Costa Rica

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República de Costa Rica
República da Costa Rica
Bandeira da Costa Rica
Brasão de de fogo da Costa Rica
Bandeira Brasão de armas
Lema: ¡Vivan siempre el trabajo y la paz!
("Vivam sempre o trabalho e a paz!")
Hino nacional: Noble patria, tu hermosa bandera
("Nobre pátria, tua linda bandeira")
Gentílico: costa-riquenho, costa-riquense,
costarriquense,
costa-ricense,
costarricense[1]

Localização

Capital San José
Língua oficial Castelhano
Governo República presidencialista
 - Presidente Luis Guillermo Solís
 - 1º Vice-presidente Helio Fallas Venegas
 - 2ª Vice-presidente Ana Helena Chacón Echeverría
Independência da Espanha 
 - Declarada 15 de setembro de 1821 
Área  
 - Total 51 100 km² 
 - Água (%) 0,7
População  
 - Censo 2013 4 868 148 hab. 
 - Densidade 96 hab./km² (84,18.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 64,873 bilhões*[2]  
 - Per capita US$ 13 341[2]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 52,968 bilhões*[2]  
 - Per capita US$ 10 893[2]  
IDH (2013) 0,773 (62.º) – elevado[3]
Gini (2009) 50,2[4]
Moeda Colón costa-riquenho
Fuso horário (UTC−6)
Cód. Internet .cr
Cód. telef. +506
Website governamental http://www.presidencia.go.cr/

Mapa

A Costa Rica (pronunciado em português europeu[ˈkɔʃtɐ ˈʁikɐ]; pronunciado em português brasileiro[ˈkɔstɐ ˈʁikɐ]; pronunciado em castelhano[ˈkosta ˈrika]), oficialmente República da Costa Rica (em castelhano: República de Costa Rica), é um país da América Central, com 4,8 milhões de habitantes, limitado a norte pela Nicarágua, a leste pelo mar do Caribe, a sudeste pelo Panamá e a oeste pelo oceano Pacífico. É também costarriquenha a Ilha do Coco, no mesmo oceano. A capital é San José, cidade essa que projeta o país no cenário internacional emprestando seu nome e tendo sido sede da elaboração do Pacto de San José da Costa Rica, mais conhecido como a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969. A capital do país é sede ainda da Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão competente para julgar as graves violações de direitos humanos ocorridas nos países signatários, tendo como clássico exemplo o caso da Guerrilha do Araguaia.

A Costa Rica é um dos países democráticos mais consolidados das Américas, e é o único país da América Latina incluso na lista das 22 democracias mais antigas do mundo.[5] O país aboliu o exército no día 1 de dezembro de 1948, fato perpetuado na Constituição Política de 1949[6] [7] [8] . Após entrar em conflito com o Exército Nacional apoiado por guerrilhas comunistas, o recém presidente José Figueires Ferrer dissolveu a força militar do país, sob o pretexto de que a segurança poderia ser mantida somente com uma força policial.   Isso permite que o país viva uma estabilidade política que possibilita o desenvolvimento costarriquenho no setor econômico e social. Ademais, durante o século XX, enquanto regimes ditatoriais se disseminaram pelo continente americano, a Costa Rica não passou por governos autoritários que se valeram da força de armas para administar o país . Assim, ao contrário da maioria dos países da América central, a Costa Rica não vivenciou golpes de Estado e guerras civis depois de abdicar de seu exercitio nacional.

O dinheiro economizado pela inexistencia de despesas militares é direcionado em sua maioria para o investimento em educação e saúde, e ja possui 96% de sua população alfabetizada, tendo uma expectativa de vida é de 78 anos. Esses indicadores são comparáveis ao de países de primeiro mundo, atualmente seu Índice de Desenvolvimento Humano é o sétimo melhor da América Latina e o segundo da América Central. Em 2010 o PNUD destacou que a Costa Rica está entre os poucos países que tem alcançado um maior desenvolvimento humano comparado com outros países ao mesmo nível de receita per capita.[9]

A Costa Rica ocupa o quinto lugar a nível mundial na classificação do Índice de Desempenho Ambiental de 2012 e o primeiro lugar entre os países do continente americano.[10] Na classificação do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2011 a Costa Rica ficou no 44º lugar em nível mundial e em segundo na América Latina, superado somente pelo México.[11]

Outro fator de destaque no país relaciona-se a sustentabilidade e suas políticas ambientais. Em 1970, cerca de 80% das florestas costariquenhas haviam desaparecido devido à criação de gado. Porém, nos últimos 20 anos, o governo implementou um programa de pagamento por serviços ambientais (PSA), que consiste na remuneração de produtores rurais e comunidades tradicionais, com o objetivo de impulsionar uma mudança comportamental, valorizando a conservação do meio ambiente. Esse programa é financiado por um imposto de energia, que incide principalmente sobre combustíveis fósseis e água. O objetivo foi tornar a preservação algo financeiramente mais atrativa do que a exploração (sob a lógica de que uma floresta de pé vale muito mais do que a falta dela) e conciliou geração de renda com práticas sustentáveis. A partir dele, surgiu o REDD+, outro mecanismo que reforçava o papel das florestas no sequestro de carbono, tendo grande importância para amenizar as mudanças climáticas. O REDD+ compensa países em desenvolvimento por emissões evitadas por aumento do estoque de carbono. Dessa forma, a Costa Rica vem revertendo as taxas de desmatamento, apresentando-se como um exemplo mundial na área. Vale lembrar que mudanças no mercado internacional, como a queda da exportação do gado e o crescente potencial para ecoturismo fizeram com que o país investisse cada vez mais em políticas para promover a sua preservação.

Em 2007 o Governo da Costa Rica, sob uma ótica social mais forte, anunciou planos para converter-se no primeiro país do mundo neutro em carbono para o ano 2021, quando completar seu bicentenario como país independente.[12] [13] [14] Embora o país tenha um dos menores índices de sustentabilidade ambiental (0,02% das emissões globais), o governo lançou o Plano Costa Rica Neutra, em que pretende-se diminuir significativamente as emissões de gases poluentes até 2021 e tornar o Costa Rica um país neutro em emissões. No caso, as ações do plano estão focadas nos dois principais setores que contribuem para a emissão dos gases, que são:

(i) Transportes, em que pretende-se aumentar a oferta e a eficiência do transporte público, promover a eletrificação da frota, inclusive de taxis e também promover a substituição do petróleo por gás natural;

(ii) Agricultura, em que o governo tem como ações a redução do uso de fertilizantes, a mudança na dieta do gado e até mesmo a implantação de sistemas agroflorestais.

Resultado desse plano foi que, em março de 2015, o país ainda alcançou um recorde de 75 dias utilizando apenas energias renováveis, principalmente a energia hidrelétrica. Assim, a Costa Rica criou uma imagem internacional como um dos países que mais contribuem para a preservação do meio ambiente, tornando-se um exemplo de “democracia verde”.

Atualmente a Costa Rica caminha para ser uma das maiores referências em sustentabilidade no mundo, tendo a possibilidade de manter um país ativo apenas com fontes de energia renováveis. Alterações essas que se mantiver com uma guinada social e cidadã (como o próprio nome do partido se refere) seu potencial de inovação nos setores sociais e de meio ambiente evidencia-se com uma grande possibilidade de passar a se tornar uma nação referência na soma das forças sociais e de sustentabilidade de um país em desenvolvimento.

Segundo a Fundação Nova Economía (FNE), em 2012 Costa Rica ocupa o primeiro lugar no Índice do Planeta Feliz (HPI), distinção que já havia recebido na classificação anterior de 2009.[15] [16]

História[editar | editar código-fonte]

A Costa Rica foi descoberta e, provavelmente, batizada por Cristóvão Colombo, em sua quarta viagem à América, em 1502. Havia na região cerca de trinta mil indígenas, divididos em três grupos: güetares, chorotegas e borucas. Encontrados os primeiros indícios de ouro, usado em ornamentos indígenas, os espanhóis planejaram um núcleo de colonização sob o comando de Bartolomé Colombo, irmão do descobridor. Expulsos logo a seguir pelos indígenas, só conquistaram a região em 1530. Antes de tornar-se província da capitania-geral da Guatemala, em 1540, Costa Rica chamava-se Nova Cartago. Os limites demarcatórios foram fixados entre 1560 e 1573.

Independência[editar | editar código-fonte]

A Costa Rica tornou-se independente em 15 de setembro de 1821 e três anos depois uniu-se, por pouco tempo, ao México. Em 1824 passou a integrar a Federação Centro-Americana, dissolvida em 1838. Nessa época teve início a exportação de café para a Europa, e San José viveu um período de intenso crescimento e prosperidade. Durante a administração do general Tomás Guardia, que governou despoticamente o país entre 1870 e 1882, a Costa Rica atingiu notável desenvolvimento econômico. Incrementou-se o comércio de açúcar e café, construíram-se ferrovias e abriram-se portos para escoar a produção. As plantações de banana, controladas a partir de 1899 pela United Fruit Co., passaram a rivalizar em importância econômica com as de cana-de-açúcar e café. Em 1890 tornou-se presidente José Joaquín Rodríguez; sua eleição foi considerada a primeira inteiramente livre e sem fraudes na América Latina e inaugurou uma tradição de democracia na Costa Rica.

Século XX[editar | editar código-fonte]

O voto direto foi instituído em 1913, mas o candidato à presidência mais votado não conseguiu a maioria e a Assembleia Legislativa elegeu Alfredo González Flores. Em 1917, um movimento liderado pelo general Federico Tinoco depôs o presidente constitucional e instituiu uma ditadura. Dois anos mais tarde, Tinoco foi forçado a renunciar por pressões internas e do governo estadunidense, que não reconhecera o regime. Sucederam-se presidentes eleitos até 1948, ano em que os resultados eleitorais foram contestados por grupos de esquerda, o que desencadeou a breve guerra civil que levou José Figueres Ferrer ao poder. A junta revolucionária que assumiu o governo aboliu o Exército - o primeiro pais do mundo a faze-lo - em 1 de dezembro de 1948 e criou uma guarda civil, elaborou nova constituição e empossou o candidato vitorioso nas urnas, Otilio Ulate Blanco. Em 1953, José Figueres voltou ao poder, nacionalizou os bancos, impôs restrições à United Fruit e enfrentou uma invasão lançada por seus adversários exilados na Nicarágua. Figueres inscreveu seu nome na história do país com várias décadas dedicadas às reformas sociais, à abertura política para o exterior e aos ideais social-democratas.

Ao longo da década de 1980, a Costa Rica preservou seu regime político, baseado no poder civil legitimado por eleições, mas se enredou em problemas econômicos e financeiros, dos quais o mais premente foi a dívida externa. No início da década, o país gastava 50% de sua receita de exportação com as despesas financeiras geradas pela dívida. Em maio de 1986, o governo chegou a anunciar uma moratória temporária sobre os juros da dívida externa e, no ano seguinte, lançou um programa de austeridade para tentar salvar as finanças nacionais.

A posição internacional da Costa Rica, que manteve alto grau de independência em relação aos grandes blocos de poder, deu-lhe condições de atuar com bons resultados no âmbito regional. O presidente Óscar Arias Sánchez, eleito em 1986, teve papel de destaque na mediação das guerras civis na Nicarágua e em El Salvador e por seu esforço foi-lhe concedido o Prêmio Nobel da Paz em 1987. Em 1989 realizou-se em San José a primeira reunião de cúpula interamericana em 22 anos, para comemorar o centenário da democracia na Costa Rica. Em 1990 Arias foi sucedido por Rafael Ángel Calderón Fournier, da oposição.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Costa Rica é um país da América Central situado numa das zonas mais estreitas do subcontinente. O terreno é constituído por um conjunto de cordilheiras escarpadas que atravessam o país de noroeste para sudeste, as Cordilheiras de Guanacaste e Talamanca, ladeadas por planícies costeiras de largura variável, sendo que as maiores são a do nordeste e o largo vale do rio Tempisque, a noroeste. As montanhas estão semeadas de vulcões, alguns dos quais ativos, e atingem a máxima altitude no Cerro Chirripó, com 3810 m.

Possui 212 km de litoral na costa caribenha e 1016 km na costa pacífica.

Costa Rica possui 309 km de fronteira com Nicarágua e 639 km de fronteira com o Panamá,

A capital, San José, é a maior cidade do país e situa-se na zona das cordilheiras. Outras cidades importantes são Alajuela, próxima de San José, Puntarenas, na costa do oceano Pacífico e Limón, na costa caribenha.

A Costa Rica possui três bens naturais reconhecidos como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO:

  • As reservas das Cordilheiras de Talamanca-La Amistad (Parque Internacional da Amistad).
  • Parque Nacional da Ilha.
  • Área de Conservação Guanacaste.

Clima e vegetação[editar | editar código-fonte]

O clima é tropical e subtropical, arrefecendo em altitude. Existe uma estação seca de Novembro a Abril e uma estação chuvosa entre Maio e Outubro.

Cerca de 30% da Costa Rica são cobertos por uma exuberante floresta tropical úmida, especialmente na costa leste, enquanto na costa oeste há mais alguns remanescentes de floresta tropical seca.

Flora e fauna[editar | editar código-fonte]

Colibri na Costa Rica.

A Costa Rica conta com maior superfície marítima que continental dado que a zona oceânica é de 500.000 km² aproximadamente, que inclui a Ilha do Coco a qual está situada a uns 480 km ao sudoeste da Península de Osa, na costa do Oceano Pacífico. Esta ilha foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO no ano 1997.

Os bosques da Costa Rica possuem ricas reservas de ébano, balsa, caoba e cedro, além de carvalho, ciprestes, manglares, helechos, guácimos, ceibas e palmas. O país conta com mais de 1000 espécies de orquídeas, sendo Monteverde (no centro do país) a região com mais densidade de orquídeas do planeta. Ao todo a Costa Rica abriga mais de 10.000 espécies de plantas.

Abundam os animais selvagens como a suçuarana, a onça-pintada, o veado, o macaco, o coiote, o tatu e umas 850 espécies de aves entre as que destacam o quetzal, o jilquero e o colibri.

Cerca de 38% da superfície total do país encontra-se coberta de bosques e selvas e 25% do território encontra-se protegido. A Costa Rica é o país com maior variedade de flora e fauna de toda a América Central.

A Costa Rica dá refúgio a: 232 espécies de mamíferos, 838 espécies de aves, 183 espécies de anfíbios, 258 espécies de repteis e 130 espécies de peixes de água doce.[17]

O Rio Savegre, localizado em San Isidro do General é o rio mas limpo do continente Americano. A Costa Rica chega a ter atualmente 5% (cinco por cento) da biodiversidade do mundo inteiro, o que é bastante significativo pelo tamanho da nação.

Demografia[editar | editar código-fonte]

O censo de 2011 registrou uma população de 4 301 712 habitantes. Brancos, castizos e mestiços somam 83,63% da população, enquanto 1,05% são negros ou afro-caribenhos, 6,12% pardos, 2,4% nativos americanos, 0,2% chineses e 6,6% outros. Uma média de 67,5% tem ascendência europeia, 29,3% ameríndia e 3,2% africana.[18] [19] Há também mais de 104 mil habitantes americanos ou indígenas nativos, o que representa 2,4% da população. A maioria deles vive em reservas isoladas, distribuídos em oito grupos étnicos: Quitirrisí (no Vale Central), Matambú ou Chorotega (Guanacaste), Maleku (norte de Alajuela), Bribri (Atlântico Sul), cabécar (Cordillera de Talamanca), Guaymí (sul da Costa Rica, ao longo da fronteira com o Panamá), Boruca (sul da Costa Rica) e Térraba (sul da Costa Rica).

A população de ascendência europeia é principalmente de ascendência espanhola, com um número significativo de alemães, ingleses, holandeses, franceses, irlandeses e portugueses, assim como uma comunidade judaica considerável. A maioria dos afro-costariquenhos são descendentes de imigrantes jamaicanos negros do século XIX.

A Costa Rica recebe muitos refugiados, principalmente da Colômbia e Nicarágua. Como resultado disso e da imigração clandestina, estima-se que entre 10 a 15% (400.000-600.000) da população da Costa Rica é composta de nicaragüenses.[20] [21] Alguns nicaraguenses migram para oportunidades de trabalho sazonais e, em seguida, retornam para o seu país. A Costa Rica tomou muitos refugiados de uma série de outros países latino-americanos fugindo de guerras civis e ditaduras nas décadas de 1970 e 1980, nomeadamente a partir de Chile e Argentina, bem como refugiados de El Salvador que fugiram da guerrilha e os esquadrões da morte do governo.[22]

De acordo com o Banco Mundial, em 2010, cerca de 489.200 imigrantes viviam no país, principalmente oriundos da Nicarágua, Panamá, El Salvador, Honduras, Guatemala e Belize, enquanto 125.306 costarriquenhos viviam no exterior, principalmente nos Estados Unidos, Panamá, Nicarágua, Espanha, México , Canadá, Alemanha, Venezuela, República Dominicana e Equador.[22]

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Laura Chinchilla Miranda foi presidente da Costa Rica e a primeira mulher em ocupar a presidência deste país.

O presidente da Costa Rica governa o país ao lado de dois Vice-Presidentes, todos eleitos por voto popular a cada quatro anos. O país é dividido em sete províncias, cujos governadores são apontados pelo presidente.

Logo da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em São José, na Costa Rica.

No que diz respeito às instituições políticas da Costa Rica, o presidente eleito da Costa Rica nomeia 15 ministros, em conjunto com os quais forma o conselho de governo.

O poder legislativo se compõe de uma assembleia unicameral, cujos membros, como o presidente, também são eleitos por voto universal para mandatos de quatro anos.

A assembleia elege os magistrados da Corte Suprema de Justiça.

De acordo com a constituição de 1949, a Costa Rica não tem exército.[23] [24] A ordem é mantida pela guarda civil e por um corpo de guardas rurais, no interior.

Em São José, foi assinada, em 22 de novembro de 1969, a Convenção Americana de Direitos Humanos que, por isso, ficou conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, principal tratado do sistema regional americano de proteção dos direitos humanos. A Costa Rica é, também, a sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

As subdivisões da Costa Rica consistem em sete províncias: Guanacaste, Alajuela, Heredia, Cartago, São José, Limão e Puntarenas, que se subdividem em 81 cantões, e estes, em 463 distritos.

Províncias da Costa Rica.
  Província Capital Cantões Distritos Área (km²) População*
1 Alajuela (norte da capital São José) Alajuela 15 108 9757,53 716 286
2 Cartago (central) Cartago 8 48 3124,67 432 395
3 Guanacaste (noroeste) Liberia 11 59 10 140,71 264 238
4 Heredia Heredia 10 46 2656,98 354 732
5 Limão (costa do Caribe) Limão 6 27 9188,52 389 295
6 Puntarenas (costa do Pacífico) Puntarenas 11 57 11 265,69 357 483
7 São José (a capital) São José 20 118 4965,90 1 345 750

Economia[editar | editar código-fonte]

A fábrica de microprocessadores da Intel na Costa Rica foi responsável em 2006 por 20% das exportações e 4,9% do PIB costarriquenho.[25]

A economia da Costa Rica é dependente do turismo, agricultura e exportações de produtos eletrônicos. A economia emergiu de uma recessão em 1997 e desde então mostra um crescimento forte. A localização da Costa Rica no istmo da América Central dá-lhe um acesso fácil aos mercados norte-americanos, visto que se situa no mesmo fuso horário dos Estados Unidos centrais, e acesso direto por oceano à Europa e à Ásia. A economia tem melhorado significativamente na Costa Rica porque o governo implementou um plano de sete anos destinado à expansão da indústria de alta tecnologia. Existem isenções fiscais para os investidores que quiserem investir no país. Com o seu nível elevado de residentes formados, a Costa Rica é um local de investimento atraente. Várias empresas globais de alta tecnologia já se instalaram na área. Em 2006, a instalação da fábrica microprocessadores da Intel foi responsável sozinha por 20% das exportações da Costa Rica e de 4,9% do seu PIB.[26]

O atrativo turístico é influenciado principalmente por seus elementos naturais, as cordilheiras e vulcões, pelo número de reservas ambientais, além de suas planícies costeiras, praias e resorts no Pacífico e no Caribe. O turismo na Costa Rica é um dos principais setores econômicos e de maior crescimento do país[27] e desde 1995 representa a primeira fonte de moeda estrangeira da economia.[28] [29] Desde 1999 o turismo gera para a Costa Rica maiores receitas que a exportação de banana abacaxi e café juntos,[30] historicamente os produtos tradicionais de exportação costarriquenha. Em 2008 o número de turistas estrangeiros atingiu 2 milhões de visitantes, gerando uma receita de USD 2,2 bilhões.[31]

Apesar de ser um país altamente evoluído, tecnológica, econômica e socialmente, simultaneamente preserva com muito cuidado a natureza proveniente de seu território. A Costa Rica ocupa o quinto lugar a nível mundial segundo a classificação do índice de desempenho ambiental de 2008.[32] [33]

A moeda é o colón (CRC), que é trocado a cerca de 560-570 por cada dólar americano e a cerca de 705-737 por euro. Os bancos do país são estatais.[34] [35]

Crescimento Econômico[editar | editar código-fonte]

A história da Costa Rica em relação ao desenvolvimento econômico pode ser caracterizada por graves momentos de crise e de expansão econômica, tendo como grande marco a retração econômica da década de 1980 e a adoção de diversas estratégias nos últimos 25 anos responsáveis por realizar a abertura ao investimento estrangeiro, a expansão das exportações e a gradual liberalização do comércio.

A Costa Rica passou na década de 1980 por uma crise econômica, marcada por um grande contração do mercado, pela inflação e também pelo aumento do número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. Dentre as razões que levaram à crise, destaca-se o esgotamento do modelo de substituição de importações, a ineficiência das empresas estatais da época, a diminuição das exportações e, é claro, o choque dos preços do petróleo.

Tal cenário foi ainda agravado pela postura do então presidente Rodrigo Carazo (1978-1982), que adotou ao financiamento externo para manter o câmbio fixo e quadriplicou a dívida externa no país na época. Além disso, o aumento das taxas de juro internacionais fizeram com que o governo imprimisse uma maior quantidade moeda para o financiamento dos gastos do estado, gerando assim uma desvalorização da moeda e consequente inflação no país.

Em meio a esse contexto de extrema crise econômica, foram adotadas a partir da década de 1990 diversas estratégias econômicas para retomar o crescimento e realizar reformas estruturais no país. Dentre elas, tem destaque o estabelecimento de zonas francas para atrair empresas, a tentativa de estabilização da taxa de câmbio real para promover maior segurança aos exportadores (sistema de “minidesvalorização”), a negociação de acordos de livre comércio com outros países e também a privatização de diversas empresas estatais, exceto nas áreas de eletricidade, telecomunicações, refinamento e distribuição de petróleo e produção de álcool.

De maneira geral, o país tem apresentado um crescimento econômico robusto nos últimos 15 anos, porém tal aspecto não é refletido nos índices de carácter social, uma vez que a maioria continua semelhante à década de 1990. Como panorama geral, o que se observa é que nos últimos 20 anos a economia costariquenha conseguiu manter uma performance econômica sustentável, como resultado da mudança de um modelo de importação para uma lógica liberal. A reforma da Costa Rica pode ser considerada como exitosa, embora ainda incompleta, uma vez que os índices de pobreza e desigualdade ainda permanecem pouco alterados e combatidos, e há particularidades internas da economia, como a dificuldade de sustentar negócios domésticos, que acabam por fazer o país depender assiduamente do investimento e interesse externo.

Abertura Econômica[editar | editar código-fonte]

Nos últimos vinte anos, houve a intensificação das negociações comerciais da Costa Rica, além do compromisso gerado com o Investimento Direto Estrangeiro, ambos vistos como um motor para a diversificação da economia costariquenha e de suas exportações. Em 1963, a Costa Rica foi incorporada ao Mercado Comum Centro Americano (MCCA) - grupo formado por Guatemala, Honduras, Nicarágua, El Salvador e Costa Rica, com o objetivo de criar um mercado comum entre eles - fato responsável por impulsionar o comércio exterior, estagnado até então. Posteriormente, no início dos anos 80, o país passa a dar ao investimento estrangeiro e ao comércio internacional um papel central como catalisador do desenvolvimento econômico na região, algo que pode ser exemplificando pela criação de uma instituição como o Ministério do Comércio Exterior. A criação desse e outros mecanismos governamentais, não governamentais, tratados e acordos como o Costa Rican Investiment Promotion Agency - agência não governamental responsável por atrair investimentos estrangeiros - marcaram o movimento do país latino americano de abertura ao capital estrangeiro, com investimentos e trocas comerciais.

Um marco para o fortalecimento do comércio internacional no país foi 1996, a partir de uma Lei que atribuía ao Ministério de Comércio Exterior incumbências específicas para a formulação de políticas de comércio exterior e para a condução e direção de negociações comerciais internacionais. Quatro anos depois, uma nova lei, para as Negociações Comerciais e Administração dos Tratados e Livre Comércio, Acordos e Instrumentos do Comércio, é promulgada criando órgãos fundamentais para a administração do comércio, como a Direção de Aplicação dos Acordos Comerciais Internacionais (DAACI) - para a verificação do cumprimento de todas as obrigações do tratados, acordos e demais instrumentos comerciais e acordos bilaterais, regionais e multilaterais - e o Conselho Consultivo de Comércio Exterior.

A mudança na visão de desenvolvimento, retratada anteriormente, tornou a Costa Rica muito mais ativa nas negociações comerciais em diferentes níveis: internacional, multilateral, regional e bilateral. No plano internacional, em 1990 a Costa Rica aderiu ao Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio (GATT) e, em seguida, à OMC e às negociações da Rodada de Desenvolvimento Doha. No nível regional, a participação na Área de Livre Comércio das Américas desde 1994 marcou uma maior integração econômica da América Central. Do ponto de vista bilateral, o país busca fortalecer suas exportações, tentando ampliar os parceiros econômicos. Individualmente, ou em conjunto com a América Central, a Costa Rica negocia tratados de livre comércio, primeiro com os países em desenvolvimento como o México, Chile, República Dominicana, Panamá e CARICOM, que servem como um prelúdio para mais tarde alcançar acordos mais ambiciosos com países desenvolvidos, como o Canadá, Estados Unidos e agora a União Europeia.

O país tem tentado alcançar progressos na inserção no cenário internacional, promovendo o desenvolvimento do país a partir de relações no plano local e internacional. Nesse sentido, é extremamente importante que a Costa Rica continue fortalecendo as relações com os organismos internacionais com quem está envolvida, bem como com os governos internacionais e sociedade civil. A Costa Rica conta com uma economia em desenvolvimento e, para alcançar os benefícios do livre comércio e a integração econômica, é necessário intensificar essas relações. Ao mesmo tempo, tal condição mostra claramente a existência de uma série de gargalos e distorções que há décadas têm impedido o país de alcançar os níveis de desenvoltura econômica próprio de países industrializados. A solução para estes obstáculos ao desenvolvimento é de responsabilidade nacional. O governo, empregadores, trabalhadores, profissionais e, a sociedade civil em geral, devem trabalhar em um esforço concertado para assegurar que a Costa Rica caminhe para se tornar parte das nações desenvolvidas. Nesse cenário, a cooperação internacional desempenha papel fundamental, mas a atuação de atores nacionais são essenciais para o cumprimento desse objetivo.

Exportação e Importação[editar | editar código-fonte]

As exportações da Costa Rica eram, tradicionalmente, caracterizadas por bens como bananas, café e frutas. Porém, recentemente, produtos com maior valor agregado passaram a fazer parte da balança comercial costariquenha. Essa mudança garante uma maior estabilidade para o país, uma vez que bens alimentícios estão propensos a mudanças de safras de acordo com mudanças climáticas e fatores externos que não podem ser controlados para a produção. A seguir, uma análise dos principais produtos de exportação da Costa Rica, bem como os países que lideram as exportações do mesmo produto (dividem o mesmo mercado com a Costa Rica) e importações do mesmo (possíveis compradores).

Os cinco principais produtos de exportação da Costa Rica são:

  • Circuitos Integrados (circuitos eletrônicos usados em quase todos equipamentos eletrônicos hoje em dia). Outros países que lideram as exportações nesse setor são China, Taiwan, Coreia do Sul e outros países da Ásia e o país que lidera as importações desse bem é a China – Estados Unidos aparece em sétimo no ranking mundial.
  • Peças de máquinas de escritório: A China é a maior exportadora desse bem, o que pode representar uma competitividade devido ao crescimento econômico do país. O Estados Unidos aparece entre os três primeiros de exportação e importação.
  • Instrumentos médicos: Estados Unidos e Alemanha ocupam, respectivamente, as primeira e segunda posições de exportação e importação desses instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária, incluídos os aparelhos para cintilografia, aparelhos eletro-médicos e outro para testes visuais.
  • Bananas: Estados Unidos é o país que mais importa e Equador e Filipinas lideram as exportações, logo antes da Costa Rica.
  • Frutas Tropicais: México lidera as exportações, seguido da Costa Rica. Já  Estados Unidos, Holanda e Alemanha lideram as importações desse bem

Apenas em bens alimentícios (bananas e frutas tropicais) a Costa Rica aparece entre os três principais exportadores dos produtos mais exportados pelo país. Ou seja, o país lidera o mercado de bens comercializados de apenas cerca 10% de sua receita em exportação. Em relação aos circuitos integrados, que representam sua maior fonte de exportação, a Costa Rica aparece na décima primeira posição. A recente diversificação da economia na Costa Rica é positiva para o país, mas o desenvolvimento desse mercado deve crescer. A Costa Rica é um país territorialmente pequeno e menos desenvolvido tecnologicamente. Assim, a competição com países asiáticos, como a China, pode resultar em uma desvantagem para o país. Já em relação à importação, os cinco principais produtos importados pela Costa Rica são:

  • Petrolíferos Refinados: quem mais exporta: Holanda, Rússia e Cingapura. Quem mais importa:   Cingapura, Holanda e EUA.
  • Circuitos Integrados.
  • Placas de Circuito Impressas: quem mais exporta: China, Taiwan, outros países da ásia. Quem mais importa: Hong Kong, China e Coreia do Sul.
  • Carros: Alemanha e EUA lideram posições tanto de exportação com importação.
  • Medicamentos Embalados: EUA e Alemanha lideram posições tanto de exportação como importação.

A partir desse cenário, é visível que a Costa Rica depende muito de importações de produtos que são exportados por países desenvolvidos como Estados Unidos, Alemanha e Holanda. Ademais, o país importa produtos com valor agregado muito maior do que o de suas exportações, podendo levar um saldo comercial negativo.

Deste modo, é nítida a presença dos Estados Unidos e da China nas relações comerciais da Costa Rica. A forte presença dos mesmos, duas potências mundiais e maiores parceiros econômicos da maioria dos países pode ter pontos positivos e negativos. Em tempos de crise econômica, a Costa Rica fica muito exposta a como as principais economias do mundo administram suas reservas internacionais, sendo mais ou menos afetados pela Crise. Em 2008, por exemplo, a China continuou crescendo, fato que não abalou a economia da Costa Rica, mas os EUA, que sofreu mais, pode ter diminuído suas relações comerciais de bens que não são indispensáveis para o país, como bananas e frutas tropicais. Em suma, países reagem de maneiras diferentes em tempos de crise, e essas maneiras deixam países de menor porte vulneráveis.

Política Monetária[editar | editar código-fonte]

Políticas monetárias são o conjunto de medidas tomadas por uma entidade pública para controlar a quantidade de moeda na economia, a inflação e a taxa de juros. As maneiras pelas quais os governos e entidades como os Bancos Centrais fazem isso são: alteração da taxa de juros (influencia a economia na medida que estimula ou não atitudes como poupança e investimentos) e definindo metas de inflação, principalmente. Em 2005, o Conselho de Administração do Banco Central decidiu iniciar um movimento em direção a uma política monetária com metas de inflação. O BCCR aprovou o projeto estratégico "Projetando uma proposta de criação de um regime de metas de inflação monetária que atinge a inflação baixa e estável no médio prazo." A partir de então, seria estabelecido um regime de política monetária no qual o banco central torna explícito que seu principal objetivo é atingir níveis baixos e estáveis de inflação e, por isso, utiliza os seus instrumentos de controle monetário para estabilizar a inflação em torno de um valor numérico (ou intervalo) anunciado anteriormente.

Essas metas deixaram claro a preocupação do país com a estabilidade da inflação e a meta definida pelas autoridades tornou-se, então, âncora para a política monetária. O principal instrumento dessa política é a taxa de juro Sistema Monetário e inserção no Sistema Monetário Internacional - Costa Rica  de curto prazo a a execução da mesma é feita pela intervenção do banco central no mercado monetário. Posteriormente a essa medida, a política monetária costariquenha tinha como principal objetivo o controle dos agregados monetários (controlando a oferta e demanda de dinheiro na economia, por exemplo). A partir de então, a nova política monetária voltou-se para metas de inflação, procurando garantir uma baixa e estável inflação. Manter a inflação baixa controlada tem vantagens para a sociedade civil e o seu poder de compra, além de facilitar as tomadas de decisão do poder público.

Inserção na Nova Ordem Mundial[editar | editar código-fonte]

O Sistema de Bretton Woods, que antecede a Nova Ordem Mundial, definiu a criação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional com funções de manter a economia internacional estável e ajudar as economias europeias a se reerguerem no período pós-guerra. Nesse sistema,  predominaram os interesses norte-americanos em detrimento do projeto keynesiano inglês, e os EUA tinham o objetivo de manter parceiros comerciais europeus, exercendo, ainda, seu imperialismo capitalista - ideal dominante ao fim da Segunda Guerra Mundial. Porém, a partir da década de 1970, o sistema de Bretton Woods passou a mostrar falhas, principalmente porque as instituições criadas na época não receberam ampla aprovação mundial prevista, gerando ainda instabilidade monetária. Foi nesse momento, então, que os países passaram a ser classificados como países do Norte ou do Sul, em que o primeiro grupo representava os mais ricos e desenvolvidos e o segundo os países que estavam em processo de desenvolvimento. Assim, o tema do desenvolvimento surgiu no debate global, com a pauta da inserção dos países em desenvolvimento no comércio internacional como forma de diminuir as disparidades entre Norte e Sul. Em suma, a Nova Ordem Mundial caracteriza-se por instrumentos e mecanismos que buscam, pelo menos em teoria, corrigir as assimetrias existentes entre os países do Norte e do Sul.

Nesse cenário, a inserção da Costa Rica se deu a partir da década de 1990, com a mudança da política cambial e a incorporação do país na OMC - Organização Mundial do Comércio.

Para um país como a Costa Rica, com uma economia pequena, é essencial a existência de instituições internacionais que promovam a sua “proteção” frente às desigualdades naturalmente existentes nas suas relações comerciais com outros países, a exemplo de sua dependência na importação de produtos exportados por países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha e Holanda. Assim, tais instituições, assim como a OMC, diminuem a sua vulnerabilidade frente às oscilações da economia mundial.

Nesse sentido, nos últimos anos, a Costa Rica vem aumentando as suas relações com diversos países, tanto por meio regional, quanto multilateral. Um exemplo é a diminuição de tarifas aduaneiras, mesmo que tal política não seja recíproca. No caso, a sua atuação se dá, primordialmente, por meio da OMC, que permite: (i) a ampliação contínua do mercado; (ii) a diminuição de sua dependência; (iii) uma maior concorrência, entre outros.

Por outro lado, o país enfrenta algumas dificuldades para negociar por meio da OMC, principalmente no que diz respeito à lentidão dos processos de negociação. Além disso, a configuração de sua economia no cenário internacional enfrenta o desafio de, simultaneamente, se adequar aos impostos das importações sem que estes tornem as exportações menos competitivas.

Outro aspecto interessante é a abertura financeira do país que tem sido mantida desde 2003, mesmo com as crises internacionais. Em relação a este ponto, os investimentos no país necessitam de segurança de retorno, o que representa um outro desafio, já que o investimento externo influencia diretamente no seu desenvolvimento.

Em 2003, a Costa Rica ingressou à Aliança do Pacífico, um bloco comercial latino-americano formado por Chile, Colômbia, México e Peru. O bloco tem objetivo o comércio livre e a integração econômica, com uma orientação ao mercado asiático.

Classificações internacionais[editar | editar código-fonte]

A classificação é mostrada na ordem da posição do índice da Costa Rica em relação à classificação dos países avaliados em cada categoria. O ano mostrado ao lado do indicador reflete a data dos dados utilizados na avaliação segundo o editor do índice, e não necessariamente corresponde ao ano de publicação.

Índice (Ano) Autor / Fonte / Editor Ano
publicação
Países Posição
Mundial(1)
Posição
A.L.(2)
Desempenho Ambiental (2010) Universidade de Yale[36]
2010
163
Liberdade de imprensa mundial (2007) Repórteres sem Fronteiras[37]
2007
169 21º
Grau de Democracia (2006) The Economist[38]
2007
167 25º
Paz Global (2008) The Economist[39]
2008
140 34º
Qualidade de vida (2005) The Economist[40]
2007
111 35º
Competitividade Turística (2009) Fórum Econômico Mundial[41]
2009
133 42º
Percepção da corrupção (2008) Transparência Internacional[42]
2008
180 47º
Liberdade econômica (2008) The Wall Street Journal[43]
2008
162 49º
Desenvolvimento humano (2011) Nacões Unidas (PNUD)[44]
2011
187 69º
Competitividade Global (2009) Fórum Econômico Mundial[45]
2009-2010
133 55º
Distribuição de renda (1989-2007)(3) Nacões Unidas (PNUD)[46]
2007-2008
126 100º
Índice de Satisfação de Vida (2006-2007) (4) Banco Interamericano de Desenvolvimento[47]
2008
24 N/A(4)
(1) Posição em relação ao total de paises avaliados.
(2) Posição em relação aos paises avaliados da América Latina (Porto Rico não está incluído).
(3) Devido a que o Coeficiente de Gini usado na classificação corresponde a anos diferentes, a posiçaõ de un pais é apenas um referencial, já que estritamente não é possível fazer comparações entre paises pela dispersão das datas dos dados disponíveis.
(4) O Índice de Satisfação de Vida foi calculado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento para os 24 países membros do BID na América Latina e no Caribe, baseado na Pesquisa Mundial 2006 - 2007 do Gallup (Gallup World Poll) e nos Indicadores do Desenvolvimento Mundial, pelo qual é um índice regional.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Energia e Produção Elétrica

Na Costa Rica são extraídas cinco fontes de energia, em ordem de importância: hídrica, térmica, geotérmica, eólica e solar. Na América Latina o país se destaca como líder na produção de energia renovável, principalmente devido à produção de energia hidroelétrica, de acordo com o relatório dos Líderes em Energia Limpa da Organização World Wildlife Fund (WWF).[48] [49]

Em 1949, o Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE) é criado como resposta ao clamor pelo manejo nacional de desenvolvimento e a apresentação de serviços elétricos.

Sua Lei Constituinte designa as seguintes atribuições como suas necessidades básicas:

  • Construir usinas de energia.
  • Unificar toda a capacidade instalada em um único sistema.
  • Expansão de serviços através da construção de redes de distribuição.

Quando o Instituto foi criado, em 1949, cerca de 15% do território continental possuía cobertura elétrica. Cinquenta e um anos depois, em 2000, esse porcentual era de 94,4%. Já em 2009, a porcentagem da cobertura elétrica passou para 98,6% do país, percentual comparável ao de países desenvolvidos.

Em 2002, o ICE sofreu um forte ajuste de financiamento devido aos cortes do Governo para converter o déficit nas finanças públicas.[50] Como resultado desse e de outros fatores, em abril de 2007, começou a sentir os efeitos da escassez de energia no país, devido ao baixo nível de investimento no setor, produzindo uma série de apagões.

Em 2014, o serviço elétrico da Costa Rica foi classificado como o Segundo melhor da América Latina, superado apenas pelo Uruguai, de acordo com estudo realizado pela Federação Interamericana da Indústria da Construção (FICC).

Educação[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

O futebol é o esporte mais popular do país. O país conta com importantes clubes de futebol que participam de competições da CONCACAF. Os principais clubes da Costa Rica são Saprissa, Club Sport Herediano, Liga Deportiva Alajuelense e o [[Club Sport Cartaginés|Cartagines E na Natacão tem sua maior atleta a Nadadora Claudia Poll com 3 medalhas olímpicas sendo uma de ouro em 1996 em Atlanta e 2 de bronze em Sydney em 2000, além disso tem varias medalhas em campeonatos mundiais!


Em 2014, a seleção costarriquenha conseguiu seu maior feito no futebol ao se consolidar como a maior surpresa da Copa do Mundo do Brasil 2014, classificando-se em primeiro lugar no grupo D, considerado o mais forte do Mundial, que contava com os campeões mundiais Inglaterra, Uruguai e Itália. A seleção da Costa Rica terminou sua participação na Copa do Mundo de forma invicta, sendo eliminada apenas nas quartas de finais pela badalada Holanda, na disputa de penaltis.[51] Atualmente a seleção costa-riquenha de futebol masculino ocupa o 13º lugar no Ranking da Fifa.[52]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
1 de Janeiro Ano novo Año Nuevo
Última semana de Março
Primeira semana de Abril
Quinta-feira santa Jueves Santo Data móvel
Sexta-feira santa Viernes Santo Festa móvel
11 de Abril Dia de Juan Santamaría Día de Juan Santamaría Héroi nacional
Junho Dia do pai Día del Padre Festa móvel (terceiro domingo do mês)
25 de Julho Anexação do Partido de Nicoya a Costa Rica Anexión del Partido de Nicoya a Costa Rica  
1 de Maio Dia do trabalhador Día del Trabajador  
2 de Agosto Dia da virgem dos Anjos Día de la Virgen de los Ángeles  
15 de Agosto Dia da mãe Día de la Madre  
15 de Setembro Dia da independência Día de la Independencia  
12 de Outubro Descoberta da América por Cristóvão Colombo Día del encuentro de las Culturas  
25 de Dezembro Natal Navidad  


Referências

  1. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa - Costa-riquenho.
  2. a b c d Costa Rica Fundo Monetário Internacional (FMI). Visitado em 7 de setembro de 2014.
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  4. Gini Index Banco Mundial. Visitado em 2 de março de 2011.
  5. "Costa Rica's new president: Thriller for Chinchilla", The Economist, 2010-02-11. Página visitada em 2010-02-16. (em Inglês)
  6. El Espíritu del 48. Abolición del Ejército (em espanhol). Visitado em 2008-03-09.
  7. Costa Rica World Desk Reference. Visitado em 2009-06-09.
  8. Costa Rica (em inglês) Uppsala University. Visitado em 2009-06-09.
  9. UNDP Human Development Report 2010. Table 1: Human development index 2010 and its components (em Inglês). [S.l.: s.n.]. 5, 49, 144 p. Página visitada em 2010-11-06.
  10. Yale Center for Environmental Law & Policy / Center for International Earth Science Information Network at Columbia University. 2010 EPI Rankings (em inglês). Visitado em 2012-01-25.
  11. Jennifer Blanke and Thea Chiesa, Editors (2011). Travel & Tourism Competitiveness Report 2011 (em inglês) World Economic Forum, Geneva, Switzerland. Visitado em 2011-03-14.
  12. John Burnett. "Costa Rica Aims to Be a Carbon-Neutral Nation", National Public Radio (NPR.org), 2008-02-18. Página visitada em 2009-04-27. (em Inglês)
  13. Alana Herro. "Costa Rica Aims to Become First "Carbon Neutral" Country", Worldwatch Institute, 2007-03-12. Página visitada em 2009-04-27. (em Inglês)
  14. Alejandro Vargas. "País quiere ser primera nación con balance neutro de carbono", La Nación (Costa Rica), 2007-02-21. Página visitada em 2009-04-27. (em Spanish)
  15. "Costa Rica es nuevamente el país más feliz del mundo, según índice 'Happy Planet'", La Nación (Costa Rica), 2012-06-14. Página visitada em 2012-06-14. (em Espanhol)
  16. Fiona Harvey. "UK citizens better off than EU counterparts, says happiness index", The Guardian, 2012-06-14. Página visitada em 2012-06-14. (em Inglês)
  17. Título ainda não informado (favor adicionar).
  18. Geographic Patterns of Genome Admixture in Latin American Mestizos (em inglês) Public Library of Science. Visitado em 13 de setembro de 2014.
  19. Wang, Sijia; Ray, Nicolas; Rojas, Winston; Parra, Maria V.; Bedoya, Gabriel; Gallo, Carla; Poletti, Giovanni; Mazzotti, Guido et al. (2008). "Geographic Patterns of Genome Admixture in Latin American Mestizos". In McVean, Gil. PLoS Genetics 4 (3): e1000037. doi:10.1371/journal.pgen.1000037. PMC 2265669. PMID 18369456.
  20. U.S. Relations With Costa Rica (em inglês) Departamento de Estado dos Estados Unidos. Visitado em 13 de setembro de 2014.
  21. Dickerson, Marla; Kimitch, Rebecca (23 de março de 2006). [articles.latimes.com/2006/mar/23/world/fg-costa23 Costa Rica Seeks to Shut Its Doors to Illegal Migrants From Nicaragua] (em inglês) Los Angeles Times. Visitado em 13 de setembro de 2014.
  22. a b Biesanz, Karen Zubris; Biesanz, Mavis Hiltunen; Biesanz, Richard (1998). The Ticos: Culture and Social Change in Costa Rica. Boulder: Lynne Rienner Publishers. p. 118. ISBN 1-55587-737-0.
  23. Constitución Política de la República de Costa Rica (em castelhano). Visitado em 10 de agosto de 2010. "Se proscribe el ejército como institución permanente. (...) Esta Constitución entrará en plena vigenciael ocho de noviembre de 1949, y deroga las anteriores."
  24. Costa Rica elege primeira mulher presidente do país BBC.
  25. Intel supone el 4,9 por ciento del PIB de Costa Rica (em Espanhol) El Economista (2006-10-06).
  26. elEconomista.es (06/10/2006). Intel supone el 4,9 por ciento del PIB de Costa Rica. Visitado em 03/04/2015.
  27. José Enrique Rojas (2004-12-29). Turismo, principal motor de la economía durante el 2004 (em espanhol) La Nación (Costa Rica). Visitado em 2008-04-13.
  28. Crist Inman (1997). Impacts on Developing Countries of Changing Production and Consumption Patterns in Developed Countries: The Case of Ecotourism in Costa Rica (em inglês) INCAE, disponível no site do International Institute for Sustainable Development. Visitado em 2008-06-10.
  29. Mario Calderón Castillo (2005). El Turismo como Promotor del Crecimiento Económico Costarricense (em espanhol) Revista Parlamentaria Digital. Asamblea Legislativa de Costa Rica. Visitado em 2008-06-08.
  30. Departamento de Estadísticas ICT (2006). Anuário Estadísticas de Demanda 2006 (em espanhol) Intituto Costarricense de Turismo. Visitado em 2008-06-14.
  31. Hassel Fallas. Llegada de turistas dejará $2.200 millones este año (em espanhol) La Nación (Costa Rica). Visitado em 2009-03-07.
  32. Yale Center for Environmental Law & Policy / Center for International Earth Science Information Network at Columbia University. Switzerland Tops 2008 Environmental Scorecard at World Economic Forum (em inglês). Visitado em 2008-03-09.
  33. Yale Center for Environmental Law & Policy / Center for International Earth Science Information Network at Columbia University. Environmental Performance Index 2008, Metrics for Costa Rica (em inglês). Visitado em 2008-03-09.
  34. Banco Mundial (6). Financial Sector Assessment Costa Rica (HTML) (em Língua inglesa) Banco Mundial Banco Mundial. Visitado em 30 de março de 2014.
  35. Claudia Schatan; Eugenio Rivera Urrutia (6). Competition Policies in Emerging Economies: Lessons and Challenges from Central America and Mexico (HTML) (em Língua inglesa) Google Books Google Books. Visitado em 30 de março de 2014.
  36. Environmental Performance Index 2010. (em inglês)
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  41. Jennifer Blanke and Thea Chiesa, Editors (2009). The Travel & Tourism Competitiveness Report 2009 (PDF) (em inglês) World Economic Forum, Geneva, Switzerland. Visitado em 2009-03-06.
  42. 2008 Corruption Perception Index. Ranking Table.
  43. Index of Economic Freedom 2008. (Inglés)
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  45. World Economic Forum. Table 4: The Global Competitiveness Index 2009–2010 rankings and 2008–2009 comparisons (em english). Visitado em 2009-09-09.
  46. Inequality in income or expenditure. (Inglés)
  47. Banco Interamericano de Desenvolvimento. O crescimento econômico mais rápido reduz a satisfação com a vida na América Latina e no Caribe. Visitado em 2008-11-23.
  48. [La Nación - Soto M, Michelle Costa Rica se destaca como líder em energia limpa] (13 de janeito de 2015). Visitado em Consultado em 24 de maio de 2015.
  49. «Costa Rica será líder latinoamericano com energia 100% renovável em 2021». El Financiero. 24 de março de 2015. Consultado em 25 de maio de 2015.
  50. La Nación, 13 de septiembre de 2002
  51. Goleiro da Costa Rica exalta campanha invicta e lamenta queda: "é duro" (em Português) Uol (05/07/2014).
  52. FIFA's Men's Ranking (em Inglês).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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