Coronel Fabriciano

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Município de Coronel Fabriciano
"Fabri"
"Fabriciano"
"Coração do Vale"
"Terra Mãe do Vale do Aço"
Acima, à esquerda, o monumento pórtico e abaixo desta imagem um trecho da Avenida Magalhães Pinto. Ao meio o Monumento Terra Mãe, à direita a Fazendinha e abaixo desta o comércio da Rua Coronel Silvino Pereira. Logo abaixo destas uma vista panorâmica da cidade a partir do Alto Giovannini e depois fotos do Colégio Angélica (à esquerda) e da Catedral São Sebastião (à direita). Na parte de baixo da montagem uma vista noturna do monumento “Os 5 Elementos da Natureza”, na Praça da Estação, e do Sobrado dos Pereira.

Acima, à esquerda, o monumento pórtico e abaixo desta imagem um trecho da Avenida Magalhães Pinto. Ao meio o Monumento Terra Mãe, à direita a Fazendinha e abaixo desta o comércio da Rua Coronel Silvino Pereira. Logo abaixo destas uma vista panorâmica da cidade a partir do Alto Giovannini e depois fotos do Colégio Angélica (à esquerda) e da Catedral São Sebastião (à direita). Na parte de baixo da montagem uma vista noturna do monumento “Os 5 Elementos da Natureza”, na Praça da Estação, e do Sobrado dos Pereira.
Bandeira de Coronel Fabriciano
Brasão de Coronel Fabriciano
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 20 de janeiro de 1949 (65 anos)
Fundação 27 de dezembro de 1948
Gentílico fabricianense
Lema Deus, Pax Et Prosperitas
"Deus, Paz e Prosperidade"
Padroeiro(a) São Sebastião
Prefeito(a) Rosângela Mendes (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Coronel Fabriciano
Localização de Coronel Fabriciano em Minas Gerais
Coronel Fabriciano está localizado em: Brasil
Coronel Fabriciano
Localização de Coronel Fabriciano no Brasil
19° 31' 08" S 42° 37' 44" O19° 31' 08" S 42° 37' 44" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2013[1]
Microrregião Ipatinga IBGE/2013[1]
Região metropolitana Vale do Aço
Municípios limítrofes Oeste: Ferros;
Norte: Joanésia e Mesquita;
Leste: Ipatinga;
Sudoeste: Antônio Dias;
Sul: Timóteo.
Distância até a capital 198 km[2]
Características geográficas
Área 221,049 km² [3]
Área urbana 13,1549 km² (BR: 230º) – est. Embrapa[4]
Distritos Coronel Fabriciano (Sede) e Senador Melo Viana
População 108 302 hab. (MG: 27º) –  estatísticas IBGE/2013[5]
Densidade 489,95 hab./km²
Altitude 250 m [2]
Clima tropical quente semiúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,755 alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 937 250 mil IBGE/2011[7]
PIB per capita R$ 8 996,97 IBGE/2011[8]
Página oficial
Prefeitura www.fabriciano.mg.gov.br
Câmara www.camarafabriciano.mg.gov.br

Coronel Fabriciano é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence à Mesorregião do Vale do Rio Doce e à Microrregião de Ipatinga e localiza-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 200 km.[2] Ocupa uma área de 221,049 km², sendo 13,1 km² em perímetro urbano,[4] e sua população em 2013 era de 108 302 habitantes, sendo então o 27º mais populoso do estado mineiro.[5]

A exploração da área do atual município teve início no século XVIII, no entanto o começo do povoamento se deu somente na segunda metade do século XIX, com o Rio Piracicaba servindo como principal forma de acesso. Na década de 1920, a localidade passa a ser atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e é construída a Estação do Calado, ao redor da qual se estabeleceu um núcleo urbano transformado em distrito em 1923 e emancipado de Antônio Dias em 1948.[9] [10] Nas décadas de 40 e 50, respectivamente, Coronel Fabriciano passou a sediar os complexos industriais da Aperam South America (antiga Acesita) e Usiminas, que foram essenciais para o desenvolvimento da cidade.[11] Mas, com a emancipação política de Ipatinga e Timóteo, ocorrida em 1964, as empresas passaram a pertencer a estes municípios, respectivamente.[12]

A manutenção da atividade siderúrgica contribuiu para a formação da Região Metropolitana do Vale do Aço, que corresponde ao segundo maior pólo urbano-industrial do estado,[13] apesar do comércio e da prestação de serviço terem se transformado nas principais fontes econômicas em Fabriciano.[14] A sede tem uma temperatura média anual de 21,6 °C[15] e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 98% da população vivendo na zona urbana,[16] a cidade contava, em 2009, com 42 estabelecimentos de saúde.[17] O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,755, classificado como elevado em relação ao estado.[6]

Tradições culturais como as marujadas, o artesanato e de celebrações religiosas como as festas de São Sebastião, da Semana Santa e de Corpus Christi se fazem presentes no município, bem como os monumentos de valor histórico e patrimonial da Igreja Matriz de São Sebastião, uma das primeira igrejas da cidade, o Colégio Angélica, fundado em 1950 e conhecido por sua arquitetura eclética, e o Monumento Terra Mãe, marco-zero fabricianense.[18] [19] Na Serra dos Cocais se concentram diversos atrativos naturais como cachoeiras, trilhas e montanhas propícias a escaladas, destacando-se também na prática de esportes radicais como mountain bike, rapel, trekking, saltos de paraquedas e trilhas 4x4.[20]

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

No século XVI, entradistas seguiam pela região à procura de materiais de valor, mas a descoberta de ouro na região central de Minas Gerais fez com que vilas e povoados crescessem nesta região. Pouco tempo depois, a Coroa Portuguesa proibiu o povoamento da região do Rio Doce, para evitar o contrabando de materiais preciosos. Na segunda metade do século XVIII, Antônio Noronha ordenou a construção de uma estrada ao leste da capitania, justificando-se de que havia ouro nessa região. A estrada foi concluída pouco tempo depois.[10]

Canoeiros no Rio Piracicaba entre Coronel Fabriciano e Timóteo.

O primeiro civilizado a pisar em solo pertencente a Coronel Fabriciano foi José de Assis Vasconcelos, vindo em 1752 de Santana do Alfié, pela Serra da Vista Alegre. Atravessou o Rio Piracicaba, abrindo na margem esquerda do dito rio uma posse no lugar hoje conhecido por Sítio Velho, nas cercanias da Usiminas, não tendo prosseguido por ter sido assassinado por um escravo que ele alugou de dona Ana Matos. Em 11 de setembro de 1831, Francisco de Paula e Silva (conhecido por Chico Santa Maria, por ser ele natural de Santa Maria de Itabira) veio com sua família juntamente com numerosos escravos, onde hoje se localiza a Fazenda do Alegre. Depois veio Francisco Romão, que morava à esquerda do rio. Com uma canoa, fazia o transporte de pessoas e mercadorias, ligando São Domingos do Prata, Antônio Dias, Mesquita e Joanésia, pelos rios Piracicaba, Doce e Santo Antônio.[10] João Teixeira Benevides trouxe de Ferros a primeira professora (sua sobrinha, Maria de Lourdes de Jesus) e doou terrenos para a primeira escola, o primeiro cemitério e para a igreja do então povoado de Santo Antônio do Calado, hoje distrito Senador Melo Viana. João Teixeira chegou ao arraial de Santo Antônio do Gambá em 1919, recém-casado com Guilhermina Ribeiro da Silva, ambos de Santana de Ferros.[10]

Com a chegada dos topógrafos incumbidos de continuar a locação da via férrea Vitória-Minas, que já estava em construção, começaram os primeiros movimentos da embrionária cidade de Coronel Fabriciano, sendo que em 9 de julho de 1924 veio a ser inaugurada a Estação Ferroviária do Calado. Após a inauguração da estação, começaram a ser levantadas as primeiras moradias (pequenos barracos), mas somente em 1928 é que foi construída, além da estação, a primeira casa coberta com cerâmica e assoalhada; o Sobrado dos Pereira, que ainda existe na esquina das atuais ruas Pedro Nolasco e Coronel Silvino Pereira, sendo o primeiro estabelecimento comercial da cidade, cujo prédio foi tombado pela Secretaria de Cultura de Fabriciano.[21] [22]

Vista parcial de Coronel Fabriciano, na época Calado, em 1940.
Vista parcial de Coronel Fabriciano, na época Calado, em 1940.

Em virtude da Lei estadual nº 843, de 17 de novembro de 1926, foi criado o distrito, instalando-se a 7 de maio de 1927 no então patrimônio de Santo Antônio, que passou a chamar-se Melo Viana, tendo sido nomeado seu primeiro juiz de paz Manoel Camilo da Fonseca, que deu posse ao seu primeiro escrivão de paz, João Batista Pereira. Os primeiros registros civis feitos foram: o batismo das gêmeas Duraci de Distaneta, filhas do casal Antônio Viana, e o casamento do Sírio Maron Abibi com Geralda Honrata de Souza. Em 1º de março de 1930 foi realizada no novo distrito a primeira eleição.[22]

Expansão econômica[editar | editar código-fonte]

A expansão econômica do primitivo município iniciou-se em 1936, quando se instalou no Calado um escritório da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, sob a superintendência de Joaquim Gomes da Silveira Neto. Na cidade, a empresa centralizou um grande negócio de exploração de madeira e produção de carvão, assim como em toda a região do Rio Doce. O objetivo da produção era alimentar os fornos de sua siderúrgica em João Monlevade.[22]

A essa companhia deve-se o impulso inicial da cidade como núcleo urbano organizado. Ruas foram abertas e construções de vários tipos iniciadas, especialmente as primeiras casas de alvenaria. É desse período o Hospital Siderúrgica, construído pela empresa para assistir os seus funcionários aqui sediados numa época de grande incidência de febre amarela e outros males típicos das regiões tropicais.[22] Em 1944, com a instalação da Aperam South America (antiga Acesita e ArcelorMittal) na região, Coronel Fabriciano recebeu um novo impulso que transformou o distrito no município que é hoje.[22]

O primeiro nome do lugar quando mata virgem era Barra, por achar-se localizado na confluência do córrego Caladão, passando a denominar-se Calado após a inauguração da Estação Ferroviária. Por pouco tempo, foi denominado Raul Soares, voltando novamente o nome de Calado. Em agosto de 1940 foi batizada com o nome de Coronel Fabriciano em homenagem ao Tenente-coronel Fabriciano Felisberto Carvalho de Brito, por ocasião de seu centenário de nascimento.[22] Este foi um dos políticos mais influentes de Antônio Dias, sendo que recebeu em 1888 do então Imperador do Brasil Dom Pedro II o título de Tenente-coronel da Guarda Nacional para a antiga Comarca de Piracicaba.[23]

Emancipação política[editar | editar código-fonte]

Vista do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (antiga Universidade do Trabalho) no começo da década de 90.

Em 27 de dezembro de 1948, depois de um longo processo tramitado na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, o governador Milton Campos assinou a lei nº 336, criando o município de Coronel Fabriciano. A instalação se deu no dia 1º de janeiro de 1949, em sessão presidida pelo juiz de paz José Anastácio Franco. Assumiu como intendente Antônio Gonçalves Gravatá, com o objetivo de organizar a administração municipal e entregá-lo ao prefeito oficial, eleito pela população.[12]

Em 15 de março de 1949, tomaram posse o prefeito Dr. Rubens Siqueira Maia, vice-prefeito Coronel Silvino Pereira e vereadores Nicanor Ataíde, Lauro Pereira, Ary Barros, José Anatólio Barbosa, Wenceslau Martins Araújo, Sebastião Mendes Araújo, José Paula Viana, Raimundo Martins Fraga e José Wilson Camargo.[12] Apesar da emancipação ter ocorrido em 27 de dezembro de 1948, em 1949 foi assinado um acordo com a paróquia local no qual foi decidido que o aniversário da cidade seria comemorado no dia 20 de janeiro, em homenagem ao dia do padroeiro da cidade, São Sebastião.[12]

Em 1953 foi criado o distrito de Ipatinga e a Comarca de Coronel Fabriciano foi instalada em 1955. Em 1958 foi instalada a Usiminas, ano em que foi também criada a Associação Comercial. Em 29 de abril de 1964, emanciparam-se os municípios de Timóteo e Ipatinga. Assim, o município deixou de sediar as grandes siderúrgicas da região; a Aperam South America passa a localizar-se em território timotense e a Usiminas na cidade de Ipatinga. Com a emancipação de Timóteo e Ipatinga, o distrito de Barra Alegre passou a pertencer à Ipatinga e Coronel Fabriciano passa a ter dois distritos: Sede e Senador Melo Viana, sendo que este último foi instalado oficialmente em 30 de dezembro de 1962.[9] Em 1969 foi criada a Universidade do Trabalho, atual Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste), que é o principal centro universitário da Região Metropolitana do Vale do Aço.[12]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Vista de Fabriciano a partir do Nova Tijuca. Observe que a cidade é cercada por morros.

A área do município é de 221,049 km², representando 0,0377% do estado de Minas Gerais, 0,0239% da Região Sudeste do Brasil e 0,0026% de todo o território brasileiro.[24] Desse total, 13,1549 km² estão em perímetro urbano.[4]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

A sede de Fabriciano tem altitude média de 250 metros, sendo que o ponto culminante do município está na Serra Cocais das Estrelas, onde a altitude chega aos 1 260 metros,[2] [4] e a altitude mínima se encontra no Rio Piracicaba, com 220 metros.[25] No município predomina um relevo montanhoso; cerca de 80% do território fabricianense é formado de mares de morros, enquanto que 15% são de terras onduladas e nos 5% restantes o terreno é plano. Grande parte do relevo montanhoso está nas montanhas da Serra dos Cocais,[2] onde a altitude média varia entre 500 e 800 metros e as terras são formadas por blocos contínuos de granito. Estudos recentes mostram que suas rochas podem ter sofrido alteração por pressão e temperatura e têm idade superior a 600 milhões de anos. Além da relevância geológica, divide três grandes bacias hidrográficas: a do Rio Piracicaba, do Rio Santo Antônio e do Rio Doce, abrigando centenas de nascentes.[26]

Um arco-íris sobre uma área de relevo predominantemente ondulado e o Rio Piracicaba, na divisa com Timóteo.
Um arco-íris sobre uma área de relevo predominantemente ondulado e o Rio Piracicaba, na divisa com Timóteo.
Imagem de satélite mostrando a zona urbana de Coronel Fabriciano (ao meio da imagem) e parte de suas vizinhas Ipatinga (acima) e Timóteo (abaixo).
Imagem de satélite mostrando a zona urbana de Coronel Fabriciano (ao meio da imagem) e parte de suas vizinhas Ipatinga (acima) e Timóteo (abaixo).

Dentre os rios citados acima, o Rio Piracicaba é o que banha a cidade, sendo um dos principais afluentes do Rio Doce. O perímetro urbano de Coronel Fabriciano é cortado de norte a sul pelo Córrego Caladão, que nasce na Serra dos Cocais e deságua no Piracicaba. O ribeirão sofre gravemente com a degradação ambiental, principalmente com o despejo de lixo e esgoto ao longo de seu curso, assoreamento das margens, poluição hídrica com esgotos domésticos e de pequenas indústrias, oficinas ou matadouros, extinção da biodiversidade local e erosão.[27] O município ainda possui muitos pequenos ribeirões e riachos ao longo de seu território, sendo os principais o Ribeirão Caladinho, o Córrego dos Gouveia, o Córrego dos Cocais, o Córrego Timirim e o Ribeirão Cocais Pequeno.[28]

Municípios limítrofes e região metropolitana[editar | editar código-fonte]

O município de Coronel Fabriciano faz limites com os municípios de Joanésia e Mesquita a norte, Ferros a oeste, Antônio Dias a sudoeste, Ipatinga a leste e Timóteo a sul,[2] sendo que é muito ligado principalmente às duas últimas cidades citadas, havendo uma conurbação entre estas.[29] O intenso crescimento da região tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre seus municípios, formando-se a Região Metropolitana do Vale do Aço, envolvendo, além de Coronel Fabriciano, as cidades de Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo, além dos outros 24 municípios que fazem parte do chamado colar metropolitano.[13]

A região se tornou conhecida internacionalmente em virtude das grandes empresas que se encontram na região, a exemplo da Cenibra (em Belo Oriente), Aperam South America (em Timóteo) e Usiminas (Ipatinga), todas com um crescente volume de produtos exportados, e corresponde ao segundo maior pólo urbano-industrial do estado.[13] [30] Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quatro principais municípios reuniam, em 2013, um total de 477 669 habitantes.[5]

Clima[editar | editar código-fonte]

Chuva forte associada à chegada de uma frente fria se aproximando da cidade, na região do Unileste em uma tarde de outubro, quando normalmente são registrados os primeiros temporais da estação das chuvas.

O clima fabricianense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen),[31] tendo temperatura média anual de 21,6 °C com invernos secos e amenos (raramente frios) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas.[32] [33] Os meses mais quentes, fevereiro e março, têm temperatura média de 23,9 °C, sendo a média máxima de 29,2 °C e a mínima de 18,5 °C. E o mês mais frio, julho, de 18,1 °C, sendo 24,8 °C e 11,5 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[15] De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), durante os períodos de 1960–1964 e 2000–2002 a temperatura mínima registrada na cidade foi de 7,0 °C, no dia 18 de julho de 2000,[34] enquanto que a máxima foi de 39,5 °C, no dia 3 de fevereiro de 2001.[35]

A precipitação média anual é de 1 254,6 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 11,4 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 257,1 mm.[15] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, especialmente entre julho e setembro. Em julho e setembro de 1998, por exemplo, a precipitação de chuva em Fabriciano não passou de 0 mm.[36] Em alguns dias do ano, durante a época das secas ou em longos veranicos em pleno período chuvoso, a qualidade do ar fica irregular, por conta da poluição e da baixa umidade relativa.[37]

Entre 1940 e 2002, o maior acumulado de chuva em menos de 24 horas foi de 179,2 mm, registrado no dia 18 de novembro de 1953.[38] Outros grandes acumulados foram de 168,4 mm, no dia 23 de março de 1991;[39] 134,5 mm, em 23 de novembro de 1962;[40] 123,0 mm, em 2 de abril de 1941;[41] 120,7 mm, em 2 de novembro de 1992;[42] e 112,3 mm, no dia 27 de janeiro de 1953.[43] Em 15 de dezembro de 2005, entretanto, uma estação meteorológica situada em Timóteo, na divisa com Fabriciano, registrou 200,2 mm de chuva.[44] Naquele dia o forte temporal provocou enchentes e deslizamentos de terra por toda a cidade, deixando-a em estado de calamidade pública. Houve registros de mortes e feridos e alguns bairros ficaram isolados.[45] O município também foi um dos mais afetados pelas enchentes de 1979, que deixaram alguns bairros às margens do Córrego Caladão e do Rio Piracicaba inundados durante alguns dias,[46] e as chuvas de dezembro de 2013, que provocaram enchentes e enxurradas às margens dos cursos hidrográficos e deslizamentos de terra que desalojaram dezenas de pessoas e deixaram bairros e ruas inteiras cobertas de lama.[47] [48]

Dados climatológicos para Coronel Fabriciano
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 36,3 39,5 36,1 36,0 36,0 31,5 34,0 33,0 35,5 37,2 35,5 35,5 39,5
Temperatura máxima média (°C) 29,0 29,2 29,2 27,6 26,1 25,1 24,8 26,0 26,7 27,4 27,8 28,0 27,2
Temperatura mínima média (°C) 18,3 18,5 18,5 16,7 14,3 12,4 11,5 12,5 14,5 16,9 18,0 18,3 15,9
Temperatura mínima registrada (°C) 16,5 15,5 14,5 13,0 10,0 8,0 7,0 7,5 9,5 12,5 14,5 15,5 7,0
Precipitação (mm) 200,5 130,0 152,2 81,5 29,8 14,0 11,4 17,0 47,0 112,8 201,3 257,1 1 254,9
Fonte: Tempo Agora (médias climatológicas entre 1961 e 1990)[15]
Fonte #2: Portal de Tecnologia da Informação Para Meteorologia (recordes de 1960 a 1964 e de 2000 a 2002)[49]


Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

A vegetação nativa pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), porém a monocultura de reflorestamento com eucalipto ocupa área maior que o bioma original, tendo como finalidades a produção de matéria-prima para a fábrica de celulose da Cenibra e a produção de carvão vegetal para as siderúrgicas locais, como a Aperam South America e a Usiminas.[50] Em 2009, os plantios de eucalipto ocupavam 13 129,08 hectares ou 59,13% da área de Coronel Fabriciano. Neste mesmo ano, 50,1 hectares (0,23%) eram cobertos por cursos hídricos e 1 246,78 hectares (5,61%) eram áreas urbanizadas.[51]

Vegetação em montanhas da Serra dos Cocais.

Em meio às áreas reflorestadas e desmatadas, ainda são encontradas algumas diversidades em ilhas não devastadas, como algumas espécies de bromélias e orquídeas, além da palmeira-indaiá, ipê-amarelo, embaúbas, quaresmeiras e samambaias, dentre outras. Na época das secas (abril–outubro) é comum o amarelamento de áreas com muito mato e poucas árvores, devido à escassez de chuva.[25] Já na fauna também é comum observar espécies típicas de áreas do domínio da Mata Atlântica, comuns em várias regiões do próprio estado de Minas Gerais, como jacu; aves de rapina, como o gavião e o carcará; mamíferos como o lobo-guará, a onça-pintada e macaco da cara-branca; além de algumas espécies de serpentes.[25] Fabriciano conta com três Áreas de Proteção Ambiental (APAs), sendo elas a APA Serra dos Cocais, a APA do Recanto Verde e a APA Mata da Biquinha.[52]

Alguns dos principais problemas ambientais que a cidade sofre atualmente são as enchentes, que no período chuvoso provocam grandes estragos nas áreas mais baixas e populosas,[53] e os deslizamentos de terra nos morros e encostas.[54] As causas destes problemas muitas vezes são as construções de residências em encostas de morros e áreas de risco, além do lixo e do esgoto despejado nos córregos e ribeirões.[55] [56] As queimadas florestais destroem a mata nativa, comprometendo a qualidade do solo e prejudicando ainda a qualidade do ar, sendo que já há uma grande concentração de poluentes devido aos gases emitidos pelas usinas do Vale do Aço.[57] A construção do Parque Linear do Córrego Caladão deverá aumentar a capacidade do Córrego Caladão em receber as águas das chuvas[58] e recorrentemente são realizados programas de arborização em logradouros[59] e campanhas de conscientização ecológica nas escolas.[60]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Prédios comerciais e residenciais na região central de Fabriciano.

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 103 694 habitantes.[16] Segundo o censo daquele ano, 50 035 habitantes eram homens e 53 659 habitantes eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 102 395 habitantes viviam na zona urbana e 1 299 na zona rural.[16] Já segundo estatísticas divulgadas em 2013, a população municipal era de 108 312 habitantes, sendo o 27º mais populoso do estado.[5] Da população total em 2010, 24 078 habitantes (23,22%) tinham menos de 15 anos de idade, 71 949 habitantes (69,39%) tinham de 15 a 64 anos e 7 667 pessoas (7,39%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 76,9 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 1,9.[61]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Coronel Fabriciano é considerado elevado, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no ano de 2010. Seu valor era de 0,755, sendo então o 35° maior de todo o estado de Minas Gerais e o 453º maior do Brasil.[6] Em 2000, ocupava a 71ª posição no ranking estadual.[62] Por causa da pouca disponibilidade de lotes e imóveis à venda na área central da cidade e dos problemas de trânsito e falta de estacionamento, os investidores comerciais e residenciais estão migrando cada vez para os bairros do distrito Senador Melo Viana. Com isso, a tendência é que nos próximos anos a população da Sede de Fabriciano apresente taxas de crescimento inferiores às do distrito.[63]


Evolução demográfica do município de Coronel Fabriciano.[64]


Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Casas e prédios de alto ou bom padrão no bairro Santa Helena.
Casas e prédios de alto ou bom padrão no bairro Santa Helena.
Residências de padrão regular no Aparecida do Norte.
Residências de padrão regular no Aparecida do Norte.

De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 56,2% e em 2010, 91,2% da população vivia acima da linha de pobreza, 5,5% encontrava-se na linha da pobreza e 3,3% estava abaixo[65] e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,49, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[66] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 53,7%, ou seja, 13 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 4,2%.[65] [67] Também em 2010, 19,7% da população vivia em favelas, aproximadamente 21 mil habitantes, sendo a maior parcela de habitantes vivendo em aglomerados subnormais dentre os municípios mineiros.[68]

Na época da implantação das grandes siderúrgicas na cidade houve um grande crescimento populacional desordenado na região e em 1964 os municípios de Ipatinga e Timóteo se desmembraram, o que incluiu os territórios das indústrias.[11] Vários trabalhadores dessas empresas, entretanto, continuaram a morar em Coronel Fabriciano, enquanto as receitas de impostos e a maior parte das ações sociais promovidas pelas indústrias foram destinadas às cidades vizinhas, que as sediavam.[11] A partir disso, Fabriciano ficou carente de recursos e estrutura para promover as políticas públicas necessárias.[69] O crescimento urbano do município não foi acompanhado pelo desenvolvimento econômico e social que fosse capaz de suprir às necessidades da população.[70]

Com os projetos de expansão da Usiminas, que vêm gerando milhares de empregos diretos e que atraem pessoas do país inteiro, há o risco de um novo crescimento sem distribuição em Coronel Fabriciano, já que boa parte desses operários deverá morar na cidade.[69] A Prefeitura mantém vários projetos habitacionais, de regularização fundiária e de aquisição de lotes em andamento, realizados através da participação popular e de parcerias com diversas organizações governamentais e não-governamentais.[71]

Religião[editar | editar código-fonte]

Coronel Fabriciano está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[72] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[73]

Catedral São Sebastião: cossede da Diocese de Itabira-Fabriciano além de ser um dos principais atrativos do município.

Tal qual a variedade cultural verificável em Fabriciano, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos fabricianenses se declara católica —, é possível encontrar atualmente no município dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como as Testemunhas de Jeová e a prática do espiritismo, entre outras. Também são consideráveis as comunidades mórmons e as religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população fabricianense é composta por: católicos (49,34%), protestantes (38,52%), pessoas sem religião (9,45%), espíritas (0,61%) e 2,08% estão divididas entre outras religiões.[74]

Igreja Católica Apostólica Romana[editar | editar código-fonte]

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município está situado na Arquidiocese de Mariana e Diocese de Itabira-Fabriciano. Desde 1º de junho de 1979, Fabriciano é cossede dessa diocese, que foi criada em 14 de junho de 1965 e que atualmente conta com área de 8 724 km². Seu atual bispo é Marco Aurélio Gubiotti, que ocupa o cargo desde 2013.[75] A cidade ainda é a sede da Região Pastoral III, que compreende a outros nove municípios e 21 paróquias, sendo que duas dessas paróquias fazem parte de Fabriciano: Santo Antônio e São Sebastião (cossede).[76] Em março de 2011, também havia 27 comunidades.[77]

Santuário de Nossa Senhora da Piedade, templo Católico que foi inaugurado em outubro de 1998 e está localizado no bairro Córrego Alto.

A cossede da Diocese de Itabira-Fabriciano é a Catedral São Sebastião, que está localizada no bairro Santa Helena e foi inaugurada em 1993, sendo também um dos principais monumentos religiosos da cidade. Além da catedral, destacam-se, por valor histórico ou cultural, outros monumentos ligados diretamente com o Catolicismo em Coronel Fabriciano, como a Igreja Matriz, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade e o Colégio Angélica.[19] [78] Vários bairros do município também têm nomes ligados à religiosidade católica, como Bom Jesus, Nossa Senhora do Carmo, Santo Antônio, Santa Inês, Santa Terezinha, São Cristóvão e São Domingos.[79]

Denominações evangélicas e cristãs[editar | editar código-fonte]

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Cristã de Nova Vida, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, as igrejas batistas, as igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[74] Como citado acima, de acordo com o IBGE, em 2010, 38,52% da população era protestante. Desse total, 24,42% são das igrejas evangélicas de origem pentecostal, 7,06% são das evangélicas de missão e 7,04% pertencem a outras religiões evangélicas.[74]

No município também existem cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová (que representam 0,53% dos habitantes) e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,03%), também conhecida como Igreja Mórmon.[74]

Etnias e emigração[editar | editar código-fonte]

Vista parcial do bairro Manoel Domingos, cujo nome homenageia o imigrante português Manoel Domingues, que ajudou nas obras da EFVM.

Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano com a autodeclaração de cada fabricianence, a população era composta por 39 754 brancos (38,34%); 10 348 negros (9,98%); 1 033 amarelos (1,00%); 52 387 pardos (50,52%); e 172 indígenas (0,17%).[80] Considerando-se a região de nascimento, 101 263 eram nascidos no Sudeste (97,66%), 144 no Norte (0,14%), 1 529 no Nordeste (1,47%), 247 no Centro-Oeste (0,24%) e 149 no Sul (0,14%). 98 223 habitantes eram naturais do estado de Minas Gerais (94,72%) e, desse total, 57 013 eram nascidos em Coronel Fabriciano (54,98%).[81] Entre os 5 471 naturais de outras unidades da federação, o Espírito Santo era o estado com maior presença, com 1 562 pessoas (1,51%), seguido por São Paulo, com 1 023 residentes (0,99%), e pela Bahia, com 759 habitantes residentes no município (0,73%).[82]

A cidade recebeu influência de imigrantes durante o século XX, nas construções da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), entre as décadas de 1910 e 1920, e das grandes siderúrgicas do Vale do Aço, entre as décadas de 40 e 50.[83] Na época do desbravamento da região o município também recebeu alguns escravos[83] e durante as obras da EFVM vieram ainda nordestinos oriundos, principalmente, da Bahia e de Sergipe.[84] A região do bairro Manoel Domingos, por exemplo, começou a ser povoada na década de 1910, com a chegada do imigrante português Manoel Domingues (a quem o nome do atual bairro homenageia), que ajudava na construção da EFVM. Grande parte dos moradores que povoaram aquela área nos anos seguintes era descendente de seus 28 filhos, sendo que o bairro veio a ser criado oficialmente na década de 50.[83] Já durante as obras das indústrias do Vale do Aço, Fabriciano recebeu principalmente japoneses e descendentes provenientes das lavouras de café do estado de São Paulo, que vieram trabalhar na construção da Usiminas.[85]

Política[editar | editar código-fonte]

Prefeitura de Coronel Fabriciano, sede do poder executivo.

De acordo com a Constituição de 1988, Coronel Fabriciano está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[86] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[87] O poder executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal.[88] O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi Rubens Siqueira Maia.[12] Em vários mandatos diversas pessoas já passaram pela prefeitura, sendo a mais recente delas Rosângela Mendes. Ela foi eleita para o cargo de prefeita nas eleições municipais em 2012 com 29 565 votos (52,05% dos votos válidos),[89] sucedendo a Chico Simões, do mesmo partido, que foi eleito em 2004[90] e reeleito para mais um mandato em 2008.[91] Além do prefeito, há o vice-prefeito. Este é o substituto do prefeito municipal em caso de ausência por licença ou outro impedimento; pode e deve exercer função dentro da administração municipal. Atualmente, o vice-prefeito do município é Bruno Torres.[92]

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 17 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[93] ) e está composta da seguinte forma:[94] três cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT); três cadeiras do Partido Comunista do Brasil (PCdoB); duas cadeiras do Partido Democrático Trabalhista (PDT); duas cadeiras do Democratas (DEM); uma cadeira do Partido Trabalhista Nacional (PTN); uma do Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB); uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB); uma do Partido Social Liberal (PSL); uma do Partido Social Democrático (PSD); uma do Partido Pátria Livre (PPL); e uma do Partido Progressista (PP). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica. Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo.

Fórum Dr. Orlando Milanez.

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. São alguns dos conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho de Meio Ambiente,[95] dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Assistência Social, da Pessoa com Deficiência, da Segurança Alimentar e do Idoso.[96]

O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. Fabriciano, não possui assim, constituição própria, em vez disso possui lei orgânica, publicada em 1990.[97] O município é ainda a sede de uma Comarca, que reúne Coronel Fabriciano e Antônio Dias, sendo que seu fórum é o Dr. Orlando Milanez.[98] Também é cidade-irmã de suas vizinhas Ipatinga e Timóteo.[99] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, havia, em outubro de 2011, 76 722 eleitores, o que representa 0,529% dos eleitores de Minas Gerais.[100] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[101]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Coronel Fabriciano está oficialmente subdividida em dois distritos. São eles a Sede e Senador Melo Viana, sendo o segundo citado o mais populoso, com 55 013 habitantes, de acordo com o IBGE em 2010.[102] Naquele ano a Sede contava com 47 382 habitantes.[103]

Vista aérea do Amaro Lanari, o bairro mais populoso, segundo o IBGE em 2010.[104]

Quando emancipada de Antônio Dias, em 27 de dezembro de 1948, Coronel Fabriciano era composta por três distritos, sendo eles Barra Alegre, Timóteo e a Sede. Em 1953 foi criado o distrito de Ipatinga e no final da década de 1950 foi elaborado um projeto de lei que havia proposto a elevação de Senador Melo Viana à categoria de município. A área pretendida englobava toda a parte norte de Fabriciano até o traçado feito pela atual Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves, que corta a cidade pelos atuais bairros Caladinho, Bom Jesus e Todos os Santos.[105] Este projeto chegou a ser registrado na Secretaria de Interior do Estado de Minas Gerais, porém não obteve o resultado desejado,[105] tendo conquistado apenas a criação do distrito pela lei estadual nº 2764, de 30 de dezembro de 1962. Em abril de 1964 Ipatinga e Timóteo emanciparam-se e Barra Alegre passou a fazer parte de Ipatinga.[9]

Segundo o IBGE e a prefeitura, no ano de 2008, Coronel Fabriciano também era formada por 63 bairros oficiais, além de alguns loteamentos, comunidades rurais e bairros não oficiais. O município é dividido também em cinco regiões, nomeadas pela prefeitura de setores. A zona rural municipal é composta pelo bairro Cocais e pequenos povoados.[79] De acordo com o censo 2010 do IBGE, os três bairros mais populosos de Fabriciano eram o Amaro Lanari (com 6 924 habitantes);[104] o Santa Cruz (5 367 habitantes);[106] e o Caladinho (5 171 habitantes).[107] Em contraste com o segundo e terceiro colocados, o Amaro Lanari é um dos poucos bairros planejados da cidade, tendo sido projetado pela Usiminas para abrigar os trabalhadores desta empresa.[108] Até a década de 1960 parte das terras fabricianenses (onde atualmente estão bairros como Giovannini, Júlia Kubitschek, São Domingos, Bom Jesus e Santa Cruz) pertencia à Diocese de Mariana, porém com o passar do tempo essas áreas foram sendo vendidas, doadas ou compradas e, posteriormente, loteadas e ocupadas.[109] [110] [111]


Economia[editar | editar código-fonte]

Sobrado dos Pereira, primeiro estabelecimento comercial da cidade, inaugurado na década de 1920, logo após a construção da Estação do Calado.[112]

O produto interno bruto (PIB) de Coronel Fabriciano é o terceiro maior de sua microrregião,[7] perdendo para as vizinhas Ipatinga e Timóteo e se destacando na área de prestação de serviços. Nos dados do IBGE de 2011, o município possuía R$ 937 250 mil no seu PIB.[14] Desse total, 81 940 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O PIB per capita era de R$ 8 996,97 mil[14] e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda, em 2010, era de 0,715.[6]

Em 2010, 63,86% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 9,98%.[61] Salários juntamente com outras remunerações somavam 234 083 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,0 salários mínimos. Segundo o IBGE, 55,25% das residências sobreviviam com menos de salário mínimo mensal por morador, 34,80% sobreviviam com entre um e três salários mínimos para cada pessoa, 4,86% recebiam entre três e cinco salários, 2,54% tinham rendimento mensal acima de cinco salários mínimos e 2,56% não tinham rendimento.[113] Havia 2 838 unidades locais e 2 761 empresas atuantes.[114]

Setor primário

A agricultura tem menor relevância em Coronel Fabriciano. Em 2011, 2 276 mil reais eram do valor adicionado bruto da agropecuária,[14] enquanto que em 2010, 1,99% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor.[61] Segundo o IBGE, em 2012 o município possuía um rebanho de 1 260 bovinos, 277 suínos, 182 muares, 115 equinos, 42 caprinos e 3 517 aves, dentre estas 890 galinhas e 2 627 galos, frangos e pintinhos.[115] Naquele ano, foram produzidos 380 mil litros de leite de 300 vacas, 5 mil dúzias de ovos de galinha e 289 quilos de mel-de-abelha.[115] Na lavoura temporária, em 2012 se destacaram as produções de cana-de-açúcar (45 hectares cultivados e 2 160 toneladas produzidas), mandioca (cinco hectares e 55 toneladas), milho (oito hectares e 26 toneladas) e feijão (50 hectares e 13 toneladas),[116] e na permanente as principais foram a banana (seis hectares e 72 toneladas) e a laranja (um hectare e quatro toneladas).[117]

Setor secundário
Vista parcial do Distrito Industrial, que foi criado em 1995.[118]

A indústria é o segundo setor mais relevante para a economia fabricianense. 147 627 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário)[14] e grande parte deste valor é originado no Distrito Industrial. Está instalado a oeste da cidade, distanciando-se cerca de seis quilômetros do Centro, sendo composto por cerca de 40 empresas de diferentes ramos, empregando diretamente cerca de 850 pessoas e ocupando uma área total de 182 970 m².[119] É um distrito industrial-misto, possuindo empresas de pequeno, médio e grande porte, e após ser reestruturado passou a ser administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).[119] No anel viário da BR-381, na divisa com Antônio Dias, foi construído em 2011 o Distrito Industrial II, o chamado Parque Industrial Vale do Aço, composto inicialmente por 220 lotes com extensão de 2 mil m².[120]

A Região Metropolitana do Vale do Aço, onde Fabriciano está localizada, é conhecida por ser a sede de algumas importantes empresas na área siderúrgica. Na cidade residem funcionários diretos de algumas dessas empresas, como a Usiminas, Aperam South America, Usimec, Cenibra, além de tantos outros empregados de empreiteiras que atuam nas áreas das grandes empresas da região.[119] O município também se configura como fornecedor de mão-de-obra e matéria prima, com destaque à extração de madeira, em especial do eucalipto, para suprir à demanda das siderúrgicas.[50] Em 2012, de acordo com o IBGE, foram extraídos 54 197 m³ de madeira em toras, sendo 99% desta quantidade destinada à produção de papel e celulose,[121] e segundo estatísticas do ano de 2010, 0,48% dos trabalhadores de Coronel Fabriciano estavam ocupados no setor industrial extrativo e 19,76% na indústria de transformação.[61]

Lojas na Rua Coronel Silvino Pereira, no Centro de Fabriciano.
Setor terciário

Em 2010, 9,57% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 1,02% nos setores de utilidade pública, 17,52% no comércio e 41,82% no setor de serviços[61] e em 2011, 705 407 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor terciário.[14] O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB fabricianense, destacando-se na área comercial. Segundo estatísticas da prefeitura, o comércio engloba 3 561 estabelecimentos registrados, dos mais variados ramos. O setor prestador de serviços envolve 3 275 nomes registrados com destaque ainda para o ramo de hotelaria: são cerca de 1 800 acomodações, sendo que 400 delas se enquadram nas categorias "três" e "quatro estrelas".[119]

O centro comercial de Coronel Fabriciano é um dos mais movimentados da região. Além de grandes lojas, como as Casas Bahia, Magazine Luiza e Ricardo Eletro, possui pequenas e médias empresas com sede no próprio município ou na região. Assim como no resto do país o maior período de vendas é o Natal.[122] [123] Cerca de 70% das vendas no comércio local estão concentradas no centro cidade, segundo dados da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Coronel Fabriciano (Acicel) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), órgãos que coordenam a desenvolvimento econômico municipal. Os 30% restantes são representados pelos bairros Caladinho e do distrito Senador Melo Viana, com movimento comercial crescente.[124]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Entrada principal do Hospital São Camilo (antigo Hospital Siderúrgica) após reformas, em 2012.

Coronel Fabriciano possuía, em 2009, 49 estabelecimentos de saúde, sendo 30 deles privados, 18 municipais e um estadual entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles a cidade possuía 180 leitos para internação.[17] Em 2012, 99,2% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia.[125] Em 2011, foram registrados 1 547 nascidos vivos,[66] sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi de 17,4 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos.[125] Em 2010, 3,29% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filhos, sendo 0,16% delas entre 10 e 14 anos e a taxa de atividade nesta faixa etária de 4,24%.[61] 6 636 crianças foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2012, sendo que 0,7% delas estava desnutrida.[65] Também em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Fabriciano era de 0,715.[6]

O Hospital São Camilo está localizado no bairro Santa Helena e foi inaugurado em 1936, sendo fechado em 15 de julho de 2011 por problemas financeiros e burocráticos[126] [127] e reinaugurado em 30 de agosto de 2012, após passar por reformas e reestruturação interna.[128] O Hospital Unimed Vale do Aço, antigo Hospital Nossa Senhora do Carmo, é o outro hospital de Coronel Fabriciano, e se situa no Centro.[129] O Unimed não atende pelo SUS, servindo apenas à população que conte com planos de saúde conveniados ou aos que paguem pelo atendimento particular. E está em construção em Fabriciano o Hospital Metropolitano Unimed, que realizará atendimentos de alta complexidade.[130]

Educação[editar | editar código-fonte]

Vista do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste), maior centro universitário do Vale do Aço.
Fachada da Escola Estadual Alberto Giovannini, que obteve o melhor desempenho dentre as escolas públicas fabricianenses no ENEM em 2011 e 2012.

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Coronel Fabriciano era, no ano de 2011, de 5,1 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 5,7 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,5; o valor das escolas públicas de todo o Brasil era de 4,0.[131] Em 2010, 17,2% das crianças com faixa etária entre sete e quatorze anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 63,1% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 99,1%. A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 5,6% para os anos iniciais e 19,4% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 22,4%.[131] Dentre os habitantes de 18 anos ou mais, 58,57% tinham completado o ensino fundamental e 38,84% o ensino médio, sendo que a população tinha em média 9,29 anos esperados de estudo.[61]

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, 29 413 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 474 frequentavam creches, 3 500 estavam no ensino pré-escolar, 1 704 na classe de alfabetização, 299 na alfabetização de jovens e adultos, 13 107 no ensino fundamental, 4 526 no ensino médio, 805 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 896 na educação de jovens e adultos do ensino médio, 342 na especialização de nível superior, 3 674 em cursos superiores de graduação e 86 em mestrado. 74 281 pessoas não frequentavam unidades escolares, sendo que 8 974 nunca haviam frequentado e 65 307 haviam frequentado alguma vez.[132] O município contava, em 2012, com 20 355 matrículas nas instituições de ensino da cidade,[133] sendo que dentre as 42 escolas que ofereciam ensino fundamental, 14 pertenciam à rede pública estadual, 15 à rede estadual e 13 às redes particulares. Dentre as instituições de ensino médio, sete pertenciam à rede pública estadual e cinco eram escolas privadas.[133] O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,696 no ano de 2010.[6]

Coronel Fabriciano possui um dos maiores centros universitários de Minas Gerais. O Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) foi fundado em 1969 pela Congregação Padres do Trabalho e se desenvolveu até se estabelecer como o maior complexo educacional da Região Metropolitana do Vale do Aço. [134] Em 2013, foi anunciada a instalação de um campus da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) na cidade, em uma área que pertencia à Secretaria Estadual de Saúde no bairro Bom Jesus, sendo o primeiro Instituto Federal de educação do município.[135]

Educação de Coronel Fabriciano em números (2012)[133]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 2 548 176 28
Ensino fundamental 13 496 719 42
Ensino médio 4 311 261 12

Habitação e serviços[editar | editar código-fonte]

Vista noturna da Avenida Magalhães Pinto, no Giovannini. O abastecimento de energia elétrica é feito pela Cemig.
Caminhão da coleta de lixo da cidade.

Coronel Fabriciano conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular.[25] [136] No ano de 2010, Coronel Fabriciano possuía 31 615 domicílios. Desse total, 28 076 eram casas, 131 casas de vila ou em condomínio, 3 195 apartamentos e 213 eram habitações em casas de cômodos ou cortiço. Do total de domicílios, 22 718 eram próprios, sendo que 21 872 eram próprios já quitados; 846 próprios em aquisição e 6 519 eram alugados; 2 317 imóveis foram cedidos, sendo que 82 havia sido cedidos por empregador e 2 235 foram cedidos de outra maneira. 61 foram ocupados de outra forma.[137]

O serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto da cidade é feito pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa),[2] sendo que em 2008 havia 34 280 unidades consumidoras e eram distribuídos em média 13 188 m³ de água tratada por dia.[138] Segundo a prefeitura, 93% dos domicílios são atendidos pela rede geral de abastecimento de água e 81% da população possui escoadouro sanitário.[25] A água extraída para o suprimento da região do Vale do Aço vem de um aquífero aluvionar localizado no subsolo.[139] Fabriciano não conta com estação de tratamento de água e o esgoto coletado na cidade é liberado diretamente para o Córrego Caladão ou o Rio Piracicaba, entretanto está sendo planejada a implantação de uma, que deverá ser construída nas proximidades do bairro Amaro Lanari ou do Aldeia do Lago, porém moradores próximos destes lugares temem fortes odores, o que causou a paralisação do projeto.[140] O Parque Linear do Córrego Caladão também deve ajudar a combater o lançamento de esgoto no Córrego Caladão.[141]

O serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que atende ainda a boa parte do estado de Minas Gerais. Na década de 1960, foi feita a primeira ligação de energia elétrica à cidade feita pela Cemig.[142] No ano de 2003, existiam 25 070 consumidores e foram consumidos 517 318 580 KWh de energia,[2] sendo que em 2009 100% da população possuía acesso à rede elétrica, de acordo com a prefeitura.[21] Em 2010, Fabriciano registrou 12 blecautes, uma das maiores frequências do país.[143]

Cerca de 90% do município é atendido pelo serviço de coleta de lixo, que é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) e do Grupo Ápia.[21] Nas avenidas Tancredo Neves e Magalhães Pinto a coleta é realizada de segunda-feira a sábado, enquanto que no resto da cidade é feita três vezes por semana,[144] sendo coletada uma média de 50 toneladas diariamente. Há um sistema de coleta seletiva de lixo, que funciona através de uma parceria entre a prefeitura, os estabelecimentos comerciais e os catadores de lixo e foi reestruturado em novembro de 2013.[145] A Sesuma ainda é a encarregada pela varrição e capina de vias públicas.[146]

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Homicídios em Coronel Fabriciano
Ano Número
2006 26[147]
2007 16[147]
2008 17[147]
2009 18[148]
2010 24[148]
2011 36[148]
2012 48[149]
2013 54[150]

A provisão de segurança pública de Coronel Fabriciano é dada por diversos organismos. A Prefeitura mantém uma Guarda Municipal, que foi criada em 2004 e tem a função de proteger bens, serviços e instalações do Município e colaborar com o órgão de fiscalização municipal.[151] O Conselho Municipal de Defesa Civil (Comdec) se responsabiliza por ações preventivas, assistenciais, recuperativas e de socorro em situações de risco público e foi criado em 2003.[152] A Coordenadoria da Juventude elabora políticas públicas de proteção e combate à violência contra os jovens.[153] A Polícia Militar, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social. Fabriciano faz parte da 12ª Região da Polícia Militar e sedia a 178ª Companhia Especial,[154] [155] que é subordinada ao 58º Batalhão, implantado em 25 de abril de 2013 e que também responde pela segurança pública dos municípios de Timóteo, Jaguaraçu, Marliéria e Antônio Dias com um efetivo de 245 homens.[156] Já a Polícia Civil tem o objetivo de combater e apurar as ocorrências de crimes e infrações.[157]

O Poder Público estadual e municipal têm realizado diversas atividades para melhorar a segurança da cidade, como ampliando o quadro de efetivos em dias de comércio movimentado,[158] mas ainda há vários problemas afetando o setor. O Presídio de Fabriciano, inaugurado em 2008 para substituir o antigo,[159] já foi denunciado como um local de tortura a apenados e já vivenciou mortes,[160] e os índices de criminalidade estão em alta. Segundo pesquisa divulgada no ano de 2008, de 1999 a 2004 a taxa de homicídios registrados na cidade cresceu 35%, um dos maiores aumentos do país.[161] Em 2011, a taxa de homicídios foi de 34,6 mortes para cada 100 mil habitantes, ficando no 21° lugar a nível estadual e no 359° lugar a nível nacional.[148] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 3,8 para cada 100 mil habitantes, ficando no 31° lugar a nível estadual e sendo o 1539° colocado a nível nacional.[162] Em 2009, a cidade chegou ocupar a segunda menor posição do índice de ocorrências de crimes graves em cidades acima de 100 mil habitantes em Minas Gerais, perdendo apenas para o município de Pouso Alegre,[163] porém de 2009 a 2013 a ocorrência de homicídios triplicou no município.[148] [150]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Sede da InterTV dos Vales de Coronel Fabriciano, fundada em 2007.

Em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em setembro de 2011 Coronel Fabriciano possuía 20 736 telefones fixos instalados (referentes apenas às concessionárias da STFC)[164] e 448 orelhões.[165] O código de área (DDD) de Fabriciano é 031[166] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 35170-001 a 35176-999.[167] Em janeiro de 2009, a Região Metropolitana do Vale do Aço passou a ser servida pela portabilidade, assim como as outras cidades de mesmo DDD.[168] O serviço postal é atendido por cinco agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos funcionando na cidade nos bairros Caladinho, Giovannini, Centro, Melo Viana e Santa Vitória dos Cocais,[169] e também há coberta por uma rede wireless (sem fio) em alguns pontos.[170]

O município recebe sinal de diversas emissoras de televisão aberta em Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), dentre as quais RedeTV! MG (RedeTV!), TV Cultura Vale do Aço (Rede Minas), Band Minas (Band), TV Alterosa Leste (SBT) e TV Leste (Record),[171] além de ser uma das sedes da InterTV dos Vales, afiliada à Rede Globo.[172] A Rádio Educadora foi a primeira emissora de rádio tanto de Fabriciano quanto do Vale do Aço, indo ao ar pela primeira vez em 12 de junho de 1966 e tendo hoje transmissões com modulação em amplitude (AM) e modulação em frequência (FM).[142] [173] Com sede na cidade, também se destaca a Nativa FM Vale do Aço (antiga Rádio Galáxia), criada em 15 de julho de 1983 e que em 2010 passou a ser emissora da Nativa FM.[174] [175]

O município conta ainda com jornais em circulação, sendo que no ano de 2000, eram cinco no total.[2] O primeiro a ser fundado e a circular no município foi "O Progresso" (1948), que trazia notícias regionais e que foi extinto algum tempo depois. Outros fabricianenses com abrangência regional foram "O Programa" (1954), "A Verdade Impressa" (1962), "O Ipatinga" (1963), "O Vale do Aço" (1967), "Diário da Manhã" (1969) e "O Popular" (1973). Em 16 de setembro de 1978, foi criado na cidade o Jornal Diário do Aço, que atualmente tem sede em Ipatinga e é um dos principais da região.[176]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Trem de passageiros na Estação Mário Carvalho, em Timóteo.

Coronel Fabriciano possuía uma estação ferroviária, a Estação Ferroviária do Calado, mas com o crescente desenvolvimento da região central da cidade foi necessário o deslocamento da Estrada de Ferro Vitória a Minas da área e a estação foi fechada no dia 29 de janeiro de 1979. Logo depois, nesse local foi construída a estação rodoviária.[177]

A EFVM ainda cruza o município (fora do centro), mas a estação ferroviária se encontra dentro do município de Timóteo e é denominada Estação Ferroviária de Mario Carvalho. Apesar do deslocamento, a estação ainda é mais próxima do Centro da cidade do que de qualquer bairro residencial timotense, por se encontrar logo à margem do Rio Piracicaba, que divide o centro fabricianense do distrito industrial vizinho. Dentre as alternativas de transporte coletivo regulares, a EFVM ainda é a via de viagem mais barata possível para Belo Horizonte, Vitória e outras cidades com estações.[178]

Rodoviário e urbano[editar | editar código-fonte]

Vista da Avenida Tancredo Neves, importante logradouro municipal.

O município possui fácil acesso a várias cidades mineiras e do Brasil por rodovias de relevância nacional ou vicinais, como a BR-458, a MG-425 e a BR-381.[2] Esta cortava a cidade através da Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves, cujo trecho foi municipalizado após a transferência da rodovia para fora do perímetro urbano, passando pelo interior do município de Timóteo.[179] A Estrada Municipal da Serra dos Cocais liga a zona urbana à Serra dos Cocais e às comunidades rurais que lá se encontram, tendo pavimentação em chão batido. Fabriciano também possui a maior estação rodoviária do Vale do Aço, o Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano, que está localizado na região central da cidade e atende a região com saídas diárias regulares para as principais cidades de Minas Gerais e mesmo para fora do estado.[21]

O transporte coletivo do município é de responsabilidade do Consócio Fabri Fácil, por meio das concessionárias Autotrans e Viação Acaiaca, sendo que a Autotrans ainda atende os municípios vizinhos (Ipatinga e Timóteo).[180] Através do terminal de integração, que foi construído para a baldeação de linhas, é possível pegar dois ônibus dessas empresas pagando apenas uma passagem.[181] A Acaiaca liga o Centro da cidade aos bairros da região do Caladinho, além de manter as linhas Caladão–Caladinho e Santa Cruz–Caladinho,[182] e a Autotrans liga os bairros do distrito Senador Melo Viana à região central, além de manter a linha Centro–Cocais, com duas saídas diárias para a zona rural.[183] Ainda há a Univale, que interliga todo o Vale do Aço e parte do colar metropolitano. Com a Univale, os moradores do Centro da cidade têm o acesso às vizinhas Ipatinga e Timóteo facilitado, com linhas regulares com intervalos de cerca de 20 minutos entre uma e outra. O acesso ao Centro-Norte de Timóteo (região mais desenvolvida da cidade vizinha) pela linha Fabriciano–Acesita é mais barato do que qualquer ônibus interno das duas cidades.[184]

Em 2012, a frota de veículos em Coronel Fabriciano era de aproximadamente 39 225 veículos, sendo 22 400 automóveis, 1 231 caminhões, 144 caminhões-trator, 2 245 caminhonetes, 796 caminhonetas, 10 413 motos, 573 ônibus, 460 motonetas, 161 micro-ônibus, 113 utilitários, oito tratores de rodas e 681 de outros tipos.[185] O crescimento do número de veículos de Coronel Fabriciano, principalmente nos últimos dez anos, está causando um tráfego cada vez mais lento de carros, em especial na Sede do município.[186] Além disso, tem se tornado difícil encontrar vagas para estacionar no Centro da cidade, o que vem gerando ainda prejuízos no comércio. De acordo com a prefeitura, a frota de carros cresce em média 10% ao ano na cidade.[187]

Entrada do terminal rodoviário.
Ônibus urbanos padronizados da Autotrans na Integração de Transporte Coletivo Urbano.
Ônibus urbanos padronizados da Autotrans na Integração de Transporte Coletivo Urbano.

Ciclístico[editar | editar código-fonte]

Trecho da ciclovia da Avenida Tancredo Neves no bairro Caladinho.

Em função de seu relevo acidentado, Coronel Fabriciano não é uma cidade com condições ideais para a prática do ciclismo, além de que as principais vias são estreitas, não suportando a passagem de carros, caminhões, ônibus, motocicletas e bicicletas ao mesmo tempo, e muitas ruas paralelas são asfaltadas com paralelepípedos, dificultando o trajeto. Diariamente são registrados vários acidentes envolvendo ciclistas nas principais avenidas da cidade, especialmente na Avenida Magalhães Pinto, que liga a região mais populosa até o Centro e às siderúrgicas do Vale do Aço.[188]

O município conta com apenas uma ciclovia, que começa nas proximidades do Centro e segue margeando a Avenida Tancredo Neves até a divisa com Ipatinga, continuando pela Avenida Pedro Linhares Gomes e terminando na região da Usipa.[189] Porém, com as obras do Parque Linear do Córrego Caladão, deverá ser construída uma ciclovia às margens do ribeirão, desafogando o tráfego de ciclistas nas avenidas movimentadas.[188]

Aeroviário e hidroviário[editar | editar código-fonte]

Coronel Fabriciano não conta com grandes aeroportos comerciais em seu território, entretanto o Aeroporto da Usiminas (IATA: IPNICAO: SBIP) encontra-se no município de Santana do Paraíso, a 18 km do centro da cidade, na mesma Região Metropolitana do Vale do Aço, atendendo a região com voos diários para Belo Horizonte e outros destinos.[119] [190]

Também não há em Coronel Fabriciano ou em qualquer município do Vale do Aço transporte hidroviário satisfatório, limitando-se aos canoeiros informais do Rio Piracicaba. Esses canoeiros, desde a chegada dos primeiros colonizadores até a região entre os séculos XVIII e XIX, fazem o transporte de mercadoria e pessoas principalmente entre o município e a cidade de Timóteo, localizada no outro lado da margem do rio.[10]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Coronel Fabriciano, juntamente com os municípios de Açucena, Belo Oriente, Ipatinga, Jaguaraçu, Marliéria, Santana do Paraíso e São Domingos do Prata, faz parte do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas Gerais, que foi criado em julho de 2001 e reestruturado em dezembro de 2009 pela Secretaria de Estado de Turismo com o objetivo de estimular o turismo ecológico e cultural na região do Vale do Aço e colar metropolitano.[191]

Montanhas da Serra dos Cocais próximas a chácaras no bairro Contente.
Montanhas da Serra dos Cocais próximas a chácaras no bairro Contente.

A Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Sedetur), criada em janeiro de 2005, é o órgão municipal encarregado de coordenar o setor turístico de Coronel Fabriciano. É composta principalmente por turismólogos treinados para dar informações sobre os atrativos do município.[21]

Atrativos rurais[editar | editar código-fonte]

Na área do ecoturismo destaca-se a Serra dos Cocais. É onde estão diversos atrativos do município, que são as várias trilhas, montanhas e cachoeiras, como a Pedra Dois Irmãos, cujo acesso é feito por trilha íngreme e de mata fechada, de onde é possível visualizar todo o Vale do Aço; a Pedra dos Cem Homens, que também é constantemente utilizada para escaladas; a Pedra do Caladão, localizada próxima ao bairro de mesmo nome, sendo que é possível ser vista de vários pontos da cidade; a Cachoeira do Escorregador, cujas pedras da queda formam uma espécie de tobogã natural; o Cachoeirão, que possui cerca de 120 metros e é constantemente utilizado para a prática de trekking, sendo cercado por um cinturão verde remanescente da mata atlântica; e a Biquinha de Santa Vitória, que é uma fonte natural de água potável localizada nas proximidades do povoado Santa Vitória dos Cocais. Ainda há as cachoeiras da Limeira e da Manoela, o Escorregador do Zé Martins e as Trilhas da Mamucha.[20] [21] [192]

De seus diversos mirantes também é possível ter uma boa visão panorâmica dos Cocais, de Fabriciano e ainda de parte das cidades vizinhas. Do Mirante da Pedra dos Cem Homens, criado em 2009, é possível perceber a Serra, o município e ainda grande parte de Timóteo. Da Torre de Observação da Cenibra, em funcionamento de 1988, percebe-se uma panorâmica de toda a Serra dos Cocais. Fora dos Cocais, próxima ao perímetro urbano da cidade, nas proximidades do Distrito Industrial, a Área de Preservação Ambiental da Biquinha é outro dos principais atrativos naturais do município. Além de reserva ecológica, também é utilizada para caminhadas e passeios.[78] Também há a Cachoeira Salto das Pedras, que localiza-se nas proximidades do bairro Recanto Verde e conta com área de churrasco.[21]

Atrativos urbanos[editar | editar código-fonte]

Vista da Praça da Estação, inaugurada em 2008.
Vista da Praça da Estação, inaugurada em 2008.

Além das atrações naturais da Serra dos Cocais, Coronel Fabriciano ainda possui vários monumentos e atrativos urbanos, com valor histórico e cultural. No campus do Unileste há o Museu do ICMG, o Teatro João Paulo II e a Fazendinha (casa de hóspedes da universidade). No município também há a Igreja Nossa Senhora da Vitória, o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, o Sobrado dos Pereira e a Capela Nossa Senhora Auxiliadora, no Hospital Siderúrgica.[78] Destacam-se também:[19] [18]

  • Igreja Matriz de São Sebastião: Foi fundada em 1949 para substituir a antiga capela da cidade que havia desmoronado. Está situada no Centro de Fabriciano e atualmente sua lotação máxima é de 200 pessoas.[19] [21]
  • Catedral São Sebastião: Tem capacidade para mais de 1 200 pessoas e está localizado no bairro Santa Helena. Inaugurada em 4 de julho de 1993 pelo então pároco padre Élio, atualmente é a cossede da Diocese de Itabira-Fabriciano e abriga ainda uma miniatura da Estação Ferroviária do Calado.[19]
  • Colégio Angélica: Foi inaugurado em 26 de setembro de 1950 e atualmente é uma instituição mantida pelas irmãs Carmelitas, localizada no Centro da cidade, na Rua Maria Mattos. Mantém em sua fachada todo o projeto original de autoria do arquiteto Josué Teodoro de Souza.[19]
  • Praça da Estação: Foi inaugurada em 31 de outubro de 2008 como parte das homenagens aos 60 anos de Coronel Fabriciano, que foram comemorados em 20 de janeiro de 2009, sendo que também é muito usada para a organização de eventos de médio e grande porte, tendo capacidade para suportar até 15 mil pessoas. Nela está o monumento "Os Cinco Elementos da Natureza", que representa a população juntamente aos quatro elementos básicos da natureza: fogo, terra, água e ar. Seu nome é em tributo à antiga estação ferroviária do município, que foi fechada em 1979 e demolida em 1982 para dar lugar ao Terminal urbano da cidade e mais tarde à praça.[19] [78]
  • Monumento Terra Mãe: Localizado no trevo do município, simboliza Coronel Fabriciano e todo o Vale do Aço. O monumento foi inaugurado em 1999, em homenagem aos 50 anos de Fabriciano, e deu ao município o apelido de "Terra Mãe do Vale do Aço", pela cidade ter dado origem à região, sendo que é o marco zero do município.[19] [21]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Vários dos monumentos citados acima foram construídos se baseando em algum estilo arquitetônico.[21] O Colégio Angélica, por exemplo, foi feito em arquitetura eclética, sendo que ainda teve influências neoclássica e o colonial. Os elementos da fachada se repetem de forma simétrica e as janelas cobrem quase todos os planos da fachada e possuem estrutura em madeira.[21] A Igreja Matriz também foi baseada em estilo eclético, sendo que suas fachadas laterais são simétricas e possuem ainda elementos de influências colonial, gótica e moderna. A torre da igreja, destacada do corpo da edificação, possui planta quadrada, com detalhes em relevo e a cobertura em laje inclinada, tendo um sino no topo.[21] Ainda pela arquitetura eclética destaca-se o Sobrado dos Pereira, que foi construído na década de 1920, sendo o primeiro estabelecimento comercial de Fabriciano. Como já citado anteriormente, esta também foi a primeira construção em alvenaria da cidade, além da Estação do Calado, e seu nome homenageia o primeiro vice-prefeito do município e ex-proprietário do prédio, Coronel Silvino Pereira. A Catedral São Sebastião, com sua arquitetura baseada no estilo oriental, foi construída inspirada em uma tenda descrita em passagem bíblica.[21]

Casa de Hóspedes do Unileste, a "Fazendinha".

No povoado de São José dos Cocais, a Igreja de São José dos Cocais, que foi construída na década de 30, é considerada a edificação mais antiga do município que ainda mantém características arquitetônicas originais. Passou por reestruturação em 2007 e seu altar, juntamente com várias de suas imagens, é moldado em madeira.[21] No Centro Universitário do Leste de Minas Gerais, a Casa de Hóspedes e sede da Reitoria da instituição, a "Fazendinha", foi feita inspirada nas antigas sedes de fazendas. Tem estilo rústico, se destacando pelo uso de madeiras nobres e raras.[21] No Santuário de Nossa Senhora da Piedade destacam-se as esculturas sacras que estão posicionadas em sua escadaria, logo na entrada, que foram esculpidas por artesãos locais. Na Igreja do Bom Pastor, no bairro Giovannini, está um grande mosaico feito em cerâmica que retrata a figura de Jesus Cristo com um rebanho de ovelhas.[21]

Dentre os obeliscos, na Praça da Estação, conforme já citado acima, está localizado o monumento "Os Cinco Elementos da Natureza", que representa a população juntamente aos quatro elementos básicos da natureza: fogo, terra, água e ar. Essa obra foi planejada pela escultora Wilma Noel e mede 9,60 metros, feita de pó de granito revestido com aço inoxidável.[21] O Monumento Terra Mãe também foi feito pela mesma artista, com pó de granito e inox.[21]

Folclore, artes e costumes[editar | editar código-fonte]

Vista da Igreja Matriz, que, assim como a Catedral, leva o nome do padroeiro da cidade: São Sebastião.
Vista da Igreja Matriz, que, assim como a Catedral, leva o nome do padroeiro da cidade: São Sebastião.
Tapete das comemorações de Corpus Christi em Fabriciano, preparado para a procissão.
Tapete das comemorações de Corpus Christi em Fabriciano, preparado para a procissão.

A cidade possui um folclore rico e diversificado. Uma de suas principais manifestações culturais é a Marujada dos Cocais, um tradicional grupo de marujada que canta marchas em homenagem a Nossa Senhora do Rosário; no aniversário de Coronel Fabriciano (20 de janeiro) e no aniversário da comunidade Santa Vitória dos Cocais (dia 1º de junho), onde está a sede do grupo. Atualmente é comandada pelos Mestres Santana e Jair.[193] [194] Durante o ano também são realizadas festas religiosas no município, como a Festa de São Sebastião, junta ao aniversário de Fabriciano, em janeiro; a Semana Santa, quando são organizadas pela Paróquia de São Sebastião procissões e encenações, sendo mantidos rituais, vestes e indumentárias da década de 1940; o Corpus Christi, com tapetes de serragem colorida confeccionados nas ruas dos bairros Santa Helena e Professores; a Festa do Rosário, realizada na comunidade São José dos Cocais, com apresentações da Marujada; e a Festa das Marias e dos Josés, também em São José dos Cocais.[193]

Em Coronel Fabriciano, ainda destaca-se o artesanato das comunidades localizadas na Serra dos Cocais. Normalmente são feitos com materiais naturais encontrados na região e extraídos de plantas, como a palha de palmeira indaiá, cabaça e sementes. Também são feitos bordados e pintura em tecido.[193] Na culinária, são pratos comuns na cidade: arroz carreteiro; feijão inteiro; pratos com mamões verdes refogados com carne moída; couve rasgada refogada com angu; taioba; além de farofa mineira. Outros destaques são: bananas verdes fritas; canjiquinha com costela de porco; frango caipira com broto de samambaia e ora-pro-nobis com angu e torresmo. Também são comuns doces como o de mamão e canjicão.[193] Normalmente pratos regionais — que vão desde tortas e bombons até pequenas refeições caseiras, como arroz e feijão — e peças artesanais são vendidas em barracas e feiras de artesanato tradicionais ou em eventos recorrentes ao longo do ano.[193]

Fachada do Centro de Arte, Cultura e Educação de Coronel Fabriciano, no bairro Melo Viana.

Quanto às artes, o maior agente organizador é a Prefeitura, através de sua Secretaria de Educação e Cultura. No Centro de Arte e Cultura do município, localizado no bairro Melo Viana, ocorrem regularmente atividades artísticas voltadas para a comunidade, com palestras, projeção de filmes, espetáculos musicais e teatrais e atividades de incentivo à leitura.[195] Segundo informação da Prefeitura, em 2009 mais de trinta mil pessoas frequentaram o Centro.[196] A Prefeitura também organiza ações integradas com o governo estadual e outras prefeituras e associações para fomento à cultura e às artes locais,[197] e o Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste),[198] através de seus cursos superiores, promove seminários e outros eventos relacionados à arte.[199] Outra instituição importante é o Centro Cultural Usiminas, que mesmo tendo sede em Ipatinga, tem uma abrangência regional e leva para Coronel Fabriciano uma programação diversificada. A cidade também conta com um Centro de Dança, cultivando os gêneros eruditos do balé clássico e contemporâneo, e ritmos populares como jazz, dança do ventre e Hip hop. A coordenadora Bia Antunes considera que a realização de espetáculos deste nível evidencia o amadurecimento de Coronel Fabriciano no cenário artístico regional.[200] [201] [202] Em 2009, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura aprovou oito projetos de Coronel Fabriciano, cidade que integra, segundo a visão de membros da comissão que administra a aplicação da Lei, o segundo maior pólo cultural do estado.[203]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Nas montanhas da Serra dos Cocais, destaca-se a prática de esportes radicais, como escaladas, mountain bike, rapel, trekking e saltos de paraquedas.[20] Além dos esportes radicais, a Serra dos Cocais é também bastante usada para a prática de automobilismo off Road, com veículos 4x4. O Jipe Clube local, Jipe Clube Vale do Aço, sediado no bairro Bom Jesus,[204] frequentemente organiza passeios de jipe e competições nas trilhas da Serra dos Cocais.[205] Desde 2008[206] [207] Fabriciano é anfitriã de etapas do Campeonato Mineiro de Rally de Regularidade.[20]

Estádio Louis Ensch visto a partir de um morro.

O futebol municipal também tem se destacado nos últimos anos.[208] O clube mais bem sucedido é o Social Futebol Clube, fundado em 1º de outubro de 1944, tendo como mascote desde 1981 o Saci. Embora o Social tenha se destacado por muitos anos no futebol amador local a equipe raramente disputa-os na atualidade, em qualquer categoria, devido a sua prioridade para o futebol profissional. Com isso, as equipes que mais se destacam atualmente no Campeonato Fabricianense são o Avante Esporte Clube, o Mangueiras e o Rosalpes,[209] sendo que grande parte dos times de futebol da cidade conta com bons estádios.[210] Fundado em 1950, o principal estádio da cidade é o Estádio Louis Ensch, com capacidade para cerca de 6 mil pessoas, que pertence ao Social e é usado com frequência por outros times, em partidas importantes dos campeonato amadores locais.[210] Existem vários outros estádios na cidade, uns com estrutura razoável e outros com deficiências, como falta de arquibancadas. Destaque para o campo do Avante, o estádio Josemar Soares, que conta com cabine de rádios, vestiários e uma modesta arquibancada, além de boa arborização. Outros campos muito utilizados são o do Mangueiras, no bairro homônimo, o do Clube Atlético Florestal (CAF), no Distrito Industrial, e o Amaro Lanari Júnior, no bairro Amaro Lanari.[211]

Fachada do Clube Casa de Campo (CCC), o primeiro da cidade, fundado em 1966.

Fabriciano também organiza regularmente competições de outras modalidades esportivas, como o Troféu de Taekwondo;[212] a Copa de Futsal;[213] o Festival de Esportes da Corpo Ativo, que envolve ginástica artística, ballet, futsal e judô;[214] e a Corrida Criançada, realizada todo dia 12 de outubro desde 2001 pela Associação de Corredores de Rua de Fabriciano (Acorf), onde crianças disputam uma corrida de rua com percursos menores, em comemoração ao dia das crianças.[215] Os Jogos Escolares de Fabriciano (JEF), organizados pela Secretaria de Educação e Cultura do município, reúnem anualmente cerca de mil alunos de escolas públicas e particulares que se enfrentam em partidas de diversos esportes, como basquete, handebol, vôlei e xadrez.[216]

Também há vários locais (quadras ou ginásios) próprios para a prática de diversos esportes, como o Ginásio Leôncio Arantes (o Centro Social Urbano), no bairro Floresta, que ainda serve para organização de festas;[21] [217] o Centro Esportivo Aldir Castro Chaves, no bairro Universitário, que é particular e é administrado pelo Unileste;[218] o Clube Casa de Campo (CCC), no bairro Santa Helena, clube mais antigo da cidade, fundado em 5 de setembro de 1966, que possui quadras de tênis, peteca e futsal, além de piscinas e campos de futebol;[21] além das quadras esportivas que estão situadas em escolas públicas de vários bairros fabricianenses.[216]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Coronel Fabriciano há quatro feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos.[219] Segundo a prefeitura, os feriados municipais são: o dia da emancipação de Coronel Fabriciano e de São Sebastião (padroeiro do município), em 20 de janeiro; o Corpus Christi, que em 2014 é comemorado no dia 19 de junho; a Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto; e o dia de finados, em 2 de novembro.[219] De acordo com a lei nº 9.093 de 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais de âmbito religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[220] [221]

Panorama da região central do município.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Livros da Wikipédia

Referências

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