Críticas à Igreja Adventista do Sétimo Dia

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A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma denominação abrangente para as diversas observações críticas feitas a respeito das posições atuais ou históricas. Uma vez que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a maior denominação dentro do Adventismo, estas críticas podem não representar a opinião maioritária de todos as religiões, existindo um certo pluralismo entre os próprios teólogos e estudiosos.

Controvérsias doutrinárias[editar | editar código-fonte]

  • Que os escritos de Ellen G. White teriam o mesmo nível de autoridade da Bíblia:

Os adventistas do sétimo dia acreditam que "os escritos de Ellen White não constituem um substituto para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras Sagradas ocupam posição única, pois são o único padrão pelo qual os seus escritos - ou quaisquer outros - devem ser julgados e ao qual devem estar subordinados" (Nisto Cremos, p. 305).

  • Que as doutrinas adventistas são baseadas nos escritos de Ellen G. White: As 28 "Crenças Fundamentais" da IASD foram estabelecidas unicamente com base na Bíblia. De fato, as visões que ela relatou ter recebido sobre algum ponto doutrinário somente apareciam depois de um ponto já ter sido estudado pela igreja.[carece de fontes?]
  • Que o serviço intercessorio de Cristo não finalizou na cruz: Os adventistas creem que Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote ou Intercessor de todos os crentes no Santuário Celestial, diante de Deus, o Pai. Isto embora esteja dentro do contexto de crenças adventistas e na visão dos mesmos do livro de Hebreus no Novo Testamento, não implica de nenhuma forma que o sacrifício vicário de Cristo seria incompleto ou insuficiente.[carece de fontes?]
A igreja crê que a Obra de Cristo foi finalizada na cruz por Cristo e que o sacrifício expiatório pela humanidade é único e completo, mas o processo expiatório tem fases diferentes cujo clímax será o término da intercessao de Cristo no Santuário Celestial com o Juízo Executivo na Segunda Vinda de Cristo.

Cismas e Dissidências[editar | editar código-fonte]

A igreja adventista teve algumas dissidências, de relevância para a sua história e uma série de grupos que deixaram a igreja e formaram seus próprios movimentos. Outros permanecem como grupos de pressão internos na igreja. Os principais são:

  • 1906 - Crise Panteísta: Vários líderes foram expulsos da denominação por acreditarem em Deus como uma essência impessoal que permearia todo o universo. John Harvey Kellogg, que participara na criação dos sucrilhos de cereais, teria sido um dos principais expoentes ou seguidores do movimento.
  • 1912 - Cisma Racial: o ambiente de preconceito e separação racial prevalecente nos Estados Unidos da virada do século levou a vários ministros negros expelidos ou sem igualdade de direitos na IASD a formar a Christian Negro Seventh Day Adventist Church, hoje Free Seventh Day Adventist Church, com igrejas na América do Norte, África e Oceania, possuindo doutrina similar à organização maior, embora adote um regime congregacionalista.
  • 1914 - Cisma Reformista: Por divergências locais da liderança adventista na Alemanha, foi estabelecido de maneira contrária aos princípios do não-porte de armas e da atividade no dia de Sábado para os membros da igreja da Alemanha na 1a. Guerra Mundial. Os membros que não concordaram com esta conduta da igreja local, expondo abertamente suas opiniões foram expulsos de suas congregações. Após o término da guerra, a Conferência Geral tentou estabelecer um consenso entre partes, porém o segmento que havia sido expulso formou um movimento dissidente que se tornaria a Igreja Adventista do Sétimo Dia, Movimento de Reforma. Esta sofreu uma dissidência interna em 1951. Compartilham a maioria das doutrinas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, inclusive a Trindade, porém consideram a IASD como parte da babilônia espiritual. São vegetarianos e acatam mais literalmente algumas declarações bíblicas e os ensinamentos de Ellen White concernentes ao vestuário, alimentação, saúde e ao não envolvimento bélico. Cognominam-se o "quarto anjo" do Apocalipse com uma mensagem de advertência à Igreja e ao mundo. Sua sede mundial é em Richmond, estado da Virgínia nos Estados Unidos.[1]
  • 1929 - Ramo Davidiano: o búlgaro-americano Victor Houteff publicou "O Cajado do Pastor" (The Shepeherd's Rod) contendo novas profecias e interpretações que foram rejeitadas pela IASD. Seus seguidores, que nunca foram muitos, mantiveram na maior parte membresia na IASD. Todavia alguns grupos mais radicais constituíram denominações independentes, como a Igreja Adventista do Ramo Davidiano, que liderada por David Koresh, foi palco do Cerco de Waco, Texas, em 1993, depois de 51 dias de cerco pela polícia.
  • 1932 - Movimento Pentecostal no Brasil: A igreja adventista já havia rejeitado na virada do século XIX a corrente carismática que deu origem às igrejas pentecostais. Entretanto, o pastor adventista brasileiro João Augusto da Silveira, no dia 24 de Janeiro de 1932, em Paulista, Pernambuco, referiu ter apresentado o dom de línguas como crido pelas igrejas pentecostais. Foi fundador da Igreja Adventista da Promessa, que em linhas gerais tem como discordância da IASD o Dom Profético (não acredita no dom profetico de Ellen G. White) e no entendimento sobre o batismo do Espírito Santo.
  • 1954 Sabbath Rest Advent Church ramo herdeiro das teologias de Ellet J. Waggoner e Alonzo T. Jones, fundado pelo australiano Frederic T. Wright. Possui igrejas na Nova Zelândia, Austrália, Américas, Europa, e Africa
  • Década de 1970 - Crise Liberal: O surgimento de forum de discussões universitários fez brotar publicações independentes dentro da igreja, com a revista Adventists Today e Spectrum. Esta última abrigou e abriga até hoje uma corrente progressista, que questiona o método historicista de interpretação das profecias bíblicas, bem como o papel de Ellen G. White dentro da igreja adventista. Alguns eminentes teólogos da igreja, como Desmond Ford (professor do Seminário Teológico Adventista na Austrália), criticaram a doutrina do santuário da forma como ela é estabelecida pela Igreja. Ele continua como membro da Igreja, embora suas credenciais de professor e pastor tenham sido removidas. Ele fundou o ministério Good News Unlimited (Boas Novas Sem Limite) no ano de 1981 e hoje mora na cidade de Caloundra, Austrália e está aposentado.
  • Verdadeiros e Livre Adventistas do Sétimo Dia- a crise, perseguição e compromisso na União Soviética produziu o grupo conhecido como True and Free Seventh-day Adventists (TFSDA) - Verdadeiros e Livre Adventistas do Sétimo Dia. Esse grupo dissidente rejeitou os "compromissos" foram feitos pelos "oficiais" da Igreja Adventista do Sétimo Dia na União Soviética por causa das necessidades locais. Os TFSDA se recusaram a enviar seus filhos à escola no sábado, não se juntaram as forças armadas soviéticas e chamaram a Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia de Babilônia. O grupo continua ativo até hoje (2010) na ex-repúblicas da União Soviética.
  • SDA Kinship Internacional é uma rede social organizada em 1976 formada por homossexuais gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (LGBT) que, individualmentes são de alguma forma relacionados como o adventismo. No ano de 2003 surgiu a "Igreja Adventista Homossexual", uma igreja virtual que visa juntar homossexuais adventistas pelo mundo.
  • Creation Seventh Day Adventist Church, movemento dissidente da IASD formado em 1988.

Referências

  1. Site oficial dos Adventistas do Sétimo Dia - Movimento de Reforma na internet -- Seventh Day Adventist Reform Movement 2011