Anexo:Lista de reis de Portugal

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Pavilhão pessoal dos Reis de Portugal (séculos XVIII a XX).

Esta é uma lista de Reis de Portugal, desde a independência do condado portucalense em relação ao reino de Leão, em 1139, sob a chefia de Dom Afonso Henriques, então conde de Portucale, e primeiro Rei de Portugal como Dom Afonso I, até à implantação da república portuguesa, em 5 de outubro de 1910, que depôs o último Rei português, Dom Manuel II.

Reino de Portugal (1139-1910)[editar | editar código-fonte]

1.ª Dinastia – Dinastia de Borgonha / Dinastia Afonsina[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
Estandarte dos reis da I Dinastia
Casa reinante: Borgonha
1 D. Afonso I AfonsoI-P.jpg 27 de Julho de 1139 6 de Dezembro de 1185 O Conquistador
O Fundador
Também chamado Afonso Henriques (Afonso, filho de D. Henrique; aqui radica a designação que os muçulmanos lhe atribuíram, Ibn-Arrik - «filho de Henrique»).
2 D. Sancho I SanchoI-P.jpg 6 de Dezembro de 1185 27 de Março de 1211 O Povoador
3 D. Afonso II AfonsoII-P.jpg 27 de Março de 1211 25 de Março de 1223 O Gordo
O Gafo
4 D. Sancho II SanchoII-P.jpg 25 de Março de 1223 11 de Junho de 1247 O Capelo
Deposto pelo Papa Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em Julho de 1245, sob a acusação de «rex inutilis», viria a abdicar em 1247, exilando-se em Toledo, e vindo a falecer pouco tempo depois, em inícios de 1248.
5 D. Afonso III Portugal-afonso3.jpg 3 de Janeiro de 1248 16 de Fevereiro de 1279 O Bolonhês
6 D. Dinis I Dinis-P.jpg 16 de Fevereiro de 1279 7 de Janeiro de 1325 O Lavrador
O Rei-Trovador
7 D. Afonso IV AfonsoIV-P.jpg 7 de Janeiro de 1325 28 de Maio de 1357 O Bravo
8 D. Pedro I PeterIofPortugal.jpg 28 de Maio de 1357 18 de Janeiro de 1367 O Justiceiro
O Cruel
9 D. Fernando I Fernando-P.jpg 18 de Janeiro de 1367 22 de Outubro de 1383 O Formoso
O Inconstante

Interregno (1383 - 1385)[editar | editar código-fonte]

Designação dada por toda a historiografia ao período que medeia a morte de D. Fernando e a ascensão ao trono do seu meio-irmão bastardo, o mestre de Avis D. João, e que compreende as regências de D. Leonor Teles de Menezes e do próprio mestre de Avis.

# Nome Início da regência Fim da regência Notas
- D. Leonor Teles de Menezes Leonore Teles de Menezes.jpg 22 de Outubro de 1383 16 de Dezembro de 1383 Exerce a regência em nome de sua filha D. Beatriz, rainha de jure de Portugal, nos termos do tratado de Salvaterra de Magos
- D. João, mestre de Avis 10- Rei D. João I - O de Boa Memória.jpg 16 de Dezembro de 1383 6 de Abril de 1385

2.ª Dinastia – Dinastia de Avis / Dinastia Joanina[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
Estandarte de D.João I
Casa reinante: Avis
10 D. João I 10- Rei D. João I - O de Boa Memória.jpg 6 de Abril de 1385 14 de Agosto de 1433 O de Boa Memória
11 D. Duarte I Duarte-P.jpg 14 de Agosto de 1433 9 de Setembro de 1438 O Eloquente
O Rei-Filósofo
- D. Leonor de Aragão 11- Rainha D. Leonor.jpg 9 de Setembro de 1438 1439 Deposta pelas Cortes de Lisboa de 1439.
- Infante D. Pedro de Portugal Peter of Coimbra (St. Vincent Panels).jpg 1439 9 de Junho de 1448 Eleito pelas Cortes de Lisboa de 1439.
12 D. Afonso V AfonsoV-P.jpg 9 de Junho de 1448 11 de Novembro de 1477 O Africano Abdica em favor do filho, no contexto da sua jornada à corte francesa.
13 D. João II JoaoII-P.jpg 11 de Novembro de 1477 15 de Novembro de 1477 O Príncipe Perfeito
Aclamado rei nas Cortes de Santarém de 1477; abdica ao regressar ao Reino o seu pai, quatro dias mais tarde.
12 D. Afonso V (2.º reinado) AfonsoV-P.jpg 15 de Novembro de 1477 28 de Agosto de 1481 O Africano Reassume a realeza, a pedido do filho.
13 D. João II (2.º reinado) JoaoII-P.jpg 28 de Agosto de 1481 25 de Outubro de 1495 O Príncipe Perfeito
14 D. Manuel I ManuelI-P.jpg 25 de Outubro de 1495 [1] 13 de Dezembro de 1521 O Venturoso
É sob seu reinado que é descoberto o Brasil
15 D. João III JoaoIII-P.jpg 13 de Dezembro de 1521 11 de Junho de 1557 O Piedoso
- Catarina de Áustria Infanta Caterina of Spain.jpg 11 de Junho de 1557 23 de Dezembro de 1562 Viúva de D. João III. Regente em nome do neto, D. Sebastião.
- Cardeal-Infante D. Henrique de Portugal 17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 23 de Dezembro de 1562 20 de Janeiro de 1568 Irmão de D. João III. Regente em nome do sobrinho-neto, D. Sebastião.
16 D. Sebastião I RetratoD.Sebastiao.jpeg 20 de Janeiro de 1568 27 de Agosto de 1578 O Príncipe Desejado
Assume funções aos 14 anos. Falece na Batalha de Alcácer-Quibir (1578)
17 D. Henrique I 17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 27 de Agosto de 1578 31 de Janeiro de 1580 O Casto
O Cardeal-Rei
- Conselho de
Governadores
do Reino de
Portugal
31 de Janeiro de 1580 17 de Julho de 1580 [2] D. António, Prior do Crato foi aclamado rei de Portugal a 9 de Junho de 1580, em Santarém, pelos seus partidários, opondo-se durante todo o resto da sua vida ao domínio filipino, todavia sem êxito.[3]

3.ª Dinastia – Casa de Habsburgo / Dinastia Filipina / Casa de Áustria[editar | editar código-fonte]

Os soberanos desta dinastia foram também reis de Castela, Países Baixos, Nápoles, Sicília, Leão, Aragão, Valência, Galiza, Navarra, Granada, duques da Borgonha, etc., títulos genericamente reunidos sob a designação de Reis de Espanha.

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
Estandarte Real de Felipe II.svg
Casa reinante: Habsburgo
18 Filipe I Philip II.jpg 17 de abril de 1581 [4] 13 de Setembro de 1598 O Prudente também Filipe II em Espanha (1556-1598)
19 Filipe II Rey Felipe III.jpg 13 de Setembro de 1598 31 de Março de 1621 O Pio
Filipe III em Espanha (1598-1621)
20 Filipe III Philip IV of Spain.jpg 31 de Março de 1621 1 de Dezembro de 1640 O Grande
O Opressor
Filipe IV em Espanha (1621-1665)

Durante este período de sessenta anos, os reis fizeram-se representar em Portugal por um vice-rei ou um corpo de governadores - veja a lista de vice-reis durante a dinastia filipina.

À revolta de 1 de Dezembro de 1640 seguiu-se a Guerra da Aclamação, depois chamada, pela historiografia romântica do século XIX, como Guerra da Restauração.

4.ª Dinastia – Dinastia de Bragança / Dinastia Brigantina[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
Bandeira de D. João IV
Casa reinante: Bragança
21 D. João IV JoaoIVPortugal.jpg 15 de Dezembro de 1640 6 de Dezembro de 1656 O Restaurador
- D. Luísa de Gusmão José de Avelar Rebelo - Retrato da Rainha D.Luisa de Gusmão.jpg 6 de Dezembro de 1656 26 de Junho de 1662 Regente durante a menoridade do filho, D. Afonso VI.
22 D. Afonso VI Alfons VI..jpg 26 de Junho de 1662 23 de Novembro de 1667 O Vitorioso Regências de D. Luísa de Gusmão (6 de Dezembro de 165626 de Junho de 1662) e do Infante D. Pedro (23 de Novembro de 166712 de Setembro de 1683). Deposto por decisão do Conselho de Estado.
- Infante D. Pedro de Portugal Peter II of Portugal.jpg 23 de Novembro de 1667 12 de Setembro de 1683 Regente em nome do irmão.
23 D. Pedro II Peter II of Portugal.jpg 12 de Setembro de 1683 9 de Dezembro de 1706 O Pacífico
24 D. João V Joao V - Necessidades.png 1 de Janeiro de 1707 31 de Julho de 1750 O Magnânimo
25 D. José I D. José I de Portugal.jpg 31 de Julho de 1750 24 de Fevereiro de 1777 O Reformador
26 D. Maria I Jcarvalho-dmariaI-mhn.jpg 24 de Fevereiro de 1777 15 de Julho de 1799 A Piedosa
A Louca
A família real foge para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 deixando Portugal à mercê do invasor.
27 D. Pedro III Anônimo - Retrato do rei Dom Pedro III de Portugal - século XVIII.jpg 5 de Março de 1786 O Capacidónio
O Edificador
Rei-consorte de D. Maria I
- Infante D. João de Portugal Joao VI Portugal.jpg 15 de Julho de 1799 20 de Março de 1816 Regente em nome da mãe, devido a insanidade mental da mesma.
28 D. João VI Joao VI Portugal.jpg 20 de Março de 1816 10 de Março de 1826 O Clemente Regente de Portugal 1792-1816; Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1816-1825); Rei de Portugal e do Algarve e Imperador Titular do Brasil (1825-1826)
29 D. Pedro IV DpedroI-brasil-full.jpg 26 de Abril de 1826 2 de Maio de 1826 O Rei-Soldado
O Libertador
Também Imperador do Brasil (1 de Dezembro de 18227 de Abril de 1831); regente de Portugal (18311834)
- Infanta D. Isabel Maria de Portugal Isabel Maria de Bragança, regente de Portugal.jpg 2 de Maio de 1826 26 de Fevereiro de 1828 Irmã de D. Pedro IV e regente em nome da sobrinha, D. Maria II.
- Infante D. Miguel 30- Rei D. Miguel - O Absoluto.jpg 26 de Fevereiro de 1828 11 de Julho de 1828 Irmão de D. Pedro IV e D. Isabel Maria. Regente em nome da sobrinha, D. Maria II.
30 D. Miguel I 30- Rei D. Miguel - O Absoluto.jpg 11 de Julho de 1828 26 de Maio de 1834 O Rei Absoluto
O Usurpador
Apodera-se do trono destinado à sobrinha em 1828, desencadeando, contra o irmão, a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), que opôs liberais a absolutistas, sendo os primeiros os vencedores.
31 D. Maria II Maria II Portugal 1829.jpg 20 de Setembro de 1834 15 de Novembro de 1853 A Educadora
Foi assim cognominada em virtude da aprimorada educação que dispensou ao seus muitos filhos.
32 D. Fernando II 31- Rei D. Fernando II - O Artista.jpg 16 de Setembro de 1837 O Rei-Artista Rei-consorte de D. Maria II; oriundo da família de Saxe-Coburgo-Gotha [5]
- D. Fernando II 31- Rei D. Fernando II - O Artista.jpg 15 de Novembro de 1853 16 de Setembro de 1855 O Rei-Artista Regente durante a menoridade do filho, Pedro V.
33 D. Pedro V Don Pedro V.jpg 16 de Setembro de 1855 11 de Novembro de 1861 O Esperançoso
O Bem-Amado
34 D. Luís I D Luis.jpg 11 de Novembro de 1861 19 de Outubro de 1889 O Popular
O Bom
35 D. Carlos I Carlos I of Portugal by José Malhoa.jpg 19 de Outubro de 1889 1 de Fevereiro de 1908 [6] O Diplomata
O Martirizado
Assassinado na Praça do Comércio, em Lisboa (Regicídio de 1908).
36 D. Manuel II 35- Rei D. Manuel II - O Patriota.jpg 1 de Fevereiro de 1908 5 de Outubro de 1910 O Patriota
O Rei-Saudade "O Desventurado"
I Implantação da República

Notas e Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Por morte de D. João II sem filhos legítimos (o príncipe D. Afonso falecera em condições trágicas nunca completamente esclarecidas em 1491), nem irmãos sobrevivos (a infanta Santa Joana, sua irmã, falecera em 1490), não obstante haver tentado legitimar um seu filho natural, o infante D. Jorge de Lancastre, futuro Duque de Coimbra, a Coroa Portuguesa acabou por passar para o seu primo e cunhado D. Manuel, Duque de Beja, o qual era filho de D. Fernando, Duque de Viseu (irmão do rei D. Afonso V), e de D. Beatriz (filha do infante D. João, o penúltimo dos membros da Ínclita Geração). Assim, embora pelo lado do pai fosse neto do rei D. Duarte, e pelo lado da mãe, bisneto de D. João I, o facto de não ser herdeiro directo, mas sim colateral, leva a que surjam, por vezes, referências a uma pretensa quebra na casa reinante da dinastia de Avis, o que não faz qualquer sentido.
  2. Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
  3. segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
  4. Filipe II começou logo a exercer o seu poder ainda em 1580, embora apenas parcialmente, pois ainda não dominava todo o território; só em 1581, com as Cortes de Tomar, se tornou Rei de Portugal de jure, e apenas em 1583 conseguiu abafar todos os pontos que ainda eram afectos ao Prior do Crato.
  5. Esta alegada mudança de nome na Dinastia de Bragança, reinante em Portugal, por morte de D. Maria II, para Bragança-Saxe-Coburgo-Gotha (ou mais correctamente, Bragança-Wettin), não é de todo reconhecida pela historiografia portuguesa, sendo antes uma criação das historiografias estrangeiras (sobretudo a francesa, que não reconhece a sucessão por via feminina, fazendo assim aplicar à dinastia reinante em Portugal o nome dinástico do rei consorte). Assim, embora a linha de sucessão prossiga em linha recta, pelo casamento da Rainha D. Maria II com um príncipe estrangeiro (D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha), teria cessado na Casa Real portuguesa a varonia de D. Afonso Henriques, mantida ao longo de sete séculos (note-se que a outra rainha portuguesa, D. Maria I, casara com o tio D. Pedro III, pelo que se manteve o sangue do primeiro rei de Portugal), tendo então passado a correr o sangue da casa de Wettin nas veias dos Bragança. Contudo, em Portugal sempre as mulheres puderam transmitir o nome, bem como o património, na falta de herdeiro varão na família. Isto leva a encontrar-se por vezes escrito, entre historiadores estrangeiros, a existência de uma quinta dinastia em Portugal - uma divisão aparentemente artificial dentro da última dinastia real portuguesa, governada pela suposta casa de Bragança-Wettin, a qual compreenderia os reis entre D. Pedro V e D. Manuel II. Para todos os efeitos, considera-se mais válida a divisão tradicional em quatro dinastias, face à legalidade da designação de dinastia de Bragança, única utilizada, e determinada pela Casa Real e pela generalidade das pessoas, até 1910 e depois dessa data.
  6. O herdeiro do trono, D. Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal, ainda que tenha sobrevivido escassos minutos ao seu pai, não foi nunca considerado como rei de Portugal (embora tenha sido chamado, por alguns estrangeiros, de D. Luís II); nem o poderia ser, pois em Portugal só eram considerados reis "de jure" os príncipes depois de jurarem os foros, liberdades e garantias no acto da sua aclamação ao trono (até 1834), ou de jurarem a Constituição (depois daquela data), em sessão solene e plenária das Cortes. Desta forma, o trono recaiu de imediato no seu irmão mais novo, D. Manuel II, depois de juramentado.
(*) Todos estes reis foram também soberanos do reino do Algarve, a partir de D. Afonso III; antes dele, D. Sancho I usou esse título (ou o alternativo rei de Silves) entre 1189 e 1191.

Titulatura régia[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história, o título oficial dos Reis de Portugal foi sendo alterado. Os Reis de Portugal tiveram os seguintes títulos:

Período Título Usado por Motivo
11401189 Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses
(Dei Gratiae, Rex Portugalensium)
D. Afonso Henriques, D. Sancho I Afonso Henriques proclamado rei.
11891191 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e de Silves
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Silbis)
Pela Graça de Deus, Rei de Portugal, de Silves e do Algarve
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae, Silbis & Algarbii; esta intitulação surge em dois documentos nos quais D. Sancho restaura a diocese de Silves em favor de D. Nicolau)
D. Sancho I Tomada de Silves (1189).
11911211 Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses
(Dei Gratiae, Rex Portugalensium)
D. Sancho I Perda de Silves, retomada pelos Califado Almóada (1191).
12111248 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae)
D. Afonso II, D. Sancho II
12481259 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e Conde de Bolonha
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Comes Boloniae)
D. Afonso III Afonso, casado com Matilde II, condessa de Bolonha, ascende ao trono por morte do irmão sem herdeiros.
12591267 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae)
D. Afonso III Pela morte de D. Matilde, Afonso III abandona o título de Conde de Bolonha (1259).
12671369 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve
(Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Algarbii)
D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I D. Afonso III recebe o senhorio do Algarve pelo Tratado de Badajoz (1267).
13691371 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, da Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Múrcia, de Jáen, do Algarve, de Algeciras e Senhor de Molina D. Fernando I Pretensão de D. Fernando à Coroa de Castela.
13711383 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve D. Fernando I Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz de Alcoutim (1371).
13831385 Inexistência de título vacatura do trono Guerra civil e contra Castela.
13851415 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve D. João I
14151458 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta D. João I, D. Duarte, D. Afonso V Conquista de Ceuta (1415).
14581471 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta e de Alcácer em África D. Afonso V Conquista de Alcácer Ceguer (1458).
14711475 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África D. Afonso V Conquista de Arzila e Tânger (1471) e elevação do senhorio do Norte de África à condição de Reino d'Além-Mar.
14751479 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, de Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Jáen, de Múrcia, dos Algarves d'Aquém e d'Além Mar em África, de Gibraltar, de Algeciras, e Senhor da Biscaia e de Molina D. Afonso V Pretensão de D. Afonso V à Coroa de Castela, pelo seu casamento com Joana, a Beltraneja.
14791485 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África D. Afonso V, D. João II Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz das Alcáçovas-Toledo.
14851499 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, e Senhor da Guiné D. João II, D. Manuel I Criação do senhorio da Guiné abrangendo as possessões portuguesas que se estendiam pelo Golfo da Guiné.
14991580 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião, D. Henrique, D. António Após o regresso de Vasco da Gama da Índia, em 1499, o título régio é reformulado e atinge a sua plenitude.
15801640 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Portugal, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdova, da Córsega, de Múrcia, de Jáen, dos Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas de Canária, das Índias Orientais e Ocidentais, Ilhas e Terra Firme do Mar-Oceano, Conde de Barcelona, Senhor da Biscaia e de Molina, Duque de Atenas e de Neopátria, Conde de Rossilhão e da Cerdanha, Marquês de Oristano e de Gociano, Arquiduque de Áustria, Duque da Borgonha, do Brabante e de Milão, Conde de Habsburgo, da Flandres e do Tirol, etc. D. Filipe I, D. Filipe II, D. Filipe III Com o domínio filipino, juntam-se os demais títulos dos Áustrias à titulatura portuguesa.
16401815 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III) Com a Restauração da Independência (1640), regressa-se ao velho estilo adoptado por D. Manuel I.
18151825 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Maria I, D. João VI O Brasil é elevado a Reino dentro do Império Português (1815).
18251826 Pela Graça de Deus, Imperador do Brasil, e Rei do Reino Unido de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. João VI Ao reconhecer a independência do Império do Brasil pelo Tratado do Rio de Janeiro, D. João VI passa a usar por carta de lei de 15 de Novembro de 1825, o título de imperador do Brasil, que lhe fora deferido por seu filho D. Pedro I.
1826 Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Pedro IV Durante o seu breve reinado de oito dias, embora mantendo a destrinça entre os dois Estados, o título reflectiu a união das duas coroas sobre a cabeça do mesmo dinasta.
18261910 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Maria II, D. Miguel I, D. Maria II (com D. Fernando II), D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I, D. Manuel II Após a abdicação de D. Pedro em favor da filha, retorna-se definitivamente à fórmula anterior, em vigor desde 1640, que vigorará até à implantação da república.

Quanto ao estilo usado nas formas de adereçamento ao Monarca, também ele evoluiu da seguinte maneira:

Período Estilo Usado por Motivo
11401433 Sua Mercê D. Afonso I, D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I, D. João I
14331577 Sua Alteza Real (SAR) D. Duarte, D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião Estilo introduzido em Portugal por influência inglesa, através da Rainha Filipa de Lencastre.
15771578 Sua Majestade (SM) D. Sebastião Por ocasião da entrevista de Guadalupe (1577), concedida por Filipe II de Espanha a seu sobrinho D. Sebastião, e do tratamento majestático que lhe foi concedido pelo tio, D. Sebastião passa a usar a fórmula de adereçamento Sua Majestade, prenunciando o seu desejo imperial de conquista de África.
15781580 Sua Alteza Real (SAR) D. Henrique, D. António Com a morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, o Cardeal-Rei regressa à fórmula anterior, por considerar o tratamento majestático apenas adequado para o divino.
15801748 Sua Majestade (SM) Filipe I, Filipe II, Filipe III, D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V Com a incorporação de Portugal nos Domínios dos Habsburgos da Espanha, onde, devido à influência de Carlos V, Rei de Castela e Imperador da Alemanha, se havia difundido o tratamento de Majestade, este passa também à órbita portuguesa, mantendo-se mesmo após a Restauração da Independência (1640).
17481825 Sua Majestade Fidelíssima (SMF) D. João V, D. José I, D. Maria I (com [[Pedro III de Portugal|D. Pedro III]]), [[João VI de Portugal|D. João VI]] D. João V consegue da Santa Sé o reconhecimento do título de Sua Majestade Fidelíssima para a Coroa Portuguesa, por contraponto ao uso de Sua Majestade Católica em Espanha e Sua Majestade Cristianíssima em França.
18251826 Sua Majestade Imperial e Fidelíssima (SMI&F) D. João VI, [[Pedro I do Brasil|D. Pedro IV]] Com o reconhecimento da independência do Brasil, em 1825, D. João VI reserva também para si, ao abrigo das disposições do Tratado do Rio de Janeiro, o título de Sua Majestade Imperial; com a sua morte no ano seguinte, e a subida ao trono do filho mais velho, também ele Imperador do Brasil (D.Pedro IV), mantém-se o uso da fórmula dúplice, até à sua abdicação em favor da filha [[Maria II de Portugal| Maria da Glória]].
18261910 Sua Majestade Fidelíssima (SMF) [[Maria II de Portugal| Maria II]], [[Miguel I de Portugal|D. Miguel I]], [[Maria II de Portugal| Maria II]] (com [[Fernando II de Portugal|D. Fernando II]]), [[Pedro V de Portugal|D. Pedro V]], [[Luís I de Portugal|D. Luís I]], [[Carlos I de Portugal|D. Carlos I]], [[Manuel II de Portugal|D. Manuel II]] Após a abdicação de D. Pedro IV, retorna-se ao anterior estilo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FERNANDES, Isabel Alexandra. Reis e Rainhas de Portugal (5a. ed.). Lisboa: Texto Editores, 2006. ISBN 972-47-1792-5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Reinos cristãos da Península Ibérica
Astúrias
Reis e Rainhas
Leão
Reis e Rainhas
Castela
Reis e Rainhas
Galiza
Reis e Rainhas
Navarra
Reis e Rainhas
Aragão
Reis e Rainhas
Espanha
Reis e Rainhas
Portugal
Reis e Rainhas