Cromatismo

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Cromatismo é a utilização das notas da escala cromática (composta de 12 semitons) no contexto de uma composição tonal. Os cromatismos são geralmente estruturados como frases musicais compostas de notas cromáticas, com a intenção de gerar tensão melódica ou harmônica, prolongando o desenvolvimento tonal e adiando a resolução melódica.

David Cope (1997) descreve três formas de cromatismo: modulação, acordes emprestados de tonalidades secundárias e acordes cromáticos, tais como acordes de sexta aumentada.

O cromatismo por modulação progride melodicamente, passando por notas cromáticas antes de retornar às notas da tonalidade original ou de assumir uma nova tonalidade. Isso prolonga a tensão natural da cadência melódica. Nas formas harmônicas são utilizadas notas pertencentes a acordes de função dominante ou subdominante secundários ou auxiliares, ou a acordes da relativa menor/maior da tonalidade original (empréstimo modal). Em geral, o cromatismo está associado à utilização de alguma forma de dissonância.

Como elemento de modulação já era parte integrante da música tonal desde sua sistematização. Nos dois volumes do "Cravo Bem Temperado", Bach utilizou todas as 12 tonalidades maiores e menores, demonstrando a relação do campo tonal ao campo cromático através das modulações e transposições (Wisnik (1989), página 141-142).

À medida que os compositores da segunda metade do século XIX expandiram os conceitos da música tonal, com novas combinações de acordes, tonalidades e recursos harmônicos, a escala cromática e os cromatismos se tornaram mais freqüentes. Como elemento expressivo, esta técnica encontrou seu auge no final do período romântico, com Franz Liszt, Gustav Mahler e Richard Wagner (Wisnik (1989), página 115). Um dos melhores exemplos do papel expressivo do cromatismo é a ópera Tristão e Isolda de Wagner.

A utilização cada vez mais acentuada do cromatismo é apontada como uma das causas principais do rompimento com a tonalidade pelos compositores do início do século XX, que levou ao desenvolvimento da música dodecafônica e da música serial. Embora o cromatismo possa ser utilizado como uma forma dramática de prolongar a tensão tonal, ele também pode ser utilizado como uma forma de romper com a estrutura hierárquica da escala diatônica e criar composições que não possuem um centro tonal nem atingem nunca um repouso, no sentido utilizado pela música tonal.

Além da música erudita, o cromatismo também é utilizado frequentemente no jazz, blues, choro e alguns outros gêneros populares.

Referências[editar | editar código-fonte]

Artigo parcialmente traduzido da versão em inglês da Wikipedia. versão consultada em 8/7/2007.

  • WISNIK, José Miguel. O Som e o Sentido. Uma outra história das músicas, 1989. São Paulo. Companhia das Letras.
  • COPE, David (1997). Techniques of the Contemporary Composer, p.15. New York, New York: Schirmer Books. ISBN 0-02-864737-8.