Criptococose

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Microfotografia de Cryptococcus neoformans no pulmão de um paciente de SIDA.

Criptococose é uma infecção causada por Cryptococcus neoformans, que aparenta ser a única espécie patogênica do gênero Cryptococcus.[1] Apresenta-se como levedura encapsulada quando nos tecidos do hospedeiro, o que o torna único entre os fungos patogênicos.[1]

As manifestações mais comuns são a pneumonia e a meningite, sendo esta última de particular importância. Tal como a candidíase, a criptococose é uma infecção fúngica oportunista no portador de HIV.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Existe em todo o mundo. Haverá um caso de meningite em um milhão de pessoas por ano. A infecção se dá pela inalação de esporos, frequentemente em detritos de pombos e o contagio não acontece de pessoa para pessoa.

Progressão e Sintomas[editar | editar código-fonte]

Após inalação, as leveduras multiplicam-se no pulmão, frequentemente de forma assintomática. Mais tarde, se o indivíduo estiver debilitado, disseminam-se pelo sangue, especialmente para o cérebro. O sistema imunitário destrói os organismos sanguíneos, mas não detecta aqueles já presentes no líquido cefalorraquidiano (uma vez que é muito pobre em linfócitos). O resultado mais frequente é a multiplicação das leveduras nesse liquido rico em glicose que envolve o cérebro, com inflamação das meninges (membranas), ou seja, meningite. Sintomas são aqueles de todas as meningites, mas de intensidade mais moderada: dor de cabeça, náuseas, vómitos e fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), que podem durar várias semanas (ao contrário da meningite bacteriana que é fatal em apenas algumas horas).

Em indivíduos imunodeficientes (com por exemplo SIDA/AIDS, tomando corticosteróides ou com outra patologia crónica associada) a condição é mais grave e cura com encefalite potencialmente mortal. Pode ainda causar lesões na pele e ossos.

Diagnóstico e Tratamento[editar | editar código-fonte]

Amostras de liquido cefalorraquidiano são observadas ao microscópio, mas a cultura pode ser necessária para a identificação. A sorologia, com detecção de anticorpos específicos contra o fungo é usada também.

O tratamento é com o fármaco antifúngico anfotericina B, ou com derivados de azol, como itraconazol.

Referências

  1. a b CRIPTOCOCOSE: DUAS DOENÇAS? (PDF) pp. 1. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1993). Página visitada em 5 de janeiro de 2012. "Criptococose é a infecção causada por Cryptococcus neoformans [...], que tudo indica é a única espécie patogênica do gênero Cryptococcus [...]. Nos tecidos do hospedeiro o fungo apresenta-se como levedura encapsulada, fato que o torna único entre os fungos patogênicos [...]."