Camp

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Camp (do inglês norte-americano, lit. "levantar acampamento" ou "acampar") é uma gíria para comportamento, atitude ou interpretação exagerada, artificial ou teatral; ou ainda um adjetivo que significa algo de mau gosto, muito artificial, exagerado, "cafona" ou "brega".[1] Susan Sontag em seu artigo clássico Notes on "camp" de 1964, diz: o camp é comumente relacionado ao exagero, à afetação, a uma estética especial que ironiza ou ridiculariza o que é dominante".[2]

A partir da metade da década de 1970, entretanto, a definição também passou a incorporar banalidade, artificialidade, mediocridade e ostentação tão extrema que tenha um apelo perversamente sofisticado. A escritora estadunidense Susan Sontag no mesmo artigo mencionado acima, enfatizou os elementos chave da cultura camp como sendo a artificialidade, a frivolidade, a pretensão ingênua da classe média e os excessos provocados pelo choque. A estética camp é popular desde a década de 1960 até a atualidade e atingiu seu auge nas décadas de 1970, 1980 e início dos anos 1990.

O cinema camp foi popularizado por cineastas como George e Mike Kuchar, Andy Warhol e John Waters, principalmente por Pink Flamingos e Hairspray do último. Celebridades associadas com a cultura camp incluem drag queens como Dame Edna Everage, Divine, RuPaul e Liberace. A cultura camp foi adotada como parte da defesa anti-acadêmica da cultura popular na década de 1960, ganhando popularidade na década de 1980 com a adoção difundida de pontos de vista pós-modernos na arte e na cultura.

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Referências