas
Galiza
Reis e Rainhas
Navarra
Reis e Rainhas
Aragão
Reis e Rainhas
Espanha
Reis e Rainhas
Portugal
Reis e Rainhas