Crime e Castigo

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Crime e Castigo
Преступле́ние и наказа́ние
Autor (es) Fiódor Dostoiévski
Idioma russo
País Rússia
Lançamento 1866

Crime e Castigo (em russo, Преступле́ние и наказа́ние, Prestuplênie i nakazánie) é um romance do escritor russo Fiódor Dostoiévski publicado em 1866. Narra a história de Rodion Românovitch Raskólnikov, um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito.

O livro/romance se baseia numa visão sobre religião e existencialismo com um foco predominante no tema de atingir salvação por sofrimento, sem deixar de comentar algumas questões do socialismo e niilismo.

Os personagens e as descrições de seus caracteres e personalidades, bem como outras obras maiores de Fiódor Dostoiévski, inspiraram pensamentos filosóficos,sociológicos e psicológicos da segunda metade do século XIX e também no século XX. Foram influenciados Nietzsche, Sartre, Freud, Orwell, Huxley, dentre outros.[1]

Os flagrantes traços autobiográficos, como a adoração pela mãe, o vício do jogo (O Jogador) e a fidelidade psicológica, bem como os traços estilísticos do autor, colocaram esta obra, entre as maiores da história da literatura universal e, certamente, junto com Os Irmãos Karamazov, garantiram a Fiódor Dostoiévski a posição de maior escritor russo da história em conjunto com Lev Tolstoy.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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O personagem principal, apesar de ex-estudante de Direito, é um homem extremamente pobre e que vive angustiado pela sombra de fazer algo importante. Ele divide os indivíduos em ordinários e extraordinários, numa tentativa de explicar a quebra das regras em prol do avanço humano. Seguindo esse preceito, o personagem planeja e concretiza, em meio a uma luta com sua consciência, a morte de uma agiota.

Antes de fugir da cena do crime, porém, Raskólnikov também comete, a contragosto, levado apenas pela situação de surpresa, o assassinato de Lizavieta, irmã da velha agiota, pois ela havia aparecido no local inopinadamente.

Raskólnikov rouba algumas joias, mas não chega a usufruir desse ganho e, sentindo-se arrependido, enterra-as sob uma pedra.

Após tal fato e seus desfechos, o romance relata de maneira detalhista os dramas psicológicos sofridos pelo autor do homicídio.

Diversas histórias se desenvolvem de maneira paralela à principal, entre elas um romance da irmã do personagem Raskólnikov e as relações do protagonista com Sônia, filha de um funcionário público a quem ele doou dinheiro.

Apesar de investigar Raskólnikov, a polícia termina por prender um inocente que se intitulou culpado devido à pressão que sofria. Entretanto, o personagem por fim confessa o crime que cometera. A confissão deveu-se, principalmente, à enorme influência de Sônia, que, antes disso, compartilha com Raskólnikov a descrição da ressurreição de Lázaro, contida no Novo Testamento.

No decorrer da história, Raskólnikov conta à Sônia sobre o crime que cometeu, e sua irmã fica sabendo por uma terceira pessoa o que ele havia feito. Visto o fato, o tamanho do crime que ele cometera e as pessoas que sabiam e desconfiavam do ocorrido, mais parecia que não eram as pessoas que o importunavam, mas a sua consciência que sufocava, esfacelava seu íntimo. Mostras de que ele não fazia parte do grupo dos extraordinários, indivíduos nos quais ele considerava capazes de cometer quaisquer crimes, ou infringir regras sem culpa alguma.

Por fim, Raskólnikov é preso. Porém, devido à sua confissão, arrependimento e falta de antecedentes criminais, sua pena acaba por ser reduzida a oito anos em uma cadeia na Sibéria. Durante tal período, Sônia, personagem que a partir de certo momento segue Raskólnikov em todas as situações, manteve-se muito presente, servindo até mesmo de mensageira a sua família em São Petesburgo.

Referências

  1. "National Geographic" - 1000 Events that shaped the World - "N.G.Society Washington DC - USA" Jared Diamond; 2007 - ISBN 978-1-4262-0193-6

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