Anexo:Lista de reis de Portugal
Esta é uma lista de Reis de Portugal, desde a independência do condado portucalense em relação ao reino de Leão, em 1139, sob a chefia de Dom Afonso Henriques, então conde de Portucale, e primeiro Rei de Portugal como Dom Afonso I, até à implantação da república portuguesa, em 5 de outubro de 1910, que depôs o último Rei português, Dom Manuel II.
Índice |
[editar] Reino de Portugal (1139-1910)
[editar] 1.ª Dinastia – Dinastia de Borgonha / Dinastia Afonsina
| # | Nome | Início do reinado | Fim do reinado | Cognome(s) | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Casa reinante: Borgonha | ||||||
| 1 | D. Afonso I | 27 de Julho de 1139 | 6 de Dezembro de 1185 | O Conquistador O Fundador O Grande |
Também chamado Afonso Henriques (Afonso, filho de D. Henrique; aqui radica a designação que os muçulmanos lhe atribuíram, Ibn-Arrik - «filho de Henrique»). | |
| 2 | D. Sancho I | 6 de Dezembro de 1185 | 27 de Março de 1211 | O Povoador | ||
| 3 | D. Afonso II | 27 de Março de 1211 | 25 de Março de 1223 | O Gordo O Crasso O Gafo O Legislador |
||
| 4 | D. Sancho II | 25 de Março de 1223 | 11 de Junho de 1247 | O Capelo O Piedoso O Pio |
Deposto pelo Papa Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em Julho de 1245, sob a acusação de «rex inutilis», viria a abdicar em 1247, exilando-se em Toledo, e vindo a falecer pouco tempo depois, em inícios de 1248. | |
| 5 | D. Afonso III | 3 de Janeiro de 1248 | 16 de Fevereiro de 1279 | O Bolonhês | ||
| 6 | D. Dinis I | 16 de Fevereiro de 1279 | 7 de Janeiro de 1325 | O Lavrador O Rei-Trovador O Rei-Poeta O Rei-Agricultor |
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| 7 | D. Afonso IV | 7 de Janeiro de 1325 | 28 de Maio de 1357 | O Bravo | ||
| 8 | D. Pedro I | 28 de Maio de 1357 | 18 de Janeiro de 1367 | O Justiceiro O Cruel O Cru O Vingativo O Tartamudo O Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado |
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| 9 | D. Fernando I | 18 de Janeiro de 1367 | 22 de Outubro de 1383 | O Formoso O Belo O Inconstante O Inconsciente |
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[editar] Interregno (1383 - 1385)
Designação dada por toda a historiografia ao período que medeia a morte de D. Fernando e a ascensão ao trono do seu meio-irmão bastardo, o mestre de Avis D. João, e que compreende as regências de D. Leonor Teles de Menezes e do próprio mestre de Avis.
| # | Nome | Início do reinado | Fim do reinado | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|
| - | D. Leonor Teles de Menezes | 22 de Outubro de 1383 | 13 de Janeiro de 1384 | Exerce a regência nos termos do tratado de Salvaterra | |
| - | D. João, mestre de Avis | 16 de Dezembro de 1383 | 6 de Abril de 1385 |
[editar] 2.ª Dinastia – Dinastia de Avis / Dinastia Joanina
| # | Nome | Início do reinado | Fim do reinado | Cognome(s) | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|---|
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| 10 | D. João I | 6 de Abril de 1385 | 14 de Agosto de 1433 | O de Boa Memória | ||
| 11 | D. Duarte I | 14 de Agosto de 1433 | 9 de Setembro de 1438 | O Eloquente O Rei-Filósofo |
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| 12 | D. Afonso V | 9 de Setembro de 1438 | 11 de Novembro de 1477 | O Africano | Abdica em favor do filho, no contexto da sua jornada à corte francesa. | |
| 13 | D. João II | 11 de Novembro de 1477 | 15 de Novembro de 1477 | O Príncipe Perfeito O Tirano |
Aclamado rei nas Cortes de Santarém de 1477; abdica ao regressar ao Reino o seu pai, quatro dias mais tarde. | |
| 12 | D. Afonso V (2.º reinado) | 15 de Novembro de 1477 | 28 de Agosto de 1481 | O Africano | Reassume a realeza, a pedido do filho. | |
| 13 | D. João II (2.º reinado) | 28 de Agosto de 1481 | 25 de Outubro de 1495 | O Príncipe Perfeito O Tirano |
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| 14 | D. Manuel I | 25 de Outubro de 1495 [1] | 13 de Dezembro de 1521 | O Venturoso O Bem-Aventurado O Pomposo |
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| 15 | D. João III | 13 de Dezembro de 1521 | 11 de Junho de 1557 | O Piedoso O Pio |
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| 16 | D. Sebastião I | 11 de Junho de 1557 | 27 de Agosto de 1578 | O Desejado O Encoberto O Adormecido |
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| 17 | D. Henrique I | 27 de Agosto de 1578 | 31 de Janeiro de 1580 | O Casto O Cardeal-Rei O Eborense/O de Évora |
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| - | Conselho de Governadores do Reino de Portugal |
31 de Janeiro de 1580 | 17 de Julho de 1580 [2] | D. António, Prior do Crato foi aclamado rei de Portugal a 9 de Junho de 1580, em Santarém, pelos seus partidários, opondo-se durante todo o resto da sua vida ao domínio filipino, todavia sem êxito.[3] | ||
[editar] 3.ª Dinastia – Casa de Habsburgo / Dinastia Filipina / Casa de Áustria
Os soberanos desta dinastia foram também reis de Castela, Países Baixos, Nápoles, Sicília, Leão, Aragão, Valência, Galiza, Navarra, Granada, duques da Borgonha, etc., títulos genericamente reunidos sob a designação de Reis de Espanha.
| # | Nome | Início do reinado | Fim do reinado | Cognome(s) | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Casa reinante: Habsburgo | ||||||
| 18 | Filipe I | 17 de abril de 1581 [4] | 13 de Setembro de 1598 | O Prudente | também Filipe II em Espanha (1556-1598) | |
| 19 | Filipe II | 13 de Setembro de 1598 | 31 de Março de 1621 | O Pio O Piedoso |
Filipe III em Espanha (1598-1621) | |
| 20 | Filipe III | 31 de Março de 1621 | 1 de Dezembro de 1640 | O Grande | Filipe IV em Espanha (1621-1665) | |
Durante este período de sessenta anos, os reis fizeram-se representar em Portugal por um vice-rei ou um corpo de governadores - veja a lista de vice-reis durante a dinastia filipina.
À revolta de 1 de Dezembro de 1640 seguiu-se a Guerra da Aclamação, depois chamada, pela historiografia romântica do século XIX, como Guerra da Restauração.
[editar] 4.ª Dinastia – Dinastia de Bragança / Dinastia Brigantina
[editar] Notas e Referências
- ↑ Por morte de D. João II sem filhos legítimos (o príncipe D. Afonso falecera em condições trágicas nunca completamente esclarecidas em 1491), nem irmãos sobrevivos (a infanta Santa Joana, sua irmã, falecera em 1490), não obstante haver tentado legitimar um seu filho natural, o infante D. Jorge de Lancastre, futuro Duque de Coimbra, a Coroa Portuguesa acabou por passar para o seu primo e cunhado D. Manuel, Duque de Beja, o qual era filho de D. Fernando, Duque de Viseu (irmão do rei D. Afonso V), e de D. Beatriz (filha do infante D. João, o penúltimo dos membros da Ínclita Geração). Assim, embora pelo lado do pai fosse neto do rei D. Duarte, e pelo lado da mãe, bisneto de D. João I, o facto de não ser herdeiro directo, mas sim colateral, leva a que surjam, por vezes, referências a uma pretensa quebra na casa reinante da dinastia de Avis, o que não faz qualquer sentido.
- ↑ Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
- ↑ segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
- ↑ Filipe II começou logo a exercer o seu poder ainda em 1580, embora apenas parcialmente, pois ainda não dominava todo o território; só em 1581, com as Cortes de Tomar, se tornou Rei de Portugal de jure, e apenas em 1583 conseguiu abafar todos os pontos que ainda eram afectos ao Prior do Crato.
- ↑ Esta alegada mudança de nome na Dinastia de Bragança, reinante em Portugal, por morte de D. Maria II, para Bragança-Saxe-Coburgo-Gotha (ou mais correctamente, Bragança-Wettin), não é de todo reconhecida pela historiografia portuguesa, sendo antes uma criação das historiografias estrangeiras (sobretudo a francesa, que não reconhece a sucessão por via feminina, fazendo assim aplicar à dinastia reinante em Portugal o nome dinástico do rei consorte). Assim, embora a linha de sucessão prossiga em linha recta, pelo casamento da Rainha D. Maria II com um príncipe estrangeiro (D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha), teria cessado na Casa Real portuguesa a varonia de D. Afonso Henriques, mantida ao longo de sete séculos (note-se que a outra rainha portuguesa, D. Maria I, casara com o tio D. Pedro III, pelo que se manteve o sangue do primeiro rei de Portugal), tendo então passado a correr o sangue da casa de Wettin nas veias dos Bragança. Contudo, em Portugal sempre as mulheres puderam transmitir o nome, bem como o património, na falta de herdeiro varão na família. Isto leva a encontrar-se por vezes escrito, entre historiadores estrangeiros, a existência de uma quinta dinastia em Portugal - uma divisão aparentemente artificial dentro da última dinastia real portuguesa, governada pela suposta casa de Bragança-Wettin, a qual compreenderia os reis entre D. Pedro V e D. Manuel II. Para todos os efeitos, considera-se mais válida a divisão tradicional em quatro dinastias, face à legalidade da designação de dinastia de Bragança, única utilizada, e determinada pela Casa Real e pela generalidade das pessoas, até 1910 e depois dessa data.
- ↑ O herdeiro do trono, D. Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal, ainda que tenha sobrevivido escassos minutos ao seu pai, não foi nunca considerado como rei de Portugal (embora tenha sido chamado, por alguns estrangeiros, de D. Luís II); nem o poderia ser, pois em Portugal só eram considerados reis "de jure" os príncipes depois de jurarem os foros, liberdades e garantias no acto da sua aclamação ao trono (até 1834), ou de jurarem a Constituição (depois daquela data), em sessão solene e plenária das Cortes. Desta forma, o trono recaiu de imediato no seu irmão mais novo, D. Manuel II, depois de juramentado.
- (*) Todos estes reis foram também soberanos do reino do Algarve, a partir de D. Afonso III; antes dele, D. Sancho I usou esse título (ou o alternativo rei de Silves) entre 1189 e 1191.
[editar] Titulatura régia
Ao longo da história, o título oficial dos Reis de Portugal foi sendo alterado. Os Reis de Portugal tiveram os seguintes títulos:
| Período | Título | Usado por | Motivo |
|---|---|---|---|
| 1140–1189 | Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses (Dei Gratiae, Rex Portugalensium) |
D. Afonso Henriques, D. Sancho I | Afonso Henriques proclamado rei. |
| 1189–1191 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e de Silves (Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Silbis) Pela Graça de Deus, Rei de Portugal, de Silves e do Algarve (Dei Gratiae, Rex Portugaliae, Silbis & Algarbii; esta intitulação surge em dois documentos nos quais D. Sancho restaura a diocese de Silves em favor de D. Nicolau) |
D. Sancho I | Tomada de Silves (1189). |
| 1191–1211 | Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses (Dei Gratiae, Rex Portugalensium) |
D. Sancho I | Perda de Silves, retomada pelos Almóadas (1191). |
| 1211–1248 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal (Dei Gratiae, Rex Portugaliae) |
D. Afonso II, D. Sancho II | |
| 1248–1259 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e Conde de Bolonha (Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Comes Boloniae) |
D. Afonso III | Afonso, casado com Matilde II, condessa de Bolonha, ascende ao trono por morte do irmão sem herdeiros. |
| 1259–1267 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal (Dei Gratiae, Rex Portugaliae) |
D. Afonso III | Pela morte de D. Matilde, Afonso III abandona o título de Conde de Bolonha (1259). |
| 1267–1369 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve (Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Algarbii) |
D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I | D. Afonso III recebe o senhorio do Algarve pelo Tratado de Badajoz (1267). |
| 1369–1371 | Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, da Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Múrcia, de Jáen, do Algarve, de Algeciras e Senhor de Molina | D. Fernando I | Pretensão de D. Fernando à Coroa de Castela. |
| 1371–1383 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve | D. Fernando I | Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz de Alcoutim (1371). |
| 1383–1385 | Inexistência de título | vacatura do trono | Guerra civil e contra Castela. |
| 1385–1415 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve | D. João I | |
| 1415–1458 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta | D. João I, D. Duarte, D. Afonso V | Conquista de Ceuta (1415). |
| 1458–1471 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta e de Alcácer em África | D. Afonso V | Conquista de Alcácer Ceguer (1458). |
| 1471–1475 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África | D. Afonso V | Conquista de Arzila e Tânger (1471) e elevação do senhorio do Norte de África à condição de Reino d'Além-Mar. |
| 1475–1479 | Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, de Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Jáen, de Múrcia, dos Algarves d'Aquém e d'Além Mar em África, de Gibraltar, de Algeciras, e Senhor da Biscaia e de Molina | D. Afonso V | Pretensão de D. Afonso V à Coroa de Castela, pelo seu casamento com Joana, a Beltraneja. |
| 1479–1485 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África | D. Afonso V, D. João II | Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz das Alcáçovas-Toledo. |
| 1485–1499 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, e Senhor da Guiné | D. João II, D. Manuel I | Criação do senhorio da Guiné abrangendo as possessões portuguesas que se estendiam pelo Golfo da Guiné. |
| 1499–1580 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião, D. Henrique, D. António | Após o regresso de Vasco da Gama da Índia, em 1499, o título régio é reformulado e atinge a sua plenitude. |
| 1580–1640 | Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Portugal, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdova, da Córsega, de Múrcia, de Jáen, dos Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas de Canária, das Índias Orientais e Ocidentais, Ilhas e Terra Firme do Mar-Oceano, Conde de Barcelona, Senhor da Biscaia e de Molina, Duque de Atenas e de Neopátria, Conde de Rossilhão e da Cerdanha, Marquês de Oristano e de Gociano, Arquiduque de Áustria, Duque da Borgonha, do Brabante e de Milão, Conde de Habsburgo, da Flandres e do Tirol, etc. | D. Filipe I, D. Filipe II, D. Filipe III | Com o domínio filipino, juntam-se os demais títulos dos Áustrias à titulatura portuguesa. |
| 1640–1815 | Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III) | Com a Restauração da Independência (1640), regressa-se ao velho estilo adoptado por D. Manuel I. |
| 1815–1825 | Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Maria I, D. João VI | O Brasil é elevado a Reino dentro do Império Português (1815). |
| 1825–1826 | Pela Graça de Deus, Imperador do Brasil, e Rei do Reino Unido de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. João VI | Ao reconhecer a independência do Império do Brasil pelo Tratado do Rio de Janeiro, D. João VI passa a usar por carta de lei de 15 de Novembro de 1825, o título de imperador do Brasil, que lhe fora deferido por seu filho D. Pedro I. |
| 1826 | Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Pedro IV | Durante o seu breve reinado de oito dias, embora mantendo a destrinça entre os dois Estados, o título reflectiu a união das duas coroas sobre a cabeça do mesmo dinasta. |
| 1826–1910 | Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Maria II, D. Miguel I, D. Maria II (com D. Fernando II), D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I, D. Manuel II | Após a abdicação de D. Pedro em favor da filha, retorna-se definitivamente à fórmula anteem vigor desde 1640, que vigorará agora até ao fim da Monarquia. |
Quanto ao estilo usado nas formas de adereçamento ao monarca, também ele evoluiu da seguinte maneira:
| Período | Estilo | Usado por | Motivo |
|---|---|---|---|
| 1140–1433 | Sua Mercê | D. Afonso I, D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I, D. João I | |
| 1433–1433 | Sua Alteza Real (SAR) | D. Duarte, D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião | Estilo introduzido em Portugal por influência inglesa, através da rainha D. Filipa de Lencastre. |
| 1577–1578 | Sua Majestade (SM) | D. Sebastião | Por ocasião da entrevista de Guadalupe (1577), concedida por Filipe II de Espanha a seu sobrinho D. Sebastião, e do tratamento majestático que lhe foi concedido pelo tio, D. Sebastião passa a usar a fórmula de adereçamento Sua Majestade, prenunciando o seu desejo imperial de conquista de África. |
| 1578–1580 | Sua Alteza Real (SAR) | D. Henrique, D. António | Com a morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, o Cardeal-Rei regressa à fórmula anterior, por considerar o tratamento majestático apenas adequado para o divino. |
| 1580–1748 | Sua Majestade (SM) | Filipe I, Filipe II, Filipe III, D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V | Com a incorporação de Portugal nos domínios dos Habsburgos da Espanha, onde, devido à influência de Carlos V, rei de Castela e imperador da Alemanha, se havia difundido o tratamento de Majestade, este passa também à órbita portuguesa, mantendo-se mesmo após a Restauração da Independência (1640). |
| 1748–1825 | Sua Majestade Fidelíssima (SMF) | D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III), D. João VI | D. João V consegue da Santa Sé o reconhecimento do título de Majestade Fidelíssima para a Coroa Portuguesa, por contraponto ao uso de Sua Majestade Católica em Espanha e Sua Majestade Cristianíssima em França. |
| 1825–1826 | Sua Majestade Imperial e Fidelíssima (SMI&F) | D. João VI, D. Pedro IV | Com o reconhecimento da independência do Brasil, em 1825, D. João VI reserva também para si, ao abrigo das disposições do Tratado do Rio de Janeiro, o título de Sua Majestade Imperial; com a sua morte no ano seguinte, e a subida ao trono do filho mais velho, também ele imperador do Brasil (D. Pedro IV), mantém-se o uso da fórmula dúplice, até à sua abdicação em favor da filha D. Maria da Glória. |
| 1826–1910 | Sua Majestade Fidelíssima (SMF) | D. Maria II, D. Miguel I, D. Maria II (com D. Fernando II), D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I, D. Manuel II | Após a abdicação de D. Pedro IV, retorna-se ao anterior estilo. |
[editar] Bibliografia
- FERNANDES, Isabel Alexandra. Reis e Rainhas de Portugal (5a. ed.). Lisboa: Texto Editores, 2006. ISBN 972-47-1792-5
[editar] Ver também
- História de Portugal
- Casa de Borgonha
- Condado Portucalense
- Lista dos condes soberanos de Portugal
- Dinastia Jiménez
- Lista dos duques de Bragança
- Linha de sucessão ao trono de Portugal
- Anexo:Lista de regentes de Portugal
- Lista de reis do Algarve
- Árvore genealógica dos reis de Portugal
| Reinos cristãos da Península Ibérica | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Astúrias Reis e Rainhas |
Leão Reis e Rainhas |
Castela Reis e Rainhas |
Galiza Reis e Rainhas |
Navarra Reis e Rainhas |
Aragão Reis e Rainhas |
Espanha Reis e Rainhas |
| Portugal Reis e Rainhas |
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