Cultura camp

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Cultura camp é um termo utilizado para se referir aos adoradores de produtos culturais que são atraentes devido ao seu mau gosto e valor irônico. O conceito de camp é estreitamente ligado ao de kitsch, e as coisas campy são geralmente referidas como sendo "campy" ou "cheesy" (bregas). Quando o termo apareceu pela primeira vez, em 1909, denotava ostentação, exagero, afetação, teatralidade e comportamento efeminado. A partir da metade da década de 1970, entretanto, a definição também passou a incorporar banalidade, artificialidade, mediocridade e ostentação tão extrema que tenha um apelo perversamente sofisticado. A escritora estadunidense Susan Sontag em seu artigo Notes on "Camp", de 1964, enfatizou os elementos chave da cultura camp como sendo a artificialidade, a frivolidade, a pretensão ingênua da classe média e os excessos provocados pelo choque. A estética camp é popular desde a década de 1960 até a atualidade e atingiu seu auge nas décadas de 1970, 1980 e início dos anos 1990.

O cinema camp foi popularizado por cineastas como George e Mike Kuchar, Andy Warhol e John Waters, principalmente por Pink Flamingos e Hairspray do último. Celebridades associadas com a cultura camp incluem drag queens como Dame Edna Everage, Divine, RuPaul e Liberace. A cultura camp foi adotada como parte da defesa anti-acadêmica da cultura popular na década de 1960, ganhando popularidade na década de 1980 com a adoção difundida de pontos de vista pós-modernos na arte e na cultura.

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