Cultura da Bahia

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A tradicional festa de Iemanjá no bairro soteropolitano do Rio Vermelho, em 2008.

A cultura da Bahia é uma das mais ricas e diversificadas do Brasil, sendo o estado considerado um dos mais ricos centros culturais do país, conservando não apenas um rico acervo de obras religiosas, arquitetônicas, mas é berço das mais típicas manifestações culturais populares, quer na culinária, na música, e em praticamente todas as artes.

A Bahia tem seus expoentes, suas características próprias, resultado da rica miscigenação entre o índio nativo, o português colonizador e o negro escravizado. Nessa imensa vastidão cultural, entre as principais manifestações culturais estão o carnaval de Salvador, a festa da Independência da Bahia, as festas juninas no interior, em especial a guerra de espadas em Cruz das Almas e em Senhor do Bonfim, a lavagem do Bonfim, a Festa de Santa Bárbara, a Festa de São Sebastião, a festa de Iemanjá, e muitas outras. Na Bahia, ainda há espaço para um provérbio, a um tempo jocoso e sério, que retrata a índole do seu povo: "O baiano não nasce, estreia" e a chamada baianidade, expressão frequentemente usada para definir características de vida dos baianos.[1] [2] Ainda há o baianês, modo de falar todo próprio do baiano.[3]

Cultura erudita[editar | editar código-fonte]

Frontispício de edição de 1775 dos poemas de Gregório de Matos.

Na Bahia nasceu o primeiro historiador do Brasil, Frei Vicente do Salvador. Ainda como Colônia, os versos de Gregório de Matos repercutiam qual dardos, dono de rimas tão ferinas que lhe renderam a imortalidade com o epíteto de "Boca do Inferno".

Lugar da primeira Faculdade de Medicina do país (Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia), foi berço de nomes que se destacaram no cenário nacional, tais como Afrânio Peixoto, Oscar Freire, Edgard Santos, Antônio Rodrigues Lima, Juliano Moreira, etc.

Do Direito e Educação brotaram nomes como Ruy Barbosa, Teixeira de Freitas, Anísio Teixeira[4] , Antônio Luiz Machado Neto, Aliomar Baleeiro, Orlando Gomes, Nestor Duarte e, caindo para a literatura, Castro Alves, o "Poeta dos Escravos", autor de um dos mais conhecidos trabalhos da literatura brasileira: O Navio Negreiro.

Na Engenharia, Teodoro Sampaio teve um importante papel na geografia e da geologia no Brasil.

Música[editar | editar código-fonte]

Olodum com seus tambores no Carnaval de Salvador de 2010.

Já era a Bahia, em particular Salvador, sua capital, a maior cidade das Américas durante vários séculos, um dos principais centros comerciais do Novo Mundo. Das raízes negras brotou o samba de roda, seu filho samba, o lundu e outros tantos ritmos, movidos por atabaques, berimbaus, marimbas - espalhando-se pelo resto do Brasil, e ganhando o mundo.

Xisto Bahia, levando os ritmos e mesmo poetas (como Plínio de Lima), descobre o novo meio e grava o primeiro disco brasileiro. E experimenta o sucesso internacional com Dorival Caymmi.

Do rock ao tropicalismo, de Raul Seixas a Caetano Veloso, infinitos nomes desfilam mundo afora, como João Gilberto, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé.[5]

Carnaval[editar | editar código-fonte]

Foi no Carnaval que o baiano encontrou-se com o mundo: Em 1950 Dodô e Osmar inventam o Trio Elétrico, e atrás dele "só não vai quem já morreu", como fala um trecho da música de Caetano Veloso, que acabou popularizando o trio por todo Brasil.

Um novo cenário foi descortinado, revelando artistas e grupos musicais: Moraes Moreira, Luiz Caldas (que acabou tendo um importante papel, revelando para o Brasil um novo ritmo que difundiu por todo país, o axé music), Chiclete com Banana, É o Tchan![6] , Daniela Mercury, Margareth Menezes, Ivete Sangalo, etc.[7]

O negro reconquista sua identidade, e ganha força nos Filhos de Gandhi, o Olodum une música ao trabalho social.

Culinária[editar | editar código-fonte]

Tabuleiro da baiana de acarajé com exemplares da gastronomia baiana.

A culinária da Bahia é muito influenciada por ingredientes e temperos oriundos da África; do Candomblé ou do tabuleiro da baiana brotam o acarajé, o abará, o vatapá e tantos pratos temperados pelo quiabo, azeite de dendê e as pimentas, festejando aos santos (muitas comidas são oferendas aos orixás), como o caruru ou festejando a vida, como a moqueca, a Bahia tem sempre um quindim a despertar o paladar.

Teatro[editar | editar código-fonte]

No Teatro baiano, há várias peças conhecidas: A Bofetada, Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia!, Siricotico - Uma comédia do balacobaco, Los Catedrásticos, Os Cafajestes, O Indignado. Além delas, há as companhias de teatro: Cia Baiana de Patifaria, Bando de Teatro Olodum, Cia Cuca de Teatro, Cabriola Cia de Teatro, Arte Sintonia Companhia de Teatro, dentre outras mais.[8] Com isso o teatro ficou rico, revelando atores como Lázaro Ramos, Wagner Moura, Luís Miranda, João Miguel, Tânia Toko, Zéu Brito, Fabrício Boliveira, Emanuelle Araújo etc.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MARIANO, Agnes. A invenção da baianidade. São Paulo: Annablume, 2009. 310 pp. ISBN 9788574198965.
  2. NOVA, Luiz. e FERNANDES, Taiane. BAIANIDADE (PDF) cult.ufba.br.
  3. LARIÚ, Nivaldo. Dicionário de baianês. Salvador: [s.n.], 1991.
  4. BRIZA, Luiza (1 de julho de 2011). Anísio Teixeira Educar para Crescer abril.com.br. Visitado em 20 de maio de 2014. "O educador propôs e executou medidas para democratizar o ensino brasileiro e defendeu a experiência do aluno como base do aprendizado"
  5. JR., Irineu Guerrini. e VICENTE, Eduardo. Na trilha do disco: Relatos sobre a indústria fonográfica no Brasil. Rio de Janeiro: E-papers, 2010. 184 pp. p. 92.
  6. REIS, Mellyna (1 de maio de 2013). Sucesso nos anos 90, É o Tchan completa duas décadas sem perder o rebolado NE10 uol.com.br. Visitado em 20 de maio de 2014.
  7. SANTANNA, Marilda. As donas do canto: o sucesso das estrelas-intérpretes no carnaval de Salvador. Salvador: Edufba, 2009. ISBN 8523208852.
  8. Companhias de Teatro da Bahia Nas coxias da Bahia. Visitado em 29 de maio de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]