Crianças na Umbanda

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Crianças ou Ibejada são espíritos que incorporam em médiuns da Umbanda e de outras religiões afro-brasileiras, trazendo nomes infantis. Caracterizam uma criança na forma de falar, nos gestos, na inocência das brincadeiras, transmitindo muita alegria na maioria das vezes. São representados em imagem tripla (Cosme, Damiâo e Doum [1] ) ou sincretizados na imagem dos santos gêmeos Cosme e Damião, e em algumas regiões chamados também de Crispim e Crispiniano.

História[editar | editar código-fonte]

Por ocasião da festa, a 27 de setembro, os terreiros distribuem doces e fazem uma mesa farta para as crianças que incorporam nos médiuns. As cores são azul claro e rosa. As entidades possuem diversos pontos de atuação. Cachoeiras, praias, matas, lajedos e há até algumas traçadas com exus, o que resulta num exu-mirim ou Criança da Esquerda.

As oferendas normalmente são feitas em jardins e são sempre doces, refrigerantes, além de frutas. Quando incorporam nos terreiros, são brincalhões, travessos, meigos e chorões. São entidades de grande atuação e força espiritual. Sempre se comenta nos terreiros que quando uma criança faz um trabalho, só ela tem o poder de tirar. Também têm grande poder de cura.

Exemplos de nomes de crianças[editar | editar código-fonte]

  • Rosinha da Praia
  • Mariazinha da beira da Praia
  • Mariazinha da Praia
  • Pedrinho da Praia
  • Yasmin
  • Jorginho
  • Pedrinho da Mata
  • Caboclinho da Mata
  • Mariazinha da Mata
  • Joãozinho da Pedra Branca
  • Zezinho do Lajedo
  • Bentinha
  • Mariazinha
  • Julinha
  • Joãozinho
  • Pedrinho
  • Camponesa
  • Raio de Sol
  • Rosinha
  • Malandrinho
  • Joãozinho da Mata
  • Aninha
  • Crispim do Cantua
  • Zezé
  • Zezinho
  • Marinheirinho do Porto
  • Joaninha
  • Juquinha
  • Ritinha
  • Paulinho
  • Estherzinha
  • Maria Flor
  • Terezinha
  • Estrelinha

"Esta faculdade de apresentar-se e agir como criança, não quer dizer que seja um espírito-criança. Pode ser, talvez, mais velho que os pais. Ele vem com aspecto ou forma infantil, porque é conveniente vir assim, pois do contrário, dificilmente seria reconhecido." (ORPHANAKE, Édson. Manual para chefes de terreiros. P. 116).

Referências