Cotia (São Paulo)

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Município de Cotia
Cotia.jpg
"Cidade das Rosas"
Brasão de Cotia
Bandeira de Cotia
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 2 de abril de 1856
Gentílico cotiense ou cotiano
Lema
Prefeito(a) Antônio Carlos Camargo (Carlão Camargo-PSDB)
(20052008)
Localização
Localização de Cotia
23° 36' 14" S 46° 55' 08" O23° 36' 14" S 46° 55' 08" O
Unidade federativa Bandeira do Estado de São Paulo.svg São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008 [1]
Microrregião Itapecerica da Serra IBGE/2008 [1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Oeste: Ibiúna
Noroeste: São Roque e Vargem Grande Paulista
Norte: Itapevi, Jandira e Carapicuíba
Nordeste: Osasco
Leste: São Paulo
Sudeste: Itapecerica da Serra , Embu e Taboão da Serra
Sul: São Lourenço da Serra
Distância até a capital 33 km
Características geográficas
Área 323,891 km²
População 182.045 hab. est. IBGE/2009 [2]
Densidade 533,6 hab./km²
Altitude 853 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,826 (SP: 44°) - elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 3.472.181 mil (BR: 88º) - IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 19.840,00 IBGE/2005 [4]

Cotia é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da capital paulista, microrregião de Itapecerica da Serra. A população estimada em 2009 era de 182.045 habitantes[2] e sua área é de 323,89 km², o que resulta numa densidade demográfica de 533,6 hab/km². Localiza-se às margens do rio Cotia, afluente do Rio Tietê. É considerada uma área de expansão dos bairros residenciais da Região Metropolitana de São Paulo, na direção oeste. Também é conhecida como "Cidade das Rosas" em virtude de Roselândia, um bairro a 7 km do centro urbano, ser uma extensa área de cultivo de rosas e plantas ornamentais.

Índice

[editar] História

A história de Cotia começa por volta de 1700, quando os viajantes que iam para o interior dos estados, pricipalmente do Sul do Brasil e Sorocaba em São Paulo paravam aqui para descansar e alimentar-se por ser um antigo pouso de tropeiros e burros onde circulavam cargas e mantimentos.

A origem do nome da cidade é indígena e se deve ao fato de seus caminhos serem sinuosos como o trajeto feito pelos animais do mesmo nome (Cutia). Cotia era um ponto de passagem, próximo ao aldeamento de Aku'ti, no Caiapiá, que, mais tarde, passou a chamar-se Cuty e depois Acutia.

Apesar das várias denominações que lhe foram dadas pelos jesuítas e pelos primeiros habitantes do local, como Capela do Monte Serrat de Cotia e caminho de São Tomé, os indígenas continuavam a chamá-lo de Acoty. O primeiro registro em que a localidade é referida como Acutia foi feito pelo marujo alemão Hans Staden, no século XVI, quando publicou um livro sobre o Brasil.

A Acutia foi se consolidando junto à Capela de Nossa Senhora de Monte Serrate, no ano de 1713, na região hoje conhecida como São Fernando. Em 1723, a capela foi elevada à categoria de freguesia. Nessa época a capela foi transferida para atual Praça da Matriz.

O município teve um crescimento acelerado a partir de 1750. Segundo o censo da época, Cotia tinha 3.770 habitantes, sendo 17% escravos trabalhando em fazendas e sesmarias, e 83% cidadãos livres.

Histórica e geograficamente, pontos como Cotia, Embu, Itapevi, Barueri e Itapecerica da Serra passaram a ser fortes e postos naturalmente avançados para defesa e o abastecimento da Vila e do Planalto de Piratininga.

Em 1842, o povoado serviu de acampamento para os políticos liberais que estavam em luta com o governo imperial brasileiro nos tempos de D. Pedro II. No plano econômico a vila continuava com sua pequena lavoura de subsistência.

Em 2 de abril de 1856, a freguesia de Acutia é elevada a condição de vila pelo vice-presidente da província de São Paulo, Roberto de Almeida. Instalou-se então a primeira Câmara de Vereadores.

Posteriormente, Cotia entrou num período importante de sua história. A agricultura desenvolveu-se extraordinariamente, quando surgiram no município notáveis organizações agrícolas. A produção dinamizou-se, e centenas de sítios novos cobriram a região. Iniciou-se, também, a época industrial. Na estrada que vai de São Paulo a Sorocaba, e ao longo da Sorocabana, as chaminés começaram a despontar.

Em 19 de dezembro de 1906, através da Lei Estadual nº 1.030, foi elevada à categoria de município, já conhecida como Cotia.

De 1875 a 1920, Cotia perdeu habitantes e, em contrapartida, Itapecerica da Serra município vizinho, aumentou sua população, com posseiros que chegavam até suas elevadas escarpas antes de descer para o Vale do Ribeira. Nessa época, a rota do café, que subia o Vale do Paraíba vinda do Rio de Janeiro, seguiria para o oeste, a partir da Capital. Entretanto, ela não passou por Cotia , pois esta era considerada terra improdutiva e de difícil acesso.

Esse fato gerou um isolamento da região do processo evolutivo que ocorreu no oeste paulista, e que conquistou grande riqueza para todo o estado. Do mesmo modo, a ferrovia, que chegava a Sorocaba aproveitando o Vale do Tietê, evitou o "caminho de São Tomé". Cotia ganhou uma estação distante de seu núcleo urbano original, e que seria depois a cidade de Itapevi.

Com o passar do tempo, Cotia se beneficiou com o êxodo de pessoas vindas do Norte e do Nordeste, e também do próprio Sudeste, do Estado de Minas Gerais. A partir de 1910, Cotia começou a se ligar intimamente à capital e às adjacências do Estado. A cidade passou a desempenhar o papel de fornecedoras de alimentos, carvão combustível, madeira para construção e tijolos.

Em 1913, a cidade começa a receber os primeiros imigrantes japoneses que deram origem a uma evolução técnico-rural, como a antiga Cooperativa Agrícola de Cotia, no Moinho Velho, em 1928 que alguns anos mais tarde se transformaria em uma empresa poderosa e rentável, de importância internacional.

Em 1931, foi inaugurada a Estação Férrea de Caucaia, entre os trechos Mairinque/Santos da Sorocabana. Por ser a estação mais alta do ramal ferroviário com 936 metros de altitude, foi incorporado ao nome “Caucaia” o “do Alto”. Em novembro de 1944, Caucaia do Alto é elevada a distrito. A urbanização, caótica, ignorou os traços fundamentais das antigas cidades.

Os fatores contingentes apontados acima deram à cidade uma imagem deturpada. Em 1.964, quando São Paulo era uma das cidades mais modernas do mundo, Cotia era chamada de "sonolentos subúrbios agrícolas", onde o progresso passa, "mas não deixa marcas". Dona de uma história riquíssima, onde praticamente todos os acontecimentos fundamentais da história do Brasil tiveram reflexo, Cotia tinha grandes interrogações e perspectivas para o futuro.

Mas a partir dos anos 70, a cidade se recuperou e novas indústrias de grande porte se instalaram ao longo da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), e desde então Cotia teve um crescimento acima da média do estado de São Paulo e sua população que não passava de 50 mil pessoas superou a casa dos 110 mil habitantes. Houve um extraordinário desenvolvimento e então várias estradas locais foram asfaltadas para garantir o desenvolvimento do Município, mesmo com o desmembramento de Vargem Grande Paulista (na época Raposo Tavares) seu distrito mais próspero, foi conhecido um surto que atraiu migrantes de outros municípios e estados do Brasil.

Mas no começo da década de 90, Cotia conheceu problemas já existentes em municípios vizinhos como violência, crescimento desordenado, falta de assistência médica adequada, mas o governo municipal soube diminuir em até 50% os problemas que ocorriam. Hoje a cidade conta com várias atrações turísticas como a Roselândia, o Sítio do Padre Inácio, a Estação Férrea de Caucaia, o Centro Antigo com a Capela de Nossa Senhora de Monte Serrate, o Sítio do Padre Inácio e muitas outras.

[editar] Economia

A economia da cidade é bem variada, tendo como destaque os setores industrial e agrícola. No setor industrial localizado ao longo da Rodovia Raposo Tavares e seus arredores, os produtos mais importantes são de materiais elétricos, químicos, cerâmicos, brinquedos, têxteis, explosivos, alimentos, vinho, aguardente e máquinas agrícolas. Na agricultura merecem destaque a batata, tomate, milho, feijão, alho e frutas diversas, sendo a maioria proveniente de Caucaia do Alto. Também a avicultura é desnvolvida no município.tendo também como um ponto muito importante o turismo.

[editar] Geografia

[editar] Demografia

Dados do Censo - 2000

População total: 148.987

  • Urbana: 148.987
  • Rural: 0
    • Homens: 73.646
    • Mulheres: 75.341

Densidade demográfica (hab./km²): 554,8

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,00

Expectativa de vida (anos): 71,69

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,13

Taxa de alfabetização: 92,95%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,826

  • IDH-M Renda: 0,786
  • IDH-M Longevidade: 0,778
  • IDH-M Educação: 0,913

(Fonte: IPEADATA)

[editar] Censo da População

  • 1750 = 3.770 habitantes
  • 1856 = 4.125 habitantes
  • 1930 = 20.485 habitantes
  • 1980 = 62 000 habitantes
  • 1991 = 106 306 habitantes
  • 2000 = 148.987 habitantes (Censo Demográfico do IBGE 2000)

[editar] Clima

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de SP, é o Subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 19Cº, sendo o mês mais frio Julho (Média de 15ºC) e o mais quente Fevereiro (Média de 22ºC). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1300 mm.

[editar] Hidrografia

  • Rio Cotia que corta o Município
  • Rio Sorocamirim que divide o Município com Ibiúna
  • Rio das Graças
  • Ribeirão da Ressaca que divide o Município com Itapecerica da Serra.
  • Ribeirão da Vargem Grande
  • Córrego Moinho Velho que nasce no Município de Embu e atravessa o bairro do mesmo nome e deságua no Rio Cotia.
  • Córrego Vermelho
  • Córrego Pununduva
  • Represa Pedro Beicht localizada na Reserva do Morro Grande e é responsável pelo abastecimento de água de Cotia e municípios vizinhos.
  • Represa da Graça localizada na Reserva do Morro Grande e também abastece a região de Cotia.
  • Cachoeira Furquim
  • Cachoeira Rincão
  • Ribeirão das Pedras - Contribuinte do rio Cotia, o ribeirão das Pedras tem origem nas nascentes da Granja Carolina, recebe contribuição de córregos advindos de nascentes do Morro dos Macacos, e corre paralelo à Rodovia Raposo Tavares, entre os kms 29 a 31,5 da SP-270, sentido SP-Interior. Manancial histórico da cidade de Cotia, ali foi feita uma das primeiras captações de água da cidade com bomba movida à vapor, que abasteciam um chafariz central.

Fonte: depto de turismo da Prefeitura de Cotia

[editar] Rodovias

Terminal Rodoviário:

  • Terminal Metropolitano de Cotia (EMTU):

Possui linhas que ligam à cidade de São Paulo, região Metropolitana de São Paulo e aos bairros da cidade de Cotia.

Principais Linhas

  • Terminal Cotia - São Paulo(Pinheiros)
  • Cotia (Mirante da Mata) - São Paulo(Pinheiros)
  • Terminal Cotia - São Paulo(Terminal Intermodal Palmeiras-Barra Funda)
  • Terminal Cotia - Piedade
  • Terminal Cotia - Osasco(Centro)

[editar] Transporte Público

A Viação Danubio Azul é a Empresa Operadora do transporte Municipal.

[editar] Distâncias

[editar] Pólos Nacionais

[editar] Pólos Regionais

[editar] Grande São Paulo (principais)

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. 2,0 2,1 Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas