Cotia (São Paulo)

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Município de Cotia
"Cidade das Rosas"
Cidade de Cotia.jpg

Bandeira de Cotia
Brasão de Cotia
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 2 de abril de 1856
Gentílico cotiense ou cotiano
Prefeito(a) Antônio Carlos Camargo (Carlão Camargo-PSDB)
(20092012)
Localização
Localização de Cotia
Localização de Cotia em São Paulo
Cotia (São Paulo) está localizado em: Brasil
Localização de Cotia no Brasil
23° 36' 14" S 46° 55' 08" O23° 36' 14" S 46° 55' 08" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008 [1]
Microrregião Itapecerica da Serra IBGE/2008 [1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Oeste: Ibiúna
Noroeste: São Roque e Vargem Grande Paulista
Norte: Itapevi, Jandira e Carapicuíba
Nordeste: Osasco
Leste: São Paulo (Minimamente)
Sudeste: Itapecerica da Serra, Embu e Taboão da Serra
Sul: São Lourenço da Serra
Distância até a capital 34 km[2]
Características geográficas
Área 323,891 km² [3]
População 201 023 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 620,65 hab./km²
Altitude 853 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,826 (SP: 44°) – elevado PNUD/2000 [5]
PIB R$ 5 373 923,438 mil (BR: 88º) – IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 30 003,65 IBGE/2008[6]

Cotia é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da capital paulista, Microrregião de Itapecerica da Serra. A população estimada em 2010 era de 201.023 habitantes[4] e sua área é de 323,89 km², o que resulta numa densidade demográfica de 620,6 hab/km². Localiza-se às margens do rio Cotia, afluente do Rio Tietê. É considerada uma área de expansão dos bairros residenciais da Região Metropolitana de São Paulo, na direção oeste. Também é conhecida como "Cidade das Rosas" em virtude de Roselândia, um bairro a 7 km do centro urbano, ser uma extensa área de cultivo de rosas e plantas ornamentais. Atualmente, Cotia é um dos municípios mais ricos e desenvolvidos da região na qual pertence.

Índice

[editar] História

A história de Cotia começa por volta de 1700, quando os viajantes que iam para o interior dos estados, principalmente do Sul do Brasil e Sorocaba em São Paulo paravam aqui para descansar e alimentar-se por ser um antigo pouso de tropeiros e burros onde circulavam cargas e mantimentos.

A origem do nome da cidade decorre de sua localização, próxima ao aldeamento de Aku'ti, no Caiapiá, que, mais tarde, passou a chamar-se Cuty e depois Acutia. Era ponto de encontro das trilhas indígenas e local estratégico às paradas das bandeiras que seguiam ao interior de São Paulo, partindo da capital.

Apesar das várias denominações que lhe foram dadas pelos jesuítas e pelos primeiros habitantes do local, como Capela do Monte Serrat de Cotia e caminho de São Tomé, os indígenas continuavam a chamá-lo de Acoty. O primeiro registro em que a localidade é referida como Acutia foi feito pelo marujo alemão Hans Staden, no século XVI, quando publicou um livro sobre o Brasil.

A Acutia foi se consolidando junto à Capela de Nossa Senhora de Monte Serrate, no ano de 1713, na região hoje conhecida como São Fernando. Em 1723, a capela foi elevada à categoria de freguesia. Nessa época a capela foi transferida para atual Praça da Matriz.

O município teve um crescimento acelerado a partir de 1750. Segundo o censo da época, Cotia tinha 3.770 habitantes, sendo 17% escravos trabalhando em fazendas e sesmarias, e 83% cidadãos livres.

Histórica e geograficamente, pontos como Cotia, Embu, Itapevi, Barueri e Itapecerica da Serra passaram a ser fortes e postos naturalmente avançados para defesa e o abastecimento da Vila e do Planalto de Piratininga.

Em 1842, o povoado serviu de acampamento para os políticos liberais que estavam em luta com o governo imperial brasileiro nos tempos de D. Pedro II. No plano econômico a vila continuava com sua pequena lavoura de subsistência.

Em 2 de abril de 1856, a freguesia de Acutia é elevada a condição de vila pelo vice-presidente da província de São Paulo, Roberto de Almeida. Instalou-se então a primeira Câmara de Vereadores.

Posteriormente, Cotia entrou num período importante de sua história. A agricultura desenvolveu-se extraordinariamente, quando surgiram no município notáveis organizações agrícolas. A produção dinamizou-se, e centenas de sítios novos cobriram a região. Iniciou-se, também, a época industrial. Na estrada que vai de São Paulo a Sorocaba, e ao longo da Sorocabana, as chaminés começaram a despontar.

Em 19 de dezembro de 1906, através da Lei Estadual nº 1.030, foi elevada à categoria de município, já conhecida como Cotia.

De 1875 a 1920, Cotia perdeu habitantes e, em contrapartida, Itapecerica da Serra município vizinho, aumentou sua população, com posseiros que chegavam até suas elevadas escarpas antes de descer para o Vale do Ribeira. Nessa época, a rota do café, que subia o Vale do Paraíba vinda do Rio de Janeiro, seguiria para o oeste, a partir da Capital. Entretanto, ela não passou por Cotia, pois esta era considerada terra improdutiva e de difícil acesso.

Esse fato gerou um isolamento da região do processo evolutivo que ocorreu no oeste paulista, e que conquistou grande riqueza para todo o estado. Do mesmo modo, a ferrovia, que chegava a Sorocaba aproveitando o Vale do Tietê, evitou o "caminho de São Tomé". Cotia ganhou uma estação distante de seu núcleo urbano original, e que seria depois a cidade de Itapevi.

Com o passar do tempo, Cotia se beneficiou com o êxodo de pessoas vindas do Norte e do Nordeste, e também do próprio Sudeste, do Estado de Minas Gerais. A partir de 1910, Cotia começou a se ligar intimamente à capital e às adjacências do Estado. A cidade passou a desempenhar o papel de fornecedoras de alimentos, carvão combustível, madeira para construção e tijolos.

Em 1913, a cidade começa a receber os primeiros imigrantes japoneses que deram origem a uma evolução técnico-rural, como a antiga Cooperativa Agrícola de Cotia, no Moinho Velho, em 1928 que alguns anos mais tarde se transformaria em uma empresa poderosa e rentável, de importância internacional.

Em 1931, foi inaugurada a Estação Férrea de Caucaia, entre os trechos Mairinque/Santos da Sorocabana. Por ser a estação mais alta do ramal ferroviário com 936 metros de altitude, foi incorporado ao nome “Caucaia” o “do Alto”. Em novembro de 1944, Caucaia do Alto é elevada a distrito. A urbanização, caótica, ignorou os traços fundamentais das antigas cidades.

Os fatores contingentes apontados acima deram à cidade uma imagem deturpada. Em 1.964, quando São Paulo era uma das cidades mais modernas do mundo, Cotia era chamada de "sonolentos subúrbios agrícolas", onde o progresso passa, "mas não deixa marcas". Dona de uma história riquíssima, onde praticamente todos os acontecimentos fundamentais da história do Brasil tiveram reflexo, Cotia tinha grandes interrogações e perspectivas para o futuro.

Mas a partir dos anos 70, a cidade se recuperou e novas indústrias de grande porte se instalaram ao longo da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), e desde então Cotia teve um crescimento acima da média do estado de São Paulo e sua população que não passava de 50 mil pessoas superou a casa dos 110 mil habitantes. Houve um extraordinário desenvolvimento e então várias estradas locais foram asfaltadas para garantir o desenvolvimento do Município, mesmo com o desmembramento de Vargem Grande Paulista (na época Raposo Tavares) seu distrito mais próspero, foi conhecido um surto que atraiu migrantes de outros municípios e estados do Brasil.

Mas no começo da década de 90, Cotia conheceu problemas já existentes em municípios vizinhos como violência, crescimento desordenado, falta de assistência médica adequada, mas o governo municipal soube diminuir em até 50% os problemas que ocorriam. Hoje a cidade conta com várias atrações turísticas como a Roselândia, o Sítio do Padre Inácio, a Estação Férrea de Caucaia, o Centro Antigo com a Capela de Nossa Senhora de Monte Serrate, o Sítio do Padre Inácio e muitas outras.

Conta também com muitos condomínios, entre eles alguns luxuosos, principalmente no distrito de Granja Viana, um subúrbio nobre da região. Muitos residentes de Cotia trabalham em São Paulo, o que gera um intenso tráfego de veículos e congestionamentos constantes na Rodovia Raposo Tavares.

[editar] Economia

A economia da cidade é bem variada, tendo como destaque os setores industrial e agrícola. No setor industrial localizado ao longo da Rodovia Raposo Tavares e seus arredores, os produtos mais importantes são de materiais elétricos, químicos, cerâmicos, brinquedos, têxteis, explosivos, alimentos, vinho, aguardente e máquinas agrícolas. Na agricultura merecem destaque a batata, tomate, milho, feijão, alho e frutas diversas, sendo a maioria proveniente de Caucaia do Alto. A avicultura também é desenvolvida no município. Outro fato econômico importante do município, é o turismo.

[editar] Geografia

[editar] Clima

O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de SP, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio julho (Média de 14°C) e o mais quente fevereiro (Média de 22°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm.

[editar] Hidrografia

  • Rio Cotia que corta o Município
  • Rio Sorocamirim que divide o Município com Ibiúna
  • Rio das Graças
  • Ribeirão da Ressaca que divide o Município com Itapecerica da Serra.
  • Ribeirão da Vargem Grande
  • Córrego Moinho Velho que nasce no Município de Embu e atravessa o bairro do mesmo nome e deságua no Rio Cotia.
  • Córrego Vermelho
  • Córrego Pununduva
  • Represa Pedro Beicht localizada na Reserva do Morro Grande e é responsável pelo abastecimento de água de Cotia e municípios vizinhos.
  • Represa da Graça localizada na Reserva do Morro Grande e também abastece a região de Cotia.
  • Cachoeira Furquim
  • Cachoeira Rincão
  • Ribeirão das Pedras - Contribuinte do rio Cotia, o ribeirão das Pedras tem origem nas nascentes da Granja Carolina, recebe contribuição de córregos advindos de nascentes do Morro dos Macacos, e corre paralelo à Rodovia Raposo Tavares, entre os quilômetros 29 a 31,5 da SP-270, sentido São Paulo-interior. Manancial histórico do município de Cotia, ali foi feita uma das primeiras captações de água do município com bomba movida a vapor, que abasteciam um chafariz central.

Fonte: departamento de turismo da prefeitura de Cotia

[editar] Demografia

Dados do Censo - 2000

População total: 148.987

  • Urbana: 148.987
  • Rural: 0
    • Homens: 73.646
    • Mulheres: 75.341

Densidade demográfica (hab./km²): 554,8

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,00

Expectativa de vida (anos): 71,69

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,13

Taxa de alfabetização: 92,95%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,826

  • IDH-M Renda: 0,786
  • IDH-M Longevidade: 0,778
  • IDH-M Educação: 0,913

(Fonte: IPEADATA)

[editar] Censo da População

  • 1750 = 3.770 habitantes
  • 1856 = 4.125 habitantes
  • 1930 = 20.485 habitantes
  • 1980 = 62 000 habitantes
  • 1991 = 106 306 habitantes
  • 2000 = 148.987 habitantes (Censo Demográfico do IBGE 2000)
  • 2010 = 201.023 habitantes (Censo Demográfico do IBGE 2010)

[editar] Transportes

[editar] Rodovias

[editar] Transporte Público

Terminal Rodoviário:

  • Terminal Metropolitano de Cotia (EMTU):

Possui linhas que ligam à cidade de São Paulo, região Metropolitana de São Paulo e aos bairros da cidade de Cotia.

Principais Linhas

Empresas Responsáveis

  • A Viação Danubio Azul é a empresa operadora do transporte Municipal.
  • A Intervias Raposo Tavares LTDA, é responsável pelas principais linhas intermunicipais do município. Todas as linhas que servem Cotia a São Paulo são operadas por essa empresa. A Intervias Raposo Tavares pertence ao mesmo grupo dono da Viação Danúbio Azul, o Grupo Vida, isso faz com que esse grupo tenha o domínio quase que total das principais linhas de ônibus de Cotia.
  • A Anhanguera Viação Osasco é responsável pelas linhas que vão de Cotia até Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi.
  • A Benfica BBTT de Barueri opera a linha 468, do Terminal Cotia até o Residencial Burle Marx em Santana de Parnaíba, passando por Itapevi e pelo bairro de Alphaville, em Barueri[7].
  • A Anhanguera Empresa de Transportes e Turismo Carapicuíba opera a linha 260 que liga Cotia a partir do km 30 da Rodovia Raposo Tavares até o bairro de Alphaville, em Barueri, passando por Carapicuíba, sendo a principal ligação dos bairros próximos a rodovia (entre os km 19 e 30) até Alphaville e Carapicuíba.
  • A Intervias Miracatiba opera na linha 239 que liga Cotia a Itapecerica da Serra, passando por Embu. Essa linha é muito utilizada, pois o preço da passagem é muito baixo, comparado ao preço das outras linhas da região.

[editar] Futuro Metrô entre Cotia e São Paulo

Estudos estão sendo feitos para que seja implantada uma linha de metrô de superfície (conhecido como Monocarril ou Monotrilho) que ligue o centro de Cotia à futura estação Vila Sônia da Linha 4 do Metrô de São Paulo com algumas paradas ao longo da Rodovia Raposo Tavares. Por ser um metrô leve, a obra representa um investimento relativamente barato e é a melhor alternativa para resolver os problemas de trânsito da Raposo Tavares. De acordo com os estudos a obra pode ser concluída no tempo máximo de dois anos, com capacidade para atender 320 mil passageiros por dia, a um custo total de 2 bilhões. A linha teria 22 quilômetros e 18 estações. Seriam necessários apenas 33 trens em operação e o tempo máximo de espera de 2 minutos e 20 segundos. Os estudos estão bem avançados e o "Metrô de Cotia" está cada vez mais próximo da realidade. Tudo indica que não falta muito para que a população de Cotia e municípios vizinhos possam desfrutar de um transporte público com conforto e qualidade.

[editar] Distâncias

[editar] Pólos Nacionais

[editar] Pólos Regionais

[editar] Grande São Paulo (principais)

[editar] Cidade-irmã

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Página visitada em 26 de janeiro de 2011.
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  4. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  7. Itinerários das linhas intermunicipais da Benfica BBTT http://www.benficabbtt.com.br].

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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