Crescônio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde agosto de 2013)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Crescônio (português brasileiro) ou Crescónio (português europeu) ou Grescônio (Grescónio)[1] foi bispo de Iria Flávia durante o século XI.

Defesa do Reino da Galiza[editar | editar código-fonte]

No contexto das lutas entre Fernando I de Leão e Castela e o rei galaico-leonês Bermudo III , a Galiza foi arrasada pela invasão dos normandos do conde dinamarquês Ulf.[desambiguação necessária] Ante tal ameaça, Crescônio assumiu a liderança da nobreza galega, reuniu um exército e derrotou os vikings perseguindo-os até à sua expulsão.

Fortificou o Castellum Honesti, as atuais Torres do Oeste em Catoira, na nascente da ria de Arousa, para bloquear futuras incursões através do rio Ulla. Ergueu, com idêntica finalidade as muralhas da cidade de Santiago de Compostela.

Nas sagas escandinavas, Jacobsland (país de Santiago) era o nome que recebia o Reino da Galiza. Seu caráter de cidade santa estimulava a cobiça por se apoderar dos seus tesouros.

Engrandecimento de Santiago de Compostela[editar | editar código-fonte]

Crescônio procurou o engrandecimento da diocese de Iria Flávia-Santiago. Como depositária do ataúde do Apóstolo Santiago, considerava que lhe pertencia um lugar ponteiro entre os reinos da cristandade ocidental. Deste jeito, intitulava-se Episcopus Iriensis et Apostolicae Sedis.

A auto-proclamação de Santiago como Sé Apostólica, estando recente o Grande Cisma do Oriente com a sé apostólica de Santo André (Constantinopla) provocou a rápida repreensão de Roma. O papa Leão X reagiu contra o episcopus galliciensis, sendo excomungado no Concílio de Reims de 1049. Contudo, Crescônio, sem ver minguada a sua autoridade na Galiza e Leão, continuou a usar o título de bispo da Sé Apostólica, e assim o fizeram todos seus sucessores.

Governo da Igreja galega[editar | editar código-fonte]

Em 1060 presidiu o Concílio de Compostela, onde foi proibido o uso de armas aos clérigos e foram obrigados a se afastar das suas mulheres. Ordenou a abertura de escolas em igrejas e paróquias e combateu as superstições da Galécia. Os bispos de Lugo, Dume, Oviedo e Porto reconheciam sua autoridade.

Figura política[editar | editar código-fonte]

Ganhou a confiança de Fernando I de Leão, logo de que este se fizera com o território da Galiza após as batalhas de Tamarón contra Bermudo III e Monterroso contra a nobreza galega. O monarca castelhano confiou-lhe a educação do seu filho Garcia da Galiza. Supostamente Crescônio convenceu-o para restaurar um reino da Galiza independente. Tal como for, Crescônio acabou coroando Garcia como monarca do Reino da Galiza à morte do seu pai.

Notas

  1. Referido como Gresconius naHistoria Compostelana

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

FLÓREZ, Enrique et al. (1792), «Vol XIX», España Sagrada. Theatro geographico-histórico de la Iglesia de España


Precedido por
Vistruário
Bispo de Iria Flavia
1048ca. 1066
Sucedido por
Gudesteo