Cultura do Recife

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O Recife é berço de escritores, poetas, músicos e vários artistas de muitas formas de expressão.As manifestações culturais mais relevantes de Pernambuco ocorrem na capital, ressaltando-se o Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco, que na década de 1980 reuniu grande número de poetas; O Abril Pro Rock,[1] que surge como revelador do Movimento Manguebit e revelador nacional de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.

Literatura,artes plásticas e música[editar | editar código-fonte]

Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Carlos Pena Filho são nomes da poesia do Brasil que retrataram o Recife em suas obras. Além da poesia, surgiram no município nomes como Nélson Rodrigues e Gilberto Freyre na literatura, Lenine, Antônio Nóbrega, Robertinho do Recife e Reginaldo Rossi na música, Francisco Brennand, Vicente do Rego Monteiro e Lauro Villares nas artes plásticas,Hermilo Borba Filho,Osman Lins e Ariano Suassuna no teatro,entre outros.[2] [3] [4] [5]

O Frevo surgiu no município há mais de cem anos e durante o Carnaval do Recife é o ritmo musical mais comum com blocos como o Galo da Madrugada,Bloco das Flores,Bloco do Mortadela,Guaiamum Treloso,Bloco da Saudade,Batutas de São José,Siri na Lata,Madeira do Rosarinho,entre outros.A Orquestra Sinfônica do Recife, a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério,Geraldo Azevedo,Almir Rouche e Silvério Pessoa são os principais nomes do frevo no Recife.

No cenário do rock,destacam-se as bandas Nação Zumbi,Mundo Livre S/A,Devotos,Academia do Medo,Ave Sangria e Sheik Tosado.

É a principal reduto do death metal e do black metal no Nordeste,sendo o Bairro do Recife a principal concentração dos ouvintes desse gênero musical,recebendo bandas famosas internacionais como a sueca Dark Funeral.

Museus[editar | editar código-fonte]

Parque das Esculturas de Francisco Brennand.

O município abriga vários museus, centros culturais como por exemplo o Caixa Cultural, Centro Cultural dos Correios e o Centro Cultural Banco Real e instituições voltadas para a promoção de ações artísticas e culturais tais como a centenária Academia Pernambucana de Letras, Academia de Artes e Letras de Pernambuco e o Instituto Ricardo Brennand,[6] um dos mais importantes museus do Brasil, que abriga importante coleção de armaria, gravuras e outras obras de arte abrangendo o período entre a Idade Média e o fim das Invasões holandesas do Brasil. Destacam-se a maior Coleção de pinturas de Frans Post do mundo e as Armaduras Medievais.

Entre os museus têm destaque o Museu do Estado de Pernambuco, que guarda acervo histórico sobre o estado e a cidade, o Museu da Cidade do Recife, que, instalado no Forte das Cinco Pontas, conta boa parte da história do Recife, o museu do Memorial da Justiça, instalado na antiga estação de trem do Brum, o Museu do Homem do Nordeste (idealizado por Gilberto Freyre), e o Museu da Abolição, que foi criado em 1957 pelo governo federal para contar a história dos escravos no Brasil e a abolição.

Outros museus:Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães,Museu Murilo la Greca,Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco,Espaço Pasárgada,Museu da Imagem e do Som de Pernambuco.

Teatro[editar | editar código-fonte]

O Teatro de Santa Isabel é o principal teatro do Recife, compondo importante conjunto arquitetônico e paisagístico na Praça da República com Palácio do Campo das Princesas, Palácio da Justiça e o Liceu de Pernambuco. Além do Santa Isabel,outros teatros importantes da cidade são os teatros Valdemar de Oliveira,Apolo, Hermilo Borba Filho, Parque, Barreto Júnior,Arraial,Beberibe,Guararapes,o Teatro da UFPE e muitos outros.

Cinema[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1920 há um movimento nas principais cidades do Brasil, objetivando o incentivo da produção cinematográfica nacional e a instalação de mais salas de exibição, em especial nas revistas Paratodos e Selecta,[7] bem como pelo surgimento de duas revistas especializadas no cinema: A Scena Muda e Cinearte.[8]

As produções regionais então têm lugar, sendo a ocorrida em Recife uma das mais profícuas, com início a partir de 1922. As produções em cinema mudo se revelavam fáceis e baratas, e vieram a revelar nomes como Edson Chagas, Gentil Roiz, Ary Severo e Jota Soares, em produções de documentários e de longas-metragens, em títulos como Altaré da Praia, Um Dia na Fazenda, Jurando Vingar, etc.[7]

Desta produção, o longa Retribuição, de Gentil Roiz, foi o primeiro a possuir um enredo. Altaré da Praia foi produzido por uma empresa, então constituída, para a produção cinéfila, chamada Aurora Filmes; outras companhias existiram, como Vera Cruz e Olinda Filmes.[7]

O surgimento do cinema sonoro, aliado ao encarecimento das produções e a qualidade superior das produções hollywoodianas, levaram à decadência e desaparecimento da produção local, já inexistente no começo da década seguinte.[7]

Nas primeiras décadas do cinema em Recife,as salas de exibição tinham seus próprios espaços,havendo centenas delas espalhadas pela cidade. A decadência das salas de rua iniciou-se na década de 1970 com o surgimento do vídeocassete e a popularização da televisão. No final da década de 1990 o surgimento das salas multiplex dos shopping centers praticamente selou a extinção dos cinemas de rua. Hoje sobram apenas duas salas de exibição desse tipo:o Cinema São Luiz e o Cinema do Parque, além de outros,que exibem filmes especiais,em geral,mais antigos e fora do eixo Hollywood.

Os principais cinemas do Recife estão nos shoppings Recife, Tacaruna, Boa Vista, no Plaza e no RioMar .[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. [3]
  4. [4]
  5. [5]
  6. [6]
  7. a b c d Machado, Regina Coeli Vieira. Cinema Pernambucano. Fundação Joaquim Nabuco. Página visitada em 20/04/2010.
  8. II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso (agosto de 2008). A Scena Muda e Cinearte. Página visitada em 16/04/2010.
  9. acessada em 24/01/2012