Cristóvão de Aguiar

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Cristóvão de Aguiar
Nacionalidade Portugal portuguesa
Data de nascimento 1940
Local de nascimento Pico da Pedra, Ilha de São Miguel
Ocupação escritor
Educação Licenciado em Filologia Germânica
Alma mater Universidade de Coimbra (1971)
Obra(s) de destaque Raiz Comovida, Relação de Bordo
Influências Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Vergílio Ferreira, Carlos de Oliveira, Fernando Namora
Prêmios Ricardo Malheiros; Grande Prémio da Literatura Biográfica APE; Prémio Nacional Miguel Torga

Luís Cristóvão Dias de Aguiar, que usa o nome literário de Cristóvão de Aguiar (n. Pico da Pedra, Ilha de São Miguel, 8 de Setembro de 1940) é um escritor português[1] .

Depois de Vitorino Nemésio, é considerado o maior escritor da literatura de autores açorianos e um dos de maior importância no panorama da Literatura Portuguesa contemporânea.

É licenciado em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra, que frequentou de 1960 a 1971. Cumpriu o serviço militar na Guiné Portuguesa, de 1965 a 1967, período durante o qual teve que interromper os seus estudos. Tornou-se leitor de Língua Inglesa na Universidade de Coimbra em 1972.

Foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique em 2001 e homenageado pela Faculdade de Letras e Reitoria da Universidade de Coimbra em 2005, por ocasião dos quarenta anos da sua vida literária, tendo sido publicado um livro, "Homenagem a Cristóvão de Aguiar", coordenado pela Prof. Doutora Ana Paula Arnaut, o qual contém a generalidade das críticas e ensaios publicados sobre a obra do autor durante a sua vida literária [2]

A trilogia romanesca Raiz Comovida (1978-1981) é uma das suas obras mais importantes, a par com a trilogia Relação de Bordo (1999-2004), em 3 volumes, um dos mais interessantes diários da literatura portuguesa.

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesia:

  • Mãos vazias (poesia, 1965);
  • O Pão da Palavra" (1977);
  • Sonetos de Amor Ilhéu", 1992) [3]

Prosa:

  • Cães letrados, contos (2008)[3]
  • Braço tatuado, retalhos da Guerra Colonial, 2006 [3]
  • Ciclone de Setembro, 1985, romance ou o que lhe queiram chamar [3]
  • Grito em chamas, 1995, memórias[3]
  • Passageiro em trânsito, 1988[3]
  • Marilha, sequência narrativa (inclui "Ciclone de Setembro e Grito em Chamas".7[3]
  • Com Paulo Quintela à mesa da tertúlia, nótulas biográficas [3]
  • A descoberta da cidade e outras histórias, 1992 [3]
  • Miguel Torga - o lavrador das letras, 2007, no I centenário do nascimento do Autor
  • Catarse, diálogo epistolar em forma de romance (escrito em colaboração com Francisco de Aguiar)
  • Charlas sobre a Língua Portuguesa - alguns dos deslizes mais comuns de linguagem, 2007
  • Trasfega, casos e contos, 2003, (Prémio Miguel Torga, 2002)
  • A Tabuada do Tempo - a lenta narrativa dos dias (Prémio Miguel Torga, 2006)
  • O Coração da Memória, 2014
  • Traduções:
  • A Riqueza das Nações, de Adam Smith, 1982
  • A Nobre Arquitetura, de António Arnaut (Versão de português para inglês), 1982

Prémios[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cristóvão de Aguiar (em português) (2008). Visitado em 15 de abril de 2012.
  2. a b c autores/cristovaoaguiar Cristóvão de Aguiar (em português). Visitado em 15 de Abril de 2012.
  3. a b c d e f g h i Cristóvão de Aguiar rejeita rótulo de literatura açoriana (em português). Visitado em 15 de Abril de 2012.