Costa do Marfim

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République de Côte d'Ivoire
República da Costa do Marfim
Bandeira da Costa do Marfim
Brasão de armas da Costa do Marfim
Bandeira Brasão das Armas
Lema: "Union, Discipline, Travail" ("União, Disciplina, Trabalho")
Hino nacional: "L'Abidjanaise" ("A Abdjanesa")
Gentílico: costa-marfinense, marfinense, ebúrneo[1]

Localização  República da Costa do Marfim

Capital Yamoussoukro (constitucional),
Abidjan (sede do governo)
Cidade mais populosa Abidjan
Língua oficial Francês
Governo República presidencialista
 - Presidente Laurent Gbagbo
 - Primeiro-Ministro Guillaume Soro
Independência da França 
 - Data 7 de agosto de 1960 
Área  
 - Total 322.463 km² (67º)
 - Água (%) 1,4
 Fronteira Mali, Burkina Fasso (N), Gana (E), Libéria e Guiné (W)
População  
 - Estimativa de 2008 20.179.602 hab. (55º)
 - Densidade 53 hab./km² (122º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$: 32.860 bilhões (96º)
 - Per capita US$: 1.716 (144º)
Indicadores sociais
 - Gini (2002) 44.6 [2]   – alto
 - IDH (2006) 0,431 (166º) – baixo
 - Esper. de vida 48,3 anos (179º)
 - Mort. infantil 116.9/mil nasc. ()
 - Alfabetização 48.7% (161º)
Moeda Franco CFA (XOF)
Fuso horário (UTC+0)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, UA, Francofonia, CEDEAO, União Latina, ZPCAS
Cód. ISO CIV
Cód. Internet .ci
Cód. telef. +225

Mapa  República da Costa do Marfim


A Costa do Marfim (em francês Côte d'Ivoire) é um país africano, limitado a norte pelo Mali e pelo Burkina Faso, a leste pelo Gana, a sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pela Libéria e pela Guiné. Sua capital é Yamoussoukro.
Denomina-se ebúrneo, marfinês, costa-marfinês ou ainda costa-marfinense a quem é natural da Costa do Marfim.

Apesar de comumente se usar em português o nome Costa do Marfim, o governo marfinês solicitou à comunidade internacional em outubro de 1985 que o país seja chamado apenas por Côte d'Ivoire.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História da Costa do Marfim

As populações indígenas estiveram política e socialmente isoladas até épocas muito recentes. Os antecessores da população atual se instalaram na área entre os séculos XVIII e XIX. Os exploradores portugueses chegaram no século XV e iniciaram o comércio de marfim e escravos do litoral. No século XVII estabeleceram-se diferentes Estados negros, entre os quais se destacou o dos baules por suas atividades artísticas. No final do século, os franceses fundaram os entrepostos de Assini e Grand-Bassam e, no século XIX, celebraram uma política de pactos com os chefes locais com o objetivo de estabelecer uma colônia. Em 1887 iniciou-se a penetração para o interior. A região se tornou uma colônia autônoma em 1893. Em 1899, passou a fazer parte da Federação da África Ocidental Francesa. A ocupação militar ocorreu entre 1908 e 1918, enquanto se construía a linha férrea entre o litoral e Bobo-Dioulasso, hoje pertencente a Burkina Faso.

Em 1919, a parte norte da colônia se tornou independente. Abidjan permaneceu sob jurisdição francesa durante a Segunda Guerra Mundial, embora a França estivesse ocupada pelos alemães. Em 1944, foi criado o Sindicato Agrícola Africano, que deu origem ao Partido Democrático da Costa do Marfim (Parti Démocratique de la Côte d'Ivoire). Entre 1950 e 1954, foi construído seu porto. Em 1958, foi proclamada a República da Costa do Marfim, como república autônoma dentro da Communauté française (Comunidade Francesa) e, em 1960, alcançou a independência plena.

Foi eleito presidente Félix Houphouët-Boigny, líder do Parti Démocratique de la Côte d'Ivoire--Rassemblement Démocratique Africain, até 1990 foi a única agremiação política legal no país. Com um alinhamento político pró-ocidental, a Costa do Marfim esteve em foco na década de 1970, ao tentar intervir pela via das negociações na resolução do apartheid na África do Sul.

As eleições de 1990, a primeira em que houve uma disputa real pelo poder, foram disputadas por todos os partidos políticos já legalizados, tendo o presidente Houphouët-Boigny sido reeleito para um sétimo mandato. Também em 1990 o Papa João Paulo II visitou a Costa do Marfim, onde consagrou, em Yamoussoukro, uma suntuosa basílica, oficialmente construída às expensas do presidente. Houphouët-Boigny, apesar de numerosas tentativas de golpes de estado e da instabilidade social provocada por crises econômicas, manteve-se no poder desde a independência até dezembro de 1993, quando faleceu.

O antigo presidente da Assembléia Nacional (Parlamento), Henri Konan Bedié, assumiu a presidência da República em 1993 e foi confirmado no cargo em 1995. No dia 24 de dezembro de 1999, um golpe de Estado, comandado pelo general Robert Guel (Robert Guéï), destituiu o presidente Konan Bedié, que se refugiou na Embaixada da França e depois no Togo. O general Guel convocou todos os partidos políticos para formarem um governo de transição e prometeu que o retorno à democracia seria rápido. Esse foi o primeiro golpe de estado no país desde a sua independência em 1960.

Robert Guéï foi assassinado durante um levantamento encabeçado pelo Movimento Patriótico da Costa do Marfim em 2002. Foi sucedido por Laurent Gbagbo.

A Costa do Marfim desempenha importante papel na África e dentro da Entente.

Guerra civil da Costa do Marfim (2002-2004): O norte se rebelou. 10.000 boinas azuis da ONUCM (Força de Paz da ONU na Costa do Marfim), dentre os quais 4600 soldados franceses da Licorne (operação militar francesa para a Costa do Marfim) foram posicionadas entre os beligerantes.

[editar] Política

Ver artigo principal: Política da Costa do Marfim

A Costa do Marfim foi colonizada pela França na época em que o imperialismo se instalou sobre a África e a Ásia. Nessa época, os europeus buscavam mercado consumidor e matéria-prima para suas fábricas e para seus produtos manufaturados. Então foi feita a "Partilha da África", onde alguns países europeus ficaram com partes da África, e não consideraram a cultura já existente no continente. Por isso, muitos países africanos travam guerras civis constantemente; a Costa do Marfim é um desses países, que vive em conflito com seus vizinhos.

[editar] Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões da Costa do Marfim
Regiões da Costa do Marfim

A Costa do Marfim está dividida em 19 regiões (régions), que, por sua vez, estão subdivididas em 58 departamentos (départements).

Regiões
  1. Agnéby
  2. Bafing
  3. Bas-Sassandra
  4. Denguélé
  5. Dix-Huit Montagnes
  6. Fromager
  7. Haut-Sassandra
  8. Lacs
  9. Lagunes
  10. Marahoué
  11. Moyen-Cavally
  12. Moyen-Comoé
  13. N'zi-Comoé
  14. Savanes
  15. Sud-Bandama
  16. Sud-Comoé
  17. Vallée du Bandama
  18. Worodougou
  19. Zanzan

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia da Costa do Marfim

A Costa do Marfim situa-se em plena região tropical, com o clima habitual destas zonas; a temperatura média situa-se nos 30 graus Celsius (descendo ligeiramente à noite) durante todo o ano, com excepção da estação das chuvas onde a temperatura baixa para os 25 graus C. Há duas estações de chuvas (de Maio a Agosto e, com menos intensidade, em Novembro). Há duas grandes zonas climatéricas; no Norte a paisagem é árida sendo o clima quente e seco; o Sul é bastante húmido com vegetação muito rica.

O clima da costa do marfim é tropical longo da costa é semi-árido no extremo norte, muito quente e seco no norte durante o dia e a noite chega a quase entre 20 e 25 graus C. E no sul o clima ja muda, é bastante húmido, o que possibilita o cultivo de plantas.

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia da Costa do Marfim
Rodovia no centro de Abidjan, capital de facto do país.

A economia da Costa do Marfim é baseada no cultivo principalmente do cacau, ele é um dos maiores exportadores do mundo,mas a divida desse pais chega a quase 15608 milhões o país também atualmente chega a ser o maior exportador de óleo de palma (256 mil toneladas) - e o terceiro produtor de algodão (106 mil toneladas de fibras - 1995). As produções de borracha (83 mil toneladas - 1995) e de copra (43 mil toneladas - 1995), inexistentes antes 1960, bem como as lavouras de abacaxi (170 mil toneladas - 1995), bananas (211 mil toneladas - 1995) e açúcar (125 mil toneladas - 1995), se tornaram itens importantes da balança comercial. A recuperação do setor de madeira, que, em 1988, correspondia a um terço da receita de exportação, é mais recente. No setor da pecuária e diante do problema de abastecimento em proteínas animais, a Côte d’Ivoire é obrigada a importar grandes quantidades de carne. Portanto, um amplo programa visando a desenvolver o potencial nacional foi lançado.

A economia também é baseada nas 1.600 industrias do país, no total em todos os setores são 2.283 empresas privadas e 140 em que o estado é acionista majoritário.74% das empresas se encontram na região de Abidjan, 4% em Bouaké e 2% em San Pedro, 20% em outras regiões. O sistema bancário marfinense é um dos mais desenvolvidos da África. Ele é composto de um banco de desenvolvimento, de dezesseis bancos comerciais, de uma dezena de representações internacionais e de dezesseis estabelecimentos financeiros. A Côte d’Ivoire pertence à “zona franca” , institucionalizada pela União Monetária Oeste Africana. Os sete estados membros (Benin, Burkina Faso, Côte d’Ivoire, Mali, Níger, Senegal e Togo) entregaram a emissão da moeda, o Franco CFA, e de maneira geral, as suas políticas monetárias a uma instituição, o Banco Central dos Estados da África do Oeste, cuja sede fica em Dacar (Senegal).

A Costa do Marfim é o maior produtor e exportador de cacau do mundo. Entre os principais produtos de exportação estão: banana, abacaxi, café e, até a segunda metade do século XX, era o maior explorador de marfim, daí o nome do país.

[editar] Demografia

Ver artigo principal: Demografia da Costa do Marfim

76% da população é cidadã da Costa do Marfim e fala, predominantemente, francês. Desde que se estabeleceu como uma das economicamente mais prósperas nações de África ocidental que cerca de 20 % da sua população consiste em trabalhadores da vizinha Libéria, Burkina Faso e Guiné. Este fato tem originado permanentemente uma tensão crescente em anos recentes, principalmente devido ao facto de que grande parte destes trabalhadores são muçulmanos, enquanto que a população natural da Costa do Marfim é, essencialmente Cristã (principalmente católica romana) e animista. Ainda que não totalmente branca, 4% da população é de origem não africana. Há muitos descendentes de libaneses,cidadãos franceses, britânicos, e espanhóis. Há ainda uma minoria de missionários protestantes norte-americanos e canadianos. Ultimamente, cerca de 50 000 franceses e outros europeus têm saído da Costa do Marfim devido a fortes tensões sociais incitadas pelas forças revolucionárias locais que clamam ser contra a ocupação estrangeira em seu território, especialmente contra os franceses.

[editar] Cultura

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
7 de agosto Festa da Independência Fête de l'Indépendance
7 de dezembro Aniversário da morte do pai da nação, Félix Houphouët Boigny Anniversaire du décès du père de la nation, Félix Houphouët Boigny

Referências

[editar] Ligações externas

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