Criacionismo científico

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Criacionismo científico se entende pela afirmação da ação de um criador para o surgimento da vida. O conceito de criacionismo científico mais trabalhado é o de visão bíblica e cristã, que tem expoentes de pensamento nos Estados Unidos, tal qual Ruse que afirma: “O criacionismo, em um sentido geral, refere-se à teoria de que Deus fez o mundo sozinho, por meios miraculosos, do nada. Mais especificamente, na América atual, o criacionismo é a teoria de que a Bíblia, em particular os primeiros capítulos do Gênesis, é um guia literalmente verdadeiro da história do universo e da história da vida aqui na Terra, inclusive de nós seres humanos.” [1]

Outras definições de Criacionismo são:

  • a idéia de “que a ordem surgiu ... da inteligência criativa divina ... [ou] da inteligência divina trabalhando por causas naturais” [2]
  • “a crença de que a vida na Terra é o produto de um ato divino e não da evolução orgânica” [3]
  • “a crença de que o universo e todos os seres vivos foram criados por DEUS” [4]

Existem também definições mais explícitas que evidenciam a visão Cristã do Criacionismo, como:

  • “Os criacionistas ... acreditam que Deus criou a Terra e os seres vivos nela, como escrito na Bíblia” [5]
  • “Uma doutrina cristã afirmando que o mundo e todos os seres vivos nele – especialmente os seres humanos – foram criados por DEUS” [6]

O criacionismo científico conflita-se diretamente com a teoria da evolução, ao identificar que um criador através de modo sobrenatural gerou a vida existente na terra e que não existe formação de novas espécies (especiação) como afirma a teoria da evolução. É de se notar que o criacionismo científico não rejeita a ideia de pequenas mudanças dentro de mesmas espécies, mas que estas são limitadas.

Podemos ver um exemplo de proposição criacionista científica, na qual o criacionista Henry M. Morris estabelece o seguinte modelo de afirmações para a teoria Criacionista científica:

  1. O mundo, tal como ele existe agora, foi criado do nada por ação divina.
  2. Essa criação aconteceu menos de dez mil anos atrás.
  3. Os seres antigos eram superiores (a nível molecular) aos seres atuais.
  4. Não aconteceu qualquer desenvolvimento subseqüente, mas uma degradação contínua.
  5. A teoria da evolução é falsa, porque a mutação e a seleção natural não podem explicar o suposto desenvolvimento subsequente de todos os seres vivos.
  6. Podem ocorrer modificações limitadas dentro de uma espécie, mas todas as espécies (atuais e extintas) foram criadas por DEUS no início: não existe a suposta “especiação” afirmada pela teoria da evolução.
  7. Não existe “antepassado comum” compartilhado por espécies distintas (por ex., os seres humanos e outros primatas).
  8. Os eventos catastróficos e não os alegados processos geomorfológicos da “ciência” da Geologia, foram a causa das características geológicas da Terra.
  9. O evento geológico mais importante na história foi o grande dilúvio descrito no Gênese, que explica, entre outras coisas, a presença de fósseis de espécies extintas em camadas geológicas distintas. [7]

Este tipo de Criacionismo pode ser chamado de pseudo-ciência em decorrência de não se formular sobre uma hipótese empírica e falsificável. O Criacionismo científico nega a teoria da evolução, que é uma parte da ciência. Uma de suas pressuposições é baseada sobre a “geologia da inundação” que relata os impactos gerados pelo grande dilúvio bíblico. [8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ruse, M. 2005 “Creationism”, in Horowitz, M. (org.), New Dictionary of the History of Ideas, 6 vols., Detroit, Charles Scribner’s Sons, vol. 2, pp. 489-493.
  2. Arnhart, L. 2005 “Evolution–Creationism Debate”, in MITCHAM, C. (org.), Encyclopedia of Science, Technology, and Ethics, 4 vols. Detroit, Macmillan Reference, vol. 2, pp. 720-723.
  3. Feffer, L. B. 2003 “Creationism”, in Kutler, S. I. (org.), Dictionary of American History, 10 vols., 3ª ed., New York, Charles Scribner’s Sons, vol. 2, pp. 446-447.
  4. Saladin, K. S. 2002 “Creationism”, in Robinson, R. (org.), Biology, 4 vols., New York, Macmillan Reference, vol. 1, pp. 185-187.
  5. George, M. 2001 “And Then God Created Kansas? The Evolution/Creationism Debate in America’s Public Schools”, University of Pennsylvania Law Review, vol. 149, nº 3: 843-872.
  6. Longley, E. 2000 “Creationism”, in Pendergast, S.; Pendergast, T. (orgs.), St. James Encyclopedia of Popular Culture, 5 vols., Detroit, St. James Press, vol. 1, pp. 627-628.
  7. Morris, H. M. 1965 A Bíblia e a Ciência Moderna, São Paulo, Imprensa Batista Regular. 1981 Scientific Creationism. San Diego, CLP Publications.
  8. Engler, S. 2007 “Tipos de Criacionismos Cristãos”. Junho/2007.
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