Crimeia

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Автономна Республіка Крим
Автономная Республика Крым
Qırım Muhtar Cumhuriyeti

República da Crimeia
Bandeira da Crimeia
Brasão de armas da Crimeia
Bandeira Brasão de armas
Lema: "Процветание в единстве" (russo)
Protsvetanie v yedinstve
"Prosperidade na unidade"
Hino nacional: Нивы и горы твои волшебны, Родина" (russo)
Nivy i gory tvoi volshebny, Rodina
"Seus campos e montanhas são mágicas, Pátria".

Localização da Crimeia

Localização da Crimeia (em verde escuro)
Localização na Ucrânia (em verde) Rússia (em rosa)
Capital Simferopol
44°57'25"N 34°6'38"E
Cidade mais populosa Simferopol
Língua oficial Russo
Língua não-oficial tártaro da Crimeia
Governo República autônoma
 - Presidente da Ucrânia Povo
 - Primeiro-ministro Serguey Aksyonov (de facto)[1] [2]
 - Presidente do Parlamento Vladimir Konstantinov (de facto)[3] [4]
 - Independência do Império Russo 13 de dezembro de 1917 
 - República Socialista Soviética da Táurica Janeiro de 1918 
 - Protetorado alemão Abril de 1918 
 - República Socialista Soviética da Crimeia Abril de 1919 
 - Comando Geral das Forças Armadas da Rússia Meridional Junho de 1919 
 - República Socialista Soviética Autônoma da Crimeia Outubro de 1921 
 - Reichskommissariat Ukraine 1941-1943 
 - Oblast da Crimeia Junho de 1945 
 - Controle ucraniano Fevereiro de 1954 
 - Autonomia restaurada na Ucrânia Fevereiro de 1991 
 - Constituição 21 de outubro de 1998 
 - Referendo para reunião com a Rússia 16 de março de 2014 
Área  
 - Total 26 081 km² 
População  
 - Estimativa de 2006 1 972 904 hab. 
 - Censo 2001 2 033 736 hab. 
 - Densidade 77,98 hab./km² 
Moeda rublo russo Grívnia ucraniana, [5] [6] (UAH)
Fuso horário EET (UTC+2)
 - Verão (DST) EEST (UTC+3)
Cód. Internet .crimea.ru
Cód. telef. +380b

Mapa da Crimeia

A República Autônoma da Crimeia (em ucraniano: Автономна Республіка Крим, transl. Avtonomna Respublika Krym; em russo: Автономная Республика Крым, transl. Avtonomnaya Respublika Krym; em tártaro da Crimeia: Qırım Muhtar Cumhuriyeti, em cirílico Къырым Мухтар Джумхуриети)[7] (como era conhecida a entidade política dentro da Ucrânia) ou República da Crimeia (como é conhecida enquanto sujeito federal da Federação Russa) é uma república autônoma situada na península da Crimeia, na costa norte do Mar Negro, e anexada em 2014 pela Federação Russa, embora essa anexação não seja reconhecida pela maioria dos Estados-membros da ONU[8] . Para esses países, ela continua a fazer parte da Ucrânia, embora seja controlada, de fato, pela Federação Russa, que anexou a República e a cidade de Sebastopol como entidades separadas, depois de um referendo no qual a maioria da população dessas duas regiões decidiu-se pela união com a mesma, e após uma declaração de independência unilateral do Parlamento da Crimeia. A república abrange, portanto, praticamente toda a península, com exceção da cidade de Sebastopol.

Devido à instabilidade política recente na região e à ocupação por tropas militares russas,[9] [10] a soberania nacional sobre a península está sendo motivo de disputas entre a Rússia e a Ucrânia desde março de 2014.[11] [12] [13] Em 11 de março de 2014, o parlamento da República Autônoma da Crimeia adotou uma declaração de independência, visando separar-se da Ucrânia antes de realizar um referendo.[14] Em 16 de março de 2014 uma maioria contundente de eleitores votou a favor da independência da Crimeia da Ucrânia, e a favor de sua integração à Rússia.[15] [16] Após o referendo, os legisladores da Crimeia votaram formalmente tanto pela separação da Ucrânia como o pedido para fazer parte da Federação Russa. A legitimidade e a legalidade da votação foi rejeitada pelo governo da Ucrânia e pela maioria da comunidade internacional, com poucas exceções.[17] Em 18 de março de 2014, o presidente da Rússia, o primeiro-ministro da Crimeia e o prefeito de Sebastopol assinaram em conjunto um acordo para que a Crimeia e Sebastopol passassem a fazer parte, oficialmente, da Federação Russa.[18]

Desde cerca de 700 a.C., a península foi dominada por diferentes reinos, impérios e etnias, tendo sido total ou parcialmente controlada por cimérios, antigos búlgaros, gregos, citas, romanos, godos, hunos, cazares, rus' kievanos (os precursores dos Estados modernos da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia,[19] ) os bizantinos, venezianos, genoveses, kiptchaks, a Horda Dourada, turcos otomanos, o Império Russo, a União Soviética, a Alemanha nazista, a Ucrânia e agora, possivelmente, a Federação Russa.

A Crimeia é uma república parlamentar autônoma dentro da Rússia. Sua capital e sede administrativa é a cidade de Simferopol, localizada no centro da península. Sua área é de 26 200 km2, e sua população, em 2007, era de 1 973 185 habitantes. Estas cifras não incluem a área e a população da cidade de Sebastopol (população em 2007, 379 200), que é administrada separadamente da república autônoma. A península tem, portanto, um total de 2 352 385 habitantes, de acordo com estimativas de 2007.

Os tártaros da Crimeia, uma minoria étnica muçulmana, que em 2001 compunha 12,1% da população,[20] foi formada na Crimeia no fim da Idade Média após o surgimento do Canato da Crimeia. Os tártaros da Crimeia foram expulsos à força para a Ásia Central pelo governo de Josef Stalin. Após a queda da União Soviética, muitos tártaros da Crimeia começaram a voltar para a região.[21] De acordo com o censo ucraniano de 2001, 58% da população da república são de etnia russa, e 24% são ucranianos.[20]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Crimeia provém do nome da cidade de Qırım (atual Stary Krym), que servia como capital da província da Crimeia durante o domínio da Horda Dourada. O nome Krim, portanto, remonta ao termo tártaro que designa "estepe" ou "monte" (tártaro da Crimeia: qırım, "minha estepe", "meu monte", que vem do antigo turcomano e do turcomano médio qır, "topo de montanha", "cordilheira", "estepe", "deserto", "chão plano").[22] [23] Krym é a forma russificada de Qırım.

Os gregos antigos designavam a Crimeia de Táuride (também Táurida ou Táurica; em grego antigo Ταυρική, transl. Taurikē), devido ao nome de seus habitantes, os tauros. O historiador grego Heródoto relata a origem lendária do nome; segundo ele, o célebre herói Héracles teria arado a terra da região utilizando um imenso touro (Taurus). Heródoto também se refere a uma região vizinha chamada Cremni[24] que significaria "Penhascos", e poderia se referir à península da Crimeia, célebre pelos penhascos em seu litoral, que contrastam com o resto da costa norte do Mar Negro, geralmente plana.

História[editar | editar código-fonte]

História antiga[editar | editar código-fonte]

Táurica era o nome da Crimeia na Antiguidade Clássica; era habitava por uma grande variedade de povos. As regiões do interior eram habitadas pelos citas, enquanto a costa montanhosa meridional pelos tauros, um ramo dos cimérios. Colonos gregos habitavam inúmeras colônias ao longo do litoral da península, mais especificamente a cidade de Quersoneso, atual Sebastopol. No século IV a.C.[25] a parte oriental da Táurica passou a integrar o Reino do Bósforo, antes de ser incorporada ao Império Romano, no século I a.C. Durante os primeiros três séculos d.C., a Táurica foi sede de colonos romanos em Cárax.[26] Finalmente, a Táurica foi renomeada pelos tártaros da Crimeia, de cujo idioma vem o nome atual da região; "Crimeia" vem do tártaro Qırım, através do grego Krimea (Κριμαία).[carece de fontes?]

Ao longo dos últimos séculos, a Crimeia foi invadida ou ocupada sucessivamente pelos citas, sármatas, godos (250 d.C.), hunos (376), protobúlgaros (século IV-VIII), cazares (século VIII), os Rus' de Kiev (séculos X-XI), bizantinos (1016), kiptchaks ou cumanos (1050), mongóis (1237). No século XIII os genoveses destruíram ou tomaram as colônias que seus rivais venezianos haviam fundado na costa da Crimeia e se estabeleceram em Cembalo (Balaclava), Soldaia (Sudak), e Caffa (Teodósia). Essas prósperas cidades comerciais existiram até a conquista da península pelos turcos otomanos em 1475. A pandemia da Peste Negra chegou à Europa no século XIV, provavelmente a bordo de navios mercantis genoveses vindos da península da Crimeia.[27]

Diversos povos turcomanos se fixaram na península a partir do início da Idade Média, por volta do século XIII. O pequeno enclave dos caraítas instalou-se entre principalmente em Çufut Qale. Por diversas ocasiões estes grupos dominaram demograficamente a península, enquanto em outros momentos seus números foram reduzidos (1750-1944) ou até mesmo desapareceram totalmente (1944-1991), apenas para reaparecer novamente (1991-presente). Após a destruição da Horda Dourada por Tamerlão, os tártaros da Crimeia fundaram um canato independente, o Canato da Crimeia, em 1427 (ou 1443),[28] sob a liderança de Hacı I Giray, um descendente de Gêngis Khan. Seus sucessores e ele próprio reinaram primeiramente em Solkhat (Eski Qırım) e, a partir do início do século XV, em Bakhchisaray (ou Bakh-chisarai[28] ). Os tártaros da Crimeia passaram a controlar as estepes que se estendiam de Kuban até o rio Dniester, sem, no entanto, conseguir assumir o controle dos entrepostos comerciais genoveses. Após eles finalmente obterem o controle delas, capturaram o sultão otomano Meñli I Giray,[29] que foi libertado em troca do reconhecimento dos cãs da Crimeia pelos otomanos e a aceitação de seu papel como príncipes tributários do Império Otomano.[30] [31] Os cãs da Crimeia, no entanto, mantiveram um grande grau de autonomia do Império Otomano; em 1774, acabaram entrando para a esfera de influência dos russos com o Tratado de Küçük Kaynarca até que, em 1783, toda a Crimeia foi anexada pelo Império Russo,[31] e teve início a construção das cidades de Sebastopol e de Simferopol[28] .

O godo da Crimeia, uma língua germânica oriental, era falada pelos godos da Crimeia em diversos locais isolados da Crimeia até o fim do século XVIII.[32]

Mesquita e Palácio do Cã da Crimeia em Bakhchysaray, centro do islã na Ucrânia por quase 300 anos.

Canato da Crimeia[editar | editar código-fonte]

O Canato da Crimeia foi um Estado tártaro fundado por Hacı I Giray, descendente de Gêngis Khan, e durou de 1441 a 1783. Em 1478 o Canato se tornou um tributário do Império Otomano, e durante as longas guerras de expansão russas se tornou um Estado formalmente independente através dos termos do Tratado de Küçük Kaynarca, assinado entre os russos e os turcos otomanos em 1774, mas foi anexado pelo Império Russo em 1783, passando a se chamar de Província (губе́рния) da Táurida.

Comércio escravagista[editar | editar código-fonte]

Até o fim do século XVIII, os tártaros da Crimeia mantinham um comércio escravagista maciço com o Império Otomano e o Oriente Médio em geral.[33] Cerca de dois milhões de escravos oriundos da Rússia e da Ucrânia foram vendidos durante o período que foi de 1500 a 1700.[34] Os tártaros tornaram-se célebres por suas incursões devastadoras e quase que anuais contra os povos eslavos do norte. Em 1769, naquela que é considerada a última incursão tártara, ocorrida durante a Guerra Russo-Turca, cerca de 20.000 pessoas foram escravizadas.[35]


Guerra da Crimeia e século XIX[editar | editar código-fonte]

A cavalaria britânica avançando contra as tropas russas durante a Batalha de Balaclava, durante a Guerra da Crimeia.

A Crimeia se tornou parte da província da Táurida, e foi em seu território que se travaram boa parte das batalhas da Guerra da Crimeia (1853-1856), que opôs o Império Russo, de um lado, e a França, o Reino Unido, o Império Otomano e o Reino da Sardenha no outro. A Rússia e o Império Otomano entraram em guerra em outubro de 1853 pelos direitos alegados pelos russos de proteger os cristãos ortodoxos sob o domínio otomano. A Rússia começou em vantagem, após destruir a frota otomana no porto de Sinope, no Mar Negro; para frear as conquistas russas, a França e a Grã-Bretanha entraram no conflito, em março de 1854. Grande parte dos combates tiveram como intenção o controle do Mar Negro, e as batalhas terrestres foram travadas na península da Crimeia. Os russos conseguiram defender sua grande fortaleza em Sebastopol por mais de um ano; após a sua queda, um acordo de paz foi assinado em Paris, em março de 1856. A questão religiosa já havia, a essa altura, sido resolvida. Os principais resultados do conflito foram: a neutralização do Mar Negro - a Rússia não mais manteria navios de guerra lá - e duas nações vassalas, a Valáquia e a Moldávia, tornaram-se virtualmente independentes, embora ainda sob o domínio nominal dos otomanos. A guerra devastou boa parte da infraestrutura econômica e social da península.

Séculos XX e XXI[editar | editar código-fonte]

Na União Soviética[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra Civil Russa, após a queda do Império Russo, a Crimeia foi dominada por diversas facções, tornando-se um bastião do Exército Branco antibolchevique. Foi na Crimeia que os Russos Brancos, liderados pelo general Wrangel, fizeram sua última resistência contra as forças anarquistas de Nestor Makhno e o Exército Vermelho, em 1920. Cerca de 50.000 prisioneiros de guerra e civis foram sumariamente executados, por fuzilamento ou enforcamento, após a derrota do general Wrangel, naquele mesmo ano.[36] Este é considerado um dos maiores massacres da Guerra Civil.[37]

Em 18 de outubro de 1921 a República Socialista Soviética Autônoma da Crimeia (RSSAC) foi criada como parte da República Socialista Federativa Soviética da Rússia, que se tornou então parte da União Soviética.[30] A Crimeia passou por duas fomes graves durante o século XX: a fome de 1921-1922 e o Holomodor, em 1932-1933.[38]

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Crimeia foi palco de diversas batalhas sangrentas. As tropas do Eixo, sob o comando da Alemanha nazista, sofreram graves perdas no verão de 1941, à medida que tentavam avançar pelas águas estreitas do Istmo de Perekop, que liga a Crimeia ao continente. Depois de conseguirem romper o bloqueio, as tropas do Eixo ocuparam a maior parte da Crimeia, com exceção da cidade de Sebastopol, que resistiu de outubro de 1941 até 4 de julho de 1942, quando os alemães finalmente capturaram a cidade. A partir de 1 de setembro de 1942, a península passou a ser administrada com o nome de Generalbezirk Krim ("Distrito-Geral da Crimeia") und Teilbezirk ("e Subdistrito") Taurien. Apesar das táticas duras dos nazistas e seus aliados, as montanhas da Crimeia continuaram a ser um bastião livre utilizado pela resistência nativa até o dia em que a península foi libertada pelas forças de ocupação dos Aliados, em 1944.

Em 18 de maio de 1944 toda a população de tártaros da Crimeia foi deportada à força (Sürgün, "exílio", em tártaro da Crimeia) para a Ásia Central, pelo governo soviético de Josef Stalin, como uma forma de punição coletiva, sob a alegação de que eles haviam colaborado com as tropas de ocupação nazistas[28] e formado as Legiões Tártaras que combateram os soviéticos.[31] Estima-se que 46% dos deportados tenha morrido durante o trajeto, devido a fome e doenças.[39] Em 26 de junho do mesmo ano, as populações armênias, búlgaras e gregas também foram deportadas para a Ásia Central. No fim do verão de 1944, a limpeza étnica da região estava completa. Em 1967 os tártaros da Crimeia foram oficialmente "reabilitados", porém continuaram proibidos de retornar legalmente para sua pátria até os últimos dias da União Soviética; em 1989, a deportação foi declarada ilegal.[28] A RSSA da Crimeia foi abolida em 30 de junho de 1945 e transformada no oblast (província) da Crimeia da RSFS da Rússia.

Em 19 de fevereiro de 1954 o Presidium do Soviete Supremo da União Soviética emitiu um decreto que transferiu o Oblast da Crimeia da RSFS da Rússia para a República Socialista Soviética da Ucrânia.[40] [41] A transferência da província para a Ucrânia foi descrita como uma "medida simbólica" que visava comemorar o 300º aniversário da integração da Ucrânia ao Império Russo.[42] [43] [44] O Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética, na altura, era Nikita Khrushchev, natural da Ucrânia.

Nos anos que se seguiram à guerra, a Crimeia floresceu, tornando-se um dos principais destinos turísticos da região, construindo novas atrações como spas para os visitantes, que vinham de toda a União Soviética e dos países vizinhos.[30] A infraestrutura e a indústria da Crimeia também se desenvolveram nesse período, especialmente em torno dos portos marítimos de Kerch e Sebastopol, e na capital do oblast, Simferopol, situada em seu interior.

Após um referendo, realizado em 20 de janeiro de 1991, o oblast da Crimeia passou a receber o status de República Socialista Soviética Autônoma, ato oficializado em 12 de fevereiro daquele mesmo ano pelo Soviete Supremo da República Socialista Soviética da Ucrânia.[45]

Na Ucrânia independente[editar | editar código-fonte]

Com o colapso da União Soviética, a Crimeia passou a fazer parte da nação recém-independente da Ucrânia, o que provocou tensões entre a Rússia e aquele país.[nb 1] Com a Frota do Mar Negro estacionada na província, a preocupação com a ameaça de conflitos armados ocorria ocasionalmente. Gradualmente, os tártaros da Crimeia começaram a retornar do exílio e se fixar novamente em sua terra de origem.

Os territórios que pertenciam à União Soviética estão passando por um renascimento religioso; na foto, a Igreja da Ressureição de Cristo, próxima a Yalta.

Em 26 de fevereiro de 1992 o Verkhovniy Sovet (parlamento da Crimeia) alterou o nome da república para República da Crimeia, e, em 5 de maio daquele ano, proclamou sua autonomia.[47] [48] (que, no entanto, ainda tinha que ser aprovado por um referendo a ser realizado em 2 de agosto de 1992[49] ); no mesmo dia, a primeira Constituição da Crimeia foi aprovada.[49] Em 6 de maio de 1992 o mesmo parlamento inseriu na constituição uma cláusula que declarava que a Crimeia fazia parte da Ucrânia.[49]

Em 19 de maio a Crimeia concordou em continuar a fazer parte da Ucrânia, anulando sua proclamação de autogoverno, porém os comunistas crimeanos forçaram o governo da Ucrânia a ampliar a autônomia da região.[31] :587 No mesmo período, o presidente russo Bóris Iéltsin e o presidente ucraniano Leonid Kravtchuk concordaram em repartir a antiga Frota Soviética do Mar Negro entre a Marinha da Rússia e a recém-formada Marinha da Ucrânia.[50]

Em 14 de outubro de 1993 o parlamento crimeano criou o cargo de presidente da Crimeia, e estabeleceu uma cota de representantes dos tártaros no Conselho dos 14. A situação política turbulenta, no entanto, continuou. Algumas emendas foram feitas à constituição para tentar amenizar os conflitos,[carece de fontes?] porém em 17 de março de 1995 o Parlamento da Ucrânia acabou intervindo, anulando a Constituição da Crimeia e removendo Yuri Meshkov, então presidente da Crimeia, juntamente com o seu cargo, devido às alegações de que teria atuado contra o Estado e promovido a integração com a Rússia.[51] Depois de uma constituição interina, a atual constituição foi aprovada, alterando novamente o nome do território para República Autônoma da Crimeia.

Após a ratificação do Tratado de Amizade, Cooperação e Parceria, em maio de 1997, a respeito da divisão da Frota do Mar Negro, as tensões internacionais começaram a diminuir. Em 2006, no entanto, eclodiram diversos protestos contra a OTAN na península.[52] Em setembro de 2008 o ministro das relações exteriores da Ucrânia, Volodymyr Ohryzko, acusou a Rússia de conceder passaportes russos para a população da Crimeia, e descreveu o fato como um "problema real", tendo em vista a política declarada da Rússia de realizar intervenções militares no exterior para proteger seus cidadãos.[53]

Em 24 de agosto de 2009 diversas demonstrações anti-ucranianas foram realizadas na Crimeia por residentes da Crimeia de etnia russa. Serguei Tsekov, do partido político Bloco Russo,[54] e, na época, vice-presidente do parlamento da Crimeia,[55] afirmou que esperava que a Rússia tratasse a Crimeia da mesma maneira com que havia tratado a Ossétia do Sul e a Abcázia.[56] Discussões acaloradas eclodiram no parlamento ucraniano em 27 de abril de 2010, durante um debate a respeito da extensão do arrendamento de uma base naval russa, após a mesma casa ter ratificado o tratado que permitia a utilização do porto de Sebastopol e outros locais da Crimeia para ancoradouros e outras instalações litorâneas russas até 2042, com renovações opcionais de cinco anos. O tratado também foi ratificado pela Duma Estatal russa.[57]

Crise de 2014 e intervenção militar russa[editar | editar código-fonte]

Geopolítica da República Autônoma da Crimeia, março de 2014.

Em 26 de fevereiro de 2014, após a Revolução Ucraniana de 2014, milhares de manifestantes pró-Rússia e pró-Ucrânia se enfrentaram diante do prédio do parlamento da Crimeia, em Simferopol. O motivo do confronto seria a abolição, em 23 de fevereiro do mesmo ano, da lei que regulamentava os idiomas das minorias, incluindo o russo.[58] Esta decisão, que na prática faria do ucraniano o único idioma estatal, não foi sancionada pelo presidente interino.[59] [60]

As demonstrações foram seguidas pela retirada do poder do presidente ucraniano Viktor Yanukovych, em 22 de fevereiro de 2014, e uma pressão pelos manifestantes pró-Rússia na Crimeia por uma sucessão da Ucrânia, e o apelo por ajuda ao governo russo.[61]

Cinco dias após o presidente da Ucrânia Viktor Yanukovytch ser deposto de suas funções presidenciais, o Parlamento da Crimeia anunciou um referendo para o dia 25 de maio de 2014, visando decidir se a população crimeana optaria por uma anexação à Rússia ou pela restauração da Constituição da Crimeia de 1992 que dava mais autonomia à região e a tornaria mais independente da Ucrânia.[62] Tal atitude foi repudiada firmemente pelo governo provisório da Ucrânia, Estados Unidos e diversos países da União Europeia. Em contrapartida, a Rússia apoiou e afirmou que reconheceria o resultado desse referendo. Cidadãos da Crimeia de origem tártara e ucraniana anunciaram que boicotariam o referendo.

Em 28 de fevereiro de 2014 as Forças Terrestres da Rússia ocuparam aeroportos e outras localizações estratégicas da Crimeia.[63] O governo interino da Ucrânia descreveu o ocorrido como "uma invasão e ocupação da Crimeia por tropas russas".[64] [65] Tropas russas, no entanto, já estavam estacionadas na Crimeia por mais de uma década, devido a um tratado feito com a Ucrânia,[66] embora o número de soldados presentes em território ucraniano no fim de fevereiro de 2014 tenha constituído uma violação dos acordos deste tratado.[carece de fontes?] Homens armados, que seriam militantes armados ou membros das forças especiais russas, ocuparam então o parlamento da Crimeia. Sob a vigilância de guardas armados e com as portas fechados, os membros do parlamento elegeram então Serguey Aksyonov como o novo primeiro-ministro da Crimeia. Aksyonov afirmou que assumiria o controle único das forças de segurança da Crimeia, e apelou à Rússia "por assistência na manutenção da paz e tranquilidade" na península. O governo central ucraniano não reconhece a administração de Aksyonov e a considera ilegal.[67] [68] O presidente afastado da Ucrânia, Viktor Yanukovitch, enviou uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, pedindo a ele que utilizasse força militar na Ucrânia para restaurar a lei e a ordem.[69] O ministro das relações exteriores russo declarou que o "deslocamento de navios armados da Frota do Mar Negro na Crimeia (...) está ocorrendo em total acordo com os princípios básicos dos tratados russo-ucranianos a respeito da frota".[70]

Em 1 de março, o parlamento russo concedeu ao presidente russo Vladimir Putin a autoridade de utilizar a força militar na Ucrânia.[71] A medida foi condenada tanto por nações ocidentais quanto por países não-alinhados com o bloco ocidental. No mesmo dia, o presidente em exercício da Ucrânia, Oleksandr Turtchynov, declarou a indicação de Aksyonv para o cargo de primeiro-ministro da Ucrânia como "inconstitucional".[72] A Rússia havia estabelecido o controle de facto do território.

No dia seguinte Aksyonov anunciou que o referendo seria antecipado para o dia 16 de março do mesmo ano,[73] provocando medidas mais severas da comunidade internacional.

Em 3 de março surgiram relatos de que o comandante da frota russa no Mar Negro havia dado à Ucrânia um prazo de 24 horas para lhe ceder o controle da Crimeia, ou as tropas russas invadiriam e ocupariam a região.[74] A agência de notícias Interfax, no entanto, citou posteriomente um porta-voz da frota que negou a existência de qualquer ultimato.[74]

Em 4 de março diversas bases e navios de guerra ucranianos na Crimeia relataram ações intimidatórias por parte das tropas russas, porém garantiram não responder com violência. Em um caso específico, os soldados ucranianos da base aérea de Belbek marcharam desarmados de seu quartel até a fronteira em que se encontravam os russos, onde foram parados por sentinelas que dispararam tiros de advertência e os cercaram. Diversos jornalistas registraram o incidente.[75] Navios de guerra ucranianos também ficaram presos, na prática, no porto de Sebastopol em que se encontravam.[76] [77]

Em 6 de março, membros do parlamento crimeano formalizaram o pedido ao governo russo para que a região passasse a fazer parte da Federação Russa, com a realização do referendo estipulada para 16 de março. O governo central ucraniano, os Estados Unidos e a União Europeia questionaram a legitimidade do pedido e do referendo. O artigo 73 da Constituição da Ucrânia afirma: "Alterações ao território da Ucrânia deverão ser resolvidas unicamente através de um referendo realizado em toda a Ucrânia."[78] Observadores internacionais que se deslocaram à Ucrânia para avaliar a situação foram impedidos de cruzar a fronteira da Crimeia por militantes armados.[79] [80] Tropas russas afundaram um cruzador classe Kara russo, Otchakov, nas proximidades de Novoozerne, Yevpatoria, na costa oeste da Crimeia, para impedir que os navios de guerra ucranianos pudessem sair de seu porto, no lago Donuzlav.[81]

Em 7 de março as tropas russas afundaram outro navio, uma embarcação de apoio a mergulhadores, para bloquear ainda mais o porto do lago Donuzlav.[81]

No mesmo dia, o Parlamento da Crimeia publicou as questões que seriam feitas no referendo de 16 de março:

  1. "Você apoia a reunião da Crimeia com a Rússia, na qualidade de membro da Federação Russa?"
  2. "Você apoia o retorno da Constituição da República de Crimeia de 1992, e a manutenção do status da Crimeia como parte da Ucrânia?"

No dia 10 de março, 78 de um total de 100 integrantes do parlamento regional da Crimeia aprovaram a declaração de independência da península em relação à Ucrânia, na qual foi invocada a Carta das Nações Unidas, foi citado o precedente da independência do Kosovo e uma série de outros documentos internacionais que estabelecem o direito dos povos à autodeterminação; as autoridades de Kiev, por outro lado, afirmaram que não vão reconhecer a decisão de um parlamento que consideram ilegal.[82] [83]

No dia 15 de março de 2014, na véspera do referendo da Crimeia, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para votar por uma resolução que condenasse e não reconhecesse o referendo da Crimeia. 13 dos 15 países do Conselho votaram a favor da resolução, com a China se abstendo. Como a Rússia tem poder de veto, ela votou contra a resolução e, assim sendo, a resolução não foi aprovada.[84]

No dia 16 de março de 2014 realizou-se o referendo.[85] Apenas as cédulas que traziam uma única resposta positiva foram considerados válidos. Não havia opção de manutenção do status quo. Os meios de comunicação da Ucrânia consideraram as questões como equivalentes a "junte-se à Rússia imediatamente, ou declare independência e então junte-se à Rússia."[86] [87] A constituição crimeana atual entrou em vigor em 1999, e o artigo 135 da constituição ucraniana estabelece que qualquer alteração nela deve ser aprovada pelo parlamento ucraniano.

Em 17 de março de 2014 o governo da República Autônoma da Crimeia anunciou o resultado final de seu referendo, apontando que cerca de 95,5% dos votos haviam optado pela primeira opção, que previa a anexação do território à Rússia.[88] Com o resultado do referendo, o Parlamento da Crimeia aprovou por unanimidade e declarou, oficialmente, a Crimeia independente da Ucrânia ao mesmo tempo que oficializou o pedido de anexação à Rússia ao presidente Vladimir Putin[89] Paralelo ao resultado do referendo, houve protestos e ameaças da Ucrânia e demais países, como Estados Unidos e União Europeia, que ressaltaram não reconhecer o resultado do referendo, que julgam ser constitucionalmente ilegal.[90] [91]

Em 18 de março o Kremlin declarou que a Crimeia havia passado a fazer parte da Federação Russa.[92] O presidente Vladimir Putin fez um discurso a parlamentares russos no qual defendeu a reintegração da Crimeia à Rússia, assinado em seguida o tratado de anexação da península à Federação.[93] [94] [95] O governo da Ucrânia, a União Europeia e os Estados Unidos reafirmaram suas discordâncias das declarações de Putin e do Kremlin.[96]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Foto Satélite da península da Crimeia e do Mar de Azov, (NASA/MODIS/Blue Marble).
Mapa da península da Crimeia.
Mapa histórico (1888).

A Crimeia faz fronteira com a região do Kherson a norte, com ao Mar Negro ao sul e ao oeste, e com o Mar de Azov ao leste. Tem uma área de 26 000 km², com uma população de 1,9 milhão de habitantes (2005). Sua capital é Simferopol.

Conecta-se ao resto da Ucrânia pelo istmo de Perekop, com uma largura de 5 a 7 quilômetros. No extremo oriental encontra-se a península de Kerch, que está diretamente em face da península de Taman, em terras russas. Entre as penínsulas de Kerch e Taman encontra-se o Estreito de Kerch, com 4,5 a 15 km de largura, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov.

A costa da Crimeia é repleta de baías e portos. Esses portos encontram-se no lado ocidental do Istmo de Perekop, na Baía de Karkinit; no sudoeste, na baía aberta de Kalamita, com os portos de Eupatória, Sebastopol e Balaclava; na Baía de Arabat, no lado norte do Istmo de Yenikale ou Kerch; e na Baía de Caffa ou Teodósia, com o porto homônimo no lado sul.

A costa sudeste é flanqueada a uma distância de 8 a 12 km do mar por uma cadeia de montanhas também conhecidas como Cordilheira da Crimeia. Essas montanhas são acompanhadas por uma segunda cadeia paralela. Cerca de 75% do resto da superfície da Crimeia consiste de pradarias semiáridas, uma continuação sul das estepes Pontic, que se inclinam levemente para o nordeste a partir dos pés das montanhas. A cadeia principal dessas montanhas ergue-se abruptamente do fundo do Mar Negro, alcançando uma altitude de 600 a 750 metros, começando no sudoeste da península, chamado Cabo Fiolente (ant. Parthenium). Era esse cabo que, supõe-se, era coroado com o templo de Ártemis, onde Ifigênia teria exercido como sacerdotisa.

Diversos kurgans, ou restos de sepulturas, dos antigos citas espalham-se através das estepes da Crimeia.

Durante os anos de poder soviético, as vilas e as dachas da costa da Crimeia eram privilégio dos politicamente fiéis ao regime. Também se encontram vinhedos e pomares nessa região; a pesca, a mineração e a produção de diversos óleos também são importantes. Inúmeros edifícios da família imperial russa também embelezam a região, assim como pitorescos castelos gregos e medievais.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Grupos étnicos[editar | editar código-fonte]

Línguas[editar | editar código-fonte]

As línguas oficiais da Crimeia são o ucraniano, o russo e o tártaro da Crimeia. Outras línguas faladas são o arménio, o polaco e o romeno.

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Numa pesquisa realizada no verão de 2013 pelo VTSIOM (Centro Pan-Russo para o Estudo da Opinião Pública), na qual perguntou-se aos entrevistados da Rússia o que exatamente eles consideravam território russo, 56% alegaram que a Crimeia fazia parte do seu país.[46]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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