Correio da Manhã (Brasil)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O Correio da Manhã foi um periódico brasileiro, publicado no Rio de Janeiro, de 1901 a 1974. Fundado por Edmundo e Paulo Bittencourt, vangloriava-se por dar ênfase à informação em detrimento da opinião.

Caracterizou-se por fazer oposição a quase todos os presidentes brasileiros no período, razão pela qual foi perseguido e fechado em diversas ocasiões, e os seus proprietários e dirigentes, presos.

Foi em sua redação que o escritor carioca Lima Barreto se inspirou para compor as peripécias jornalísticas do personagem Isaías Caminha na obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha, o que tornou o autor em persona non grata ao periódico e seus redatores. Ali também trabalharam Otto Maria Carpeaux, Ledo Ivo, Renard Perez, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Márcio Moreira Alves, Holoassy Lins de Albuquerque, Vicente Piragibe, e o influente crítico Antônio Moniz Vianna, entre outros.

Em 14 de outubro de 1966, foi publicada uma crônica de Carlos Drummond de Andrade sobre a música "A Banda" de Chico Buarque, em tom de crítica ao governo militar da época.

O Correio da Manhã não sobreviveu ao regime militar instalado em 1964 no país, por ser um feroz opositor do governo. Acabou sendo asfixiado pela prisão de sua proprietária Niomar Moniz Sodré e principais redatores e por falta de verbas publicitárias, quadro causado pela pressão do governo militar.

Ícone de esboço Este artigo sobre meios de comunicação ou jornalismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas