Cuca

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A Cuca é um dos principais seres mitológicos do folclore brasileiro. Ela é conhecida popularmente como uma velha feia na forma de jacaré que rouba as crianças. A origem desta lenda está num dragão, a cuca das lendas portuguesas, tradição que foi levada para o Brasil na época da colonização. No Brasil, a "Cuca" normalmente é descrita como tendo a forma de um jacaré com longos cabelos loiros. Isso na verdade se tornou mais popular por causa das várias adaptações para a televisão da obra infantil de Monteiro Lobato, o Sítio do Picapau Amarelo, onde a personagem era sempre representada por uma atriz com uma fantasia de jacaré de cabelo amarelo. No livro original escrito por Monteiro Lobato em 1921, a personagem é descrita apenas como uma bruxa velha com rosto de jacaré, e unhas compridas como as de um gavião.

O Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira traz cuca significando bicho-papão, coco, papa-gente, tutu, bitu, boitatá, papa-figo. A cuca é um bicho imaginário criado e usado para fazer medo às crianças choronas que não querem dormir.

"Para Câmara Cascudo (citado por Melo, 1985, p. 25), a cuca pode ter três origens. De Santa Coca que aparecia nas procissões da província do Minho, em Portugal. Também no Minho, coca é o nome popular de abóbora que, assim como em nossos dias, era perfurada desenhando-se nela os contornos dos olhos e da boca, e colocando-se uma vela acesa dentro. A terceira possível origem é a partir de “Farricoco”, personagem amedrontador, vestido com uma túnica que acompanhava a procissão de Passos, no Algarve, também em Portugal."[1]


Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

  • Versão do filme "O Saci":

A primeira versão audiovisual da Cuca, apareceu em um filme de 1951 chamado O Saci (filme), baseado na obra de Monteiro Lobato, onde a personagem era interpretada por uma atriz chamada M.Meneguelli. Mas, diferente de como é conhecida hoje em dia, a Cuca não era representada como uma jacaré fêmea de cabelos loiros, mas apenas como uma velha de roupas sujas e rasgadas.

  • Versões da Rede Globo:

Nas duas versões do Sítio do Picapau Amarelo, produzidas pela Rede Globo, foram usadas cinco fantasias diferentes para a Cuca, na maioria das vezes, sendo sempre mostrada com corpo de jacaré, com exceção da versão do ano de 2007, onde a personagem é feita sem máscara por Solange Couto.

Na versão de 1977, a Cuca era um boneco de jacaré na cor verde escuro, com listras coloridas na barriga, e cabelos loiros compridos. Já em 2001, ela passou a ser representada usando um vestido vermelho com uma capa que lembravam a roupa usada pela madrasta da Branca de Neve. Na temporada de 2003, a Cuca ficou com cabelos soltos e mais compridos, e ganhou uma nova roupagem amarela e verde. No ano de 2005, a personagem passou por novas mudanças, ficando mais gorda, com um aspécto mais feio e horripilante, e ganhando uma forma mais parecida com a Cuca do Sítio de 1977, com exceção do fato de que a Cuca dos anos 70 possuía listras coloridas na barriga, e pequenos olhos vermelhos (a Cuca de 2005 lembrava tanto a versão de 1977, que em 2008, quando foram lançados DVDs do "Sítio dos anos 70", foi usada por engano, uma foto da Cuca de 2005 no menu do DVD junto com as fotos dos atores da antiga versão de 1977.) A última mudança na fantasia da Cuca aconteceu no ano de 2007, diferente de todas as adaptações televisivas que já haviam sido feitas antes com a personagem, a Cuca dessa vez não era mais um boneco de jacaré, mas sim a atriz Solange Couto com maquiagem no rosto e dentes pontiagudos, usando um macacão verde.

Curioso é que no ano de 2008, algumas partes das fantasias da Cuca de 2001 e 2005 usadas pela Rede Globo, foram reaproveitadas na peça teatral "Sítio do Picapau Amarelo - O Musical", dirigida por Roberto Talma, que também havia sido o diretor da primeira temporada do Sítio em 2001. Na peça, a cabeça e o rosto da Cuca de 2005 foram usados junto com o corpo e vestido vermelho da Cuca de 2001, misturando as duas versões em uma só.

Imagens:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  • Monteiro Lobato : A Cuca
  • Aurélio Buarque de Holanda : Novo Dicionário da Língua Portuguesa
  • Candido Figueiredo: Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa. Livraria Bertrand. Lisboa 1940

Ligações externas[editar | editar código-fonte]