Cuca (treinador de futebol)

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Cuca
Informações pessoais
Nome completo Alexi Stival
Data de nasc. 7 de Junho de 1963 (51 anos)
Local de nasc. Curitiba (PR),  Brasil
Apelido Cuca
Informações profissionais
Período em atividade Como Jogador: 1984-1996 (12 anos)
Como Treinador: 1998-presente (15 anos)
Clube atual República Popular da China Shandong Luneng
Posição Treinador (ex-Atacante)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1984
19851986
19861989
1990
1990
1991
1992
1993
1994
1994
1995
1996
1996
Brasil Santa Cruz-RS
Brasil Juventude
Brasil Grêmio
Espanha Valladollid
Brasil Grêmio
Brasil Internacional
Brasil Palmeiras
Brasil Santos
Brasil Portuguesa
Brasil Remo
Brasil Juventude
Brasil Chapecoense
Brasil Coritiba


0046 000(16)





Seleção nacional
1991 Brasil Brasil 0001 0000(0)
Times que treinou
1998
1999
1999
2000
2000
2001
2001
2002
2002
2003
2003
2004
2004
2005
2005
2005
20062008
2008
2008
2009
20092010
20102011
20112013
2014
Brasil Uberlândia
Brasil Avaí
Brasil Brasil de Pelotas
Brasil Avaí
Brasil Inter de Limeira
Brasil Remo
Brasil Inter de Lages
Brasil Gama
Brasil Criciúma
Brasil Paraná
Brasil Goiás
Brasil São Paulo
Brasil Grêmio
Brasil Flamengo
Brasil Coritiba
Brasil São Caetano
Brasil Botafogo
Brasil Santos
Brasil Fluminense
Brasil Flamengo
Brasil Fluminense
Brasil Cruzeiro
Brasil Atlético Mineiro
República Popular da China Shandong Luneng
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Alexi Stival[1] [2] , conhecido como Cuca (Curitiba, 7 de Junho de 1963), é um ex-futebolista e treinador brasileiro de futebol. Atualmente comanda o Shandong Luneng, da China.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Cuca iniciou sua carreira de jogador no Santa Cruz (RS), em 1984, e depois jogou os dois anos seguintes no Juventude, antes de chegar ao Grêmio.

No Grêmio, onde jogou de 1986 a 1989, e novamente em 1990, após breve passagem pela Espanha, Cuca conseguiu se destacar como um atacante de gols decisivos, como por exemplo o da final da Copa do Brasil de 1989, que deu o título ao Grêmio.

Em 1991, Cuca disputou um amistoso pela Seleção Brasileira contra a Seleção Paraguaia: 1 a 1. Neste único jogo que Cuca disputou pela Seleção Brasileira, ele não fez gols.

Depois de deixar o Grêmio, Cuca teve passagens menos marcantes por outros grandes clubes, como Internacional, Palmeiras e Santos, Remo. até que, em 1996, aos 33 anos de idade, e mesmo sendo declaradamente torcedor do Atlético Paranaense decidiu encerrar sua carreira no Coritiba.

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Dois anos após parar de jogar,formou-se em Educação Física e Ciência do Esporte. Então Cuca deu início a sua carreira de treinador à frente do Uberlândia A notoriedade como treinador somente veio durante o Campeonato Brasileiro de 2003, quando Cuca aceitou o convite para treinar o Goiás, que havia terminado o 1º turno na última posição. Em uma recuperação impressionante, o time do Goiás acabou a competição na nona colocação, classificando-se para a Copa Sul-Americana do ano seguinte.

Após o excelente trabalho no Goiás, a grande chance de Cuca surgiu com o interesse do São Paulo em tê-lo como treinador para a temporada seguinte. No comando do São Paulo, Cuca chegou até as semifinais da Libertadores de 2004, quando seu time foi eliminado pelo surpreendente Once Caldas. Desgastado com a diretoria do São Paulo, deixou o clube no mesmo ano, contudo, foi responsável pela contratação de jogadores como Danilo, Grafite e Danilo, que levariam o São Paulo à conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2005. Saiu do São Paulo em Agosto de 2004.

Cuca seguiu sua carreira no Grêmio de setembro a dezembro de 2004, mas não obteve sucesso. O time foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Estreou no Flamengo no dia 15 de fevereiro de 2005, quando o time empatou em 1 a 1. Cuca não fez sucesso no Flamengo e foi demitido em 16 de abril de 2005.

Estreou no Coritiba em 5 de maio de 2005 e foi demitido no dia 14 de outubro de 2005 após perder 3 vezes seguidas.

No São Caetano, estreou no final de 2005, mas não conseguiu se destacar novamente e não repetindo os bons trabalhos que o haviam tornado um treinador de fama.

Foi neste contexto que, em 2006, Cuca iniciou seu trabalho no Botafogo, um trabalho de dois anos que o recolocou no patamar dos melhores treinadores do Brasil. Resposável pela montagem de um time que contava com Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio e Jorge Henrique, Cuca resgatou o Botafogo para a disputa de títulos nacionais.

Em 2007, o Botafogo era tido como o time de futebol mais vistoso no Brasil, e não foi à toa que aquela equipe liderou o Campeonato Brasileiro da 6ª até a 18ª rodada. No final, porém, o título acabou nas mãos do São Paulo, enquanto o Botafogo acabava a competição na nona posição. Paralelamente ao declínio no Brasileiro, o Botafogo viveu o drama da eliminação na Copa Sul-Americana, quando foi derrotado nas oitavas-de-final para o River Plate. Vencendo a partida por 2x1 e com o adversário com dois jogadores a menos, o Botafogo acabou permitindo a virada do time argentino, o que acabou desencadeando o pedido de demissão de Cuca.

Curiosamente, três jogos depois de pedir demissão, nove dias no total, Cuca aceitou retornar ao comando do Botafogo. Mantendo o bom trabalho, Cuca conseguiu levar o Botafogo às finais do Campeonato Carioca de 2008, contra o Flamengo, repetindo a decisão do ano anterior. Porém, o Botafogo perdeu o título para o Flamengo.

A falta de títulos, apesar de seu reconhecido bom trabalho à frente do Botafogo, acabou por resultar em seu desligamento com o clube alvi-negro depois da eliminação na Copa do Brasil. Daí por diante, ainda em 2008, Cuca teve passagens desastrosas pelo Santos e Fluminense.

Em 2009, Cuca acertou sua ida para o Flamengo, quando enfim conseguiu conquistar seu primeiro título expressivo na carreira, quando o Flamengo sagrou-se tri-campeão carioca diante do Botafogo. Em 22 de julho de 2009, Cuca foi demitido do time carioca, após trinta e nove jogos.[3] No total, Cuca teve dezenove vitórias, treze empates e sete derrotas.

Em 1 de setembro de 2009, Cuca foi anunciado novamente como novo treinador do Fluminense Football Club.[4] No comando do Fluminense fez uma campanha incrível, talvez a mais importante de sua carreira. Quando chegou ao clube, o Fluminense era dado como rebaixado para Serie B. Matemáticos calculavam 98% de chance de rebaixamento. Foi nesse contexto que Cuca liderou o clube, que depois de ter trocado de técnico 4 vezes no mesmo ano, conseguiu a façanha: a fuga do rebaixamento em 2009. No mesmo ano, Cuca ainda conseguiu o vice-campeonato Sul-Americano.

Porém, em 19 de abril de 2010, com o fracasso da equipe no Campeonato Carioca, foi demitido.[5]

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

Em 8 de junho, Cuca foi anunciado como treinador do Cruzeiro, com contrato até dezembro de 2011.[6] [7] Logo em sua estréia a equipe mineira conseguiu uma vitória de 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense.[8] Durante os primeiros jogos, o trabalho de Cuca destacou-se pela melhoria da defesa da equipe. Em seis partidas, foram apenas 3 gols sofridos.[9] [10]

Conseguiu garantir a classificação do Cruzeiro para a disputa da Libertadores de 2011 com antecedência, após a vitória sobre o Vasco por 3 a 1, em 21 de novembro. Terminou o campeonato com o clube na segunda colocação, apenas dois pontos atrás do campeão, o Fluminense. Em 2011 foi campeão mineiro; contudo, após uma eliminação precoce na Libertadores e um início ruim no Brasileiro, Cuca deixou o comando da equipe em junho de 2011, sendo substituído por Joel Santana.

Atlético Mineiro[editar | editar código-fonte]

Cuca foi anunciado como o novo treinador do Galo, em substituição a Dorival Júnior. Após perder as seis primeiras partidas, sendo duas pela Sul-Americana e quatro pelo brasileirão, ele chegou a entregar o cargo após a derrota para o arquirrival, porém foi convencido pelos jogadores a continuar como treinador da equipe. Cuca conseguiu equilibrar a equipe e começou uma campanha de recuperação incrível que livrou o time do rebaixamento para a Série B.

No primeiro semestre de 2012, Cuca conquistou novamente o Campeonato Mineiro, mas desta vez pelo Atlético e de forma invicta, o que não acontecia há 36 anos no clube. Nas Oitavas de final da Copa do Brasil, após uma sequência de 14 jogos invictos no ano, intercalados entre Campeonato Mineiro e Copa do Brasil, o Atlético foi derrotado no Serra Dourada pelo Goiás no jogo de ida e não conseguiu reverter a situação em casa no jogo da volta, consequentemente sendo eliminado da competição. Com isto o time se focou no Campeonato Brasileiro e se reforçou com nomes de peso como Ronaldinho Gaúcho, Victor e . Cuca conseguiu montar um time veloz e perigoso nas bolas aéreas , e levou o Atlético ao vice-campeonato Brasileiro e consequentemente à Taça Libertadores, o que não ocorria desde 2000. Para muitos comentaristas de Futebol , o Atlético apresentava o melhor futebol da competição, e depois de uma campanha espetacular no primeiro turno, com 43 pontos em 19 partidas, o Atlético terminou o Campeonato com 72 pontos, 6 pontos atrás do Fluminense que foi o campeão naquele ano. Em 2013, levou o time a seu primeiro titulo da Libertadores, ao bater o Olimpia do Paraguai nas finais, em um jogo dramático, decidido nos pênaltis. Assim, dando adeus a fama de azarado.

Ao final de 2013, especulou-se a saída de Cuca do comando do Atlético Mineiro. Porém, no dia 20 de novembro de 2013, o presidente do Galo, Alexandre Kalil, deu fim às especulações. Anunciou a renovação do contrato do treinador, campeão da Libertadores, por mais um ano, até o final de 2014, quando Kalil encerra seu mandato de presidente.[11]

No dia 18 de dezembro após derrota por 3 a 1 para o Raja Casablanca, no Mundial de Clubes, foi confirmado sua saída do Atlético Mineiro, passando a partir de 2014 a treinar o time chinês.

Shandong Luneng[editar | editar código-fonte]

Cuca estreou no comando do Shandong Luneng com vitória de 1 a 0 sobre o Harbin Teng, em partida válida pela Super Liga Chinesa.[12]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

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Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas
Botafogo 138 70 38 30
Santos 14 3 4 7
Fluminense 9 2 5 2
Flamengo 39 19 13 7
Fluminense 46 28 12 6
Cruzeiro 60 37 11 12
Atlético Mineiro 153 80 34 39
Shandong Luneng 2 1 1 0

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Grêmio
Internacional
Remo

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Botafogo
Flamengo
Cruzeiro
Atlético Mineiro

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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